Você Mexeu Com O Meu Mundo!
24 Capítulo 23 - O Destino Está De Sacanagem
Notas iniciais
*Mais um capítulo para vocês.
*Boa leitura!
When You're Gone – Avril Lavigne
Eu sempre precisei de um tempo pra mim mesma
Eu nunca pensei que eu precisaria do seu apoio quando chorasse
E os dias parecem anos quando eu estou sozinha
E a cama aonde você dorme
Está arrumada do seu lado
Quando você vai embora eu conto os passos que você dá
Você percebe o quanto eu preciso de você agora?
(...)
Eu nunca tinha me sentido assim antes
Tudo que eu faço
Me lembra você
E as roupas que você largou estão espalhadas pelo chão
E elas tem o seu cheiro
Eu amo as coisas que você faz
(...)
Quando você vai embora
Os pedaços do meu coração sentem a sua falta
Quando você vai embora
O rosto que eu conheci também me faz falta
Quando você vai embora
As palavras que eu preciso ouvir vão sempre me fazer levar o dia adiante
E fazer tudo ficar bem
Eu sinto sua falta
–Puxa amiga eu sinto muito -Disse Rose me abraçando.
Hoje Carlisle deixou Edward e eu faltarem na escola, e Rose meio que aproveito a decha pra faltar também. Eu tinha contado tudo o que eu descobri, omitindo a parte que envolve Edward e a mãe dele é claro, e também a minha suspeita de que Tanya pode ser minha irmã, por que ninguém merece uma noticia dessa.
–O nome dele é Phillipe -Disse.
–Phillipe do que? -Perguntou Rose. Edward tinha ido ajudar a mãe dele a preparar um lanche para gente, então aproveitei a decha.
–Phillpe Cullen -Disse e ela arregalou os olhos.
–Mas, Cullen? -Perguntou confusa.
–Rose, eu não posso contar muita coisa sobre isso, por que envolve Edward e ele sofreu demais com isso, pelo o que eu sei. O que eu posso falar é que nome do meu pai é Phillipe Cullen irmão do Carlisle, e que tem uma historia cabeluda por atrás de tudo isso, que eu não posso contar por enquanto.
–Poxa amiga, é tão maluca assim?
–Parece mais uma suruba de tanta gente que tem no meio -Ela gargalhou.
–Só você pra fazer piada com uma cosias seria dessa.
–O lanche está pronto, crianças -Gritou Beth.
–Eu fala nada sobre assunto, Edward ainda não sabe de nada. E eu quero contar eu mesma pra ele -Ela assentiu.
(...)
Por conta do tratamento eu tinha que comer 2 em 2 horas. Mas, eu estava me acostumando rápido com tudo isso, bom durante esse tempo eu tive muita vontade de me cortar, já tinha perdido a conta de quantas borboletas eu tinha pelo corpo eu esta indo bem não 'matei' nenhuma.
Rosalie passou a tarde inteira com a gente, foi super divertido anos que eu não fico coma minha best. Agora estava Edward e eu jogados no quarto dele olhando pro teto, eu ainda não tinha ido na minha casa, por isso eu estava usando uma calça da Beth e uma blusa de Edward, que parecia mais um vestido.
–Ed, precisamos conversar -Disse quebrando o silencio.
–Sobre o que? -Perguntou distraido.
–Sobre a sua mãe -Disse seria. Ele se sentou e me olhou com uma mistura de confusão, raiva e susto–E eu não to falando ta Beth -Ele arregalou os olhos -É sobre a Renné -Ele se levantou e começou a andar pelo quarto.
–Eu não quero falar sobre ela!!! -Disse com raiva.
–Mas não é totalmente sobre, é também.... -Me desesperei.
–EU NÃO QUERO FALAR SOBRE ELA!!! -Gritou irritado.
–EDWARD!!! CHARLIE NÃO É O MEU PAI!!! -Gritei chamando a atenção dele, ele me olhou confuso, não aguentei, comecei a chorar.
–Co-como assim, Mel? -Me abraçou.
–Quando minha mãe traiu o meu pai, ela engravidou.
–E você sabe o nome do seu pai? -Perguntou hesitante.
Me afastei dele e sentamos no chão e o encarei.
–Agora eu preciso que você me ouça dom atenção -Disse calma -Por que nessa parte envolve Renné -Disse hesitante. Hesitou, mas assentiu. Respirei fundo -Meu pai é Phillipe Cullen -Ele se assustou.
–Phillipe Cullen? -Cuspiu as palavras, assenti -Eu não acredito que você é filha dele -O olhei confuso -Você não é parecida com ele, não internamente.
–Como assim? -Continuava confusa.
–Ao contrario dele, você é fiel as pessoas -Fechou os olhos com força -O que você quer saber sobre... Renné? -Disse com dificuldade.
–Eu não sei -Disse sincera -Você sabe como foi ? Quer dizer... Phil falava sobre a minha... Sobre Esme?
–Não por que ele era casado, só que ninguém nunca viu a esposa dele... Nem sabemos quem era.
–Eu sei... -Ele me olhou confuso -Victoria Denali -Frisei o 'Denali', arregalou os olhos, ri sem humor -Tanya pode ser minha irmã -Disse como se fosse normal.
–Meu Deus! -Disse impressionado.
O silencio se instalou entre a gente, eu daria tudo pra saber o que ele está pensando.
–Edward -Ele me olhou com se acordasse de um transe -Me fala sobre a sua mãe -Disse hesitante.
–Não gosto de falar sobre isso -Disse magoado.
–Por favor, foi coma sua mãe que meu pai...
–Não! -Levantou o dedo me impedindo -Fala isso, por favor -Implorou -Você sabe o quanto isso tudo me magoou? -Baixei a cabeça -Você escuta de uma pessoa, que ela te ama e logo depois ela te diz que você é insignificante, isso tudo me atrapalha dizer 'eu te amo' para as pessoas que eu amo -Levantei a cabeça -Não por que eu esteja mentindo, mas sim por que eu tenho medo dela não acreditar -Disse triste.
–E quem você ama? -Meu coração acelerou, ele me olhou.
–Você -Sorri, pela primeira vez, depois que tudo que eu descobri, meu coração se encheu de alegria eu não conseguia parar de sorri -Eu... Hum... è difícil pra mim dizer isso -Falou se aproximando -Tudo começou com um afeto enorme por você, claro que no começo eu não gostava de admitir -Disse sorrindo e se aproximando -Mas, depois eu aceitei. Gostava demais de você e toda vez que você falava que me amava ficava cada vez mais feliz, bem quando tudo aquilo aconteceu com a Rosalie a primeira pessoa que veio na minha cabeça foi você eu só pensava 'como eu vou explicar isso para Mel?' -Sorri -Bem ouve aquela briga que você já sabe -Corei -E esse tempos que a gente ficou mais próximos só serviu para eu ver -Colou nossos rostos -O quando eu te amo -meu sorriso aumentou e as lágrimas, de felicidade, desciam pelo meu rosto. Fechei os olhos esperando o beijo.
O beijo incrível, ele me beijava com ternura, carinho e, com certeza, com muito amor. Nossas línguas acariciavam uma a outra, coloquei minha mão em seu cabelo o puxando para mais perto, ele gemeu baixinho, sorri entre o beijo ele ficou em cima de mim, 'ligaram o aquecedor de novo', nos separamos ofegantes e sorrindo.
–Eu também te amo muito, Ed -Sorriu -Muito, muito... -Dei vários beijinhos nele.
–Você... -Corou -Você quer namorar comigo? -Sorri grande, 'meu sonho está se realizando!' gritei internamente.
–Hum, não sei -Fingi pensar e ele sorriu -Mais é claro! -O abracei forte.
Ficamos namorando um pouquinho, até que Beth (minha sogrinha!) nos chamou para jantar, mas quando contamos que estávamos namorando ela quase gritou de alegria.
–Isso é ótimo, Mel -Disse me abraçando -Vocês formam um casal muito bonito -Se afastou.
–Faço muito gosto do namoro de vocês -Disse Carlisle, eu e Edward estávamos corados.
Beth disse que o janta era em comemoração ao nosso namoro, Ela ficou o jantar inteiro falando sobre 'o futuro'. Coisas do tipo casar, ter filhos e etc. Eu Edward ficamos corados até a alma e Carlisle só ria. Foi o jantar mais divertido que já tive. Na hora de dormir eu escapuli pro quarto de Edward e dormirmos abraçadinho, foi a primeira noite, depois de tudo isso que aconteceu, que eu consegui dormi.
(...)
Acordei sentindo um monte de beijos pelo meu rosto, no meu pescoço sorri já imaginado quem era.
–Assim você me acostuma mal -Abri os olhos e vi aquelas duas esmeraldas me olhando, como sempre sonhei, com amor.
–Eu não acho -Me beijou.
–Isso é tão bom -Sorriu.
–Crianças, parem de namorar e vão pra escola e Melanie eu sei que você está ai -Disse Beth, Edward e eu gargalhamos.
Me levantei com muita preguiça, mas pera ai... Com que roupa eu vou pra escola? Eu não quero ter que encarar Charlie logo de manhã.
–Er... Ed, a sua mãe bem que podia me emprestar uma roupa pra ir pra escola -Disse tímida.
–Eu acho que você devia ir falar logo com Charlie -Disse serio.
–Ah! Não Ed -Fiz birra.
–Eu acho melhor você se resolver com ele, por que querendo ou não você vai ver ele a escola -Fiz bico -Não adianta fazer bico -Bufei e cruzei os braços -Vai lá -Beijou o meu pescoço -Vai ser bom pra vocês dois.
(...)
Depois de Edward fazer um discurso de presidente da republica dizendo que seria melhor pra mim e para o Charlie se resolverem logo, desistir e vim falar com ele.
Bati na porta, mas ninguém abriu resolvi entrar.
–Charlie?! -O chamei ninguém respondeu.
–Fui até o escritório dele e o encontrei coma cabeça sobre a mesa, monte de papeis espalhados pelo chão e algumas garrafas vazias.
–Charlie?! -Ele me encarou assustado, 'que estranho'–Você está bem?
–Estou sim -Disse rouco.
–Hum... Eu queira conversar com você... -Pigarrei -Eu já sei de tudo.
–Eu não quero falar sobre isso -Disse meio perdido.
–O que ouve com você, Charlie? -Perguntei confusa -Achei que você ia querer esfregar isso na minha cara, mas você simplesmente não quer conversar sobre isso.
–Melanie, eu estou coma a cabeça cheia.
–Aconteceu alguma coisa? -'Nem sei por que eu ainda me importava'.
–Sim -Suspirou -Estou falindo -Arreglei os olhos, riu sem humor -A sua vida de princesa está pra acabar.
–Charlie -Disse impaciente -Eu já fui tudo. A feiosa, a vilã, tudo! Menos a princesa.
–Eu sei -Me olhou estranho -Vamos ter que vender algumas coisas daqui... Começando pelos carros -Suspirei, se eu ainda fosse a Melanie egoísta que eu era, eu iria brigar, gritar com ele e faria de tudo pra continuar com o carro, mas eu mudei e sinceramente podiam tirar tudo de valor que eu tinha que eu não ia ligar, estava anestesiada para qualquer sentimento egoísta que eu tivesse -Não vai me falar nada? -Perguntou confuso.
–Não, eu não sou mais aquela Melanie egoísta e irritante que eu era -Disse fria.
–Isso é bom -Sorriu... Pera ai... Ele sorriu e disse que, o que eu fiz é bom? -Melanie, agora que você sabe de tudo, você deve me entender por que eu te tratava daquele jeito -Assenti negativamente.
–Nada do que você, Esme ou qualquer outra pessoa me diga vai explicar como você me tratou a minha vida inteira -Disse fria.
–Certo, você vai querer o que agora? -O olhei confusa -Vai querer procurar ele? Ou vai querer ir embora dessa casa? Eu te apoio em qualquer uma das suas decisões -O olhei assustada, 'ele só pode está bêbado', olhei para asa garrafas espalhadas pelos chão -Eu não estou bêbado, Melanie. Eu só quero te ajudar.
–Você só quer me ver longe daqui -Disse com raiva.
–Não, eu quero, pela primeira vez em anos, fazer algo bom por você -Disse me olhando diferente de todas as vezes que ele olhou par mim, eu não sabia identificar que olhar era esse.
–Obrigado -Disse, quase, sem voz meus olhos estavam marejados.
Eu nunca vou entender o por que de Charlie mexer tanto comigo, me fazer sentir como se ele fosse o meu pai (e até desejar isso). Foi estranho mais gostei de conversar com ele.
(...)
Chegamos na escola, e todos me olharam diferente, com certeza, eles ainda lembravam das fotos. Se fosse antes eu ia querer me esconder dentro de um buraco, mas agora eu ia andar pela escola de cabeça erguida e com um grande 'foda-se' estampado na cara.
Sai do carro fui par o lado de Edward e dei um selinho nele, o mais engaçado foi ver todos que estavam no estacionamento ficarem de boca aberta, Edward me olhou confuso.
–È pra deixar avisado que você tem dona -Sorriu.
–E quem iria me querer?
–Eu! -Sorri -Eu te queria e ainda te quero -O beijei.
–Mais eu quero saber de todos os detalhes! -Disse Rose, me dando um susto.
–Meu Deus, Rose que susto -Coloquei a mão no peito.
–Edward, sai! -Disse mandona.
–Mas...
–Sai! A Mel vai me contar tudo -Disse animada.
–E por que ele tem que sair? -Perguntei.
–Por que eu sei, que se ele ficar aqui você vai ficar com vergonha e não vai me contar nada -Suspirou -E eu não quero ficar segurando vela -Fingiu ficar triste.
–Ta -Dei um selinho em Edward -A gente se ver na aula.
–Ai, o amor é tão lindo -Disse animada -Afora que estamos sozinhas você vai me contar tudo!
Contei tudo, ate a parte sobre a mãe de Edward (mas, a fiz jurar que se ela comentasse com alguém, e ate com Edward, eu matava ela).
–Parece que todo mundo está se resolvendo no amor -Disse cabisbaixa.
–Você ainda não se resolveu com Emmett?
–Eu não quero mais saber dele! -Disse decidida -Ele está namorando serio com a Tanya -Disse triste.
–Bem feito, ele não sabe o que está perdendo -Me encarou -Ah! Qual é, Rose. Você é muito linda! -Peguei a mão dela e fiz ela dar uma voltinha -Você e´muito gostosa -Ela riu -Se eu não fosse apaixonada pelo Edward e fosse um menino, com certeza te pegava fácil -Gargalhou.
–Você é maluca, amiga -Me abraçou.
(...)
Refeitório o meu mais antigo inimigo, eu queria sair correndo dali e vomitar tudo o que eu comi durante esse tempo. Não vou menti, ainda sentia vontade de vomitar depois de comer, mas eu estava sendo forte... E também vigiada, não reclamo, a família de Edward estava querendo me ajudar, tanto que Carlisle estava pagando o meu tratamento... Bom, eu briguei com ele, mas de nada adiantou.
–Eu não to com fome -Edward e Rose me olharam feio -Mas, como agora estou com medo de vocês me baterem... Eu vou comer.
–Bom mesmo -Disse Rose.
Pegamos nossos lanches e sentamos em uma mesa afastada de todo mundo.
–Olha se não é a perdedora -Disse Tanya -Achei que ia faltar a semana inteira com medo de ser humilhada de novo -O ódio me subia a cabeça, me levantei com raiva, mas a coisa mais estranha aconteceu.
Quando olhei para Tanya toda aquela raiva saiu e deu lugar para um sentimento estranho... Algo que eu só sentia com Emily, não aquela magoa, mas sim algo mais amável...? 'o que diabos está acontecendo?'
–O que você está olhando, Baka? -Disse debochada -Não sabe o que dizer? Ou o gato comeu a sua língua? -Riu irônica acompanhada de todos os alunos.
–Você está bem, Melanie? -Perguntou Edward preocupado.
Nada saia da minha boca eu só conseguia encarar Tanya assustada, 'ah! Mais eu não vou pagar papel de besta, não', sai correndo do refeitório. Não via nada na minha frente, ate que percebi que estava na sala do diretor, ou seja, de Charlie.
Primeiro me perguntei 'que diabos eu vim para aqui?' e depois 'o que aconteceu naquele refeitório?'.
–EU QUERO FALAR COM O MEU FILHO! -Uma mulher gritou saindo da sala de Charlie.
–Calme, senhora -Charlie tentava falar com calma com a mulher, mas estava nitidamente sem paciência para falar com ela.
–EU QUERO FALAR COM ELE E NADA VAI ME IMPEDIR -Olhei para ela... Pera ai... Eu conheço aqueles olhos verdes de algum lugar. Resolvi perguntar o nome dela, mas antes que eu fizesse isso Edward apareceu na secretaria e quando olhou para a mulher ficou branco como uma folha.
–MÃE?!–Gritou com uma mistura de magoa, raiva, saudade e ódio no tom de voz.
Notas finais
Bjuss, Iris.
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