Notas iniciais
Minha primeira fic, depois de muitos empecilhos consegui concluir o primeiro capítulo,espero que gostem é meu Benedito Rui Barbosa, meu autor preferido de primeiro romance.

Capítulo 1

A Briga

_ Catariiinaaaa!! Grita o Coronel Epaminondas chamando a esposa. _ Como anda os preparativos pro armoço? O Nandinho ligou avisando que chegaria perto do horário do armoço.

_ Se acarme home!! Chega Madame Catarina tremelicando os dedos, como sempre, era um cacoete que ela tinha. _ Ocê sabe que seu fio não tem frescura, ele é simples por demais.

_ É que eu to nervoso Catarina, meu fio Ferdinando Napoleão, advogado, quem diria. Um douto advogado na famiaque orguio pra um pai!

_ Deve de ter mermo muito orguio !! Catarina já sabia que seu enteado não tinha cursado Advocacia e sim Agronomia, em uma de suas ligações para a família ele tinha contado para sua madrasta, pedindo que guarda-se segredo.

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Enquanto isso na estação de trem , Ferdinando é recepcionado por Rodapé, na verdade ele se chama Rodolfo, mas é conhecido pelo seu apelido.

_ Douto Ferdinando!! Gritou Roda.

_ Rodapé meu amigo, que saudade ! Disse Nando abraçando o amigo .

_ Feiz boa viaje patrãozinho ? Dizia Roda.

_Não me chame assim Roda, somos amigos, me chama de Ferdinando ou Nando como preferir.

_O sinhô me adiscurpe, é por respeito!

_ Ara, ta certo, como você quiser. Você trouxe ele ? Nando tinha um Cadillac azul que combinava com a cor dos seus olhos, presente de seu avô.

_Sim doto, não quero apressa o sinhô, mais o Corone Epa já deve de ta esperando pro armoço

_Ta certo meu amigo, mas eu dirijo, simbora!

E foram tagarelando até chegarem na Casa Grande. Ferdinando ficou parado e na frente da sua casa, relembrando os velhos tempos e também criando coragem para enfrentar a fera, o senhor pai Epaminondas.

'' Coragem Ferdinando , coragem"._ pensou ele já pegando sua bagagem e foi subindo os degraus lentamente.

_Oh de casa, ara não tem ninguém pra me receber. Gritava ele, anunciando sua chegada.

_ Doutozinho!!Grita Amância ._ Que alegria vê o sinhô!

_Digo o mesmo Amância,e eu não ganho um abraço ?

_ Craro douto , todo mundo ta morrendo de saudade!Dizia Mancia.

_Por falar em todo mundo, onde estão meu pai, a Catarina e a Pituca?

_Devem de ta descansano inté fica pronto o armoço, só um minuto que já chamo! _Coroné , Madame Catarina, Pituca !! Amância não tinha terminado de falar, ou melhor dizendo, gritar chega Catarina também gritando.

_Que gritaria é essa Mância?! _Inté parece que vai tira o pai da forca!

_ Pra que todo esse escandalo? Berrava o Coronel Epa, sua voz parecia um trovão.

_ Eu não ganho um abraço da minha família? Nando veio da sala de estar surpreendendo todos.

_ Nando! Que alegria, vem abraça esse seu velho pai e sua madrasta Catarina, ocê demoro pra chega, a gente inté penso que hoje ocê não vinha mais.

_ Ara, o ônibus que vinha da Capital até a Cidade das Antes atrasou um pouco! Deixa eu dar um abraço em vocês . Onde está a Pituca?

_ Deve de ta brincano com aquelas bunecas que ela trata feito gente, vê se tem cabimento! _ Pituca, minha fia, corre vem vê que chego! Gritou Catarina.

Do alto da escada está Liliane, ou Pituca como gosta de ser chamada, irmão do Engenheiro, uma menina alegre igual sua mãe, e também herdara os mesmos cacoetes de Catarina.

_ Mano!! Ocê chego, num credito, que sardade!!

_ Pituquinha, como você cresceu! Falou Nando abraçando a irmã.

Depois que todos mataram a saudade, finalmente Amância chamou todos para o almoço.Todos foram descansar, o rapaz foi para seus aposentos desfazer suas malas, é surpreendido ao ver seu pai na porta do seu quarto.

_ Nandinho, posso entra? Será que a gente pode conversa um pouco?! Comunicou Epa.

_Claro meu pai, o senhor entre! Disse Ferdinando .

_Fio,já combinei com a Catarina, vossa madrasta, de organiza uma festa pra mode apresenta o mais novo Douto Advogado da famia Napoleão, o futuro prefeito da comarca das Antas, e pra deputado é um pulo, se arruma que vai se ainda hoje, e não esquece o diploma!

_Sinto em lhe contrariar meu pai, mas, não quero me meter em política!

_Não diga uma bestage dessas foi pra isso que te fiz advogado, quero pendura o seu diploma pra todo mundo vê!

_Acontece meu pai, que eu não fiz Direito como o senhor queria! Confessou Nando.

_Não acredito !! Epa fica indignado com o que acabara de escutar, Catarina estava no quarto com Pituca, que já estavam em prantos ao ouvir tamanha discussão.

_Eu me formei Engenheiro Agrônomo ! Confessa o rapaz.

_Tantos anos de espera e você diz isso com essa cara de pau, seu moleque irresponsável !! Esbraveja Epa.

_Eu ia lhe contar na hora certa! Dizia o engenheiro.

_A melhor hora é agora, me faça um último favor! O Coronel estava soltando fogo pelas ventas, como diz o ditado.

_Diga! Disse Nando.

_Põe-se daqui pra fora! Gritava o Coronel.

_Mas pai eu... _ Ele tenta falar, mas é em vão.

_Agora!! Grita o pai revoltado .

Ferdinando após longa discussão com o pai, começa arrumar suas coisa, aos prantos, ao mesmo tempo aliviado por não ter que guardar mais esse segredo.

O Coronel gritava tão alto que dava para escutar de longe. Quando o moço está indo embora ele ouve uma voz conhecida que lhe chamava, era Zelão seu amigo de infância e filho de um antigo funcionário da fazenda.

_Doutor Nando, me desculpe não pude deixar de ouvir a briga que o senhor teve com vosso pai! Dizia Zelão preocupado.

_Zelão meu amigo, por favor me chame só pelo meu nome! Como você está, já terminou a faculdade de Veterinária? Mesmo triste, o rapaz demonstrou alegria ao rever o amigo.

_Sim Ferdinando, mas, eu acho que sei quem pode te ajudar!

_Quem meu amigo? Estou desesperado ! Dizia aflito o moço dos olhos azuis.

_Seu Pedro Falcão, ele era muito amigo do meu pai, ele e seu pai estão brigados, mas tenho certeza que ele vai te ajudar com muito gosto, pois é um homem muito bom! Você sabia que a Gina está fazendo faculdade de Agronomia em BH,ela era o braço direito dele naquele sitio!

_Não acredito no que eu to ouvindo, a Gina fazendo faculdade! E quando a gente pode ir falar com o seu Pedro? Nando estava ansioso.

_Calma que eu levo você lá! Falava Zelão tentando tranquilizar o amigo.

Os dois foram proseando até a casa dos Falcão. Zelão contou que seu Pedro mandou construir uma escola na vila, mas, o Coronel foi contra, ainda mais o atual prefeito das Antas estava apoiando a abertura de uma escola em Santa Fé, Epaminondas e seu Pedro Falcão já haviam se desentendido por causa de politicagem e com a ajuda do prefeito só piorou a situação, nem o Padre Santo conseguiu fazer com que eles se entendessem.

Contou também sobre Juliana, sua amiga da faculdade e que ela seria a professora da escola, pois à indicou para o prefeito. Ferdinando não pode deixar de notar que toda vez que amigo falava na professorinha ele ficava com cara de bobo, e pensou " ai tem coisa ". Nando não fez nenhum comentário justamente para não deixar o amigo encabulado. Chegaram na casa do seu Pedro e tiveram uma longa conversa.

_E essa é a minha história seu Pedro, meu pai me expulsou só porque eu não quis ser Advogado e nem entrar para a política!

_Discurpe fio mais vo se sincero com ocê, o voss o pai é um cabeça dura, deveria te orguio de te um fio fio formado, um Engenheiro Grômo. Ta decidido vo ajuda ocê , eu só não tenho com paga pelo vosso serviço! Explica ao Pedro .

_Seu Pedro eu só quero um lugar pra em troca! Quando que eu começo? Perguntou Nando já ansioso.

_A hora que ocê quinzé fio, sabe eu tava carecendo mermo de ajuda , meu braço direito aqui no sítio era a Gina, mas a minha fia ta em Belo Horizonte ela também é Engenheira Grônoma, ela ta quase terminando os estudos, espera só um minuto que eu vo chama a minha esposa! Oh mãe, vem aqui na sala fazendo o favor!

_Deus dos Exército! Pra que essa gritara pai?

_Mãe ocê poderia arruma o quarto de hospede que o moço vai morar aqui em casa! Avisou Pedro .

_Mais esse não é o fio do Coroné Epa?! Quis saber dona Tê que não estava entendendo nada.

_É sim mãe, a despois explico o que sucedeu, Ferdinando dexa a bagagem num canto da sala, ocê também Zelão, vamo toma um piritivo pra mode aquece a guela , sô!

Enquanto todos estão proseando chega a Professora Juliana exausta de mais um dia de trabalho.

_Boa tarde a todos! Zelão meu amigo o que faz por aqui? Pergunta curiosa a moça de olhos azuis e cabelos rosados.

_Oi Juliana, é uma longa história, depois o seu Pedro te conta! Deixa eu te apresenta o meu amigo Ferdinando Napoleão, ele vai trabalhar aqui no sítio do seu Pedro, como Engenheiro Agrônomo ! E essa é a Professora Juliana !

_Prazer em conhece lá Professora Juliana! Dizia Nando que não ficou surpreso com os cabelo rosa dela, era comum na cidade grande.

_Pode me chamar de Juliana, a professora ficou na escola! Brincou a moça para descontrair, percebeu que o moço estava abatido. O Zelão sempre falou muito bem de você! Alias sua irmã Pituca e o menino Serelepe são meus alunos! Não foi nada fácil fazer seu pai aceitar que é bom para a educação da menina! Juliana falava sem parar, Nando até acho um pouco engraçado .

_E como você conseguiu convence lo ? Perguntou Ferdinando curioso pois sabia o quanto turrão é.

_Usei o único argumento que ele! Política, eu disse que o povo sempre lembrara da sua decisão!

Todo mundo riu da confissão da Professora Juliana, que até então nunca tinha falado a ninguém.

Todos prosearam bastante. Começava ali uma nova vida para Nando e aos demais presentes.

Notas finais
Críticas e sugestões serão bem vindas.