Você Me Ama?
1 Único
Notas iniciais
- Scorpius Malfoy sua Doninha Estúpida! – Uma ruiva grávida chegou escancarando a porta.
— O que eu fiz dessa vez? – O loiro levantou-se sonolento.
— Eu te disse para comprar morangos! EU QUERO OS MEUS MORANGOS! – A mulher gritou.
— Eu comprei os morangos, Rose. Você comeu todos ontem. – Disse com um suspiro
— Mentira! Calúnia! Infâmia! – Rose Weasley, atualmente Malfoy, cruzou os braços.
— Comeu sim. Os morangos, a Nutella, a pasta de amendoim, além de um hambúrguer monstruoso que você me obrigou a sair de madrugada para comprar.
— Você está me chamando de gorda? – A grávida arqueou a sobrancelha.
— Apenas disse que você está comendo de mais. – Ele falou sem medir as palavras.
— Sim! Você está me chamando de gorda! Você não me ama mais! — Dramatizou saindo chorando para o futuro quarto do bebê.
Scorpius Malfoy deu um suspiro cansado. Era a quarta vez esse mês que sua esposa achava que ele estava a chamando de gorda. Vestiu sua bermuda e seguiu para o quarto do seu filho. Sim, seria um menino. Ele caminhou lentamente e parou no batente da porta. A ruiva, considerada por ele a mais bonita de todo o mundo, chorava agarrada a mais um dos bichinhos de pelúcia que ele comprou. Bateu de leve na porta para ela reparar a sua presença:
— Rose? – Falou como se pisasse em ovos. Mas era quase isso com a sua esposa.
— Você me ama? – Ela cortou-o.
— Rose Weasley, você é chata, grossa, irônica, possesiva, agressiva, mal humorada, maníaca por organização, paranoica, está sempre certa não importa o que seja, tarada, chorona, me chama de coisas irritantes, bota a perna para eu cair porque você acha engraçado, me usa como sua cobaia pessoal para suas poções, e quase causou a terceira guerra bruxa só pra me contar que estava grávida, mas por incrível que pareça, eu amo você, muito. – Ele contava nos dedos tudo que falava e ria um pouco entre cada “qualidade” da esposa. Já ela tinha parado de chorar, mas ainda tinha os olhos marejados.
— Malfoy. – Ele ficou confuso.
— Eu? – O homem ainda não tinha entendido.
— Não. Malfoy. É Rose Malfoy. – Ela abriu um sorriso. Então ele entendeu que a esposa poderia ser a pessoa mais irritante de toda a face da terra e ele continuaria amando-a. Porque foi o que escolheu para si quando a pediu em casamento, quando a chamou pela primeira vez para ir a sua casa, quando encarou a multidão de ruivos por ela, quando a beijou pela primeira vez para ela calar a boca no 7º ano, e quando pediu para ela adotar o seu sobrenome. Ele a amava como nunca ia amar ninguém. Ele saiu do batente e se dirigiu a esposa lhe dando um beijo na testa. Depois um na barriga proeminente. Sorriu com lágrima nos olhos. Ele a amava, e amava seu filho. Eram uma família. Com brigas, afinal, ainda eram Scorpius e Rose. Mas se amavam de um jeito especial e nunca amariam a ninguém do mesmo jeito.
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