Notas iniciais
Yooooooo! Voltei com mais uma one, pq LuNa é vida e pq deu vontade. u-u
Essa categoria está tão triste! Chega me bater um desespero toda vez que entro nela. :'(
Então vamo animá-la com algo fluffy! Pq o OTP é divo e samba nas inimiga. :p
Boa leitura! ;)

Ps: Dessa vez eu juro que Luffy e Nami estão em sua devidas personalidades, até pq, pra esses dois serem fluffys n precisa de mt. :333

Era uma noite calma, de águas igualmente tranquilas. Águas pelas quais o navio dos Chapéus de Palha pairava, ancorado. Com certeza já passava da meia-noite e todos já estavam confortáveis em suas camas ― redes, no caso dos garotos. Todos exceto a navegadora mais temida de todos os mares. O pesadelo dos homens daquele navio ― sonho, se tratarmos de certo cozinheiro pervertido ― estava acordado, observando as mesmas águas que sustentavam o navio.

Nami havia perdido o sono e, cansada de rolar pela cama, resolveu levantar para ir à cozinha matar a sede. O que ela não contava é que isso terminaria de despertar sua insônia. Agora permanecia ali, encarando o infinito oceano à sua frente com sua mente vagando muitos anos antes e num mar bem distante do caótico Novo Mundo.

Suspirou e fixou seu olhar no líquido transparente em suas mãos.

“Amanhã será um dia difícil, Bell-mère-san...”.

(...)

― Vamos zarpar! ― o grito animado de certo moreninho acordou o restante dos tripulantes que insistiam em querer dormir por mais alguns minutos. ― Andem logo! Vamos levantar e zarpar! ― continuou gritando enquanto empurrava Usopp e Zoro, que tentavam ignorar os gritos escandalosos do capitão.

― Mas que diabos! ― o espadachim sentou-se irritado.

― Oe, Luffy! Não precisava me derrubar! ― o narigudo reclamou enquanto se levantava do chão, tentando lidar com a sonolência. Contudo...

― Pare de gritar, seu idiota! ― o grito ensurdecedor de certa ruiva entrou pela porta do quarto masculino e logo sua dona desferiu o golpe na cabeça do pobre coitado que somente acordara empolgado.

― Namiii. Isso dói! ― choramingou enquanto era arrastado pela orelha para fora do quarto e deixava os outros terminarem de acordar.

Bufou. Ele era mesmo impossível.

Já na cozinha, minutos depois, todos se sentavam à mesa, lutando contra o sono e esperando o desjejum ficar pronto.

― Oe, Luffy. Por que tivemos que acordar tão cedo? ― Usopp resmungara pela décima vez desde que acordara, com Chopper bocejando ao seu lado.

Poxa, ainda eram seis da manhã!

― Nós vamos atracar na próxima ilha em menos de uma hora. ― fora a navegadora quem respondera, no entanto. Seu tom era estranho, mas nem mesmo perceberam.

― Vamos? ― a pequena rena se animara, mandando pra longe a vontade de continuar dormindo. O que fez Robin soltar um riso baixinho ao seu lado.

― Sim! Não é ótimo?! Mais aventuras! ― o capitão continuava eufórico.

― Hai!

― Não dê corda pra ele, Chopper. ― Zoro resmunga mal-humorado do outro lado da mesa.

Logo na noite que resolvera deixar a vigia para a arqueóloga do navio, teve que acordar quase de madrugada, com os berros de seu capitão bobalhão.

― Nós não queremos mais confusão. Então trate de se comportar, Luffy! ― Sanji ralhara, entrando na conversa pela primeira vez.

― Hum. ― respondeu, embora demonstrando que nem mesmo prestava atenção no que o amigo dizia. Estava mais preocupado com o enorme pedaço de carne em seu prato.

Um suspiro generalizado fora ouvido. Era óbvio que aquele pedido estava fora das possibilidades do garoto de borracha.

“Vai ser um dia definitivamente difícil, Bell-mère-san...”. Eram os únicos pensamentos que rondavam a mente da jovem, enquanto novamente suspirava tristemente.

(...)

Aquilo estava o inquietando. Por que ela parecia tão triste?

― Algum problema, Luffy? ― a voz suave da morena o tirou da distração. Nem mesmo percebera, mas sua expressão pensativa e desinquieta chamara a atenção da arqueóloga.

― Hum? ― virou-se para a amiga, ainda de braços cruzados. ― Ah! Robin! É você. ― sorriu abertamente, como sempre fazia, permanecendo sentado em um dos bancos do deque superior. O sorriso logo sumira, contudo. ― Você sabe o que aconteceu com a Nami? ― perguntou diretamente, o que não deixou de surpreendê-la.

“Ele percebeu, então, eim?” ― sorriu docemente. ― Por que pergunta?

― É que ela tá’ estranha. ― fez uma careta desgostosa. ― Ela só bateu em mim uma vez desde que acordamos. ― colocou a mão direita sob o queixo, tornando sua expressão exageradamente pensativa. ― E tá quieta demais. E também não quis ficar com ninguém durante o dia todo que a gente esteve na ilha. ― expôs suas observações.

“Você me surpreende cada dia mais, capitão.” ― riu mentalmente. ― Bem, se eu não me engano, ela comentou comigo que hoje era um dia triste pra ela.

― Dia triste? Por quê? ― se alarmou. Não gostava de ver seus companheiros tristes. E ele sempre achou que Nami ficava melhor sorrindo.

― Parece que hoje marca o dia em que sua mãe adotiva foi assassinada. ― explicou da forma mais simples, para que o amigo compreendesse.

Depois disso, porém, ela não soube descrever a expressão do capitão. Ele parecia curioso e confuso, mas também preocupado e triste. Até que enfim, depois de alguns minutos em silêncio, ele se pronunciou, saltando para o chão.

― Não gosto disso! Tenho que fazer alguma coisa! ― afirmou convicto, já se encaminhando para fora do navio.

É claro, sendo observado por certa arqueóloga que se encontrava em um estado de curiosidade exarcebadamente alta para saber o resultado daquilo.

(...)

Alguns minutos mais tarde, na cidade portuária da ilha em que atracaram, Luffy caminhava pensativo, tentando descobrir o que fazer para ajudar sua companheira. Não era seu normal pensar muito, mas aquela decisão estava custando alguns de seus neurônios queimados. Pensava em tudo quanto é possibilidade, mas sempre chegava à conclusão de que iria acabar apanhando no final.

Tentara se lembrar de todas as vezes em que vira Nami sorrindo. Ouro a fazia sorrir, mas era um sorriso estranho; festas com sakê também a faziam sorrir, mesmo que bêbada, mas chegara à conclusão de que não iria querer uma festa no dia que lembrava a morte de Ace; ela também ficava feliz quando saía com Robin pra comprar aquele monte de besteiras de mulher, mas ele não fazia ideia do que comprar para a amiga.

Estava difícil...

― Hum... que porcaria! ― reclamou emburrando, até que ouviu um comentário interessante.

― Dizem que é a mais doce de todo o Novo Mundo! E que não há como alguém não ficar entusiasmado provando dela! ― uma voz masculina exclamava eufórico.

― Sim! E é só uma vez por ano que podemos colhê-la! ― o outro respondeu em mesmo tom.

Aquelas duas frases fizeram com que Luffy parasse no mesmo instante, deveras curioso. Afinal... entusiasmo quer dizer alegria. Certo?

Na concepção simples do garoto, sim, estava certo.

Era daquilo que ele precisava para deixar sua nakama feliz! Seja lá o que fosse aquilo...

(...)

― Até quando pretende evitar todo mundo? ― a voz gentil de sua amiga a despertara de sua concentração.

― Não estou evitando ninguém. ― respondeu emburrada, sem nem mesmo tirar os olhos de seu mapa em construção sobre a mesa de sua sala.

― Claro que não. Sua sorte é que ninguém percebeu sua mudança de comportamento. ― afirmou sentando-se no sofá que havia por ali, abrindo seu livro. Sorriu para si mesma. ― “Ou quase ninguém.”.

A ruiva bufou, voltando a ficar em silêncio.

Não gostava de ser enfrentada daquela forma. Mas o que podia fazer? Robin era sua amiga e companheira de quarto, sabia de praticamente sua vida, suas manias e seus sentimentos por completo. E a morena não era do tipo que perdia a oportunidade de alfinetar alguém, quando a tinha.

A verdade era que realmente estava evitando tudo e todos durante todo o dia. Não queria ter seus amigos a perseguindo por todo o lado, à procura de saber como ela estava ― o que obviamente Chopper e Sanji, principalmente, iriam fazer com certeza. Por isso preferira recluir-se um pouco e tentar disfarçar enquanto estivesse na presença dos companheiros. Sorte é que todos eram lerdos demais para perceber qualquer coisa.

― Talvez tenha uma surpresa ao final do dia. ― a arqueóloga comentou sem tirar os olhos de seu livro.

― Como? ― finalmente encarou a amiga e deu de cara com a mesma a ignorando. Bufou. ― Que surpresa? Do que está falando Robin? ― continuou questionando impaciente.

― Você vai ver por si mesma. ― sorriu vagamente, o que fez mais um suspiro raivoso deixar as narinas da ruiva, que resolveu voltar ao seu mapa antes de se estressar ainda mais.

(...)

A noite caíra sob o céu estrelado que cobria o Sunny novamente. Estavam todos na cozinha, à espera do jantar, mas uma companheira a mais se fazia presente no lugar de um companheiro que não se encontrava por ali.

A preocupação era visível no rosto de cada Mugiwara. Não pelo sumiço do dito cujo, mas sim pelas consequências que aquilo poderia trazer mais tarde. Luffy desaparecera o resto do dia, sem avisar e provavelmente, estava por aí arrumando encrenca.

― Onde será que o Luffy-san se meteu? ― Brook questionava pensativo.

― Provavelmente, em alguma SUPER encrenca.

― Quem sabe ele não foi capturado pela marinha e agora está indo em direção ao QG para ser executado? ― Robin e seu tão costumeiro otimismo...

― Não diga essas coisas, Robin! É assustador! ― Chopper choramingou num canto.

― Você me dá medo. ― Usopp afirmou, arrepiando-se no outro.

― Ele sabe se cuidar. Apenas vamos jantar logo. ― o imediato resmungou entediado.

― O marimo tem razão. E nós sabemos que nunca vamos conseguir impedi-lo de aprontar. ― o loiro concordara enquanto colocava a última panela sobre a mesa e a destampava.

― Do que me chamou, Ero-cook? ― se levantou já segurando a bainha de sua kitetsu.

― Como é, espadachim de merda?!

― Que brigar, sobrancelha enrolada?! ― já partia pra cima quando um berro foi ouvido junto da porta sendo escancarada.

― CHEGUEI. Sanjiiii, estou morrendo de fome! ― gritava afobado enquanto já adentrava a cozinha, não percebendo a burrada que tinha feito.

Atrás da porta, encontrava-se uma áurea maligna e demoníaca, pronta para assassinar cada ser vivo daquele cômodo. Os cabelos ruivos estavam melados junto de toda a sua regata. Em suas mãos, uma bandeja contendo o que há instantes antes havia sido um bolo de chocolate. Ela só queria colocá-lo em cima da pia, para o caso de algum acidente acontecer e estragar o bolo que Sanji preparara com tanto cuidado para sua Nami-swan.

Mas não... ele tinha que aparecer...

― Nami! Você está toda melada! ― ria gostosamente enquanto assistia a cena, deixando os companheiros paralisados. Ele tinha perdido a noção do perigo... “Como se algum dia essa tivesse existido na vida de Mokey D. Luffy”, o pensamento perpassou pela mente dos tripulantes. ― Está gostosa! ― ainda rindo, enfiava o dedo cheio de chocolate da bochecha da amiga em sua boca. Continuando a não perceber o perigo e o duplo sentido da frase.

Coitado...

― LUFFY!!!

(...)

Depois de mais de 40 minutos na banheira, tentando arrancar à força todo aquele doce de seu cabelo e suas roupas, Nami finalmente voltara à cozinha. Como castigo, o moreninho teve que esperar os exatos 43 minutos vinte segundos e dez milésimos para conseguir jantar. Isso depois de levar uma surra da navegadora, é claro.

Contudo, o garoto nem mesmo se importou com isso. Conseguira fazer, mesmo que sem querer querendo, com que Nami voltasse ao seu humor cotidiano, ou seja, gritando e batendo em todos que ousassem estressá-la ainda mais. Somente depois de duas horas e meia aguentando as broncas e cascudos de Nami por toda a tripulação é que conseguira encontrá-la sozinha, novamente observando as ondas baterem contra o casco do Sunny.

― Nami! ― chamou animado e ansioso. Tinha as mãos atrás das costas.

― O que você quer, Luffy?! ― explodiu antes mesmo de saber o que era. Ao virar-se, no entanto, ficou confusa quando enxergou as mãos do capitão estendidas e sobre as mesmas uma...

Laranja?

Sentiu seu sangue ferver novamente...

― Luffy... ― sussurrou perigosamente. ― Você roubou minhas laranjas de novo?!

O moreninho a encarou confuso.

― O quê? ― e então caiu a ficha. Quase tarde demais. ― Não! Eu não roubei nada, Nami! ― alarmou desesperado, gesticulando frenético. ― Quer dizer... não de você... ― consertou a afirmação coçando a nuca, com a laranja ainda repousando sobre uma das mãos.

― Então de onde é essa laranja? ― perguntou desconfiada, cruzando os braços.

E não podia ter se surpreendido mais com a aventura que o garoto contara em seguida. No final de tudo, porém, não pôde deixar de sorrir docemente.

― Luffy... você pegou essa laranja pra mim só porque queria me animar? ― questionou de certa formada comovida.

Recebendo um grande sorriso em troca, a resposta seguinte a deixara ainda mais surpresa.

― Você combina mais com sorrisos, Nami!

Notas finais
E então? Deu pra dar uma animadinha no coração LuNa? :3
Comentários me fazem felizes, seus lindjhos. *u*
Até mais. ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!