Você beija mal, Potter?
1 Único
Notas iniciais
Me inspirei na minha mana, que possui muitas histórias do James e da Lily, e fiz uma short-fic para vocês!
Inicialmente, eu ia fazer uma história aleatória, mas ai eu me lembrei de Jily e BUMM! Tudo se encaixou corretamente.
Espero que gostem, pois passei uma tarde inteira bolando essa história.
^^
Ela respirou fundo e fechou o livro de capa preta. Depois de sorrir e colocar o livro ao seu lado, a garota colocou as mãos atrás da cabeça e olhou para cima. A luz do sol mal passava entre as folhas, deixando a sombra da árvore cheia de pontos de luz. O cabelo castanho avermelhado dela, que podia ser ruivo, estava solto ao redor do rosto, como uma moldura contrastando com a pele clara. Ela tinha uma almofada sob a cabeça dessa vez, mas a mesma manta de todos os dias estava lá, embaixo dela, protegendo a roupa simples de verão que ela usava.
A alguns metros de onde a garota se encontrava, James se ajeitou no galho grosso da árvore em que estava sentado. Ele encostou a cabeça no tronco e mexeu nas folhas a sua frente para vê-la melhor. Algo nela o fascinava. Ele não sabia dizer se era a paz que ela emanava enquanto lia, ou se era o jeito delicado que se deitava.
A garota que observava morava na casa na frente da sua. Ela se mudará para lá havia apenas duas semanas, mais já roubara o lugar preferido de James no bosque todo. Desde que começara a andar, James vinha até o bosque e brincava aos pés do grande salgueiro. Na maioria das vezes, ele fingia ser um bruxo que, com um galho como varinha, lutava contra bruxos do mal que queriam derrubar o salgueiro.
Desde que a garota começara a ler debaixo do salgueiro, James perderá toda a criatividade que ele tinha ao escrever seus contos e histórias no notebook, pois sempre os escrevia debaixo da tal árvore. Conforme os dias se passaram, James acabou percebendo que a garota realmente o roubara, mesmo que ela nem notasse.
James tentou escrever em outros lugares, mas parecia que o salgueiro era o único ponto do bosque todo em que ele produzia algo que foi bom de verdade. E era isso que ele estava fazendo mais uma vez quando a garota terminou de ler mais um livro: estava tentando escrever em cima daquele galho. A arvore no qual James estava era uma daquelas arvores que os galhos são grossos e baixos, então, se ele caísse, a queda seria de no máximo meio metro. O seu notebook seria a única coisa que ele iria quebrar se caísse.
James deixou uma das pernas cair do galho e começou a balançar ela de um lado para o outro. Ele fechou o notebook que estava em seu colo e o colocou equilibrado no galho. Como já estava a um bom tempo tentando criar algo, ele decidiu voltar para casa. Daqui a pouco começaria a escurecer e ficaria frio. O jeans e o moletom que James usava não seriam páreos para o vento que fazia a noite em Godric’s Hollow. Ele olhou a ruiva que agora cochilava tranquilamente na sombra do salgueiro e suspirou. E então, ele colocou os óculos que estava pendurado em sua camisa de volta no rosto, se virou e pulou para o chão.
– Olá? – Uma voz sonolenta de garota ressoou pelo bosque. James se xingou mentalmente. Não era para ter feito tanto barulho ao pousar no chão. – Tem alguém ai? – A voz continuou.
James respirou fundo e pegou o notebook. Ele afastou as folhas que estavam entre ele e a garota, e entrou no campo de visão dela. Ao vê-lo, a garota cruzou os braços. Ela estava sentada agora, com as pernas cruzadas, e com um olhar assustado no rosto. Com certeza ela não esperava ver um moreno igual a ele ali.
Assim que os olhares dos dois se encontraram, James sentiu um arrepio descer pela espinha. Nunca tinha visto nenhuma garota como ela. Ele notou que seus olhos eram verdes, e que ela tinha sardas no alto das bochechas e no nariz. O rosto era delicado, como um rosto de boneca. A pele clara se destacava sob o cabelo escuro.
– Oi. – James disse, dando um meio sorriso. Ele respirou fundo novamente. – Desculpe se a acordei. Não quis assusta-la nem nada assim. – Ele começou a andar em direção a sua casa, quando a garota se levantou. Ele se virou para olha-la quando ela falou com ele.
– Você não me acordou. Eu apenas não sabia que não estava sozinha. – A garota sorriu.
Quando ela deu um passo em sua direção, ele percebeu que o cabelo dela era ruivo, e não castanho avermelhado.
– O que você estava fazendo ali? – Ela perguntou, apontando para o lugar da onde ele viera.
– Estava escrevendo. Ou melhor, tentando escrever algo. – James respondeu, se virando para ela e apontando para o notebook. – O livro é bom? O que você terminou de ler? – Ele acrescentou.
A garota pareceu demorar alguns segundos para entender o que ele havia dito. Ela se virou e olhou a capa do livro.
– Ah, é sim. – Ela se voltou para ele. – Como sabe que terminei?
James não sabia como responder. Como ele iria dizer que, durante todos os dias, tinha a visto começar e terminar de ler vários livros, pois a estava observando? Ele mordeu a boca antes de responder.
– É que pareceu que você tinha terminado. Quando você fechou o livro, você deu um sorriso. – Ele se lembrou do sorriso que ela tinha dado no último instante.
– Você estava me observando? – A garota deu um passo para trás. Merda, James pensou. Ele falara demais.
–Não. Coincidiu de eu olhar no momento que você fazia isso. – James disse, se salvando. Ele apontou para o galho em que estava. – Eu estava ali em cima, tentando escrever algo. – Ele lhe deu um sorriso torto. – É melhor eu ir. Não quero atrapalhar você.
James se virou e começou a ir embora. A ruiva deu alguns passos para frente e o chamou.
– Ei, garoto. Qual é o seu nome? – Ela perguntou. James se virou para olha-la, e aproveitou e arrumou os óculos.
– James. James Potter. – Ele respondeu, apoiando o peso do corpo em um pé e trocando o notebook de braço.
– Meu nome é Lily Evans. – Lily sorriu para ele. Uma mecha ruiva caiu na frente do seu rosto, e ela pareceu não se importar. James a observou. Ela estava com jeans e um moletom que combinavam com o clima frio de outubro – Por favor, não vá embora. – Lily disse, quando James começou a andar de novo.
– Por que? – James perguntou, achando estranho ela pedir para um total desconhecido não ir embora.
– Já faz algum tempo que conversei com alguém da minha idade. Desde que me mudei para cá, não conheci ninguém ainda. – Lily voltou até os pés da árvore e se sentou. James deu alguns passos para frente, para ficar mais perto dela.
– Não conheceu ninguém? Nem mesmo seus vizinhos? – James perguntou. Ele sabia que a mãe tinha ido visitar a família dela assim que eles chegaram.
– Conheci alguns. Sei que tem um garoto na casa da frente da minha, mas nunca o vi. – Ela se encostou na árvore, e lhe deu um meio sorriso.
James chutou que ela devia ter uns 17 anos. Provavelmente já tinha terminado o colegial. Ele olhou para o lugar onde ela estava sentada, e reconheceu o livro que ela estava lendo. Orgulho e Preconceito. Ele próprio já lera umas duas vezes.
– O que você achou do final do livro? Ficou feliz pelo casamento de Darcy e Elizabeth? – James perguntou, enquanto levantava uma sobrancelha.
– Você leu? – Ela perguntou, surpresa. – Você é o primeiro garoto que conheci que leu esse livro.
– Eu li uma vez pela escola, na aula de inglês, e acabei gostando. A um tempo atrás eu li de novo. – James disse, trocando o notebook de braço de novo. Aquilo estava começando a pesar.
– Eu adorei o final. Só queria que tivesse mostrado mais dos dois juntos. – Lily disse, esticando as pernas.
Lily o observou enquanto ele se apoiava em uma das raízes da árvore. Ela percebeu que os olhos dele eram castanhos esverdeados. Era um tom muito bonito para ficar escondido pela armação quadrada dos óculos. Com os cabelos pretos despenteados, James parecia que tinha acabado de se levantar.
– Sobre o que você escreve, James? – Lily perguntou, desviando o olhar dele.
– Sobre diversas coisas. Estou tentando escrever uma história sobre bruxos e magia, mas estou sem sorte. – James comentou, enquanto se sentava em uma das raízes do salgueiro. Ele olhou para o bosque.
– Por que acha que está sem sorte? – Lily perguntou, seguindo o olhar dele. De repente, um veado apareceu entre as folhas.
O veado tinha o pelo num tom de castanho, que ao sol ficava quase dourado. Os chifres compridos acompanhavam o movimento da cabeça quando o animal olhou para os lados. Lily deixou escapar um suspiro, que fez o veado olhar em sua direção. Ele deu alguns passos para trás, desaparecendo por entre as folhas e galhos.
– Ah, que pena que ele foi embora. – James comentou. – Era lindo!
– Desculpa. – Lily disse, abaixando a cabeça. Fora o barulho que fizera que o assustara.
– Que isso, Lily. Pelo menos nos vimos ele. – James deu uma risada e a olhou. – Respondendo a sua pergunta, estou sem sorte por que uma garota roubou meu lugar nesse bosque.
James a olhou de lado, para ver se ela pegava a indireta.
– Como assim? Eu roubei seu lugar? – Ela olhou para ele e em seguida olhou para a árvore, com uma expressão culpada.
James riu. O desespero nela era evidente.
– Calma, estou brincando. – Ele olhou para ela e depois olhou para frente, encostando a cabeça no tronco. – Eu venho aqui nesse salgueiro desde pequeno. Foi nele que as minhas aventuras começaram, e foi nele que eu comecei a escrever esse livro. É um lugar especial para mim.
– É um livro? – Lily perguntou, se virando para encara-lo. – Deixa eu adivinhar, beijou a sua primeira namorada aqui? – Ela perguntou, cruzando as pernas e rindo.
James a encarou. Ele deu uma risada e revirou os olhos.
– Não, eu nunca tive uma namorada, e principalmente, nunca trouxe uma garota para cá. – James disse, sorrindo.
– Ah, você nunca beijou ninguém. – Lily deduziu. Ela apoiou as mãos nos joelhos e levantou uma sobrancelha. James ficou vermelho.
– Isso não é verdade! – Ele disse, olhando para frente. – Eu beijei algumas garotas, sim. Mas elas não foram tão importantes para mim.
– Não acredito que nem o nome delas você lembra! Não sabia que você era assim Potter. – Lily o acusou, balançando a cabeça de um lado para o outro.
James virou o rosto na direção dela.
– Eu não sou assim, Lily. Eu lembro o nome de cada uma das garotas que beijei. – James se defendeu, irritado. – Mas duvido que você lembre o nome dos garotos que beijou. – Ele lhe deu um olhar frio.
Lily deu uma risada. Ele podia ver que ela estava se divertindo com aquilo.
– Eu não lembro mesmo. – Lily respondeu, levantando as sobrancelhas. – Até por que, nunca beijei ninguém.
James a encarou.
– Sério? – James perguntou, se sentindo culpado.
– Mas está tudo bem. Eu o perdoou se me contar quantas garotas o beijaram por livre e espontânea vontade. – Lily levantou uma sobrancelha e virou o rosto. – Ah, e conte o nome das loucas também.
James suspirou. Onde fora se meter?
– Duas garotas me beijaram. Dorcas e Marlene. – James torceu a boca.
Lily o encarou com a boca entreaberta.
– Dorcas? Que tipo de nome é Dorcas? – Lily perguntou, fazendo James rir.
– Sei lá. A conheci na festa de um amigo, Sirius. – James contou, voltando a encostar no salgueiro. – Nunca mais a vi depois da festa. – James deu de ombros.
– Você beija tão mal assim? – Lily perguntou, rindo.
– Não sei, quer experimentar? Ai você me diz se beijo bem ou não. – James olhou para ela e ergueu umas das sobrancelhas enquanto sorria.
– Ha-ha. – Lily disse, debochando dele. – Engraçadinho. – Ela deu uma risada.
– Se você quiser, estou sempre aberto a ruivas bonitas como você. – James disse, passando a mão pelos cabelos pretos.
– Nem se acha né? – Lily disse, se deitando.
– Claro que não. – James se defendeu. – Estou apenas brincando. – Ele acrescentou, olhando para a grama. Uma única flor, um lírio branco, crescia no meio da grama. James constatou que Lily era tão linda como a flor que o seu nome viera.
– Quer dizer que você não me beijaria? – Lily perguntou, o olhando e entrando na brincadeira.
– Já ficou claro que você não me quer, então o que posso fazer? – James deu de ombros.
– Ah coitado de você, Potter. – Lily disse, fazendo um biquinho.
Lily respirou fundo e se ajeitou, por cima da manta. Ela cruzou os pés, depois de tirar as sapatilhas.
– Me desculpe por roubar o seu lugar. – Lily disse, depois de um tempo. – Não queria causar nenhuma perda de criatividade em ninguém. – Ela virou o rosto e o encarou. – É que quando cheguei aqui, não tinha ninguém.
– Que isso, Lily! Nem se preocupe. – James respondeu, virando o rosto para o lugar onde o veado aparecera.
Depois de alguns minutos em silêncio, Lily respirou fundo de novo.
– Quantos anos você tem, James? – Lily perguntou.
– Tenho 19 anos. – James respondeu, enquanto colocava o notebook no colo e se encostava na arvore.
– Também tenho 19. – Lily contou.
– Sério? – James perguntou, surpreso. – Pensei que você tinha uns 17.
Lily deu uma gargalhada.
– Você pergunta ‘sério?’ demais. – Ela o imitou, e depois riu. – Mas você foi o primeiro a me dar uma idade mais nova a que eu tenho. – Ela enxugou uma lagrima. – Todos me dão 20, 21. As pessoas dizem que pareço madura. Sei lá por que.
Lily deu uma risada, e James a acompanhou.
– No meu caso, é ao contrário. Todos me dão menos idade. – James disse, levantando os ombros.
– É claro que te dão menos idade. Você tem essa cara de adolescente que acabou de acordar. – Lily disse, apontando para o cabelo dele.
– Ai, essa doeu. – James disse, colocando a mão em cima do coração, e fingindo uma dor.
– Me desculpe! – Lily disse, se desencostando da árvore.
James riu e balançou a cabeça.
– Fique tranquila. – James disse, olhando ela. Ele olhou para cima por alguns minutos antes de responder. A luz do sol aparecia em alguns pontos da folhagem do salgueiro. James respirou fundo. – É melhor eu ir embora.
O desapontamento de Lily ficou evidente. Ela gostava de conversar com ele, mesmo que tivera conhecido ele a meia hora atrás. Assim que James se colocou em pé, Lily se levantou. Ela deu um passo em sua direção.
– Obrigada por ter conversado comigo, James Potter. – Ela virou o rosto de lado e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
O coração de James deu um pulo. O movimento fora tão gracioso que, combinado com a gratidão das palavras dela, tirou o cérebro de James dos eixos por um instante. Ele teve que desviar os olhos para voltar a raciocinar.
– De nada, eu acho. – James deu um sorriso e se virou. Vê-lo ir embora fez Lily pensar se ele voltaria no dia seguinte.
– Venha amanhã escrever o seu livro. Podemos dividir a árvore. – Lily disse, quando ele já estava um pouco longe.
James se virou e a olhou. Ele estreitou os olhos e sorriu.
– Tem certeza? – Ele perguntou. Lily pensou um pouco e torceu a boca.
– Me espera, Potter! – Lily o chamou, enquanto colocava as sapatilhas e recolhia as suas coisas. Alguns minutos depois, ela veio na sua direção. Quando chegou bem perto dele, ela parou e indicou o caminho com a cabeça. – Eu te acompanho. Moro para lá. E sim, tenho certeza, Potter. Eu não quero perder o único amigo que fiz até agora. – Ela franziu as sobrancelhas, enquanto James sorria.
Ambos começaram a andar.
– Quer ajuda para carregar algo? – James perguntou, depois de alguns passos. Lily estava carregando a manta dobrada, a almofada e o livro nas duas mãos. Antes que pudesse responder, o livro, que estava em cima de tudo, escorregou e foi de encontro com o chão.
James se abaixou e pegou o livro. Ele limpou da melhor maneira que conseguiu com apenas uma mão e segurou para ela.
– Obrigada, Potter. – Lily disse, enquanto saiam do bosque e entravam na rua em que moravam.
– Por que está me chamando pelo sobrenome, Evans? – James perguntou, sorrindo para ela.
Lily ficou vermelha. James notou isso e, passando o livro para a mesma mão do notebook, tocou ela na bochecha.
– Não precisa ficar vermelha, Evans. Foi uma pergunta inocente, oras. – James riu. Ele voltou a segurar o notebook e o livro com as duas mãos.
Lily ainda estava vermelha, mas lhe deu um meio sorriso.
– É tipo um mecanismo de defesa meu, Pot... James. – Ela concertou. – Eu não sei explicar o porquê eu faço isso, mas quando vejo, já fiz.
– Ah, entendi. – James parou de andar, fazendo Lily parar e se virar. – Eu tenho também um mecanismo de defesa. – Ele deu um passo em sua direção, aproximou o rosto do dela, e levantou uma sobrancelha. – Eu uso meu charme como mecanismo de defesa.
Lily o encarou, surpresa. De repente, James começou a rir e voltou a andar, deixando-a para trás.
– Ei, o que é tão engraçado? – Lily perguntou, quando o alcançou.
– Você devia ter visto sua cara. Foi engraçado! – James deu outra risada. – Bom, estava brincando. Não sei se tenho mecanismos de defesa. Acho que não.
James deu de ombros. Ele parou de andar bem na frente da casa dela.
– Como você sabia que eu morava aqui? – Lily perguntou.
James decidiu se fazer de desentendido.
– Você mora aqui? – Ele perguntou, levantando uma sobrancelha. – Eu só parei por que moro ali na frente.
– Sério? –Lily perguntou, quando ele apontou para a casa da frente.
– Ei, sou eu quem pergunta ‘sério?’. – James fez uma imitação da imitação que Lily havia feito mais cedo. Os dois riram. – Mas sim, moro ali na frente.
– Bom, é melhor eu entrar. – Lily disse, olhando para a casa dela.
– Toma. – James colocou o livro dela em cima da almofada. – Cuidado para não derrubar de novo.
Lily sorriu e deu um passo para trás.
– Pode deixar Potter.
Ela se virou e começou a andar em direção a casa dela, mas parou ao chegar na escada, e virou-se de volta para olhar James. Ela colocou a manta, a almofada e o livro no primeiro degrau da escada, e saiu correndo na direção de James.
– Potter, espera. – Lily gritou, ao sair correndo na direção dele.
James parou de andar e se virou para ela. Ela parou quando estava perto dele, e em seguida, pegou o rosto dele entre as mãos e o beijou. James ficou tão surpreso que quase derrubou o notebook. Com uma das mãos ele equilibrou o notebook e com a outra, colocou na cintura dela e a puxou para mais perto. Depois de alguns segundos, Lily afastou o rosto e soltou as mãos.
– Você beija bem, Potter. – Ela riu.
– Pensei que você nunca fosse querer me beijar. – James soltou a cintura dela e levantou uma sobrancelha, surpreso.
– Depois de falar tanto sobre o seu beijo, eu não conseguiria dormir sem experimentar. – Lily deu um passo para trás, sorrindo de orelha a orelha. – Nos vemos amanhã, James? – Lily perguntou, andando de costas.
James sorriu.
– Claro, desde que eu ganhei outro beijo desse amanhã. – Ele lhe deu um sorriso travesso. – As três, pode ser? – Ele perguntou. – E não esqueça de levar um livro novo. – Ele acrescentou quando ela disse que sim.
James então se virou, e entrou em sua casa. Ele foi até o seu quarto, no primeiro andar, e assim que colocou o notebook sobre a escrivaninha, olhou para a casa de Lily. Na janela do primeiro andar da casa da frente, Lily estava olhando para ele. Ela ficou vermelha quando ele a pegou olhando, mas logo em seguida se recompôs, sorrindo e acenando para ele.
James nunca imaginaria que conheceria uma garota tão incrível a alguns metros da sua própria casa. E agora, eles iriam se ver no dia seguinte, e provavelmente, para o resto dos dias da sua vida.
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