Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)
45 Capítulo 45 - Acorde-me...
Notas iniciais
Aquilo não parecia real, mas era. Rachel sentia a mão de Quinn segurar seus dedos. Seu coração acelerou de tal forma que parecia querer escapar pela boca. Mais uma vez a morena tentou afastar sua mão, apenas para ter certeza do que estava acontecendo. Sentiu Quinn segurá-la novamente. Imediatamente seus olhos correram para o rosto da loira, a fim de constatar que ela acordava, mas o semblante continuava sereno. Muito nervosa, Rachel aproximou seu rosto do dela, tentando reconhecer algo de diferente:
R: Q... Quinn? [chamou trêmula, com a voz cheia de esperança] Amor?
Nenhuma resposta. A morena estava completamente confusa. Seu corpo se preparava para um estado de euforia, mas seus olhos não captavam a compreensão do que estava acontecendo. Sua mente começava a explodir...
R: Por favor... Por favor... Fala comigo...
Rachel tentava manter a calma, mas ela não entendia porque tentava se manter calma. Deveria chamar os médicos? Deveria comemorar aquilo? O que significava? Pela terceira vez, tentou se soltar e quando sentiu a resistência da mão de Quinn, impedindo que se afastasse, teve a certeza de que não era fruto da sua imaginação:
R: Oh meu Deus! [rompeu em choro] Meu amor! Meu amor, você está me ouvindo! [disse eufórica] Oh meu Deus! [apertou a mão da loira]
Rapidamente, Rachel apertou o botão para chamar a enfermeira, que logo apareceu no quarto:
R: Ela está acordando! Chame o médico! [disse entre sorriso e lágrimas]
Beijou a testa da namorada com imenso amor, agradecendo a Deus por ter atendido aos seus pedidos suplicantes e desesperados para salvá-la. Assustou-se quando vários médicos entraram no quarto, e não apenas um, incomodando-se quando sentiu seu corpo ser puxado para trás, a fim de terem espaço para avaliar Quinn. Quando, finalmente, suas mãos se separaram, Rachel sentiu um vazio doloroso, que há muito tempo não sentia. Elas tinham feito uma conexão especial depois de um longo tempo, e aqueles médicos e enfermeiras presentes haviam cortado...
Um médico abria os olhos de Quinn e analisava com uma lanterna, outro verificava os batimentos cardíacos, enquanto uma médica fazia anotações no prontuário dela. O olhar curioso de Rachel implorava por ouvir alguma coisa, algo que confirmasse que Quinn estava acordando. Um dos médicos perguntou por que ela pensou que a loira estava acordando e Rachel contou o que houve. Com calma, colocaram Quinn numa maca e a levaram para fazer exames. A morena sentiu-se atordoada ao perceber que as coisas eram mais complicadas do que ela pensou. Não seria um simples acordar repentino. Mas ela tinha ficado feliz. Ela não teve tempo de curtir sua felicidade... O que estava acontecendo afinal?
Rachel ligou para Hiram contando tudo e não demorou para que ele chegasse ao hospital acompanhado de Judy, Leroy, Shelby e Frannie. Tinha sido complicado convencer Beth a ficar com Santana e Britt sem explicar à garotinha porque todos tinham que sair de casa. Só a promessa de que Noah estava a caminho fez com que ela aceitasse ficar em casa esperando o “papai” chegar do aeroporto.
Judy tentou se conter, mas seus olhos verdes estavam marejados e vermelhos, acompanhando seu semblante feliz de quem tinha rezado muito para que aquele dia chegasse: o dia em que Quinn acordaria...
A demora dos médicos em voltarem com Quinn e com respostas estava deixando todos aflitos. Mas ninguém estava mais aflito do que Rachel. A morena, sentada, segurava sua própria mão direita com sua esquerda, tentando prolongar a sensação do aperto da mão de Quinn sobre a sua. Frannie sentou ao lado dela, decifrando o comportamento confuso da morena que, tentava, a todo custo, entender exatamente o que houve naquele quarto. “Quinn tinha mesmo lhe ouvido? Ela tinha ouvido tudo o que ela falou? Desde quando ela estaria acordada?”
Enquanto Rachel se questionava mentalmente, todos se levantaram ao avistar os médicos acompanhando o enfermeiro que empurrava a maca de Quinn de volta ao quarto. A morena se adiantou indo em direção à namorada, buscando algum sinal de comunicação mais eficaz do que um aperto de mão, mas Quinn continuava desacordada. O olhar confuso que Rachel direcionou ao médico o fez se adiantar na explicação:
Dr. Thompson: Acreditamos que Quinn tenha tido um espasmo que prendeu sua mão, Senhorita Berry...
R: Não foi um espasmo! [disse firme] Eu sei o que foi e ela segurou minha mão! [manteve a firmeza]
Dr. Thompson: Fizemos um eletroencefalograma novo agora e o resultado é compatível com os dos dias anteriores. A atividade cerebral de Quinn tem sido monitorada diariamente, a senhorita sabe disso... Não há qualquer progresso nos exames de hoje que indiquem que ela está acordada.
R: Isso não é verdade! [rebateu indignada] Ela está acordando sim!
Dr. Thompson: Eu posso te mostrar os exames e a senhorita verá que todos estão iguais.
R: Eu quero ver!
Judy já tinha sentado novamente, desesperançosa, sendo abraçada suavemente por Frannie. Leroy estava ao lado das duas, enquanto Shelby e Hiram seguiam Rachel e o médico até o prontuário completo de Quinn, onde continham todos os exames feitos todos os dias. Todo seu monitoramento estava lá. A morena percebeu que todos eram mesmo parecidos, como se não houvesse qualquer melhora no estado de sua namorada. Antes que suas esperanças lhe abandonassem, Hiram pediu para ver os exames mais de perto. Com calma, analisou um a um...
H: Doutor... [chamou a atenção suavemente] Desculpe, essa não é minha especialidade, mas não haveria algumas alterações nesses exames aqui? [apontou para pequenas alterações nos gráficos, mas perceptíveis]
Dr. Thompson: Sim. Mas, o senhor pode perceber que todos os dias o gráfico tem sido igual.
H: Todos os dias não! [corrigiu] Veja aqui os exames do tempo em que Quinn esteve na UTI... Havia uma constante imutável. Cada exame parece uma cópia exata do outro. Já nos exames feitos quando ela já estava no quarto, há mudanças. Pequenas, mas existem!
Rachel não entendia o que o pai queria dizer. Shelby apoiou as mãos nos ombros da filha, por trás, já deduzindo onde Hiram queria chegar.
H: O senhor não é o médico da Quinn, não é?
Dr. Thompson: Não. Eu sou o plantonista. O médico da Quinn está fazendo uma cirurgia em New Jersey, mas ele vem direto pra cá quando acabar.
H: Certo. Dá pra entender sua falta de comprometimento conosco, então... [disse frio]
Dr. Thompson: Me desculpe, mas não estou entendendo. [ofendeu-se]
H: Minha filha disse que Quinn segurou a mão dela e tudo o que você se preocupa em dizer é que foi um espasmo, sem sequer analisar os exames com cuidado. Eu sou psiquiatra e, no entanto, consigo perceber melhor do que o senhor que todos os dias, desde que foi transferida para o quarto, a atividade cerebral de Quinn sofre uma alteração em certos horários do dia. Coincidentemente, esses eram os horários de visita e, principalmente, à noite, quando minha filha lia para ela. Todos os dias, esse pequeno pico de atividade cerebral aqui [apontava para os papéis] acontecia nos mesmos horários. Esse horário aqui [apontou novamente] era exatamente a hora em que Rachel entrava no quarto e beijava sua testa avisando que já havia chegado. Eu não sei se vocês ainda consideram o estado comatoso de Quinn no mesmo nível na “Escala de Coma de Glasgow” de quando ela chegou aqui, mas eu posso garantir à minha menina, mesmo que eu não seja um neurocirurgião, que o que ela sentiu não foi um espasmo. E quero ver qual vai ser o médico que vai me convencer do contrário.
O tom duro e seguro de Hiram deixou o médico sem palavras. Shelby estava orgulhosa do pai de sua filha e Rachel continuava muito confusa...
H: Com todo o respeito, doutor, eu não o quero mais perto da Quinn. O senhor não tem o comprometimento médico que o caso dela necessita.
Alguns minutos haviam passado e Rachel não tinha falado nada. Hiram e Shelby aguardavam pacientemente que a morena se manifestasse. Sentados, cada um segurava uma de suas mãos, dando o apoio que ela precisava...
R: Você pode me explicar aquilo tudo papai? [perguntou baixinho]
H: O que exatamente você não entendeu, minha filha? [perguntou paciente]
R: Tudo? [deu de ombros] O que está acontecendo? Foi mesmo um espasmo? Essas alterações que você falou nos exames quer dizer algo de bom? [perguntou chorosa, torcendo para ouvir uma resposta esperançosa]
H: Filha... Eu não sou especialista, mas sei que o real médico da Quinn vai concordar comigo. Essas alterações significam que ela responde a alguns estímulos. Mesmo que de forma mínima... Quer dizer que ela provavelmente nos ouve. [explicou calmo]
Rachel soltou as mãos e as juntou com força. Precisava absorver aquelas informações e saber como fazer perguntas para acabar com suas dúvidas:
R: Ela me ouve? [perguntou chorosa]
H: Tenho quase certeza disso...
R: Então por que ela não me responde?
Era de partir o coração a agonia com que Rachel se expressava... Shelby não conseguiu permanecer calada:
S: Rachel... Todos sabemos que a recuperação de Quinn é demorada. Um tiro na cabeça não é algo simples. [explicava calma] Então toda evolução no quadro dela será gradual, devagar... Você precisa ser forte e ter paciência. No tempo dela as coisas vão melhorar. O tempo dela agora é diferente do nosso. Precisamos nos adaptar a isso.
R: Mas ela me ouve mesmo? [Hiram assentiu suavemente com a cabeça]
Rachel se levantou bruscamente e foi em direção ao quarto da namorada. Lá encontrou Judy acariciando os cabelos da filha, com um terço na outra mão. Sem se importar em pedir licença, a morena se aproximou da namorada e segurou sua mão novamente, aproximando o rosto de seu ouvido:
R: Se você estiver me ouvindo, meu amor, por favor, aperte minha mão!
A atenção de Judy se voltou para o que a nora fazia. Frannie fez o mesmo e logo Hiram e Shelby entraram no quarto, acompanhados por Leroy...
R: Por favor! [pedia chorosa] Por favor, meu amor... Aperte minha mão. Por favor...
Ela doloroso demais ver Rachel implorando a Quinn por um sinal! Mas ninguém tinha coragem de interferir, de pedir que ela parasse com aquilo. Judy e Frannie, como mãe e irmã de Quinn, não conseguiam ter aquela ligação que Rachel tinha com ela. Elas entendiam que, em um nível muito mais elevado, a loira estava ligada à morena como nunca esteve a ninguém.
O coração de Shelby se partia ao ver sua menina naquele estado. Era como se Rachel precisasse provar ao mundo que não mentia. Mas ela precisava mesmo era ter certeza de que Hiram não tinha dito aquelas coisas apenas para acalmá-la.
Triste, Rachel depositou um beijo terno no rosto de Quinn e começou a se afastar. Ela estava magoada. Já não sabia mais em que acreditar. Deu um sorriso triste para Judy e ameaçou se afastar mais quando foi surpreendida: Quinn apertou sua mão da mesma forma que o fizera mais cedo. Os olhos castanhos petrificaram em suas mãos juntas e todos acompanharam a surpresa de Rachel. A morena respirou fundo e voltou à posição anterior, aproximando os lábios do ouvido de Quinn:
R: Amor? [novamente sua voz estava trêmula] Você poderia apertar minha mão de novo?
Hiram desviou o olhar para o monitor e viu que o gráfico de atividade cerebral de Quinn oscilava minimamente, mas oscilava...
R: Meu amor... Quinn?
Novamente, um leve aperto...
“OH MEU DEUS!” Todos disseram em uníssono... Parecia que Quinn havia feito uma impecável apresentação como Cheerio novamente e ali estava sua torcida vibrando feliz com essa pequena, mas significativa conquista. Judy não se continha de felicidade, abraçada por Frannie completamente emocionada. Mas era de Rachel a emoção mais visceral... A morena levou a mão esquerda à boca, tentando conter o soluço que estava tentando escapar de sua garganta. Aquilo era intenso demais! Era pesado! Era leve... Ninguém queria fazer muito barulho, afinal, o estado de Quinn ainda era sério. Todos os olhares se voltaram para Rachel...
A morena não soltava a mão da namorada, mas também não conseguia falar mais nada. Segurava o pranto que queria sair. Era um momento dela, só dela e de mais ninguém. Ninguém sabia o que se passava em sua cabeça. Ninguém sabia o que aquele gesto de Quinn, um simples aperto de mão, significava para Rachel... Significava que ela poderia voltar a sonhar. Que ela poderia voltar a imaginar uma vida plena ao lado de seu amor. Significava toda noite não dormida à espera de uma melhora. Significava todo beijo não dado desde o acidente, todo toque não vivido, toda palavra não ouvida...
Ela não conseguiu segurar... Seu choro se libertou e seu pranto foi ouvido por todos. Logo Leroy tentou se aproximar, mas Hiram o impediu. Ela precisava viver aquele momento sozinha com Quinn. E ela sentia como se não houvesse mais ninguém naquele quarto além delas...
R: Desculpa, meu amor... [tentava falar entre lágrimas]
Ela estava constrangida por chorar, não porque estava diante de outras pessoas, até porque ela nem os enxergava mais, mas porque, diante de toda gravidade de seu estado, Quinn estava sendo forte, esforçando-se por um gesto simples, que deveria significar uma montanha a transpor para ela, enquanto Rachel se derretia em choro...
Sem que fosse preciso pedir novamente, a morena sentiu a mão de Quinn movendo-se junto à dela. Já não havia mais dúvidas: aquilo não era um espasmo...
Algumas horas depois, nada havia evoluído além daquilo. Rachel pediu algumas outras vezes que Quinn movesse a mão, mas não obteve resposta, no que concluiu que a loira havia se desligado novamente, como se dormisse independente do coma.
Quando o Dr. Adam Roberts, o médico de Quinn, voltou ao hospital, pôde dar todas as explicações possíveis a todos, incluindo a um sério e indignado Hiram. A alegria do médico não passou despercebida, pois essa resposta de Quinn era um importante sinal de que ela já era capaz de responder a estímulos.
H: Como o senhor avalia o estado dela agora?
Dr. Roberts: Veja bem... Esse é um grande avanço na recuperação da Quinn. Se antes não sabíamos se ela acordaria, hoje sabemos que ela está acordando aos poucos.
R: Ela está acordada agora? [perguntou agitada] Como eu sei quando ela está acordada ou não? [demonstrava toda sua frustrante confusão]
Dr. Roberts: Ela está acordando. O que eu quero dizer é que o cérebro dela está se recuperando e algumas coisas ela já consegue fazer, como ouvir e atender ao estímulo. Dependendo do estímulo, claro! Não a todos, mas ao que você pediu sim... [explicava calmo] Quinn não tinha demonstrado nenhuma resposta motora desde o acidente. O cérebro dela demonstrou atividades irregulares, o que indicava que em certos momentos ela poderia estar recuperando a consciência ou sonhando. Como não houve nenhuma exteriorização, não pudemos concluir que ela estava acordando.
R: Mas... [ainda estava confusa] O que o senhor quer dizer com acordando? Por que ela não está acordada? Por que é um processo tão complicado? [agoniava-se]
Dr. Roberts: Como eu disse... O cérebro dela está se recuperando. E não podemos dizer quanto tempo isso vai levar. Nem quais vão ser os comportamentos dela diante dessa recuperação. Toda e qualquer sequela que possa ter resultado do tiro, só saberemos quando ela for respondendo a mais estímulos.
R: Sequelas? [perguntou preocupada]
Dr. Roberts: Sim... Sequelas. Não acreditamos que tenha ficado nenhuma, mas não podemos garantir até que ela acorde por completo...
Já era noite quando Rachel cumpriu com todo o ritual diário de ler para Quinn. Ela queria conversar, mas estava com medo de não ter qualquer resposta e aquilo a amedrontava. Não queria sentir que as coisas poderiam retroceder... Elas não poderiam... Ela havia pedido aos outros que fossem pra casa, mesmo sabendo que era difícil para Judy e Frannie atenderem ao pedido. Mas ela precisava ficar sozinha com ela. Ela precisava prestar atenção nela como nunca... Ela foi atendida...
R: Sabe... Eu pedi que nos deixassem a sós... [falava tranquila] Eu ainda estou um pouco confusa com o que aconteceu hoje, mas o doutor me explicou um monte de coisas e eu já estou entendendo um pouco mais. Você está melhorando...
Rachel estava sentada na beirada da cama de Quinn, com a mão da namorada sobre seu colo, entrelaçando seus dedos sem parar de movimentá-los delicadamente...
R: As noites são nossas. Nossos momentos. Eu não queria te dividir com ninguém, hoje... Desculpe pedir à sua mãe e sua irmã para irem pra casa. Mas eu não queria te dividir... [disse com um sorriso triste] Eu quero que você saiba que eu serei sempre muito paciente. Que você pode acordar no seu ritmo, meu amor... Eu estarei aqui esperando... [acariciava a mão de Quinn com mais carinho] Mas pode ser que eu chore... [já estava chorando] Porque é difícil esperar. Eu estou morrendo de saudade de você! Do seu sorriso, da sua voz... Dos seus beijos... Então eu vou acabar chorando de novo. De saudade... Me desculpe, tá?!
A morena deu um beijo demorado na mão de Quinn e desceu da cama e foi tomar banho. Chorou o tanto que podia de medo e alívio... Medo de Quinn demorar muito a melhorar. Alívio por já ter melhorado. Ela sentia tanta falta dela, tanta falta dos abraços, de dormir abraçada, de entrelaçar as pernas, que doía! Doía tanto que se transformava em pranto durante o banho. Ela não entendia seu comportamento. Estava indescritivelmente feliz pela recuperação de Quinn, mas então por que chorava? Chorava porque Quinn era seu tudo e imaginava como estava sendo difícil para a loira se esforçar a voltar para ela por completo. Um sorriso... Um sorriso brotou em seu rosto de felicidade. Quinn a ouvia e percebia a presença dela. Quinn estava se esforçando... Era um grande passo! Um importante passo diante de tudo...
Quando a morena saiu do banho, verificou seu celular e leu as várias mensagens que havia recebido: de seus pais, Judy e Frannie. Todos desejavam boa noite e comemoravam a vitória daquele dia. Havia uma de Santana e Britt também, e outra de Noah... Todos dizendo que Quinn era forte e estava provando isso. Rachel sorriu novamente. Todos tinham razão...
Olhou para sua garota deitada, serena, dormindo tranquilamente. As enfermeiras haviam aproveitado quando ela estava no banho e deram o banho de esponja em Quinn. Logo Rachel pegou o hidratante em suas coisas e passou um pouco na pele da namorada, como fazia todos os dias... Admirou-a mais um pouco e não conseguiu se segurar. Sabia que não devia fazer isso, mas ela sentia muita falta: deitou-se ao seu lado. Com todo o cuidado possível, aconchegou-se devagar, deitando a cabeça ao lado da dela, admirando seu perfil. Entrelaçou seus dedos novamente e deslizou o nariz pelo rosto de Quinn por alguns segundos, voltando a deitar:
R: Eu não devia ter lavado os cabelos agora... [disse tranquila, como se fosse uma conversa casual] Eu não quero ficar resfriada, senão vão me obrigar a me afastar de você até eu ficar boa... [resmungou sonolenta acariciando a mão de Quinn] Eu acho que vou cortar os cabelos. Estava pensando nisso... [continuava a falar sonolenta] Não sei... Cortar assim, do tamanho do seu... É... Acho que vou cortar...
Aproximou-se para deixar um beijo carinhoso no rosto da namorada...
R: Boa noite, meu amor! Eu te amo...
Aconchegou-se um pouco mais, deitando-se no ombro de Quinn...
“Não...”
Rachel arregalou os olhos, levantando a cabeça devagar...
R: Quinn? [chamou confusa]
O som era baixo, quase inaudível. Quase... Mas ela ouviu perfeitamente...
Q: Não... Não cor...te os ca...be...los...
[CONTINUA...]
Notas finais
Quero agradecer a paciência de vocês em esperar a Quinn acordar. Sou grata pelas lindas mensagens aqui, no ask.fm e no twitter.
Quero também deixar claro que, apesar de pesquisar sobre coma e recuperações do gênero, estou me dando liberdade para usar de toda a licença poética que eu puder dentro da ficção.
O termo "Escala de Coma de Glasgow" é real e é uma das escalas mais usadas no mundo. Ela mede a profundidade do coma.
No próximo capítulo veremos o desenrolar desse "despertar" da Quinn. ;-)
Comentem! Preciso saber o que acharam.
Beijos!
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