Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)
24 Capítulo 24 - "Ninguém sabe amar como ela..."
Notas iniciais
Quando Rachel saiu do apartamento para conversar com Brittany, Quinn sentiu que precisava ter uma conversa com outra pessoa e ligou para Frannie para conversarem via Skype:
F: FBI, Quinnie?! Jura?! [sorria incrédula]
Q: Você falando assim faz eu me sentir ainda mais constrangida... [corava irritada]
F: Mas eu não acredito que isso chegou a passar pela sua cabeça! [exclamava em repreensão]
Q: Frannie! Eu já entendi! [tentava cortar a conversa]
F: Não, Quinnie... Você não entendeu. [contestava] Tudo o que a Rachel falou está certo. Mas é mais sério do que isso!
Q: Eu sei... [rendia-se]
F: Não tenta evitar uma conversa! Me escuta! [Quinn encarou a tela] Você tentou se convencer de que era uma oportunidade de carreira e de que tinha tudo a ver com suas qualidades, mas, na verdade, você foi condicionada a pensar no caso porque o tal agente fez uma jogada de mestre: ele usou a Rachel. [explicava segura] Não precisa de uma investigação minuciosa para saber que ela é seu ponto fraco. Então ele prometeu proteção e fez você pensar que a carreira que você escolheu agora poderá atrapalhar a relação de vocês no futuro. Ele tentou te cercar, Quinnie. Você nunca foi enganada por ninguém, porque você é um gênio, mas ninguém tinha usado a Rachel para isso... Ela é seu ponto fraco comprovado.
Q: Detesto o fato de você ser psicóloga! [resmungava, desviando o olhar]
F: Não. Você não detesta! Você detesta mesmo o fato de que é transparente para mim... [piscou-lhe]
Q: Agora eu vejo que foi uma ideia boba, mas...
F: Você precisa relaxar seu espírito protetor!
Q: Impossível! [enfatizou rapidamente]
F: Você precisa, Quinnie! [insistiu] Se a NASA tivesse te procurado oferecendo refúgio seguro na lua, você se mudaria imediatamente com ela.
Q: Não exagera, Frannie!
F: Você desenvolveu um medo quase patológico de perdê-la. [explicava com calma]
Q: Não é bem assim...
F: Você sabe que é, Quinnie! [havia preocupação em seu tom] A mamãe falou que você disse que é capaz de matar o Russel se ele colocar a Rachel em perigo de novo. E ela estava preocupada quando me contou. [confidenciou] Você o enfrentou sozinha... E agora, uma proposta sem pé nem cabeça de transformar você em agente do FBI fez você cogitar a hipótese só porque você é capaz de tudo por ela. É claro que o FBI, a CIA, a Interpol, a NASA, as universidades e qualquer outra instituição precisam de alguém como você. Não é fácil encontrar gênios dando sopa por aí. Não pense que esta foi a última proposta. Fazer tudo por ela não significa fazer qualquer coisa...
Q: Mas isso é amor! Não seria a mesma coisa? [irritava-se um pouco]
F: Você pode fazer outras coisas por ela, Quinnie... Outras coisas que não signifiquem uma mudança radical de planos, uma opção absurda... [continuava calma]
Q: Eu já entendi que foi uma ideia estúpida! [tentava cortar a conversa mais uma vez]
F: Eu não chamei você de estúpida e tenho certeza de que a Rachel também não. [disse firme] Só que você pode ser o que quiser. O que quiser! Mas você acaba se negligenciando em função desse medo gigantesco que faz você focar apenas em proteção. O mundo é perigoso, Quinnie! Você vai enlouquecer se só pensar nisso.
Q: Ok...
F: Ok, nada! Eu concordo que você tem infinitos talentos que não estão sendo aproveitados. Como também sei que você se interessa demais pela psicologia e evita ter um contato maior, para se profissionalizar, por minha causa.
Q: O quê? [surpreendeu-se com a sinceridade da irmã]
F: Você sempre buscou individualidade. Fazer o que mesmo que eu, na sua cabeça, seria como abrir mão disso.
Q: Eu só acho que eu posso tentar fazer outra coisa. [defendia-se]
F: E ser infeliz? [provocou]
Q: Eu não sou infeliz! [defendeu-se novamente]
F: Você leu meus livros quando esteve aqui. Eu sei que você tem muitos livros da área e as matérias que você estuda são bem avançadas. Você tem um discernimento fantástico e sabe ler as pessoas. A única pessoa que você lê muito mal é você mesma.
Q: Obrigada pela sinceridade! [sorriu sarcástica]
F: Você sabe que é assim. [deu de ombros] Você luta contra seus sentimentos desde sempre. Eu não preciso estar com você o tempo todo para saber disso. Eu te conheço, Quinnie... Você daria uma excelente psicóloga! Acho ainda que você daria uma excelente doutora em psicologia, ensinando nas melhores universidades. Mas também acho que você também seria uma excelente médica, engenheira, advogada, cineasta... [dizia sorrindo, como se sonhasse] Você será excelente em qualquer coisa. [incentivou] Mas você só será feliz se fizer a coisa certa. E você precisa se descobrir. E não dar ouvidos às coisas absurdas, aos desvios... precisamos conversar mais, Quinnie! Eu posso te ajudar...
Q: Eu sei... Vamos conversar mais! [garantiu]
F: E continue conversando com a Rachel.
Q: Eu converso. Ela disse que vai me ajudar nisso...
F: Ela está sendo uma excelente namorada!
Q: A melhor de todas! [seu sorriso ficou gigante]
Enquanto isso, no apartamento 112, Rachel lidava com uma Brittany relutante:
B: A San não tinha nada que te incomodar com esse assunto. [reclamava emburrada]
R: Somos amigas, Brit! [sorriu] Lembra que você me ajudou? Você conversou comigo quando meu namoro com a Quinn começou. [Brit concordou em silêncio] Eu tinha dúvidas e você me ajudou. Então deixe que eu faça o mesmo e ajude vocês.
B: Eu só acho que ela já foi mais carinhosa. [comentava desanimada] Sempre fomos carnais, mas agora parece que só somos isso.
R: Eu sei que a Santana não é um poço de ternura, mas ela sempre me pareceu bem carinhosa com você. [defendia]
B: Mas não é como a Quinn é com você. [contestava]
R: Você não pode comparar, Brit!
B: Por que? Por que eu não posso?
R: Porque somos pessoas diferentes, em relacionamentos diferentes.
B: Mas eu não posso querer que a San me olhe como a Quinn te olha? Que me trate como ela trata você?
R: Brit, o meu namoro com a Quinn é muito diferente do namoro de vocês. Começou diferente e tem sido diferente. Tivemos um relacionamento complicado na escola e depois viramos amigas. Por trás disso, havia um amor sufocado e que, quando libertado, explodiu em nossas caras e logo estávamos completamente dependentes uma da outra. Mas passamos por um bocado de coisas. Bobas e sérias... E isso acabou nos moldando ao que somos hoje. Agora há pouco mesmo, tivemos uma conversa que, se fosse há algum tempo atrás, teria terminado em briga, ou talvez a conversa nem teria existido, pois a Quinn teria guardado segredo. Mas chegamos num ponto, em que aprendemos a nos comunicar e a equilibrar certas coisas. Somos produto das coisas que vivemos. Nosso amor é todo nosso! Por isso, você não deve comparar com o seu e da Santana. Ela é louca por você. Completamente louca! Ela te ama mais do que você imagina. Ela quase enlouqueceu no ano passado por estar longe de você...
B: Eu só queria que ela fosse um pouco mais doce em alguns momentos. Os olhos da Quinn brilham quando você chega perto ou quando ela ouve sua voz. Ou quando ela fala em você...
R: Você não consegue ver que a Santana age da mesma forma quando você está por perto?
B: Não mais. Eu não sei... [demonstrava completa confusão]
R: Eu amo a Quinn, Brit, muito mais do que sou capaz de explicar. Ela é o amor da minha vida e eu insistirei a vida inteira na afirmação de que a amo mais do que ela me ama. Mas eu já aprendi que no quesito demonstração, ela sempre vai me vencer. Ninguém sabe amar como ela. A dificuldade que ela sente em falar, ela transforma em ação, em olhar... Mas ela me acaba com palavras perfeitas... Ela me derrete... É covardia tentar se comparar a ela ou compará-la a qualquer pessoa. Ela sempre vai vencer!
B: Seu olhar está brilhando... [sorriu]
R: Sempre brilha quando eu falo nela, ou penso nela... [sorriu apaixonada] Assim como o seu quando fala na Santana e o dela sempre por você... Você focou tanto em observar a forma como a Quinn me olha, que esqueceu de prestar atenção na sua garota, que baba por você... Converse com ela.
B: Eu briguei com ela... [murmurou envergonhada]
R: E ela está esperando que você baixe a guarda para ela.
B: Fiz besteira, não foi?!
R: Nada que não tenha jeito...
De volta ao 110, Rachel ouviu a voz de Quinn no quarto e ficou feliz ao ouvir a de Frannie também:
R: Ora, ora, ora... Se não é minha cunhada preferida! [aproximava-se da tela com um sorriso imenso]
F: Oi, Rachel! [sorriu em resposta]
R: Sua irmã contou ideia maluca que ela teve? [perguntava enquanto deixava um beijo carinhoso na têmpora da namorada]
F: Sim, ela contou... [sorriu ao perceber a irmã corar]
R: Espero que ela tenha te ouvido, porque tenho certeza de que você concorda comigo...
F: Acertou na mosca! [vibrou]
Q: Vocês podem parar com essa conversinha paralela? [incomodou-se um pouco] Eu estou aqui!
F: Ciúmes, Quinnie? [provocou]
Q: Não! [respondeu rapidamente]
R: Acho que são ciúmes sim, Frannie! [incentivou a cunhada]
Q: Só me faltava essa... [bufou, fazendo as duas rirem]
F: Bom... Vou deixar vocês sozinhas. Me liga logo, Quinnie?
Q: Sim. Eu ligo!
R: Eu não queria atrapalhar... [disse sem graça]
F: Já tínhamos terminado... Cuida dela, Rachel!
R: Cuido sim!
F: Beijo, Quinnie!
Q: Obrigada... [disse com um olhar de agradecimento]
Frannie desconectou...
Rachel fechou o computador e o colocou na mesinha de cabeceira, sentando no colo de Quinn, rodeando-a com suas pernas. Menos de cinco segundos depois e as mãos da loira já estavam nas coxas da morena. Era sempre assim...
Q: Como foi a conversa com a Brit? [fechou os olhos e começou a aspirar o perfume de Rachel]
R: Foi tranquila... Não era nada grave... [começou a se arrepiar]
Q: Que bom! Santana fica um saco em abstinência. Você sabe... [deslizava o nariz pelo pescoço da morena]
R: Ela precisa ser um pouco menos sexual, por enquanto... [tentava manter a fala normal, mas já começava a amolecer] A Brit precisa de mais carinho e menos sexo... [a frase finalizou mais baixa]
Q: Santana menos sexual... [passou os dentes na pele arrepiada] Não sei se isso é possível... [sentiu Rachel estremecer]
R: E a sua conversa com a Frannie? [afastou-se um pouco para conseguir articular a frase completa]
Q: Foi boa. Muito boa! [sorriu com o olhar provocante] Mas eu acho que já conversamos demais por hoje...
R: Acha? [sua voz estava mais pesada]
Q: Hum hum... [assentiu com a sobrancelha arqueada]
R: E o que você tem em mente agora? [sua voz estava carregada de excitação]
Q: Quer mesmo saber? [passou a arranhar suavemente a pele das coxas torneadas da namorada]
R: Quero! [fechou os olhos] Me diga, Quinn... Em que você está pensando? [a respiração começava a ficar ofegante]
A loira levou os lábios ao ouvido dela e sugou suavemente o lóbulo da orelha:
Q: Estou pensando em como eu amo sua coleção de saias... [a voz rouca fez Rachel se arrepiar]
R: É? [já estava completamente sob o domínio de Quinn]
Q: É... Você fica muito gostosa em todas elas... E me dá muita água na boca...
Rachel relutou um pouco:
R: Você me assustou hoje... [disse preocupada]
Quinn se afastou um pouco para olhá-la:
Q: Desculpa...
R: Me preocupou de verdade...
Q: Desculpa...
R: Eu não quero que você peça. Quero que demonstre seu pedido de desculpas...
Quinn entendeu o recado perfeitamente! Voltou ao que estava fazendo. Sua boca passeava pelo pescoço de Rachel com saudade. Desejava tanto aquela pele que qualquer fração de hora longe dela lhe provocava uma saudade sufocante... A morena gemia em seu colo ao sentir sua língua deslizar pelo seu queixo. Quinn retirou suas roupas sem demora. Rachel de sutiã era uma das imagens mais sexy do mundo para ela. Aqueles dois montes deliciosos de carne gostosa, que se encaixavam perfeitamente em sua boca... Rapidamente, a morena estava completamente nua, sentindo as mãos de Quinn por todos os lados. Sentindo seus seios serem sugados com extremo desejo. Rachel precisou interromper a exploração da namorada, pois precisava de um beijo... Segurou o rosto dela com as duas mãos e puxou para beijá-la. Quinn sugou sua língua com força, arrancando um gemido alto...
R: Meu corpo está gritando por você! [disse ofegante em busca de ar]
Quinn não disse nada. Posicionou a mão direita na intimidade já muito molhada de Rachel e começou uma sessão torturante de carícias no ponto pulsante.
R: Não... me... tortu... ra... [tentava respirar]
Q: Deixa eu saborear você com calma... [sussurrou em seu ouvido]
R: Eu não... aguento... mais... [disse com dificuldade]
Quinn introduziu dois dedos sem aviso, fazendo Rachel arquear as costas com violência. A morena agarrou-se aos cabelos loiros, enquanto a namorada mantinha o rosto encaixado em seu pescoço. Quinn mordia e chupava a pele da região, sabendo que deixaria marcas. Sentia Rachel rebolando em seus dedos, que deslizavam intensamente, sentindo a textura das paredes internas da morena. As duas gemiam alto, como se aquele som fosse uma declaração de amor. E era... Rachel suava e Quinn lambia o suor como se fosse o mais gostoso néctar. E era... As pernas da morena se prendiam ainda mais ao redor do corpo da loira, criando uma espécie de prisão para ela. Quinn não queria se soltar dali nunca mais...
Quinn sentiu seus dedos perdendo espaço. As paredes de Rachel começavam a se fechar. Os movimentos da morena passaram a ser erráticos, ela já perdia o controle com o orgasmo que se aproximava. Quinn a deitou na cama e retirou seus dedos, fazendo Rachel abrir os olhos para protestar. Mas logo viu a loira se encaixando entre suas pernas, abrindo-as ainda mais. Quinn abocanhou a intimidade de Rachel, procurando finalizar o que tinha começado, esperando que o orgasmo dela se derramasse sobre seus lábios. Sua língua dançava na abertura da namorada que não conseguiu segurar por muito tempo. O gosto de sua essência se fez presente na boca de Quinn de forma avassaladora.
O peito de Rachel subia e descia rápido. Quinn logo cobriu o corpo dela com o seu.
Q: Hey... [sorriu carinhosa]
R: Eu amo fazer amor com você... [disse ofegante, ainda com os olhos fechados]
Q: Eu amo todo o seu corpo... [disse com a voz rouca, fazendo Rachel estremecer outra vez]
As mãos da morena começaram a acariciar as costas nuas de Quinn, num carinho apaixonado...
R: Deixa só eu recuperar minhas forças que eu vou fazer o mesmo com você... [disse ainda de olhos fechados]
Quinn moveu-se para o lado e a puxou para si, fazendo-a se encaixar perfeitamente em seu corpo. Beijou-lhe a testa suada e passou a imitar os movimentos da morena nas costas dela:
Q: Depois que você dormir, nós podemos fazer o que você quiser...
R: Eu quero você... [murmurou cansada]
Q: Estou aqui... [disse carinhosa]
R: Não tenha mais ideias loucas... [a voz ia sumindo]
Q: Nunca mais! [prometia baixinho]
R: Me dê um minuto e a gente recomeça... [a voz sumia mais]
Q: Certo... [sorriu sabendo que Rachel dormiria em segundos] Vou esperar...
Logo percebeu que a morena tinha dormido. Continuou com as carícias pacientemente, sentindo o cheiro dos cabelos escuros penetrar suas narinas. O cheiro de Rachel viajava por sua corrente sanguínea e era como se fosse a única coisa que a mantinha viva. De uma força tão descomunal que lhe provocava tremores. Tinha muito o que pensar e conversar com ela, mas sabia que estavam numa fase única do relacionamento, onde nada era forte o bastante para se colocar entre elas. Rachel era seu porto seguro, sua melhor amiga, seu maior apoio... Seu amor perfeito... E Quinn rezava baixinho para que nada a surpreendesse. Não queria surpresas. Só queria Rachel em seus braços, num começo de noite tranquilo, na cama delas completamente tomada pelo cheiro de seus corpos. Só queria estar com ela... Pelo resto da vida...
Notas finais
No próximo capítulo teremos Kurt e outras coisinhas mais... ;)
Espero que gostem! Comentem! :)
Beijos!
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