Você Sempre Esteve Em Mim (parte 2)
13 Capítulo 13 - Sintonia perfeita...
Notas iniciais
Era sexta-feira e Rachel estava em casa, enquanto Quinn tinha ido à Columbia. Mesmo com a volta de Londres, a morena não quis voltar às aulas em NYADA naquela semana. Estava lidando muito bem com tudo, mas não queria ter que enfrentar os olhares dos alunos e professores ao verem as marcas em seu rosto. Sabia que teria que enfrentá-los de qualquer maneira, já que tudo aconteceu no prédio da faculdade, mas preferia lidar com o olhar de curiosidade do que com o de pena.
Quinn também tinha decidido não ir às aulas naquela semana para ficar fazendo companhia à namorada, mas foi convencida do contrário. Mesmo contrariada, cedeu e, com isso, acabou sendo informada de que Columbia queria que ela representasse a faculdade numa mostra de cinema. Para isso, ela teria que começar a se preparar logo, já que teria alguns poucos meses para finalizar o projeto que tivesse em mente. Ela não precisou de tempo para pensar. Aceitou a proposta imediatamente e já começava a criar várias opções de desenvolvimento em sua mente. A loira tinha entrado em contato com o delegado Stone, que a aconselhou a não ver Russel naquela semana. Ele estava agitado, quase agressivo e que, apesar de garantir sua segurança e de Rachel, não era um momento bom para confrontos. Quinn ficou aliviada por saber que a polícia estava cuidando de tudo. Podia sair de casa com a certeza de que a morena estava segura.
Rachel estava chateada com Kurt. Achava que ele deveria ter contado que Finn ia morar com ele e Blaine. Mas, mesmo assim, a morena tentava evitar qualquer desentendimento, portanto, fingiu que estava tudo bem. Só que a teimosia de Finn ainda a incomodava. Se ele era petulante o suficiente para se mudar para o prédio dela, mesmo sabendo que seu relacionamento com Quinn estava indo maravilhosamente bem, ela não conseguia imaginar que tipo de coisas ele seria capaz de fazer para afetá-las. Mesmo que ela garantisse à namorada que não havia qualquer perigo relacionado a ele, conhecia Quinn o suficiente para saber que ela estava se remoendo de raiva.
Santana não ficava atrás. Brittany tinha precisado segurar a latina duas vezes para que não avançasse sobre o rapaz. Foi preciso articular uma forma diferente de se posicionar no elevador, para evitar que a latina o agredisse sempre que ele entrasse no mesmo horário que elas. Então, Britt sempre ficava na frente de Santana, mantendo a latina entre suas costas e a parede. Estava funcionando. Por enquanto... A raiva da latina era imensa. Ela não conseguia relaxar. Viu o quanto suas amigas tinham sofrido e o quanto precisavam de paz. Ter um pentelho idiota como Finn rondando o relacionamento delas, era tudo o que menos precisavam.
Kurt sabia que Rachel estava magoada com ele, mas evitava falar sobre isso. Tinha pedido desculpas, mas a recusa da morena em prolongar a conversa, mostrou a ele que ela não queria desentendimento. Finn podia ser um zero à esquerda em alguns aspectos, mas ele já tinha feito um bom estrago no namoro delas e, quer queira quer não, ele conhece Rachel bem, a ponto de saber suas fraquezas.
Judy ligava todos os dias para falar com elas e Quinn estava gostando desse contato constante com a mãe. Avisou a ela que iriam à Lima em breve, deixando-a tranquila. Era nítida sua felicidade por saber que as filhas voltaram a manter contato constante, pois desde a volta de Londres, Frannie liga e escreve, recebendo respostas imediatas de Quinn. Rachel estava amando a interação com a família da namorada. Sentia-se acolhida e satisfeita por ver sua garota se abrindo um pouco mais.
Os Berry continuavam agitados. Agoniados, ameaçaram ir à Nova York mil vezes num mesmo dia, mas assim como Quinn, Rachel os convenceu de que iria para sua cidade natal logo, deixando-os mais tranquilos, porém ansiosos por sua chegada. Ela era obrigada a enviar fotos diárias, mostrando como as marcas do rosto iam sumindo e estavam cada vez mais loucos por Quinn.
Ao contrário do que a loira pensava, o fato de seu pai (ainda que ela opte por não mais considerá-lo assim) ter machucado Rachel não afetou sua relação com os sogros. O medo de que Leroy voltasse a ter problemas com ela, mostrou-se uma bobagem, pois ele estava cada vez mais encantado. Muito disso se devia às longas conversas que a morena tinha com os pais, dizendo o quando Quinn era incrível com ela, narrando as pequenas coisas lindas que a namorada fazia para agradá-la.
Era um fato inegável que, se Quinn não fosse como fosse, se não agisse da forma que age com Rachel, os Berry já teriam voado para Nova York, não importava quem tentasse impedi-los. Mas eles sentiam que a loira era a maior segurança de sua estrelinha. Não sabiam explicar o porquê, mas tinham plena certeza de que ela sempre iria garantir o bem-estar da morena.
Blaine tentava convencer Kurt de forçar uma conversa com Rachel, mas ele continuava se recusando. De alguma forma ele se sentia ofendido por ela se chatear com ele e, principalmente, por ela fingir que não estava chateada. Só que ele não parava pra pensar que ela estava passando por um momento crucial, onde passava por cima de todos os medos para se manter firme naquela posição adotada de maturidade. Sim... Ela realmente estava mais madura, mas ainda era humana e, claro, ainda havia certa insegurança em algumas coisas.
Nos últimos dias, Rachel acordava mais cedo para preparar o café da manhã para Quinn e a esperava em casa com a comida pronta, pois sabia que a loira não comia em Columbia, apesar dos lembretes da morena. No dia em que Rachel decidiu acompanhar Quinn na academia, deu de cara com Jennifer. A segurança com que a morena agiu, deixou a loira orgulhosa. Ela, simplesmente, ignorou a presença daquela garota, e manteve seu sorriso impecável e seus olhares carinhosos sobre a namorada. Definitivamente, havia algo de novo em Rachel Berry. E era bom...
Por dentro, a morena estava com ciúmes. Jennifer não tinha feito nada. Quinn muito menos. Não havia um momento específico ao qual se prender. Mas a consciência de que a realidade estava ao seu alcance e de que aquela garota iria, mais cedo ou mais tarde, voltar a dar em cima de Quinn, ativava seus nervos para quase deixá-los à flor-da-pele. Quase... Essa Rachel mais madura, por enquanto, pensava muito antes de se descontrolar.
A tatuagem cicatrizava perfeitamente e, todos os dias, Quinn se deixava hipnotizar por ela. Mesmo sem intenção, Rachel havia escolhido o lugar perfeito em seu corpo para fazer aquela marca. Então, sempre que a loira olhava para ela, obrigatoriamente contemplava os seios ou as costas, a cintura perfeita da namorada. Quanto mais o tempo passava, mais Rachel se tornava uma tentação para Quinn. Ao contrário do que dizem sobre os relacionamentos, a rotina não fazia com que as coisas ficassem mais brandas entre elas. Sexualmente falando, havia cada vez mais fogo. O desejo de uma pela outra era algo incontrolável. E mesmo que se vissem nuas todos os dias, todas as vezes provocava o mesmo frenesi. Para Quinn, Rachel era a imagem mais sensual e gostosa que ela já tinha visto. Para a morena, nada se comparava ao corpo perfeito da loira. E a tatuagem... Ah, a tatuagem... Fazia Quinn salivar todas as vezes em que olhava para ela. Mas não era apenas sexy. A mensagem que passava, o significado que tinha... Era como se todos os dias ela devesse lembrar que nada as afastaria. Quando o turbilhão de confusões que o mundo provoca estivesse presente, bastava olhar para ela e saber que nada poderia separá-las. Nada! As duas estavam aprendendo juntas. Tudo que era real, tudo o que se construía, tinha a outra envolvida. Uma realidade particular que pretendiam dividir para sempre...
A loira estava cansada. Depois de um dia longo em Columbia, ouvindo milhares de planos para ela, seu humor não era dos melhores. Achava que já tinham relaxado e parado de atormentá-la por causa de seu QI, mas as coisas não tinham mudado tanto. Deu graças a Deus que o elevador não havia parado em nenhum dos andares antes do dela. Levava um buquê de rosas misturadas com lírios brancos em mãos. Decidiu variar naquele dia, e levar algo que significasse não só amor, mas também paixão. Sabia que Rachel iria se derreter de ternura e não via a hora de encontrá-la.
Assim que abriu a porta, Quinn se deparou com a luz baixa do apartamento. Velas espalhadas por todos os cantos e, claro, lírios bem expostos num lindo buquê sobre a mesa. A loira ficou boquiaberta. Tudo estava lindo. Quando Rachel ouviu a porta, correu para a sala. Foi impossível não rirem. Quando a morena viu o que a namorada trazia em mãos, deu-lhe seu sorriso mais lindo. A coincidência de suas intenções era apenas mais uma das provas de que estavam completamente em sintonia. Quinn se aproximou mais dela e estendeu o buquê:
Q: Vejo que minha ideia não foi original, mas espero que goste mesmo assim! [sorriu divertida]
R: Poderíamos estar mais sintonizadas? [sorriu animada]
Q: Acredito que não... [puxou a morena pela cintura, beijando levemente os lábios]
R: Espero que tenha entendido que o controle hoje está por minha conta... [disse sexy, enquanto mordia sensualmente o lábio inferior de Quinn]
Q: Estou em suas mãos... [sussurrou]
[CONTINUA...]
Notas finais
Comentem! :)
Beijos!
Fale com o autor