Ela caminha por um corredor longo e escuro, cheio de portas, descalça e com uma camisola de chita velha, esta completamente descabelada e sua pele é essessivamente branca, seus olhos negros já não brilham mais, e traz pequenos cortes em seu pulso.

Ela mexe a cabeça convulsivamente enquanto caminha para lugar nenhum, ela sabe que não tem ninguém lá, e esses pensamentos a incomodam, nunca teve e nem vai ter ninguém.

Por um segundo ela pensa que isso não importa mais, e um sorriso doentio se deforma em seu rosto enquanto uma lágrima solitária escorre pelo canto esquerdo de seu olho.

Os ratos passam correndo entre seus pés, e isso também não importa mais, na verdade só uma coisa importa e essa coisa esta no fim do corredor, as luzes fracas piscam e os ruidos aumentam, de repente o desespero em seu peito é tanto que ela começa a correr.

Chega ao fim do corredor finalmente, ela não estava pronta para aquilo ainda, devia ter andado mais devagar... a única coisa que importava ela não conseguiu ver. E depois dessa desgraça ninguém mais conseguiu, me diga se você consegue se olhar no espelho e me dizer quem exatamente é. Depois daquele dia os espelhos só mostram o externo, e o interno, bem esse continua sendo uma criança com uma boneca sentada em um canto sorrindo enquanto te pergunta, você quer mesmo saber quem é?

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