Você Mexeu Com O Meu Mundo!
41 Capítulo 40 - Quer se redimir? Então prove!
Notas iniciais
*Mais um capítulo para vocês.
*Boa leitura!
Não sei muito sobre sua vida
Não sei muito sobre seu mundo, mas
Não quero ficar sozinha esta noite
Neste planeta que chamam de Terra
(...)
Eu só quero começar de novo
Talvez você pudesse me mostrar como tentar
Talvez você pudesse me acolher
Em algum lugar embaixo da sua pele
(...)
Mas, o que você diz sobre correr riscos?
O que você diz sobre pular de cabeça?
E nunca saber se existe um chão firme lá embaixo?
Ou uma mão para segurar, ou um inferno para enfrentar?
O que você diz?
O que você diz?
Não sei muito da sua vida
Não sei muito sobre seu mundo
O enterro, a conversa com Phillipe e a minha briga interna fez com que esse dia fosse pesado pra mim, parecia que eu tinha sido pisoteada por um bando de elefantes. Cheguei em casa cansada!. Fui direto pro meu quarto dormir. Na escola eu parecia uma morta-viva, estava com tanto sono que dormi a aula de historia toda. Na biblioteca eu forçava os meus olhos ficarem abertos.
-Nossa, Mel! -Disse Rose -Você está horrível!
-E você é perfeita pra levantar o animo de alguém -Disse irônica.
-E você está com um humor péssimo! -Cruzou os braços.
-Você também estaria assim tivesse passado pelo o que eu passei -Ela me olhou com as duas sobrancelhas levantadas.
-Nossa! -Balançou a cabeça -Vai joga na minha cara?
-Não, Rosalie... -Suspirei -Você não vai entender. Eu estou com raiva, estou triste, estou... Argh!
-Eu sei, Mel -Disse gentilmente -Eu estou aqui pra tentar entender... Sou sua amiga! -Sorriu.
-O Phillipe... -Disse cansada.
-O que tem ele? -Perguntou confusa.
-Ele veio com um papo de quer ser o meu pai -Respirei fundo.
-Wow! Essa é nova.
-Pois é!
-E o que você fez? Ou vai fazer?
-Eu não sei... -Balancei a cabeça -Eu quero que ele seja o meu pai, mas ao mesmo tempo não quero... Sabe?
-Acho que sei... -Abaixou os olhos -Você não sabe qual dos dois é o certo ou o errado.
-Foi assim quando você ficou gravida?
-Foi... Eu queria abortar, mas ao mesmo tempo não queria -Os olhos dela marejaram.
-Você já superou? -Ela sorriu fraco.
-Sinceramente?... Não -Respirou fundo -Todos os dias eu imagino como seria o rostinho dele... -Limpou as lágrimas -E ter a sensação de ser chamada de mãe... -A abracei.
-É tudo culpa minha... -Comecei a chorar -Se eu não tivesse feito aquilo, você ainda estaria com o seu filho.
-Não é culpa sua, Mel... E eu já te perdoei, lembra? -Assenti.
Eu ainda não tinha superado aquilo que aconteceu com a Rose. Era bem mais fácil suportar aquilo com a 'antiga Melanie' (como tudo, na verdade), mas como ela foi enterrada agora a culpa me consome ainda mais.
-Er... Mel? -Edward me chamou.
-Oi, amor -Deu um selinho -O que foi?
-A gente precisa ir pro hospital.
(...)
Nunca cheguei tão rápido em algum lugar como agora, praticamente corremos até o hospital. Não sabíamos direito o que tinha acontecido, Edward só recebeu uma ligação de Carlisle dizendo que eu e ele devia irmos correndo para o hospital, pois ele tinha uma noticia urgente. Encontramos Carlisle, ele estava com uma cara apavorada e parecia muito nervoso.
-O que aconteceu, pai? -Perguntou Edward.
-Er... -Ele não sabia como começar algo muito raro em Carlisle, pois o mesmo sempre sabe o que falar -Essa noticia é mais para Melanie -Engoli seco.
-O que aconteceu? -Disse sem voz.
-É a sua mãe...
-O que tem ela? -Me desesperei.
-Sua mãe teve uma recaída no curtting...
-Mas, como assim?
-Melanie, como eu disse muitos pacientes com essa doença sempre acabam com em recaídas, principalmente quando algo muito traumático acontece como a morte de Charlie, por exemplo.
-Mas, ela não chorou ou ficou abalada.
-Lembra, quando eu te disse que esses pacientes as vezes ficam 'frios'? -Fez aspas com as mãos -Que mesmo que alguém morresse na frente deles, eles não sentiriam nada? -Assenti -Esse é o caso da sua mãe... Ela não pode ter se abalado da mesma forma que você, que demostrou a sua tristeza, ela preferiu guardar para ela mesma... o que acabou resultando nela se cortando.
-Mas, é muito grave? -Perguntou Edward.
-Isso não é o mais grave.
-Não! -Me assustei.
-Melanie... -Disse calmamente -Sua mãe tem câncer.
-Que?! -Me desequilibrei, mas Edward me segurou -Como assim? Minha mãe, apesar da depressão, ela tem a saúde perfeita.
-Não tão perfeita assim, Melanie... Sua mãe tem uma depressão muito profunda para dizer que a saúde dela está em ordem.
-Câncer de que?
-Sabemos que é um câncer no coração, mas tem exames que dizem que existe um outro tumor em outra região.
-Dois? -Disse sem ar.
-Sim... Mas, devemos fazer um tratamento para tentar para o crescimento do tumor.
-Mas, como vamos pagar o tratamento? -Perguntou Edward -Mesmo que o senhor trabalhe aqui, esse tipo de tratamento é muito caro e ele não deixar de graça.
-Temos dinheiro para pagar o tratamento, Carlisle? -Perguntei.
-Melanie, podemos dar um jeito...
-Podemos pagar o tratamento?
-Melanie...
-Podemos pagar o tratamento?! -Gritei irritada.
-Não! -Respirou fundo -Não temos como pagar o tratamento.
'Ótimo!', pensei irônica. Não temos dinheiro suficiente para pagar um tratamento descente para minha mãe, parece que tudo de ruim começa aparecer quando você não tem condições.
-Posso falar com ela?
-Ela está dormindo nesse momento, mas quando ela acorda vamos te chamar.
-Tudo bem -Disse desannimada.
'Tudo bem?'... Tudo bem, nada!. Minha vida estava indo pra frente até o louco do Charlie pirar e se matar, agora está tudo desandando! E parece que tudo começa e termina com um único problema... Dinheiro! Como eu vou arranjar dinheiro para o tratamento de Esme? Arranjar dinheiro para as despesas da casa? Bom... Eu sei quem tem todo esse dinheiro, mas eu não quero nada dele.
-Mel? -Disse Edward -Você quer ir para casa? -Assenti. Fomos para casa e eu acabei dormindo.
(...)
“Estava em cima de uma ponte gritava para todos os lados, mas ninguém me ouvia... Estava tudo deserto e escuro... Olhei para os lados e só via neblina, olhei para baixo e vi o rio... Parecia que ele brilhava e me chamava, sorri e pulei... “
-Ahh!! -Levantei assustada.
-Mel o que foi? -Perguntou Edward.
-Eu tive um pesadelo... Aquele pesadelo -Disse arfante.
Acho que era a decima vez que eu tive aquele pesadelo, e o estranho foi que eu comecei a te-los depois que descobri que a minha mãe estava com câncer.
-Está tudo bem, Mel -Disse tentando me acalmar.
-Não... -Balancei a cabeça -Não está tudo bem, eu sinto que isso tudo vai piorar.
-Não, Melanie -Me abraçou -A gente vai conseguir arranjar um jeito de pagar o tratamento da sua mãe....
-Não é isso -Me afastei -Eu sinto que vai acon... -Fechei os olhos com força -Er... -O abracei -Por favor não me deixe.
-Nunca! -Me abraçou forte -Nunca vou te deixar.
(...)
Mais um dia no hospital e nada da minha mãe melhorar, ela só piorava... Sem o tratamento ela ia acabar.... Morrendo. Não! Não, não, não... Eu não posso perder mais alguém importante na minha vida, mas como eu vou agar o tal tratamento.... Carlisle não pode ter mais essa despesa, o salario que eu ganho trabalhando na biblioteca da escola não paga nem 1% do tratamento...
-Dr. Carlisle -Uma enfermeira chegou correndo na recpção.
-Sim? -Respondeu Carlisle.
-A paciente do quarto 110 está piorando, ela está tendo uma parada cardíaca -'Droga!'.
-Vamos -Os dois sairam correndo.
Sem pensar duas vezes sai correndo atrás deles até o quarto da minha mãe, estava cheio de médicos envolta dela. Um deles pegou o desfibrilador, cotou até três e colocou contra o peito da minha mãe o peito dela pulou, mas nada do medidor fazer o famoso 'pi'. Meu desespero começou a tomar com te mim.
-FAZEM ALGUMA COISA!! -Gritei. Carlisle se virou e me olhou assutado.
-Melanie! Você não pode ficar aqui.
-Por favor, Carlisle. Faz alguma coisa -Implorei.
-Eu vou fazer, só que você não pode ficar aqui.
Do nada dois brutamontes me seguram pelos braços e começaram a me tirar de lá. Comecei a me debater, mas eles não me soltavam.
-EU QUERO VER A MINHA MÃE!!! -Gritei que nem uma louca pelo hospital.
Eles me deixam na recepção e ficaram na porta que dava acesso a os quartos. A quilo que aconteceu só fez que eu tivesse certeza de que... Se a minha mãe ficasse sem esse tratamento ela iria morrer, mas eu não sabia como arranjar o dinheiro... Quer dizer... Sei como conseguir dinheiro, mas... Argh!... Estou tão desesperada que eu preciso fazer isso.
-Melanie? O que aconteceu? -Perguntou Edward.
-A gente precisa ir pra escola agora!
-Mas, por que? -Perguntou confuso.
-Eu te explico no caminho.
Pegamos o carro de Carlisle, expliquei o que eu pretendia fazer. Edward veio o caminho inteiro com uma cara seria.
-Você quer mesmo fazer isso? -Finalmente falou alguma coisa.
-Edward, se eu não fazer isso sabe-se o que pode acontecer com Esme.
-A gente...
-Edward, não tem como arranjarmos dinheiro a tempo e... E a minha mãe pode morrer -Engoliu seco -Só Phillipe tem o dinheiro suficiente para pagar o tratamento e a tempo... Eu sei o risco que eu to correndo, mas pela minha mãe eu faço tudo -Ele respirou fundo e me olhou com um sorriso orgulhoso.
-Você mudou muito, Mel -Sorri -E... Eu vou com você... -Pegou minha mão que estava com o anel -Como eu disse nunca vou sair do seu lado -Sorri.
-Então, vamos? -Assentiu.
Saímos do carro. Seguimos até a sala de Phillipe, mas para a minha tristeza Tanya estava na sala, 'que se dane ela! É pela minha mãe'. Phillipe ao me vez abriu um sorriso enorme, 'um bom sinal', Tanya me olhou com tanta raiva que se ela soltasse lazer pelos olhos ela me matava agora, mas o estranho foi como ela olhou para Edward não sei como, mas que fez meu sangue ferver, Ah! Isso fez.
-Er... Phillipe preciso falar urgentemente com você -Ele me olhou confuso.
-O que foi?
-Er... Hum... -Minha respiração ficou pesada -Eu não sei como falar isso.
-Calma, Mel -Tanya sorriu ao ouvir a voz de Edward, 'eu mato essa vadia!' -Se lembre que é pela sua mãe -Sussurrou no meu ouvido. E logo me esqueci de Tanya e de quem era Phillipe, só queria salvar a minha mãe.
-Esme está com câncer -Ele arregalou os olhos -E por conta da morte de Charlie e de eu não ter ganhado a minha herança, que era essa escola, eu estou sem dinheiro para pagar o tratamento dela... E eu... -Suspirei -E eu estou aqui implorando que você me ajude a pagar o tratamento... Por favor, me ajuda.
-E aquele papo de que você não quer nada de Phillipe? -Disse Tanya.
-Phillipe.. -Frizei a palavra -Você não vai me negar ajuda.
-Pai, você não vai cair nessa historia -Disse Tanya -Ela deve está mentindo...
-Cala boca, Tanya -Phillipe a interrompeu. Tanya cruzou os braços e fez bico -Melanie, me desculpe a pergunta... Mas, você se lembra da nossa ultima conversa... E eu preciso te perguntar isso... Você quer que eu ajude você com o meu dinheiro ou também quer eu fique junto com você nessa?
'Droga!', agora era a escolha que ia mudar a minha vida! Ou eu só queria que Phillipe me ajudasse com o dinheiro dele, ou eu queria que Phillipe ficasse junto... Mas, eu precisava... Dos dois (?)... Precisava do dinheiro dele, para que pode se salvar minha mãe... E precisa da presença dele, para que finalmente em um momento difícil da minha vida ei tivesse a presença de um pai.
-Eu preciso... -Prendi a respiração -Eu preciso de você também... Da sua presença... Por que eu estou de dando a oportunidade de se redimir... A oportunidade de ter o meu perdão -Ele sorriu.
-Quando ela começa o tratamento? -Soltei o ar.
-Não sabemos, temos que ver com o meu pai -Disse Edward.
-Por favor, me informe quando ela for começar o tratamento... E Melanie -Me chamou -Obrigado por me dar essa chance.
-De nada, Phil -Sorriu.
Notas finais
Bjuss, Iris.
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