Você é minha droga

20 Minha garotinha


Quatro dias depois...

Pov Clary:

Como era bom o gosto de quinta feira. O penúltimo dia de aula da semana, que por mim foi uma das piores. Anne reclamava de dores o tempo todo durante todas as aulas, Wanessa me encontrava pelos corredores e virava a cara para mim. Joe ficava nessa viajem que não acabava nunca e meu pai não voltou a me procurar, o que no fundo eu gostei. Não estava pronta para um almoço em família principalmente com ele e Kevin, só de pensar em ter beijado meu irmão.

Minha mãe evitava tocar no assunto e fiquei feliz em saber que estávamos na penúltima semana de Maio e que no final do mês estaríamos de férias. Depois de pegar meu boletim das provas finais tive que sorrir, eu havia tirado dez em todas as matérias menos em educação física, isso era o de menos.

Peguei meus livros em meu armário e recheei a mochila. Tínhamos que esvaziar os armários principalmente os alunos do último ano que a partir de setembro iriam para a faculdade. Saí da escola me deparando com uma situação muito estranha. Joe me esperava com os braços cruzados na frente de seu carro e do outro lado Kevin em seu Porshe. Droga, não se desespere Clarice, Kevin é seu irmão e Joe... Ah que se dane.

Desci as escadas em direção a Joe, quando me aproximei ele sorriu.

–Pensei que não quisesse mais me ver. – respondeu ele.

–Não quero mesmo. – falei. – O que faz aqui?

–Eu estudo aqui!

–Óbvio... — revirei os olhos.

–Eu estava te esperando, quero pedir desculpas.

–Ah... Desculpas pelo quê? Por ter ido viajar só para ficar longe de mim ou por ter discutido comigo ou por ter transado com alguma garota? – eram tantas perguntas. Acabei olhando para Kevin que estava impaciente.

–Ta eu fiquei com uma garota... Duas... Só foi uma transa.

–Como você é cachorro Joe. – movi minha mão para acertar seu rosto, ele me impediu.

–Não faça isso...

–Não vou fazer. – soltei minha mão da dele. – Agora licença, eu tenho um compromisso para ir.

Afastei-me em direção a Kevin, o mesmo sorriu e no fundo eu estava morrendo de vergonha de ter que olhar para ele novamente depois de tudo. Joe merecia um pouco de ciúmes, digo muito ciúmes.

–Pensei que nunca mais queria me ver. – disse ele. – Desculpe-me por sábado.

Envolvi meus braços ao redor de seu corpo e depositei um beijo suave em sua bochecha, Kevin se surpreendeu.

–Tudo bem. – respondi. – Só estranhei o almoço de família não ser no dia marcado.

–Tivemos que resolver uns problemas. Nada para se preocupar... — afastei-me e olhei diretamente para Joe que estava a ponto de explodir de ciúmes.

–Porque me beijou sabendo que sou sua irmã? – acabei perguntando e o peso da minha mochila não estava me ajudando.

–Porque você é muito linda e eu não resisti.

Ok. Senti minhas bochechas queimarem e olhei para minhas próprias mãos criando coragem para voltar a encarar aqueles olhos negros. Levantei o olhar para ele e respirei profundamente.

–Então vamos. – ele saiu de perto do carro e abriu a porta para que eu entrasse. Assim que ele fechou a porta vi o olhar de Joe sobre nós. Alguns alunos que passavam por nós olhavam mais o carro do que as garotas que preferiam ver Kevin. E senti o olhar de inveja de algumas e tive vontade de gritar, ele é meu irmão.

Quando Kevin entrou fiquei em silêncio enquanto deixávamos para trás a escola.

–Contou a Joe sobre tudo? – perguntou ele.

–Tudo o quê? – respondi sua pergunta com outra.

–Sobre nossa família, nosso pai. – disse ele e saber que tínhamos sangue do mesmo sangue só me fez sentir pior.

–Não.

–É bom mesmo que ele não saiba.

–Por que...

–Se ele descobrir que é filha de Owen, vai te usar para ferir nosso pai. Você não ia querer isso... Ia?

Balancei a cabeça negativamente. O carro parou num beco sem saída e olhei ao redor.

–O que significa isso?

–Sabe podíamos nos divertir antes de chegar à casa de nosso pai.

Ah Jesus! Arregalei os olhos, droga o que ele queria fazer. Eu sabia, preferia acreditar que não. Kevin soltou seu cinto e se inclinou sobre mim colando nossos lábios, mais uma vez minha consciência dizia para eu parar, no fundo eu queria. Eu gostava disso, gostava de sentir que era errado.

Meus lábios se abriram deixando sua língua se juntar a minha e ele me apertou contra ele e como no sonho deixei sua mão descer cintura a baixo apertando minha bunda. Droga, como isso era bom. A sua outra mão acariciou meu rosto e foi deslizando até meus seios. Ah... Não... Não... Acabei soltando um gemido abafado e ele encarou isso como força de continuar.

–Kevin... – falei o empurrando. – Por favor, pare!

Seus olhos negros encontraram os meus, cheios de dúvida e também desejo. ELE É MEU IRMÃO DROGA!

–Eu pensei que...

–Eu não sou dessas garotas que ficam por ai nos carros com os caras. – falei. – Eu... Tudo esta acontecendo e minha vida era tão monótona e de repente, acontecendo muita coisa. É muita emoção para uma pessoa só.

–O que quer dizer? Você e Joe estão...

–Não... A gente não tem nada na verdade, porque ele prefere se afastar de mim.

–Eu só quero ficar perto de você.

–Eu sou virgem Kevin e tenho um voto de castidade. Se quiser fingir que não somos do mesmo sangue na cama, perdeu seu tempo porque eu nunca vou para lá com você.

–Você está me dando um fora?

–Não. Eu só posso ir mais além depois do casamento e espero que respeite. Não... Estou pronta. — isso é o clichê que toda garota diz para não transar. Naquele momento caiu bem.

–Não acredito que... – ele voltou ao seu lugar e ligou o carro. – Ok.

O resto do caminho ele evitou falar, era só para isso que Kevin me queria, para a cama e me senti completamente usada por ele, mesmo que tenham sido apenas beijos e que eu tenha retribuído, isso não importa a merda já estava feita. Ele parou diante a uma enorme mansão afastada de toda a cidade. Só para entrar ele teve que falar seu nome e um monte de coisa e o portão elétrico se abriu. Depois de praticamente corrermos por um longo caminho com várias árvores de todos os lados chegamos a parar o carro na frente da mansão. Era o triplo, o quádruplo da casa de Anne. Fora que tudo era no estilo grego e de gesso, enormes paredes de vidro.

Ele desceu do carro e nem abriu a porta para mim. Eu mesma abri a porta e a fechei com toda a força que pude fazendo-o me olhar irritado. Sorri enquanto uma enorme porta de vidro se abria e de lá saía Owen. No maior estilo, de terno e gravata. Ele me abraçou e deu um aperto de mão a Kevin.

–Vejo que minha garotinha está aqui! Venha eu pedi para prepararem um banquete para você. – disse sorrindo.

Kevin se calou e entrou a nossa frente ainda irritado.

–Ele está com ciúmes. – sussurrou Owen só para mim. E nós dois rimos.

Notas finais
5 coments. Quero agradecer a: Gottin, Dorgada, Lpesinha, unicorniolaranja, Queen, Nanda Winchester, Marilu, Thaina Basílio, Aninha Costa, Biih Santovitti, Maria Isabelle, Lilyvega e Lily Evans Potter por estarem acompanhando, comentando e me deixando cada vez mais animada para postar. Continuem assim, se eu pudesse dava uma estrelinha para cada uma, pena que não dá. Kkkk se esqueci de alguém ai, pode reclamar nos coments ta? E perdão se te esqueci. É que esses são os nomes que mais lembro e comentam.