Você é Minha Excessão - Os Marotos
2 História
Notas iniciais
Capitulo 02 — História
Estávamos sentados na sala agora, para que a história fosse explicada, Helena se sentou com Sirius no sofá, ele tinha os braços em volta dela, não posso dizer que gostei, mas ignorei isso, eu me sentei na poltrona em frente á eles e meus pais em outro sofá, depois da minha mãe servir um chá para todos nós, ela pediu para Helena falar.
– Bem, na verdade meu nome é Helena Aquila Black, mas eu não uso esse nome desde os meus onze anos, faltava duas semanas para embarcarmos em Hogwarts, eu estava na casa de minha irmã, Wallburga, eu estava ansiosa com o começo das aulas, me entendam eu sempre fui diferente pelo simples fato de meu pai, ter traído minha madrasta com a minha mãe, uma Grifinória, foi uma vergonha para toda a família e completamente abafado, eu tinha que tomar uma poção para esconder a cor dos meus cabelos, para torná-los pretos, se não, seria óbvio, eu achava que era por ser uma cor muito... viva para a nossa família, mas bem, eu não podia viver com a minha mãe por causa das famílias, todo o sangue Black tinha que permanecer na casa, e minha mãe veio de uma família extremamente pobre e não tinha muitas condições para cuidar de mim, não como os Black, mas mesmo assim eu ainda a via e adorava o seu jeito, nós éramos iguais, os cabelos, os olhos, a personalidade, tudo.
“Por isso, meus planos eram ir para a Grifinória, acho que devo ter sido tão cabeça-dura quanto a isso que acabei influenciando, meu sobrinho aqui – ela disse dando um soco no braço de Sirius, nós rimos, mas eu estava completamente absorvido pela história dela, sua voz, doce e calma, me hipnotizava completamente. – Mas, continuando, faltavam duas semanas para o nosso primeiro ano, eu não parava quieta em um lugar só, até que um dia eu fui para o porão da casa, por escutar barulhos e encontrei trouxas sendo... torturados, era horrível, eu vomitei depois de ver aquilo, o sangue, a dor, era demais, e mesmo com apenas onze anos, eu sempre fui muito precoce, acho que foi por isso que eu confrontei minha irmã, acho que se ela pudesse ter lançado um Avada em mim naquela época, ela teria feito. Wallburga me odiava pelo simples fato de eu ser a favorita de nosso pai, ele amou realmente minha mãe, mas não podia fazer nada quanto ao casamento, mas sempre fui a mais mimada dele e quando ele morreu, ele deu um jeito para que a herança de todos estivesse ligada á mim, acho que ele sabia do ódio de todos, para mim, menos de Sirius e Régulo, os dois eram adoráveis, Sirius era muito maroto e mesmo sendo uns meses mais velho que eu ele era impossível, mas Régulo era um amor de criança, me seguia para todos os lados... – ela divagava, eu podia ver Sirius também perdido nas memórias, mas ela balançou a cabeça. – Enfim, quando eu confrontei Wallburga ela me chamou de todos os nomes ruins que podem existir,eu disse que não queria as pessoas sendo torturadas na minha casa, já que o Largo Grimmuald era meu por herança, mas ela disse que até que eu fosse maior de idade, eu não teria controle sobre, por isso eu... fui embora, eu chamei meu elfo, Janks, ele me ajudou á guardar todos meus pertences, quando eu ia sair pela porta ela me disse, “Se você sair por ai, nunca mais volte!”, eu apenas respondi que voltaria quando fosse maior, reclamar tudo que fosse meu e acabar com ela, a única coisa que me arrependo é ter deixado meu dois sobrinhos, mas eu e Janks fomos até o Gringotes, eu tinha que pensar rápido no que fazer, antes que ela congelasse minhas coisas por ainda não ser maior e ela ser responsável por mim, decidi que eu não poderia ir para Hogwarts tão perto, então eu mandei tudo que tinha no meu cofre pessoal separado dos Black, feito pelo meu pai para o banco da França, longe do controle da minha irmã e mandei minha transferência para Beauxbatons. Eu me despedi de Sirius no dia que ele embarcou no trem, e mantemos contato por cartas desde que eu me mudei para lá.
– Todo esse tempo e você não fala nada, se cachorro? – eu disse para ele, eles apenas riram – Mas e a minha mãe?
– Ah, sim, na verdade, Tia Rea era a única na família a me tratar bem dos adultos, mas ela não podia fazer nada por estar longe, raramente nos víamos, perdemos contato quando eu tinha por volta dos sete anos, minha tia me proibia de nos vermos, mas durante aquele tempo, era como uma mãe para mim. Mas na França, eu sabia que o dinheiro que eu tinha não ia durar para sempre, as coisas eram muito caras por lá, eu precisava de um emprego, no meu terceiro ano, eu consegui um trabalho para uma agencia de moda, eu ia ajudar na iluminação, montar cenários, não era muito, mas eu sempre gostei de moda e desnhos, então de algum lugar eu tinha que começar, até que um tempo depois um cara tinha se aproximado de mim, ele me perguntou se eu era Veela, eu disse que não sabia, mas tinha quase certeza pela cor dos meus cabelos, eu tinha parado de tomar a poção a tempos, adorava a cor do meu cabelo e eu acho que foi isso que me ajudou, porque o cara era simplesmente o maior fotografo daquele momento, Jean Luc, eu comecei então minha carreira como modelo, e hoje tenho uma pequena marca de roupas, na França, tenho planos para começar á expandir depois da formatura, mas como eu pretendo seguir carreira de Auror vai ser mais difícil.
– Hmpf, pequena! Você é simplesmente a modelo mais famosa da Europa trouxa e Bruxa e as suas marcas, já tem garotas da America usando – ela pareceu envergonhada e corou, eu achei extremamente adorável.
– Quieto, cachorro! – e foi aí que eu vi que poderia crescer uma grande amizade entre nós, eu vi minha mãe se levantar e abraçar ela com lagrimas nos olhos, eu acho que devia dizer que minha mãe é manteiga derretida, só avisando.
– Ah, querida, é tão bom te ver de novo, eu fiquei tão preocupada pelo seu sumiço, depois disso, nós te procuramos, mas não encontramos o sobrenome Black, mais relacionado á você.
– Ah sim, eu comecei a usar um sobrenome Frances para a minha carreira, Aimèe, Helena Aimèe, na verdade quem me deu a idéia foi Janks, ele achou um bom golpe de publicidade, “Helena Amada”, como o mito dos Trouxas da princesa de Tróia, minha mãe adorava essas histórias, mas eu estou tão feliz que nos encontramos tia, depois de ir embora, eu estava tão sozinha, não sabia como falar com você, acho que se não fosse pelos amigos que eu fiz lá, estaria louca, principalmente Jean Luc, ele me ajudou muito.
– Estou tão contente querida, saber que está tão bem por si mesma, ver na mulher linda e decidida que se tornou sozinha, me dá muito orgulho. Mas, não estou reclamando, porque você está aqui, se está mantendo contato com Sirius, ele devia ter falado que estava conosco.
– Há há! Esse cachorro pulguento, mal me falava da vida dele, só me falava do que aprontava na escola, com os melhores amigos dele, Pontas, Aluado e Rabicho, sinceramente eu acho que Almofadinhas combinou perfeitamente com esse convencido.
– Ei, eu não sou convencido, eu sou realista! – com esse comentário, ele levou dois tapas na nuca das ruivas, se uma da trabalho, imagina duas.
– Eu fiquei sabendo por Janks que ele foi embora, á vários meses de casa, que nossa irmã tinha queimado o nome dele da tapeçaria da família, assim como o meu, eu pedi para ele ir ver, quando eu não recebia mais cartas dele e que aproveitasse para ver como Régulo estava, minha decepção que aquele garotinho adorável estava seguindo os passos dos pais – ela disse parecendo triste.
– Ela fez isso mesmo? Achei que era piada, mas eu devia saber, já que ela fez isso com o seu assim que foi embora e ficou praguejando seu nome pela casa inteira por ter levado o elfo dela – Sirius disse rindo, eu o acompanhei e mamãe lançou olhares reprovadores para nós, mas se acalmou quando viu que Helena riu também e não se ofendeu.
– Mas enfim, eu estava fazendo uma sessão de fotos para a nova coleção quando Janks apareceu e me contou, eu pedi para cancelar tudo e vim assim que soube, e saiba você Sirius Black, que eu estou muito zangada e decepcionada com você, quando fizéssemos 17 eu ia passar tudo dos Black para o seu nome, agora vai me dar uma dor de cabeça danada com os duendes, mas que bom que eu tenho alguns amigos no banco, o chefe de departamento dos duendes me deve uns favorzinhos, vai ser mais fácil colocar você de novo na família.
– Mas... o que?! Como assim? = ela o olhou como se tivesse crescido uma segunda cabeça nele, eu também estava chocado, o cachorro com uma fortuna como a dos Black? Isso ia dar merda, na certa.
– Você acha mesmo que eu ia ficar com aquele dinheiro? Eu estou feliz fazendo o meu próprio e posso garantir que estou indo muito bem, obrigado – ela disse irônica, com um sorriso sarcástico no rosto.
– Mas eu também não quero – ele disse se afastando, agora a ruiva tava começando a se esquentar, eu vi ela estreitar os olhos, era exatamente o que a minha mãe fazia quando a coisa ficava feia pro meu pai, mas Sirius não tinha tanta pratica com as ruivas quanto eu, mas eu e meu pai nos afastamos um pouco.
– Ah é? Azar o seu, porque assim que fizer dezessete anos, VOCÊ VAI FICAR COM O DINHEIRO E VAI FAZER UM BOM USO DELE, OU EU VOU USAR O FEITIÇO DE REBATER BICHO-PAPÃO EM VOCE DE NOVO, e não queremos isso, não é Six? – ela terminou com uma voz doce, eu quase podia ver ele se borrando de medo.
– N-não – ele negou, ela sorriu.
– Que bom – eu comecei a gargalhar da cara dele até que todos me acompanharam, menos Sirius que tinha a cara indignada.
– Isso mesmo, pode rir, vocês que não sabem o que ela fez como ultimo ex-namorado dela, ela me assusta – ele terminou cruzando os braços.
– O que você fez com o cara? – ela olhou pra mim com uma carinha de anjo inocente que livrava Six de metade das suas detenções.
– Nada, só que eu acho que o filhote de Trasgo vai pensar bem antes de trair a próxima namorado, enquanto ele reflete sobre os as ações dele, o... amiguinho dele vai ficar fora de ação por um tempo – ela terminou sorrindo marota, eu me levantei e fiz uma reverencia para ela.
– Você tem o meu respeita, Mademoiselle. – ela riu e se levantou fazendo uma leve reverencia levantando o vestido e entrando na brincadeira.
– Merci, Monsieur- merda, a voz dela era sexy em francês.
– Tem um jeito melhor de me agradecer – eu dei o meu sorriso malicioso que era a minha marca, mas ao invés de gritos como eu estou acostumado ela me lançou uma réplica do meu sorriso e colocou a mão na cintura.
– Olha eu estou interessada – eu ri surpreso.
– Hei, vamos acabar com a palhaçada, ok? Pode ficar com aqueles mauricinhos franceses se quiser, já que não há nada que eu possa fazer quanto á isso, mas aqui, ninguém toca em você.
– Meu sobrinho é ciumento.
– Own, que fofinho, o sobrinho ciumento – enquanto nós fazíamos nossas brincadeiras, nem vimos meus pais saindo da sala.
– Sério, essa história de ser seu sobrinho está começando á encher o saco, eu sou três meses mais velho que você, é como se fosse a minha irmãzinha – depois que ele disse isso, Helena se jogou nos braços dele.
– Você também é como meu irmão, Six, sabe que eu te amo – ela disse, e por um momento eu fiquei com ciúmes, eu só não tinha certeza do que.
– Hei, eu sou seu primo, isso não quer dizer nada, não? Também quero um abraço – ela pensou por um momento.
– É verdade, nós somos primos distantes, mas mesmo assim, somos primos. Primoooo! – ela pulou em mim e nós quase caímos no chão, nós passamos a hora seguinte assim, ela nós contando as histórias de lá e nós de cá, olha a nossa surpresa, quando descobrimos que ela é praticamente uma Marota, as pegadinhas que ela fazia com os filhos e filhas de Veela metidos á besta eram muito engraçados, mas depois que terminamos uma história sobre ter colocado bombas de bosta coloridas que deixavam a pele manchada com as cores e só saiam depois de três dias, e nunca nos pegaram, ela ria muito, tanto que lagrimas saiam dos olhos dela.
– Eu não acredito que eu sou parente de dois Marotos, as garotas vão ficar loucas agora. = ela disse quando se acalmou.
– Como assim? – eu disse confuso, e pela cara de Sirius, ele também.
– Ah, é que eu conto pras minhas amigas as marotices que o Six me conta e quando eu mostrei uma foto de vocês, elas ficaram loucas, me pediam a cada momento pra convidar vocês á passar um tempo na minha casa, eu disse que só conhecia o Six, e só porque era parente dele, imagina agora com dois parentes Marotos, elas não vão me deixar mais em paz. – ela suspirou, enquanto conversávamos, terminamos, Helena deitada no sofá, eu jogado na poltrona e Six sentado no chão, com a cabeça encostada no sofá. – Agora que eu sei que você está bem, não preciso mais te levar comigo Six, então eu vou ficar... sozinha.
Ela disse a ultima parte tão baixo que nós quase não escutamos, mas ela parecia tão triste quando disse e Sirius também, que eu nem pensei quando abri a boca, um grande problema meu, vocês vão perceber.
– Então, porque você não fica? – eu soltei, ela me olhou surpresa assim como Sirius. – Quero dizer, você mesma disse que queria conhecer Hogwarts, qual melhor forma do que com os Marotos?
– Eu... não sei, tem coisas mais complicadas na França, do que o meu trabalho e estudos? – eu bufei.
– O que? Um namorado? – eu fiquei com raiva, mas isso era estupidez, não fazia sentido, mas ela também pareceu ficar aborrecida, porque se sentou e apertou as mãos em punhos.
– Nada, apenas um bruxo das Trevas. – eu sabia de quem ela falava, meus pais eram Aurores e faziam parte da Ordem.
– Hogwarts é o lugar mais seguro que existe, além do mais Voldemort tem medo de Dumbledore, ele não vai fazer nada lá – eu podia ver que ela estava considerando a minha proposta, ela estava mordendo o lábio e olhando para o chão, depois olhou para Sirius e o olhar parecia quase desesperado, ele se aproximou e sussurrou algo no seu ouvido, por um minuto ela ficou extremamente pálida, então a cor voltou ao seu rosto., mesmo extremamente curioso, eu desviei o olhar, isso não era assunto meu, mesmo que depois eu vou perguntar para o cachorro, tinha alguma coisa em Helena, ela não falava muito sobre si mesma, ela falava mais sobre as pessoas e as coisas, não sobre si.
– Pode ser, mas eu teria que ir resolver algumas coisas, mínimo uma semana e fazer a minha transferência, deixar alguém cuidando dos negócios, remarcar algumas sessões para cá e conseguir tempo livre da escola para outras em Paris, um lugar para ficar, enquanto eu estou aqui-
– Sem essa, você vai ficar aqui – eu disse e antes que ela pudesse falar eu gritei – MÃEEE! A Lena pode ficar aqui até nós irmos para Hogwarts?
– Claro querido, eu só preciso arrumar um quarto de hospedes para ela, agora que Sirius ocupou o ultimo que nós tínhamos para as visitas – ela gritou.
– Mas...
– Sem, mas! Você é família do Sirius e nossa, agora você não está sozinha – eu e Sirius nos sentamos ao lado dela – Voce é definitivamente a garota mais legal e marota que eu já conheci, isso já nos faz família.
E essa garota não para de me surpreender, ela começou a chorar e abraçar a mim e a Sirius.
– Eu adoro vocês – ela disse chorando e rindo, nós a acompanhamos assim no riso, e nessa noite a família Potter ganhou uma nova integrante, nós jantamos e brincamos até tarde para comemorar, no dia seguinte quando acordamos, a mesa estava posta com um café da manha de reis e uma nota de Lena.
Vou arrumar minhas coisas na França, volto em uma semana, no máximo,
PS: Se precisarem falar comigo, é só chamar pelo Janks, ele vai me dar a mensagem.
Fale com o autor