Você é Minha Excessão - Os Marotos
1 Capítulo 1 - Helena, só Helena
Notas iniciais
Eu olhava pela janela do meu quarto, o dia estava chuvoso, eu odiava dias de chuva, parecia que todos esses dias eram a minha desgraça, foi em um dia de chuva que eu perdi meu primeiro jogo de Quadribol, foi em um dia de chuva que eu quase perdi meus pais para um ataque de Comensais da Morte e foi em um dia de chuva que eu perdi ela, a garota que eu amava, que eu amo, eu ainda me lembro bem na última semana de aula do quinto ano.
Eu pensava em mais algum plano bobo para conseguir conquistar a minha ruivinha, porque eu tinha certeza que ela seria minha, eu a amava, era impossível ela não sentir o mesmo por mim, eu acho que fazer um encantamento com Lirios no Salão Principal e pedir ela em namoro deve funcionar dessa vez, se não sempre tem a próxima, porque eu nunca desistiria da minha ruivinha, eu escutei a risada dela, parecia o som mais lindo do mundo, eu me virei sorrindo para as portas do Salão, mas não estava preparado para o que eu vi, o meu lírio estava lá com o Ranhoso, os dois tinham as mãos dadas e sorriam um pro outro, acho que nunca vi o Ranhoso tão feliz e eu nunca tão triste, mesmo sabendo o que aquilo era, eu não queria acreditar, quer dizer, eles estavam brigados á meses, desde que ele chamara ela de sangue-ruim, eles se despediram nas portas e ela deu um selinho nele. Meu mundo desabou, nada mais parecia com sentido naquele momento.
- Bom dia! – ela cantarolou se sentando com as suas amigas, Marlene e Dorcas, ao nosso lado, de mim do Sirius, do Remus e do Pedro, todos a olhavam em choque, toda a mesa, mas então olharam pra mim e depois pra ela, parecia até um jogo de pingue-pongue.
- Que porra foi essa?! – não fui eu que disse isso, eu estava em choque demais pra isso, foi a Lene, ela era uma garota incrível, praticamente uma Marota, ela e o Sirius tinham começado a namorar um mês atrás e eu nunca vi o cachorro tão feliz na minha vida.
- Isso o que Lene? – ela parecia confusa.
- Você acabar de beijar o Ranhoso, como pode Lily? – eu falei agora, me sentia completamente traído, nós finalmente tínhamos começado uma amizade, eu tinha ficado um tempo sem chamar ela pra sair, só tentar ser amigo dela e pareceu funcionar, eu achava que ela gostava de mim também, mas pelo visto eu estava errado.
- Eu estava beijando o meu namorado, e não chama ele assim! – eu não disse nada, só me levantei e fui embora, sem me importar com os cochichos ou fofocas, eu não sei como eu cheguei ao meu quarto, não me lembro nem de ter dado a senha para passar, eu só me sentei na minha cama e encarei a chuva, eu vi Sirius se sentar ao meu lado e por primeira vez não falar nada, não fazer uma piada, por um lado eu agradeci, mas por outro eu só queria que ele tirasse aquelas imagens da minha cabeça.
- Porque, Sirius? – eu disse, ele também olhava a chuva e não me olhava.
- Eu não sei, James, eu queria saber, mas eu simplesmente não sei – ele ficou comigo ali por horas, como meu melhor amigo, como meu irmão.
Eu suspirei, já fazia dois meses e meio desde aquilo, eu sabia que Sirius não me agüentava assim tão mais deprimido, eu não voava a tempos, eu só acordava e não fazia nada, eu sabia que estava preocupando meus pais, principalmente a minha mãe, mas eu não podia fazer nada se o mundo parecia extremamente cinza e sem cor para mim.
- Eu já cansei dessa palhaçada, Veado, eu quero o meu irmão de volta! – Sirius entrou revoltado – Você parece um emo deprimido assim e eu não vou ter um amigo emo, pelo amor de Deus. Eu fiz Pole Dance na Varinha de Merlin pra merecer isso?
E surpreendentemente eu ri, em meses eu tive a minha primeira risada verdadeira, só o cachorro mesmo pra me fazer rir, mas era verdade, nem eu agüentava mais tanta depressão, bola pra frente se ela não gostava de mim, em menos de um mês eu estaria em Hogwarts e não ficaria pra baixo por ela.
- É VERVO, CACHORRO! — eu gritei e podia jurar que vi os olhos do Sirius ficarem úmidos, ele pulou em cima de mim e nós estávamos no chão.
- Aleluia, eu tenho o meu veado de volta dos mortos! – ok, essa cena pareceu muito gay, até pra nós, ele também pareceu perceber – Exagero?
- Yeah – eu disse assentido, nós nos levantamos do chão – Cara, você devia emagrecer, você é muito gordo.
- Isso não é gordura, é excesso de gostosura – nós descemos as escadas assim, voltando aos velhos tempos. – É bom ter você de volta, cara.
- É bom estar de volta – nós fomos para a cozinha e eu abracei a minha mãe por trás, ela deu um pulo de susto, mas se acalmou quando eu dei um beijo na sua bochecha. – Bom dia mamãe.
- Ah, meu bebe! – ela me abraçou bem apertado, e eu acho que tenho de dizer, minha mãe é minúscula, sério, ela tem 1,56 de altura, eu sou mais de trinta centímetros mais alto que ela e praticamente o dobro de largura. – Ótimo, agora que você saiu da depressão por uma garota qualquer, pode tirar o lixo pra fora.
E essa é a mãe que eu tanto amo, mas pra responder o desprezo na voz da minha mãe, sim, ela odeia a Evans, acho que toda a mãe odiaria a garota que partiu o coração do filho dela, mas antes que eu pudesse protestar com ela, nós ouvimos um barulho de aparatação do lado de fora da casa. Eu olhei alerta para Sirius, não éramos para receber ninguém em casa hoje e os feitiços de anti-aparatação deviam ter impedido qualquer pessoa de fazer isso, á dois quilômetros de casa.
Eu e Sirius pegamos nossas varinhas e fomos correndo para a porta da frente, nós encontramos nosso pai lá, estávamos nos olhando para saber o que fazer, todos apontando para a porta, até que escutamos alguém batendo na porta, podia ser um Comensal, ou o próprio Voldemort batendo á nossa porta, até que ouvimos uma voz feminina, quase infantil falar.
- Sirius Black, é melhor você atender ou a coisa vai ficar feia pro seu lado, se cachorro! – Sirius empalideceu e depois abriu a porta, deixando todos nós confusos.
- Helena?! O que você está fazendo aqui? Mais importante, como sabia que eu estava aqui! – ele exclamou, nós não conseguíamos ver quem estava na porta.
- Seu filhote de Trasgo, como você não ligou pra mim, o que a desnaturada na minha irmã tinha na cabeça ao te chutar pra fora de casa, feses de hipogrifo?! E o que você estava pensando em ligar pra mim assim que isso aconteceu?! Sabe o quanto eu estava preocupada com você, quando no meio de uma sessão de fotos eu descubro que meu sobrinho está vivendo na casa de estranhos e não veio me procurar, que o nome dele foi queimado da familia? – eu olhei espantado para meu pai, Sirius nunca falou que ele tinha uma tia... assim, como ele, contra a família Black, e eu nunca pensei que veria Sirius abaixar a cabeça envergonhado e corando, CORANDO! Sinceramente, nunca pensei que alguém da família de Sirius se importaria com ele indo embora da sua casa, vir até aqui, dar um discurso de dar inveja na Tia Minnie e parecer sinceramente magoada com ele.
- Desculpa, Lena, eu... não quis atrapalhar a sua vida – ele murmurou, parecia outra pessoa, ali na minha frente, não o Sirius que eu conheço. – Mas, eu senti saudades de você pirralha.
- Hmpf, mais respeito com a sua tia – ela disse e finalmente Sirius abriu a porta e ela abraçou ele e nós finalmente vimos a mulher misteriosa, eu pensei que ela ia seguir os padrões dos Black, cabelo preto encaracolado, pele pálida de defunto, mais magra que mendigo que passa fome e usando mais preto que a própria morte, mas eu acho que nunca poderia ter me enganado mais redondamente na minha vida, a garota ali, vocês ouviram bem, a garota, porque ela não poderia ser muito mais velha que eu e Sirius, eu daria dois anos no Maximo, tinha um corpo de matar cheio de curvas fartas, pernas, que pareciam o sonho de qualquer cara, que pareciam ter quilômetros de comprimento e bem torneadas davam lugar a quadris largos e uma cintura fininha, seios fartos e de dar inveja em qualquer silicone, o corpo dela estava coberto por um vestido de cetim vermelho sangue, que ia até a metade das coxas dela e parecia caro, o decote mostrava mais que deixava pra imaginação, a deixava sexy, mas mesmo assim não vulgar, mas o que me chamou foi o rosto dela, parecia um anjo, o rosto em forma de coração, com lábios arredondados e carnudos agora em vermelhos brilhante, um nariz de botão que era uma graça e um pouco arrebitado na ponta, sobrancelhas arqueadas e bem desenhadas, os olhos agora fechados, mas bem maquiados, mas o cabelo dela era como uma placa de neon, da mesma cor vermelha do vestido, mas não era um vermelho qualquer, era o mais brilhante, parecia que o vermelho era misturado com loiro pelo brilho dourado que ele soltava, eu nunca tinha visto uma cor assim, ela era como uma chama quente e brilhante, um ponto de cor no mundo cinza em que eu vivia nas ultimas semanas, mas então ela abriu os olhos, olhos azuis violetas. Sabe aquela cor rara, quando você está voando na vassoura (N/A: Claro que não, seus Trouxas, muahahamuahaha, cof, cof, ta, parei) e o sol esta se pondo, e falta só um minuto para ele sumir e o azul esta tomando conta do céu, mas tem aquela parte linda que se tem que prestar muita atenção? Aquele violeta azulado maravilhoso que te prendia por horas ou segundos? Era isso e simples assim me prendeu.
- Tia Rea! – ela exclamou de repente e eu olhei assustado para trás onde a minha mãe olhava chocada.
- Lena, Oh Meu Merlim, é você? – minha mãe correu para abraçar essa Lena.
- Quem diabos é você? – eu disse já exasperado, estava cansado de tanto mistério e suspense, eu estava cheio de perguntas, quem era essa garota, como ela conhecia a minha mãe, como ela era tia do Sirius sendo tão gata, porque ela estava com um vestido que me impedia de tirar os olhos dela, por que o céu é azul, como os trouxas descobriram a internet antes dos bruxos e por ultimo, mas não menos importante, o que veio primeiro, a galinha ou o ovo?
- Meu nome é Helena, só Helena.
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