Você É Meu Verdadeiro Amor!
13 Tomando conta
Notas iniciais
Alguns dias se passaram...
O turno já havia começado a creca de uma hora e Catherine foi quem dividiu os casos da noite, pois Grissom ainda estava preso em um tribunal. Depois de longas horas enfim o julgamento havia acabado e o supervisor entrava a sua sala. O caso foi difícil, mas com as provas que ele mostrou e com sua explicação detalhada o réu foi condenado. Grissom sentasse em sua cadeira e afrouxa a gravata que já o incomodava.
GG: Detesto essas coisas. (tirou de vez a gravata) Não sei como tem homem que aguenta usar isso o dia todo, Deus do céu! (reclamava)
De repente o homem escuta baterem a porta de sua sala e manda que entre.
Judy (recepcionista do laboratório): Com licença Dr. Grissom tem uma moça muito nervosa querendo falar com a Srta Sidle. Eu disse a ela que a Srta não estava e que tinha saído pra resolver um caso e que talvez demorasse então ela perguntou se o senhor estava eu disse que sim e agora ela quer falar com o senhor.
GG: Comigo? (estranhou) Ela disse como se chama?
J: Sim Any o senhor vai falar com ela?
O supervisor achou aquilo muito estranho à única Any que conhecia e que veria aqui pra falar com Sara era a baba da filha dela. O que será que aquela moça queria ali e o que queria falar ele? Era o que Grissom se perguntava.
GG: Sim a traga a minha sala Judy, por favor.
Em questão de minutos Any já estava na sala dele.
GG: Any algum problema?
AC: Eu preciso muito falar com a Sara Grissom, tem como você saber onde ela está? Eu já liguei para o celular dela, mas só dá fora de área.
Ele notou o nervosismo dela e se perguntou mentalmente se não tinha acontecido algo com a filha de Sara já que a menina não estava com ela.
GG: Acalme-se eu não sei onde ela está porque cheguei agora a pouco, mas vou ligar pra Catherine ela sabe. Espere só um instante.
Grissom ligou para a amiga e descobriu que Sara estava com Greg em uma cidade vizinha que ficava há cerca de três horas de Vegas e que o lugar em que estavam o sinal de celular não pegava direito. Ele agradeceu a informação e desligou não dando chance pra que a loira o questionasse sobre o motivo de querer saber onde a morena se encontrava.
GG: Ela está em uma cidade vizinha um pouco distante de Vegas e o celular não pega direito pra lá então nem adianta eu ligar para o Greg que está com ela.
AC: Não pode ser e agora o que faço? (pôs as mãos no rosto)
O supervisor ficou preocupado pelo estado nervoso em que ela se encontrava.
GG: Você não quer me dizer o que aconteceu? Talvez eu possa ajudar... Foi algo com a filha dela? Eu notei que a menina não está com você.
AC: Não Liv está bem eu a deixei um instante com a recepcionista porem tem haver com ela.
GG: Como assim? (não entendeu)
AC: Há uma hora recebi um telefonema de um primo meu que mora em Phoenix dizendo que a mãe dele que é com uma mãe pra mim está no hospital muito mal e quer falar comigo. Eu tenho que ir lá vê-la só que não posso ir e deixar a Liv com um vizinho por isso tentei ligar pra Sara e como ela não atendia vim aqui pra avisa-la. Eu preciso ver minha tia Grissom como vou fazer? Não posso esperar a Sara voltar ela deve demorar, mas não posso ir e deixar a Liv com um estranho.
Sensibilizado pela angustia dela de querer ver sua tia Grissom sem pensar disse:
GG: Vá eu fico com a menina ate a mãe dela chegar. Pode ir tranquila que eu explico a ela que você não podia espera-la porque era um caso de estrema urgência.
AC: Tem certeza? Você deve está ocupado além do mais... (ele nem deixou ela continuar falando)
GG: Não se preocupe com isso poder ir e deixa-la comigo.
(...)
LS: Sua sala é esquisita. (falou a garotinha ao entrar no lugar)
GG: A maioria que vem aqui diz a mesma coisa.
LS: Porque você tem todos esses bichos nesses vidros?
GG: Porque gosto e também costumo usa-los como experimento.
LS: Eca aquilo ali é um porco naquele vidro? (fez uma careta e apontou para a estante onde se encontrava o vidro)
GG: Sim
LS: Que nojo você matou o pobrezinho pra colocar ali dentro?
GG: Claro que não!
LS: Ah sim.
Ela se sentou no sofá que havia ali e mudou drasticamente de assunto como toda criança de sua idade que não se prendia por muito tempo em um mesmo assunto.
LS: Eu não queria ter ficado com você. Você chama minha mãe de maluca e eu não gosto disso.
GG: Olha admito que isso que disse a você sobre sua mãe não foi legal.
LS: Não foi mesmo. (cruzou os braços e o olhou com os olhinhos bem espremidos)
GG: Mas você também não foi tão legal comigo depois me tratando daquele jeito.
LS: Você mereceu. (deu de ombros)
Era fato pra ele que aquela menina era a copia fiel e geniosa da mãe parecia ate que ele estava falando com a Sara.
GG: Você e sua mãe são sempre geniosas assim ou isso é só comigo?
LS: Que?
GG: Deixa pra lá, olha você vai ficar quietinha aí então eu preencho alguns papeis aqui certo? (ela não respondeu e só deu de ombros de novo)
O silencio na sala durou cerca de cinco minutos. Logo ele a viu suspirar alto e balançar suas pernas minúsculas que mal alcançavam o chão sentada no sofá.
GG: Algum problema?
LS: A mamãe tá demorando muito pra chegar.
GG: Bom ela ainda vai demorar um pouco mais.
LS: Eu quero ir pra casa.
GG: Você tem que esperar sua mãe chegar pra poder ir.
Outra vez ela suspirou como não era do seu feitio ficar muito tempo calada ela começou a falar com o supervisor já que era só eles dois que estavam ali.
LS: Porque você chama minha mãe de maluca?
Ele se espantou com a pergunta dela e demorou a responder, mas depois falou.
GG: Porque ela me chama de limão azedo.
LS: Mas olhando pra você, você bem que tem uma cara de limão azedo. Você é muito serio parece ate aqueles homens maus do filme.
O supervisor tirou os óculos e não soube nem o que dizer pra garota, ela o deixou literalmente sem palavras, era rápida nas respostas assim como a mãe.
LS: Você não gosta dela né?
Lívia desceu do sofá e foi ate a cadeira que tinha em frente à mesa de Grissom e ficou de joelhos nela, apoiou suas mãos na mesa e se pôs a olha-lo esperando sua resposta.
GG: Não ela também não gosta de mim por isso não nos damos bem.
LS: Naquele dia eu tava ate gostando de você, mas aí você chamou minha mãe de maluca então eu falei daquele jeito com você, porque não gosto que falem mal da mamãe.
GG: Percebi isso. Eu também tava gostando de você, mas você me tratou daquele jeito.
LS: A culpa foi sua!
Mesmo sem querer ambos já tinham se conquistado agora era uma questão apenas de se entenderem.
GG: Olha que tal esquecermos o que houve e começarmos a nos conhecer de novo o que acha?
Nem ele estava acreditando no que estava fazendo e dizendo, queria muito ficar amigo dela e não sabia o porquê disso. Queria apagar a má impressão que causou nela falando aquilo da mãe dela. O fato é que Grissom nunca foi muito bom com crianças exceto com Lindsay que era como uma sobrinha pra ele. Geralmente perto de outras crianças ele sentia-se incomodado e sem jeito, mas com Liv era o contrario era como se a conhecesse há muito tempo. Ele sentia uma vontade de conhecê-la mais, de saber coisas sobre ela, ganhar sua confiança era estranho aquilo pra ele. Gostou dela assim que começou a conversar com ela na casa de Catherine.
LS: Se você não chamar minha mãe de maluca e nem falar mal dela eu posso tentar.
GG: Vou tentar não chama-la de maluca na sua frente ok?
LS: Você acabou de chamar ela agora. (o encarou meio seria)
GG: (deu um leve sorriso pela falha) Desculpa saiu sem querer.
(...)
LS: Eu já vi essa.
GG: Onde?
Os dois estavam sentados no sofá um do lado do outro vendo um livro que Grissom tinha em sua estante, ambos falavam sobre o que mais gostavam as borboletas.
LS: No borboletário o papai me levou uma vez lá. Sabe aconteceu uma coisa engraçada nesse dia.
GG: O que?
LS: Uma borboleta veio e parou bem na ponta do nariz da mamãe, aí eu e o papai rimos da cara engraçada que ela fez. (ela dizia rindo e Grissom não resistiu e riu junto com ela)
Fazia muito tempo que ele não ria tanto quanto naquelas poucas horas que estava com Lívia. Estava se divertindo só de ouvi-la por instante ele se esqueceu de seus relatórios, das avaliações que tinha que fazer e principalmente de sua tristeza. A companhia da menina estava lhe fazendo muito bem.
LS: Seus filhos gostam de borboletas igual a você?
GG: Eu não tenho filhos.
LS: Hã e porque você não gosta de criança?
GG: Digamos que não levo muito jeito com crianças e também não tive porque minha esposa não podia ter filhos. Só que não quero falar disso então vamos continuar falando das borboletas que é bem melhor.
LS: Tá bom.
E assim eles continuaram vendo o livro e cada vez mais Grissom se impressionava com Liv a menina conhecia e sabia o nome de varias espécies que havia no livro. Aos poucos eles iam começando a se entender, mas de vez enquando sem querer ele falava algo sobre a Sara que Liv não gostava e na mesma hora a menina o olhava com uma cara de brava pelo que ele dizia o que fazia ele quase rir da carinha de brava que ela fazia, mas ele não ria e tratava de pedir desculpa pelo que havia dito.
Um tempo depois Grissom que havia se empolgado em falar das borboletas pra Liv nem percebeu que a menina havia adormecido ao seu lado só se deu conta disso quando a cabeça dela encostou-se no seu braço. Ele olhou pra ela e delicadamente a ajeitou no sofá de forma que ela ficasse confortável e bem devagar pra não acorda-la ele se levantou do sofá. O supervisor se agachou perto da menina e ficou olhando-a ali adormecida, um anjinho de gênio acido igual à mãe. Não deixou de pensar como eram as coisas não se dava nada bem com a mãe dela, mas havia se encantado pela garotinha mesmo com esse gênio que ela tinha e que aos poucos ele conseguia domar. Levantou-se e foi pra sua cadeira e dali ficou velando o sono dela enquanto voltava a fazer o que fazia algumas horas atrás antes de começa a mostrar o livro pra ela.
Notas finais
E a Sara o q vai achar de sua filha se dando bem com seu chefe?
Nos proximos caps saberemos.
Bjs e ate o proximo
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