Você É Meu Verdadeiro Amor!

123 Partida e uma notícia surpreendente


Notas iniciais
Lembram -se do Ernest? Pois então, ele vai aparecer novamente. Com esse é o ultimo capitulo por hoje! Sabado vou fazer todo o esforço possível pra postar um novo, mas caso nao dei. Segunda com certeza eu posto.

Tentando se concentrar na leitura de um artigo pra passar o tempo enquanto ainda faltava meia hora para o turno começar, Grissom viu Ecklie entrar em sua sala sem bater ou ser anunciado.

_Quando vai aprender a bater na porta, Conrad?

_Estou com pressa!

_Sempre está não é?... O que quer? O supervisor voltou sua atenção ao papel que tentava se concentrar pra ler.

_Vim comunicá-lo que a partir de hoje, Sidle voltará a sua supervisão. Vocês já não possuem mais um relacionamento fora do laboratório, então não tem mais necessidade de ela continuar a se reportar a Willows. Você é novamente o supervisor dela. Entendido?

Voltar a ser o chefe dela de novo depois de tudo o que houve entre eles? Não era algo que lhe agradaria na atual situação em que se encontravam, e tinha certeza que a ela também não agradaria!

_E se eu disser que não quero voltar a supervisioná-la?

_Eu te digo: Sinto muito, mas a decisão já está tomada!. Você vai supervisioná-la e não se fala mais nisso. Avise a Willows e a Sidle sobre a decisão.

Logo que Conrad saiu de sua sala sem ao menos dá a Grissom a chance de dizer algo mais, o supervisor largou sobre a mesa, os papeis que lia. Por que justamente agora, Ecklie achou de tomar uma decisão dessas??

_Agora ainda tem essa! Grissom lamentou levando as mãos ao rosto.

Instantes depois, diante de sua equipe, ele dava aquele aviso as duas mulheres e pode ver a insatisfação estampada no rosto de Sara ao saber daquilo. Ela não gostara nada daquela decisão e ele tampouco! Mas teriam que saber lidar com isso. Ao menos em seu posto de chefe teria o livre arbítrio de optar por fazer ou não dupla com ela. E era obvio que por ele, eles dois não fariam dupla!

...

Acomodado numa cadeira da sala de embarque a espera do anuncio de seu vôo, Dylan pensava nas coisas que tinha feito desde que chegara aquela cidade. Tudo pra tentar conseguir Sara de volta e, no entanto, de nada valeu o que fez!

Sua armação só fez a ex se afastar completamente dele e odiá-lo como ontem ela deixara bem claro. Não era isso que queria que acontecesse, era algo totalmente diferente.

Um arrependimento lhe bateu ao se dar conta das conseqüências que seus atos causaram. Ela lhe odiava e o pequeno carinho e respeito que ainda tinha dele, havia perdido com tudo aquilo.

Se não fosse tão egoísta e ainda por cima, um completo cego de amor por aquela mulher que já lhe dissera inúmeras vezes que: Não o amava mais!. Dylan até poderia tentar consertar o que fez e juntar novamente Sara com o homem que via que ela amava. No entanto, ele era incapaz de fazer tal coisa. Amava-a demais e não aceitava vê-la com outro que não fosse com ele mesmo!
E por mais que estivesse com uma pontada de arrependimento, ele não tomaria nenhuma providencia pra mudar o que causou. Aquele sujeito não ficaria com SUA MULHER! Jamais! E nem ela com ele.

_Dylan??

Ele olhou assustado para a mãe. Estava tão absorto em seus pensamentos que ao ouvi-la levou um pequeno susto.

_Sim!

_Você me parece tão estranho filho!... Está assim por estar partindo daqui não é querido?

A mulher tocou a mão do filho. Estavam somente os dois já que Oswald tinha ido à lanchonete rapidamente pra comprar uma água.

_Quando vim pra essa cidade... Imaginei que quando a deixasse estaria levando comigo pra Chicago, a minha filha e Sara. Porem não está sendo assim!

_Querido...

Elizabeth sabia que aquele não era o lugar mais apropriado pra abordar o filho sobre aquele assunto tão delicado, mas precisar tirar de vez por toda sua duvida e saber se realmente Sara estava certa em suspeitar de Dylan.

_... Me responda com sinceridade, você e a Sara realmente tinham algo?

_Sim!

Ele insistiu em sustentar aquela mentira. Em hipótese alguma contaria a verdade, pois sabia que se assim o fizesse, seus pais provavelmente contariam a Sara e posteriormente, ela contaria a Grissom e assim eles se reconciliariam. E isso era algo que Dylan não queria que acontecesse. Se Sara não voltaria pra ele, também não voltaria para aquele outro sujeito!

O vôo para Chicago foi anunciado instantes depois, no mesmo instante em que Oswald retornava da lanchonete. Logo os três embarcavam de volta pra casa.

...

_Dylan foi embora e você nem conseguiu provar que foi ele quem armou aquele flagra que Grissom te deu.

Any estava desapontada com isso, pois queria tanto ver Sara e Grissom novamente juntos. Só que isso parecia algo quase improvável de acontecer ainda mais agora, depois do que Sara tinha dito ao supervisor.

_Também não importa mais provar nada, Any. Eu disse pra ele que tinha mesmo dormido com o Dylan. Agora vai ficar assim mesmo!

_Por que fez uma coisa dessas? Eu não entendo!

_Motivos não me faltaram e você sabe disso.

Orgulho ferido, magoa pelas palavras ditas e aquela foto recebida e raiva, muito raiva por ver que ele não acreditava nela.

_Eu sei, mas ainda assim, não devia ter feito, Sara.

_Agora está feito e não tem mais volta.

_Sabe que com o que fez pode tornar mínimas as chances de você e Grissom voltarem não é?

_Elas já eram mínimas antes mesmo de eu ter dito o que disse. Any, eu não pretendia voltar com Grissom e nem pretendo.

_Vocês se amam Sara! Tem mais que se acertarem e ficarem juntos isso sim.

_Não, Any. Grissom e eu... É algo que não tem mais volta.

Ela estava irredutível quanto a isso. Doía dizer aquilo, mas depois de tudo o que houve, das palavras ditas, acusações feitas e insultos trocados... Vai ver fosse isso mesmo. Eles não eram mesmo destinados a ficarem juntos!

Talvez aquela relação fosse algo breve, com prazo de validade estipulado e um fim doloroso!

...

Alguns dias se passaram, formando semanas, duas pra ser mais exata.

Sara estacionou seu carro em uma vaga do laboratório e ao sair do veiculo sentiu um súbito mal estar que a fez se apoiar levemente na porta do carro. De uns dias pra cá esses mal estares já haviam acontecido algumas vezes. Sara os atribuía à rotina puxada de seu trabalho nos últimos dias e também a falta de apetite que andava tendo. Any constantemente vinha lhe chamando a atenção por conta de quase não comer direito. Mas o que podia fazer se não vinha sentindo vontade de comer e sem contar, que quando comia, enjoava logo em seguida.

_Que droga isso!

Sara resmungou de olhos fechados, enquanto esperava aquele mal estar passar. Alguns minutos mais e logo, ela já seguia para dentro do laboratório. Seus amigos de trabalho ao verem-na imediatamente perguntaram se estava tudo bem com ela, pois estava um tanto pálida.

_Eu estou bem!

Apesar de sua aparência pálida demonstrar o contrário, Sara estava bem... Agora! Porque até minutos atrás não estava.

_Tem certeza que está bem mesmo, Sara?

_Sim Catherine, não se preocupem.

_Pra mim você tá parecendo o... Gasparzinho!

_Muito engraçado, Greg!

Greg riu sendo imitado pelos demais que não agüentaram aquela comparação feita pelo amigo e nem a falsa indignação de Sara a aquilo.

Nesse mesmo instante Grissom entrou na sala pra distribuir os casos daquela noite e não pode evitar em perguntar o motivo do riso do pessoal.

_Nada demais. Apenas um comentário engraçado do Greg. Catherine comentou se abstendo de dar mais detalhes.

_Hum... O supervisor resmungou e involuntariamente seu olhar foi rápido em Sara, mas logo ele desviou dela.

As coisas entre eles não havia mudado nada. O clima ainda permanecia tenso, havia ainda aquela magoa e aquele ressentimento de ambas as partes. Tanto que eles pouco se falavam no trabalho e evitavam ao máximo que podiam ter um contato mais próximo um com o outro, mas era obvio que não dava sempre pra conseguir isso. E ainda que fosse da vontade de ambos restringirem o contato apenas ao local de trabalho, isso não era totalmente possível por causa de Lívia.

O supervisor havia prometido a Liv que não se afastaria mais dela e vinha cumprindo isso. Sempre ligava pra saber da menina e ia visitá-la na casa de Sara. Era um tanto desconfortável para ele ir até lá e podia ver que era desconfortável pra Sara também sua presença ali. Por isso mesmo, suas visitas eram sempre rápidas e não duravam mais do que meia hora ou quando muito, chegavam à uma hora.

A menina podia não ser sua filha de sangue, mas ele sabia... Ela manteria Sara e ele, sempre em contato! Fosse do agrado deles ou não!

...

_Nossa! Que noite fria!

Sara sorriu vendo Nick fechar seu agasalho após terem saído do carro.

Realmente aquela noite estava fria e com um céu nublado!

_É uma ótima noite pra se ficar em casa, enrolada nas cobertas, apreciando uma ótima caneca de chocolate quente.

_Nem me fale. Só de imaginar isso eu já sinto vontade de correr pra minha casa e pra minha cama quentinha.

Novamente Sara sorriu do amigo enquanto eles seguiam até o detetive do caso que pegaram, pra saber as informações que ele tinha acerca do crime.

Mitchell, o novo detetive que tinha vindo transferido de Ohio, lhes contou que havia dois corpos. Um era de um homem já identificado como Benedict Henkel, 42 anos, viúvo e gerente do banco nacional. E o outro corpo tratava-se da filha adolescente dele, Anastácia, 16 anos.

_Vizinhos relataram que ouviram tiros e depois dois sujeitos saíram correndo de dentro da casa, carregando vários pertences e partindo numa Toyota preta.

_Alguém anotou a placa da Toyota?

_Não, porque não tinha. Provavelmente tiraram pra cometer o crime.

_Com certeza!

_Vou atrás de mais informações. Caso consiga, repasso a vocês depois.

_Certo!

_O legista aguarda vocês lá dentro.

Eles seguiram pra casa e ao se aproximarem da faixa posta pela policia pra isolar a cena do crime, Sara acabou encontrando com Ernest, que levantou a faixa pra ela e Nick passarem.

_Oi, Sara! Ele sorriu pra ela. Estava feliz por reencontrá-la depois de tanto tempo.

_Oi! Sara lhe sorriu só por pura educação.

Nick não deixou de notar o sorriso largo e duradouro que o policial dirigia a sua amiga, e sorriu discretamente. Pelo visto o encantamento do policial pela sua amiga, ainda perdurava.

_Oi, pra você também, Ernest! Nick disse brincando e chamando a atenção de Ernest.

_Ah... Oi, Nick! O policial olhou todo sem jeito para o perito. Havia ficado tão focado em olhar pra Sara que se esqueceu completamente que ela estava acompanhada pelo outro perito.

_Sara e eu, temos que ir agora. Vamos?

_Claro! Tchau, Ernest.

_Tchau, Sara... Nick!

O policial ficou vendo Sara se afastar junto com Nick e não tirou os olhos dela enquanto ela não entrou na casa. Desde a festa que ele não a via e isso já fazia dois meses ou um pouco mais que isso.

Tinha se encantado com ela e pensou até em procurá-la dias após a festa, pra convidá-la pra sair, mas aí soube que ela estava de relacionamento com o supervisor dela e então desistiu.

Recentemente, soube que ela não estava mais com Grissom e como ainda não havia esquecido-a, viu-se esperançoso em se aproximar dela e quem sabe, tentar algo. Entretanto, estava em duvida se devia ou não fazer isso, já que ainda fazia pouco tempo que ela tinha se separado de Grissom. Esperaria passar mais um pouco de tempo e depois, quem sabe!

Dentro da casa, Nick não resistiu em fazer um comentário com Sara sobre Ernest.

_O Ernest sorria todo bobo pra você. Acho que ele ainda está encantado com você desde a festa do laboratório.

_Ai, Nick, por favor! Essa festa já tem tempo.

_Mas o encantamento dele por você ainda perdura.

Ela olhou para o amigo que apertava os lábios pra não rir. Estava fazendo isso só pra provocá-la.

_Vamos cuidar de trabalhar que é melhor?

_Ok!

Eles foram até o legista onde pegaram algumas informações e depois cada um dos peritos, seguiu para o quarto das vitimas. Nick ficou com o quarto do pai e Sara com o da adolescente.

Já fazia uns bons minutos que ela analisava o quarto da garota morta, quando inesperadamente sentiu um novo mal-estar. Uma súbita e forte tontura veio e fez Sara vê tudo girar. Suas pernas amoleceram e logo sua vista foi escurecendo... Escurecendo... Até que ficou completamente escuro e ela acabou desmaiando.

...

Quando Sara abriu os olhos, não reconheceu de imediato onde estava. Deitada em uma cama ela viu em seu braço que recebia soro e que o mesmo já estava quase no final. Olhou atentamente ao redor e deduziu que se encontrava em um quarto de hospital. Mas o que fazia em um hospital? Há quanto tempo estava ali? E quem a trouxe aquele lugar? Varias perguntas e nenhuma resposta no momento.

Sua mente buscou a última lembrança que ela tinha e foi a de estar analisando o quarto da vitima do caso em que trabalhava com Nick. Aí, ela de repente se sentiu mal e depois tudo escureceu.

Sara viu a porta de o quarto ser aberta e por ela surgiu seu amigo Nick que lhe sorriu aliviado. Ele tinha saído um instante somente pra fazer uma ligação.

_Ei! Enfim a bela adormecida acordou. Ele disse vindo e parando ao lado da cama em que a amiga estava deitada. _Que susto me deu Sara!

_Me desculpe. O que aconteceu?

_Esperava que você me dissesse quando acordasse.

_Eu só lembro-me de estar analisando o quarto da Anastácia e de repente senti um mal-estar e tudo escureceu. Acho que desmaiei.

_Sim, você desmaiou. Ernest te encontrou desacordada no chão do quarto. Ele imediatamente me chamou e como você não acordava e estava com o pulso fraco, então nós te trouxemos para o hospital.

_Hum... E onde ele está pra eu agradecê-lo pela ajuda?

_Ele precisou ir embora há uns minutos. Você tinha que ver o quão preocupado ele estava com você e eu também.

_Me desculpe por ter causado essa preocupação toda. Senti um mal estar do nada e... Ela suspirou fechando os olhos. _Quanto tempo faz que eu passei mal, Nick?

_Uma hora.

_Nossa! Tudo isso?

_Sim. E todo esse tempo você ficou desacordada e essa era a minha grande preocupação, porque você não acordava logo.

O medico entrou no quarto acompanhado de uma enfermeira que segurava uma prancheta.

_Olá! Que bom que já está acordada. Sou o Dr. Ryan, eu lhe atendia quando deu entrada aqui.

_Olá doutor!

_Fizemos alguns exames em você e os resultados mostraram que está com uma leve anemia, mas isso é normal no seu estado. Receitarei umas vitaminas e ficará bem. Agora precisa se cuidar e se alimentar bem por causa do bebê.

_Bebê?? — Sara arregalou os olhos assustada.

_Sim. Você está grávida.

Sara olhou pra Nick que demonstrava tanta surpresa quanto à amiga!

_Grávida??

Aquela noticia lhe caiu como uma bomba sobre a cabeça.

Notas finais
Até o proximo!