Você É Meu Verdadeiro Amor!

21 Mostrando sua fragilidade


Notas iniciais
Ai ñ me matem pelo atraso mas é q eu viajei esse fim de semana e só ontem a noite q voltei, mas taí o cap espero q gostem.

GG: E essa agora.

O supervisor se aproximou do painel de controle e começou a apertar os botões do elevador pra ver se ele voltava a pegar só que foi em vão, pois ele continuou parado.

GG: Como vamos sair? (olhou pra ela)

SS: Eu é que sei?

GG: (bufou de raiva pela resposta que ela lhe deu) Vou ligar para o Conrad ele ia ficar mais um pouco no lab quem sabe ele não seja útil pra ajudar e nos tirar daqui. (tateou seu bolso a procura do aparelho)

SS: Que ironia, dependemos da ajuda do careca pra nos ajudar a sairmos daqui.

GG: Não me agrada muito depender da ajuda dele pra sair daqui, mas é o jeito... Droga!! (esbravejou)

SS: Que foi?

GG: Meu celular não está no meu bolso, devo tê-lo esquecido em minha mesa. Vire e mexe isso acontece.

SS: (revira os olhos) Olha deixa eu ligo do meu. Só não esquece a cabeça porque ela está pregada no corpo.

GG: Liga logo!

Sara abre a bolsa pega seu celular só que ao abri-lo teve uma surpresa nada agradável.

SS: Que ótimo!! (falou alto) A bateria do meu celular acabou. (mostrou o aparelho desligado pra ele)

GG: Já ouviu falar em bateria reserva? Devia ter uma.

SS: Não enche! (diz sem paciência)

GG: Agora com isso só nos resta esperar pra ver se alguém percebe e logo que essa coisa parou pra chamar um técnico pra conserta-lo.

SS: Que maravilha! Enquanto isso vamos ter que ficar aqui um olhando pra cara do outro?

GG: (suspirou desgostoso com isso) É o jeito!

(...)

Meia hora se passou e eles continuavam presos ali. Cansados de ficar de pé eles agora se encontravam sentados no chão mesmo em paredes opostas o que fazia com que um ficasse de frente para o outro. Grissom estava de cabeça baixa lendo alguns papeis que tinha pra se distrair um pouco já que não estava muito afim de papo. O silencio ali dentro era mortal Grissom não fazia questão de puxar papo com Sara e nem ela com ele só que isso já estava ficando incomodo. Tudo bem que ela não gostava dele e que ele a irritava mais aquele silencio todo não ajudava muito pelo contrario fazia com que a espera ali dentro fosse pior e mais demorada. Então cansada daquilo e vendo que ele não falaria nada, ela resolveu tomar a iniciativa de puxar assunto com Grissom.

SS: Ei Grissom...

GG: O que é? (levantou a cabeça pra olha-la)

SS: Eles estão demorando pra perceber não acha?

GG: Pior que é.

Presos ali ela viu uma oportunidade de saber dele mesmo sobre o que Catherine havia lhe contado logo mais cedo.

SS: Posso te perguntar uma coisa?

GG: Você me pedindo alguma coisa?

SS: Posso ou não?

GG: Faz

SS: Eu tava conversando com a Catherine antes de entregar meu relatório e ... Hum (pigarreou antes de continuar falando) Ela me contou umas coisas a seu respeito. (Parou de falar pra ver a reação dele e percebeu uma expressão de confusão exposta na cara dele) Sinceramente na hora não acreditei nela, só que depois ela foi falando com tanta verdade que acabou me convencendo e não pude deixar de ficar surpresa com tudo que ouvi dela.

O que será que a Catherine contou a essa maluca? Pensou Grissom. O supervisor deixou os papeis de lado pra saber mais daquela historia.

GG: O que foi que ela te disse a meu respeito que te deixou surpresa? (perguntou desconfiado, pois conhecendo Catherine como ele conhecia ela podia ter dito varias coisas)

SS: Disse que você era diferente... Era alegre, sorridente, um amigo mais presente e que vivia brincando com os meninos... Era realmente assim?

Ele fitou por longos segundos que ela pensou que ele nem fosse responder, quando ela ia falar ele começou.

GG: Sim é verdade. Eu era exatamente como ela te disse, só que esse outro eu (falou fazendo aspas no eu) se foi.

SS: Porque não o faz voltar?

GG: Porque não posso, não consigo... Não tenho motivos pra isso, não tenho motivos pra ser alegre, sorrir e ser como antes.

SS: Claro que tem é ate egoísmo da sua parte dizer que não tem.

GG: Ah é? Então me diz pelo menos um, porque não encontro nenhum desde que minha esposa se foi.

Ela poderia dizer listar vários motivos como ele estar vivo, ter um trabalho ou outros do tipo, mas resolveu dizer o que naquele momento ela julgou ser o mais forte.

SS: Seus amigos, eles são motivos mais que importantes pra que faça esse Grissom voltar pelo menos à metade dele... Eles sentem falta dele pode não parecer, mas eles precisam de você só que como era antes. Me diz depois que sua esposa morreu e você ficou desse jeito quantas vezes chegou com um deles e perguntou como eles estavam? Quando foi que saiu com eles pra tomar café depois do turno por livre e espontânea vontade e não obrigado por eles? Quando se sentou pra conversar com eles sem que fosse sobre trabalho? E quando foi a ultima vez que os chamou do jeito que costumava chama-los?

Grissom não teve respostas pra aquelas perguntas. Puxando pela memoria não fazia ideia de quando foi a ultima vez que tinha feito tudo aquilo pelos amigos. E assim percebeu que enquanto sofria pela perda da esposa, seus amigos sofriam por vê-lo assim só que ele estava tão absorto em sua dor que nem percebia isso. Parando pra analisar ele estava sendo egoísta e ingrato com aqueles que durante esses dois anos só lhe deram força e aguentaram seu mal humor. Tinha que reconhecer não estava sendo nenhum pouco justo com eles que sempre estiveram a seu lado, como Sara disse pode não parecer mais eles precisam dele, ou melhor, do outro Grissom que ele não fazia questão alguma de trazer de volta por estar preso em seu mundinho de dor.

Sara vendo que ele não falara nada e que só encarava o chão decidiu continuar falando, não sabia ao certo porque fazia e dizia tudo àquilo só sentiu que tinha que fazer que tinha que ajudar de alguma forma. Viu que Catherine assim como os outros não gostavam de vê-lo assim só que estavam cansados de insistir por ver que ele não mostrava vontade e por isso quis tentar se bem que ela não era a pessoa mais indicada pra isso, pois não se dava bem com ele, mas quis arriscar pra ver no que dava.

SS: Pode parecer cruel e ate mesmo te machucar o que vou dizer só que é a realidade e tem que aceita-la... Sua esposa é que está morta e não você. (ele a olhou com uma expressão seria não gostando nada daquilo que ela disse) Não adianta me olhar assim só estou dizendo a verdade nua e crua, e por mais difícil e doloroso que seja tem que dar continuidade a sua vida. Mesmo não tendo oportunidade de conhecer sua esposa eu posso te garantir que onde ela estiver não deve está nada satisfeita por te ver assim tão triste, abatido e sem vontade de viver porque é isso que você aparenta um homem sem vida. Não é fácil, mas tenta buscar forças pra seguir em frente. Aposto que seus amigos não hesitariam em te ajudar, eles estão aí pra isso. Tenho que reconhecer que eles realmente gostam mesmo de você, pois te aturam desse jeito chato e ranzinza só gostando de verdade pra isso, então aproveita que os tem como amigos, porque amigos como eles que estão nas horas boas e ruins como percebi são bem raros de achar.

GG: Eu sei disso, eles têm sido pacientes demais comigo (falava e se mantinha de cabeça baixa) Só que não é fácil pra mim superar isso. Você não sabe o quão horrível é acordar e ver que a pessoa que você mais ama na vida, que costumava está ali sempre ao seu lado de uma hora pra outra não está mais e que tudo acabou de uma forma tão brutal... Ela era tudo pra mim Sara e por minha culpa ela não está mais aqui. (disse em um fio de voz)

Ela pode ver que quando ele parou de falar levou uma das mãos ao rosto pra enxugar suas lagrimas. Depois com o rosto ainda úmido ele levantou a cabeça e em um tom de voz estrangulado continuo a falar.

GG: Eu a amava mais que a mim mesmo... E aquele desgraçado a tirou de mim e a culpa disso foi minha!

Grissom levou sua mão ao rosto na tentativa de esconder sua lagrimas que vieram com toda força assim que acabou de falar e às lembranças daquela noite se fizeram presente em sua mente o fazendo chorar tudo o que guardava dentro de si. Era como se ele estivesse expulsando através daquelas lagrimas todos seus medos, suas angustias, sua dor e tudo mais que estava o sufocando durante todo esse tempo.

Sara se sentiu impotente diante daquilo tudo, não sabia o que fazer ou dizer agora, não pensou que ele desmoronaria em sua frente desse jeito. Ela via aquele homem diante de si tão frágil tão vulnerável que não deixou de ficar comovida com aquilo. Ele mais parecido um menino carente que precisava de colo e consolo. Esquecendo-se da antipatia que entre eles existia ela se levantou de onde estava e sentou-se ao lado dele que continuava chorando com a mão no rosto. Meio hesitante, pois não sabia qual seria a reação dele ela segurou a mão direita dele que pousa em sua coxa.

SS: Não foi sua culpa. (segurou firme na mão dele) Você não tinha como saber que o suspeito tinha voltado, foi uma fatalidade o que houve.

GG: Não a culpa foi minha eu nunca devia tê-la deixado sozinha.

SS: Para de se culpar isso não faz bem, ninguém merece ter um peso tão grande desses nas costas. Nessa historia não há culpados foi algo que não tinha como ser previsto aconteceu. Então não faz isso, não se culpa porque a culpa é a pior coisa que tem ela vai te matando aos poucos.

Tudo o que ela dizia parecia tão certo agora e ele ouvia calado e atentamente.

GG: Eu juro que tentei superar o que houve e seguir em frente só que não consigo sem a Susan eu não tenho vontade pra isso.

SS: Faz um esforço e tenta de novo... Por eles e principalmente por você, vai ver como vai ser bom e mesmo que não consiga ser por completo como antes, mas tenta pelo menos ser metade.

Ele já havia parado de chorar e seus olhos não deixaram de fitar a mão dela que estava segurando firme a dele. Grissom não pode negar que o toque era agradável, a mão dela era macia e aquele gesto foi reconfortante naquele momento em que se sentira tão fragilizado com todas aquelas lembranças dolorosas.

Era estranho pra ele aquilo que acontecia. Eles viviam brigando, não se gostavam e nem se suportavam, mas mesmo assim ele se sentiu tão à vontade e seguro em expor tudo o que o angustiava de tal maneira que não soube explicar como aquilo era possível. Era como se de alguma forma ela naquele momento fosse à pessoa mais confiável do mundo pra ele, como se ao contar tudo aquilo a ela lhe fizesse se sentir melhor e não deixou de ser assim ao expor todas aquelas coisas que o afligiam durante esses dois anos ele sentiu como se tivesse tirado um peso de dentro de si. Nem pra Catherine que era sua amiga de anos ele havia se mostrado tão vulnerável como havia feito diante de Sara e aquilo lhe fez bem desabafar com ela e ouvir aquelas palavras lhe deram uma nova visão dos fatos.

GG: Eu não sei se consigo.

SS: Se tentar de verdade e sem medo, vai conseguir.

Ele olhou pra ela e ela pode ver um sorriso tímido surgir no rosto dele.

SS: O que foi falei alguma coisa engraçada pra você sorri?

GG: Não, é que essa foi a primeira vez que conversamos sem brigar e se provocar um segundo.

Depois de dizer isso ele voltou seus olhos às mãos deles que ainda continuavam unidas. Só aí que Sara percebeu não havia largado a mão dele e ao ver que ele olhava insistentemente pra elas a morena ficou meio sem jeito e desfez o toque e em seguida se afastou dele já que havia se aproximado ate demais. Assim que ela fez isso ele a olhou.

SS: Pois é, mas não se anime muito porque isso foi só coisa do momento. Estávamos falando sobre algo serio então não cabiam brigas e muito menos provocações.

Sara se levantou e assim que fez isso o elevador voltou a funcionar fazendo com que amorena desse um sorriso e um suspiro aliviado.

SS: Graças a Deus pegou e vamos sair daqui.

Grissom pegou suas pastas do chão e também se levantou. Ate que ficar preso ali com ela não tinha sido tão ruim quanto ele achava que seria.

A porta do elevador se abriu e eles deram de cara com Ecklei parado ali.

CE: O que faziam ainda no lab? (ele estava confuso)

GG: Ficamos presos no elevador. (saiu de dentro do elevador seguido por Sara)

CE: Ficaram presos aí e não se mataram?

SS: Como pode ver não, estamos mais vivos do que pensa.

GG: O que houve que fez isso (apontou para o elevador atrás de si) parar?

CE: Uma queda de energia. Os geradores queimaram e não tínhamos como fazer o elevador pegar então tivemos que esperar a energia voltar pra ele pegar de novo.

GG: Quer dizer que se a energia só viesse amanha nós íamos ficar presos aí ate amanha?

CE: É, mas agora me deem licença que tenho que ir. (entrou no elevador)

SS: Tomara que essa droga pare ele fique ate amanha aí dentro. (disse quando a porta fechou) Como ele diz isso com a cara deslava desse jeito?

GG: É o Corand, nunca se preocupa com nada e nem ninguém.

SS: Bem eu também vou indo só que vou de escada não quero arriscar ficar presa de novo. Ate a noite!

Ela já ia descendo as escadas quando o ouviu chama-la.

GG: Sara!!

SS: Que? (virou-se pra ele)

GG: Porque me disse todas aquelas coisas?

SS: (ela demora um pouco pra responder) Não sei, só achei que era o certo a te dizer. (deu de ombros) Agora deixa eu ir tchau... Limão! (sorriu de lado pra ele)

GG: Tchau! (devolveu o sorriso)

Notas finais
Reveiws??? Quem me vai deixar??? KKKKKK!!!!
Então é isso gente.
Nos vemos no proximo bjs!