Você É Meu Verdadeiro Amor!

62 Brincadeira sem graça e "qualquer coisa"


Notas iniciais
Hei ri demais do comentários de vcs sobre o cp passado. Está aqui mais um cap e sinceramente saiu completamente diferente do que eu pensava. Tinha algo em mente e acabou saindo isso, ia joga-lo fora ou ate mesmo rescreve-lo, mas resolvi deixa-lo assim espero q agrade a vcs.

Leia e se divirtam!
PS: Seu fosse a Sara faria o msm com o Grissom se ele fizesse isso comigo!

_Grissom, por acaso a tal Teri te procurou durante o turno?

Sara o questionou enquanto ele lavava a ultima louça do café pra ela e em seguida lhe entregava pra que a enxugasse.

Era difícil conseguir conter a curiosidade e principalmente o ciúme por conta do que a loira insuportável lhe disse e pela forma como disse.

Desde o que houve Sara passou o resto do turno de cara amarrada se remoendo pra saber o que Teri queria com Grissom.

Que tal ajudinha era aquela que ela precisava e que só o supervisor podia lhe dá?

Hum... Tantas coisas lhe passaram pela cabeça e a maioria nada agradável, mas ignorou a todas aquelas besteiras que o maldito ciúme tentava lhe fazer crer.

Duas vezes depois do ocorrido Sara cruzou com Teri e a mulher fazia questão lhe dirigir um sorrisinho meio cínico que fazia a morena se irritar mais e mais com aquela mulher. Sara podia jurar que Teri fazia aquilo de proposito só pra lhe irritar, e não estava errada!

Ao fim do turno, ainda no laboratório mesmo Sara foi à procura de Grissom a quem não tinha visto o turno todo. Seu intuito em encontra-lo era pra tirar a limpo logo o que Teri queria com ele, mas desistiu de fazer isso antes mesmo de encontra-lo. Ali não era lugar pra bancar a namorada e lhe cobrar aquilo. Sendo assim, achou melhor deixar pra quando estivessem onde estavam agora, na casa dela, sozinhos e longe dos olhos e ouvidos de terceiros.

Grissom inevitavelmente arqueou as sobrancelhas ao ouvir aquela pergunta de Sara e também por ouvi-la o chamar de Grissom.

Problema a vista!

Geralmente quando ela o chamava assim era porque estava aborrecida com ele. Tinha aprendido isso já!

O que tinha feito dessa vez?

A seu ver nada!

Mas como com ela o “nada” às vezes já era problema então era bom ficar esperto que vinha coisa por aí!

Após lhe entregar a xicara que lavava e enxugar a mão no guardanapo foi que o supervisor respondeu a ela... Só que com outra pergunta. Quis saber o porquê de ela lhe perguntar aquilo.

_Porque ela me perguntou se tinha te visto e depois de um jeito cheio de malicia que precisava muito de você pra uma ajudinha particular.

Sara fez questão de frisar bem as duas ultima palavras pra Grissom que apertou os lábios pra não deixar escapar um sorriso.

_Que raio de ajudinha era essa limão azedo?

Ela o encartou com os braços cruzados na altura do peito e uma cara amarrada. Ele no mesmo instante quis rir dela, mas se conteve. Sabia... Ela estava com ciúmes dele, era visível por mais que de alguma forma estivesse tentando não demonstrar.

Vendo isso e mesmo sabendo que corria o risco de levar uns safanões dela, ele resolveu provoca-la com uma brincadeira só pra deixa-la com mais ciúmes. Gostava de vê-la enciumada porque ficava mais linda!

_Ah, nada de mais querida! Só queria que eu testasse junto com ela a teoria que julgava ser a do caso dela com Nick. – inventou descaradamente.

Ele sequer tinha visto a loira o turno todo.

_Que teoria era essa?

Ela o encarava com os olhos semifechados e a testa franzida.

Ele decidiu levar aquela brincadeira só mais um pouquinho adiante apenas pra vê qual seria a reação dela e o que faria quando ouvisse o que diria. Se bem que ele já podia ate imaginar qual seria essa reação e também o que ela faria, mas mesmo assim quis comprovar se estava certo.

Ia se arrepender da graça imensamente!

_A de que é possível duas pessoas, um homem e uma mulher com um porte físico assim como o dela e o meu, caberem em um compartimento minúsculo e bem apertado pra que pudessem escapar de um assalto na casa deles.

_Que? ... Sujeitou-se a entrar com aquela mulher em um compartimento desses?

_Era importante isso pra continuar as investigações do caso deles. – disse se fazendo de ingênuo.

A cara de incrédula de Sara era impagável. Grissom já estava quase pra rir da namorada.

Ela não podia acreditar que ele realmente tivesse se prestado a fazer isso. Uma raiva enorme lhe subiu a cabeça e Sara foi em direção a Grissom, e começou a espiá-lo enquanto o xingava de tudo quanto era coisa.

O supervisor sabia que era isso que ela faria e sem conseguir mais se conter diante daquilo começou a rir em meios às tapas que recebia.

A raiva de Sara triplicou assim que viu Grissom rir, ao invés de dar tapas ela começou a lhe dar socos no braço.

Aquela situação pra ele mais era como um deja vú de outra que ambos já tinham vivido um bom tempo atrás, quando ainda não se entendiam de jeito algum.

_Cachorro... Ordinário... Sem vergonha... Não posso acreditar que tenha aceitado fazer isso!

_Era pelo caso Sara!

_Nem era o seu caso!

_Mas eu tinha que ajudar.

_Aposto que não foi nenhum sacrifício pra você fazer isso não é seu infeliz! – continuava a lhe bater.

_Ai Sara!... Espera... Au!... Para... Me escuta...

_Não quero! ... Que ódio de você!

Ele achou melhor acabar com aquilo porque seu braço já começava a doer por conta dos socos que levava.

_Querida olha...

_Querida é uma ova!... Vai lá, cretino. Vai ficar preso com a sua amiguinha de novo vai!

Ele riu disso e depois confessou a verdade pra ela.

_É brincadeira o que eu disse meu amor!

Sara no mesmo instante que ouviu aquilo parou de bater nele.

_Como é? – perguntou ofegante.

_Toda essa historia que eu disse é brincadeira querida. Teri não me procurou, eu sequer a vi durante o turno todo a não ser quando fui dividir os casos e dispensar vocês.

Ela o olhou bem.

_Essa palhaçada toda não passou de brincadeira?

_É claro! – respondeu fazendo uma careta engraçada de dor enquanto passava a mão por seu braço que tinha sido alvo das pancadas de Sara.

_O que tem na cabeça? Essa sua brincadeira foi de péssimo gosto sabia? – ela recomeçou a estapeá-lo de novo.

_Para!... Já chega Sara... Ai!

_Você é um sem graça... Mentiroso!

_Tá bom, eu só! Agora para com isso, por favor! – pediu tentando se esquivar das mãos dela.

Ela então parou já que sua mão também começava a doer.

_Foi de muito mau gosto essa brincadeira Grissom! – disse de cara emburrada.

Ele quis rir da expressão dela, mas não fez isso. Depois resolveu pedir desculpas por ver que ela não tinha gostado mesmo da brincadeira.

_Desculpa pela brincadeira... – foi se aproximando dela lentamente. _Mas não resisti em fazê-la. Pode me desculpar?

Ela nem o olhou e ficou seria. Agora seria sua vez de lhe dá o troco naquela palhaçada.

_Não!

_Por favor?

Já tinha ate se arrependido de fazer aquela brincadeira ao ver as consequências daquilo.

_Não! – repetiu sua resposta.

_Se quiser faço qualquer coisa pra me redimir dessa brincadeira, mas, por favor, me desculpe?

Qualquer coisa? Aquilo pareceu ser bem interessante!

Ela então o olhou.

_Esse “qualquer coisa” é qualquer coisa mesmo? – perguntou arqueando a sobrancelhas e dando um sorriso bem matreiro.

Ele ao vê-la sorrindo daquele jeito também sorriu.

_Qualquer coisa! — confirmou

_Olha que eu tenho uma mente bem fértil e posso te pedir coisas que nem imagina! Vai arriscar mesmo?

O supervisor deu uns passos ficando bem perto dela e depois lhe respondeu:

_Vou arriscar, mas desde que me desculpe. Feito? – estendeu a mão pra ela.

_ Feito! – apertou a mão dele. _Está desculpado então... E só pra você saber, eu ia te desculpar antes mesmo de me propor o que me propôs. — sorriu pra ele que também sorriu.

_Espertinha! – a puxou para seus braços e lhe beijou.

_Está em minhas mãos senhor. Agora posso te pedir o que quiser. – murmurou sobre os lábios dele o fazendo ri.

_E o que vai me pedir?

_Vou pensar muito primeiro e depois te digo. Agora o que quero mesmo é me jogar na minha cama enorme e fazer amor com você por boa parte dessa manha. Feito?

_Feitíssimo!

Seguiram para o quarto onde fizeram exatamente o que Sara queria e depois de caírem saciados dormiram bem agarrados.

Venha, porque eu sei do que gosto

E você parece exatamente do meu tipo

Vamos nessa só esta noite

Venha, venha, venha

Agora, nem tente negar

Nós dois iremos para casa satisfeitos

Vamos nessa só esta noite

Venha, venha, venha

(C’mon – Ke$ha)

Notas finais
No proximo outro embate entre Sara e Teri.
Bjs e ate