Notas iniciais
Mais uma vez um obrigadão por estar lendo! 1Boa leitura!!

Era uma vez rapariga de cabelos ruivos, olhos verdes e pele morena o nome dela era Lina, ela tinha 11 anos e a sua melhor amiga era a sua irma mais velha, Sera que tinha 16 anos, elas guardavam segredos uma da outra, seria impossível que outro alguém se entrepuse na sua relação, mas o mesmo já não se pode dizer do destino.

Hoje, era o dia da gala de finalista de 9º ano da Sera. Lina tinha estado a tarde toda a ajuda-la a preparar-se.
Quando no final da tarde, depois de jantar, Sera aparecera na sala já pronta e com Lina atrás dela os pais até bateram palmas, ela não estava só linda na verdade ela parecia uma verdadeira princesa saída de um conto de fadas no seu vestido vermelho completo de pequenos brilhantes que simulavam diamantes que se iam dispersando ao longo do vestido até aos pés e o seu cabelo ruivo estava apanhado acima da cabeça só deixando uma pequena madeixa a solta no rosto que estava maquilhado apenas com um pequeno risco negro em torno dos olhos realçando a sua cor verde-esmeralda.

–Uau, estás linda! — falou o pai delas completamente surpreso.

–Obrigada, pai. Mas o mérito é todo da Lina. — disse dando-lhe um beijo na sua face pequenina.

–Vá meninas preparem-se para a foto — disse a mãe.

A mãe preparou a maquina fotográfica com o temporizador e juntou-se a eles a foto de família, depois deu a foto tirada ao marido -isso é possível porque eles tinham daquelas maquinas antigas que as fotos saiam no momento em que eram tiradas- e tirou uma apenas a Lina e Sera.

–Lina, a gente já volta, vamos só levar a tua irmã á gala. Ficas sozinha porque já és uma menina crescida. — brincou o pai dando-lhe um beijinho no rosto

Lina sorriu com a observação do pia e deu-lhe também um beijo a ele e a mãe. Assim que a mãe acabou de fechar a porta a chave, ela foi a até a sala e ligou a televisão procurou algum filme pra ver, até que encontroou um de terror que ia começar dentro de 2 minutos segundo a programação.

–Ainda faltam 2 minutos tenho tempo suficiente para ir buscar um pacote de batatas e uma cola.

Ela saiu correndo até cozinha pegou o pacote das batatas no armário e a garrafa da coca-cola na geleira e não se esqueceu de pegar também a sua caneca favorita para beber. Quando chegou há sala já estava a dar a apresentação do filme, então ela deu um pulo e sentou se no sofá a comer batatas em quanto via o filme.
Já o filme estava quase no fim quando Lina ouviu a campainha tocar, ela sabia que não eram os pais porque ainda eram apenas 9 horas e a gala era até as 11 e mesmo que fossem ela sabia que eles usariam a chaves-de-casa, então a campainha tocou outra vez e ela levantou-se do sofá e foi lentamente pelo hall de entrada, sempre com os olhos fixados na porta, depois espreitou pelo "olho mágico" da porta e viu dois guardas policiais e uma senhora.

–Boa noite, em que posso ajudar? — falou ela quando abriu a porta.

–Boa noite, és a Lina Hofferson? — perguntou um dos guardas.

–Sou sim, porque?

–Podemos entrar? — perguntou a senhora que vinha com eles.

–Os meus pais não estão, eles...

–Mas nos queremos falar contigo, sobre os teus pais. — disse a senhora interrompendo-a

Lina olhou as suas caras durante uns segundos e depois abriu a porta de forma a que eles pudessem entrar, depois fechou-a e guio-os para a sala onde estava a dar o filme que ela acabara por não ver e pôs-o em pausa

–Querem alguma coisa de beber? — perguntou Lina porque a mãe lhe tinha dito que era de boa educação oferecer de beber as pessoas que vinham a casa.

–Não, obrigada querida! — disse a senhora e depois falou — É melhor sentares-te porque eu tenho uma má noticia pra te dar.

–Qual é a má noticia? — disse Lina com um nó na garganta enquanto se sentava.

–Primeiro posso perguntar quantos anos tens, Lina?

–Tenho 11 anos, porque?

–Aii .. ainda és tão pequena. Então é assim conheces estas pessoas? — disse mostrando 3 fotos de pessoas que tinham a cara cheia de sangue.

–Conheço, são os meus pais e a minha irma, Sera, porque? o que se passou? — perguntou com a voz meio rouca pois já entendera que alguma coisa estava muito errada.

–Isto custa muito dizer, especialmente a alguém tão pequeno como tu.

–O meu pai diz que eu já sou crescidinha. — afirmou lembrando-se das palavra que o pai lhe dissera antes.

A senhora deu um sorriso e depois voltou a por a cara seria.

–Pois querida, sabes para onde eles iam?

–Sim, — disse sorrindo — iam para a gala de 9º ano da minha irmã.

–Pois mas pelos vistos eles .. tiveram um acidente antes de chegarem a gala e morreram.

Estás palavras cortaram o coração de Lina como vidros e agora no seu rosto corriam lagrimas que acompanhavam os seus soluços descontrolados.

–Não pode ser, eles não podem ter morrido! Vocês se enganaram na casa! — dizia tentando dar uma explicação a confusão que estava na cabeça dela

–Não querida, infelizmente, a gente não se enganou. — estas palavra fizer ela chorar ainda mais — Queres água? Anda vem comigo, onde é que fica a cozinha?

Lina pegou a mão dela e puxou até a cozinha ainda em choque. Na cozinha a senhora pegou dois copos e encheu com água, depois deu um a Lina e bebeu do outro. A seguir puxou duas cadeiras e sentou-se numa ficando de frente pra Lina que estava sentada na outra.

–Lina, eu sou uma agente social e agora a gente vai ter que te levar para uma centro de acolhimento.

–Posso levar a minhas coisas? Todas? — perguntou entre soluços

–Sim. Sabes agora a agora a gente vai tentar arranjar-te uma família, mas é um pouco difícil adotar crianças da tua idade mas não percas a esperança. — disse dando um sorriso para que Lina se senti-se mais segura.

Enquanto Lina arrumava as suas coisas (livros, recordações, objetos, fotografias, álbuns, roupa, e também o medalhão da mãe que continha dentro as fotos de cada um, uma do pai e da mãe uma dela e de Sera) nas malas o único pensamento na sua mente, para alem da saudade, era "se é pra não perder a esperança pra quê me falam isso?", ela afastou esse pensamento e desceu.

–Já estas pronta querida?

Lina pousou as malas e pegou a caneca que tinha estado a beber lavou-a e enfiou-a numa das malas para a poder levar porque era a sua caneca favorita, depois pegou no saco das batatas e começou a comer por causa dos nervos.

–Agora já estou pronta. — disse Lina com a voz nervosa

Com a ajuda dos 2 guardas policiais que estavam presente Lina levou as suas malas para o carro da senhora que tinha estado a falar com ela e que a levou para a casa de acolhimento.

.....

Hoje era o 3º dia de Lina no orfanato e era quase hora do lanche da tarde por tanto só havia mais uma visita naquele dia, mas ela nem se esforçou por parecer animada com a sua visita, ela já tinha perdido a esperança de voltar a ter uma família, estavam todos numa sala brincado menos ela, que se mantinha num canto mexendo no medalhão com as fotos de família que ela tinha trazido, quando eles entraram acompanhados pela mesma senhora que a tinha levado para o orfanato, ela olhou-os e depois voltou a concentrar a sua atenção na abertura do medalhão, ela queria ver as fotos que estavam dentro mas nunca o conseguia abrir sozinha normalmente ela pedia a Sera que o abri-se para ela.

–Posso-te ajudar?

Lina fechou o medalhão entre as mãos e depois olhou para a pessoa que lhe tinha oferecido ajuda e viu que era a senhora que fazia parte do casal que tinha vindo adotar uma criança e depois abriu as mãos mostrado o medalhão em forma de coração, a senhora era loira de cabelos compridos e lisos e os seus olhos eram verdes como os dela, observou Lina.

–Sim, obrigada. — disse Lina entregando a senhora o medalhão que o abriu facilmente.

–Quem são? — disse ela enquanto observa as fotos do medalhão

–A primeira foto era do meu pai e da minha mãe e a segunda era minha e da minha irmã — e quando acabou de dizer sentou-se de novo no chão e começou a chorar.

–Clama princesa não chores, és tão bonita não chores.

Lina voltou a olhar pra ela e limpou as lagrimas com as mangas do casaco.

–Queres ir com a gente para casa? — perguntou a senhora com um sorriso nos lábios.

–Você quer me adotar?

–Se tu nos deixares, sim.

–Meu nome é Lina.

–O meu é Sara

–A minha irmã chamava-se Sera, é parecido. — disse deixando uma lagrima escorrer.

–É um bonito nome e tenho a certeza que ela não gostaria de te ver chorar.

Lina levantou-se limpou as lagrimas mais uma vez e depois deu um abraço a Sara que retribuiu-lhe o abraço e depois pôs o medalhão no pescoço de Lina.

–Não se importa que eu fique com ele? — perguntou Lina

–Não, é teu e eu sei que é importante pra ti. — disse Sara

–Obrigada — disse sorrindo

–Lina olha ...- disse enquanto tirava do bolço e abria um medalhão redondo que depois mostrou a lina

–Quem são? — perguntou Lina com o medalhão nas mãos.

–São os meus pais, se quiseres um dia eu levo-te para os conheceres.

Lina sorrio devolveu o medalhão a Sara e deu-lhe a mão depois elas atravessaram a sala até ao pé de um senhor alto e moreno de olhos azuis, era o marido de Sara.

–Olha Adam, esta é a Lina. — disse sara para o marido

–Olá pequenina, já te disseram que pareces uma princesa?- disse sorrindo pra Lina

Lina corou e abanou a cabeça respondendo negativamente.

–Que bom, assim eu sou o primeiro. Queres ir com a gente pra casa princesa?

Lina olhou pra ele e abanou a cabeça afirmativamente com um sorriso.

–Nós queremos adota-la. — disse Adam a asis tente que estava com eles

–Ta bom, então vamos. — disse a assistente saindo da sala

Depois de Sara e Adam terem tratado de tudo para levar Lina pra casa, foram com ela buscar as coisas dela e levaram na para casa. Durante a viagem de carro a Lina estava muito feliz.

–Já chegamos? — perguntou ela ansiosa

–Quase, olha é já ali ao fundo da rua. — respondeu Sara

O carro parou e Adam abriu a porta do carro para Lina sair. A casa era linda e tinha dois andares para alem do reste-chão, Sara pegou a mão de Lina e levou-a para dentro.

–Então pequena já escolheste o teu quarto? — perguntou Adam pousando no chão a ultima mala de Lina

–Sim, a mãe já mostrou pra mim e eu já escolhi.

–Então mostra pra mim, pequena.

Lina subiu as escadas correndo e puxando Adam atrás dela.

–É este. — disse Lina sorrindo pra Adam.

Adam sorriu-lhe e desceu para ir buscar as coisa dela para o quarto.

Lina estava de volta a casa.

Notas finais
Um obrigadão por ler!!Se tiver algum erro me digão, por favor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.