Viúva Negra: A lenda de Phil Ruffalo

9 Sangue no gelo. Gelo no sangue


Notas iniciais
Bom dia, tarde, noite e madrugada minha gente ♥ **voltando a ser prevenido né?! Vai saber a horas que vocês estão lendo isso ♥** Como vocês estão?! Sei que a demora foi grande, mas estoy aca novamente todinho para vocês :3 Esse capitulo teve uma levada meio diferente, ele, pra mim, é um capítulo muito triste, mas fazer o que a vida da Fic segue ♥ Boa Leitura e espero vocês nos comentários :3 PS: Dia 01/06, quando a fic completa 1 ano (EHHH VIVAA!) vai ter uma surpresinha ♥

As palavras pareciam mais como laminas cortando nossos corpos, deixando-nos em pedacinhos, minúsculos pedaços de carne humana, carne essa que estava já podre. Aquela carne que chega a estar verde nas prateleiras de alguns barracos em formas de lojas, a carne esquecida, a carne fedorenta, a maldita carne dos Piratas.

Do jeito que Robert lançava as palavras junto ao vento gélido, parecia que ser pirata era a pior coisa do mundo. O maior pecado de todos. Ingênuo, perante o seu Deus, qualquer massacre é crime, e massacre é a única coisa que essa babaquice que ele está falando irá ocasionar. Somente massacre. Eu já até posso imaginar como isso acabará: Sangue no gelo. Gelo no sangue. Só isso irá sobrar.

Eu já não aguentava mais ouvir aquilo, meus tímpanos estavam explodindo, no caso, rachando. A brisa gélida que os ventos traziam estava me deixando com os lábios roxos, meus dedos eu já não sentia. O frio era tanto que acabou passando por entre as minhas luvas, deixando-os assim, totalmente duros e congelados. Deuses malditos! – eu pensei.

— Cala essa maldita boca seu desgraçado nojento! — soltei um berro, sinceramente eu achei que não teria coragem para tal ato, mas eu o fiz, eu gritei, finalmente interrompi aquela boca maldita de falar mais alguma besteira. Seus guardas interromperam seus pensamentos fétidos e começaram a prestar atenção somente em mim — Você não tem nem motivo de ficar falando essas coisas. Você apanhou? Sim, apanhou! Vai apanhar de novo? Se precisar é certo que vai! Então quer fazer o maldito favor de calar a merda dessa boca e ir direto ao ponto? Ou eu preciso ir até ai e cortar sua língua, assim, impedindo de vez sua fala?

— Você realmente não entende coisa alguma, não é mesmo Ruffalo? — foi à última coisa que eu consegui ouvir na hora, estava mais preocupado em não morrer congelado do que ouvir uma resposta que no fim não me responderia coisa nenhuma — Sempre achando que tudo se resolve na pressa. Você tem que ter mais paciência, ou será que vocês estão com frio? — ele terminou tocando em sua roupa de protegido que, de vista, parecia ser muito quente e aconchegante. Muito melhor que a nossa, que não passava de um couro barato que encontramos em alguma lojinha e pagamos algumas moedas.

Coloquei a mão na cintura e puxei uma das pistolas, ficando com ela em punho, corri até Robert e coloquei-a apontada bem na frente de seu nariz.

— Escuta aqui, não banque seu joguinho comigo rapaz. Se eu quisesse mesmo te matar, já teria feito isso e não me interessa que se eu puxar a droga desse gatilho um desses teus “amantes” irá me matar, pois a satisfação de ver sua cabeça explodindo diante dos meus olhos e pela minha bala, não importa quantas vidas me custe, mas eu adoraria ver isso quantas vezes fosse possível. — eu o respondi com tanta frieza que até eu mesmo me assustei, não sabia do que eu fosse capaz de fazer naquela hora, minha adrenalina estava alta o suficiente pra apertar aquele gatilho, porém minha parte racional não estava a fim de morrer — Eu dou no máximo quatro minutos pra você pegar seus amantes e sair daqui, antes que eu mate cada um de vocês, escolha, mas escolha agora!

— Obrigado por me mostrar onde os frangos estariam Baelish! Você é um homem de confiança para mim. — Robert parou de prestar atenção no cano encostado em sua cara e começou a lançar outra penca de palavras, que não se direcionavam para mim. Aquelas palavras foram as que mais me impactaram, olhei para Baelish e ele balançou a cabeça negativamente para mim, em um sinal de desculpas, desgraçado, traiu um de seus únicos amigos por algumas moedas de ouro — Eu não odeio você Capitão, mas eu tenho pena, muita pena, se um amigo de anos te troca por umas moedas de ouro, imagina o que uma dessas suas putas não fazem por um saco cheio! — ele terminou apontando para Hello e Ali, que já estavam mais furiosas que eu.

Puxei a trava de segurança, uma das últimas coisas que eu faria antes de explodir aquela cabeça enorme na minha frente, o barulho que a pistola dava ao estalar me enchia de excitação, nunca vi nenhuma cabeça ficar em tantos pedaços tão de perto. Finalmente engatilhei a pistola, estava pronto. Mas a lamina do desgraçado foi mais rápida que meu dedo, a ponta afiada do florete de Robert estava totalmente dentro da minha perna direita. O chão ao me redor já se enchia de vermelho, uma cor que combina muito bem com o branco do inverno.

Meus gritos conseguiram ser mais alto que os de algumas Mermaids, coitadas, provavelmente estavam com inveja do meu grito. Maldito sejam essas pragas!

— Cadê toda sua birra Capitão?! Onde está o homem que estava prestes a atirar em mim agora?

— Atrás de você! — foi a única coisa que eu disse quando vi Nico com a faca entre o pescoço de Robert

Um reboliço já tinha começado. Nico estava com a faca prestes a atacar, qualquer sinal meu e Robert era um homem morto. Hello e Ali estavam segurando Baelish, que estava ajoelhado e com os olhos cheios de lágrimas, eu deveria era mandar que cortassem logo sua cabeça. James e Jasper, a dupla dos J’s estava fazendo uma barreira, entre a guarda real e Nico. Peste, Jullius, Mernes e Spyke estavam com suas armas apontadas para o resto da guarda. E eu, bem, eu estava li no chão, com a perna ferrada e o sangue no gelo.

Comecei a tentar me levantar, de primeira foi em vão. Caí ao chão e acabei de vez arrancando um bom pedaço de pele fora. Saberia que não iria conseguir me levantar com aquela droga cravada em minha perna. Contei até três: um... dois... três... Uma enxurrada de sangue acabou lavando o rosto de Robert e mais uma vasta quantia de neve no chão. Acabei dando mais um berro, um dos mais fortes que eu já tinha escutado.

Aquela noite estava realmente muito fria. Pequenos cubos de gelo em forma de flores começaram a descer do céu que estava bastante estrelado. Os cubos vinham junto com uma forte brisa, que acabaram por fazer alguns archotes se apagarem.

Na segunda tentativa eu consegui ficar de pé. Eu não sei se eu prestava atenção no que os outros estavam fazendo ou na minha perna. Só sei que a última coisa que eu vi foi Robert dando uma pancada com o cotovelo na barriga de Nico.

Minha cabeça doía muito quando, finalmente, consegui acordar. Não sei como, muito menos quem, mas alguém colocou uma atadura na minha perna, na hora eu só agradeci. Estava me sentindo invalido, um nada, Zé ninguém, ou aquele rum que ninguém bebe. Tentei me situar onde eu estava. Cordas amarradas nos braços e pernas: Okay. Mordaça na boca: Okay. Um monte de guardas desgraçados lutando com os meus marujos: Okay.

Contei mais de treze homens abatidos, por incrível que pareça, nenhum dos meus. Aquilo tudo ali foi uma chacina, uma carnificina e tudo por minha culpa. Não deveria ter pensado duas vezes naquela hora. Deveria ter dado um tiro bem no meio da cara do protegido.

Vi que todos iam bem naquele momento, e ver era a única coisa que eu conseguia no momento. Escutei alguns marujos falando coisas como: “olha, ele acordou!” e por um momento lembrei que ainda era importante para alguém.

Robert e Baelish eram os únicos homens que não estavam ali naquele maldito e nefasto momento. Procurei por todo o lugar, perto da floresta, no meio dos guardas e nada. Onde eu vi alguma coisa foi dentro da casa de Baelish. Sombras iam de um lado para outro, como um homem pensante dentro de uma biblioteca. Arranjei força e consegui-me por de pé usando a parede como apoio. Era difícil andar com a perna com uma tala e ainda por cima amarradas com corda, mas naquela hora isso nem importava.

A porta estava aberta e com dificuldade eu consegui passar por ela. Eles estavam na sala de espera, onde antes, Joe estava tomando um vinho.

— Esse maldito confronto só vai acabar quando eu ou ele morrer, tenho certeza. — disse Robert, se referindo a mim na conversa — Aquele pirata desgraçado, desde que assumiu o comando dessa carcaça vem me dando problemas, eu já deveria ter acabado com ele antes. E não vai demorar até que um de nós morra.

— Que seja você então Príncipe Robert, ninguém vai sentir sua falta. Nem sua esposa te quer mais a noite, imagina um reino inteiro! — Baelish respondeu a ele com desprezo. Agora não sabia se esse desgraçado falava a verdade ou a mentira. Eles podiam muito bem saber que eu estava ali e estar encenando isso só para que eu apareça, ou talvez, ele esteja realmente falando a verdade... — Nunca deveria ter traído meu amigo. Você consegue corromper qualquer um e você sabia disso não é mesmo seu verme?

— Como ousa falar assim com seu futuro rei Baelish? Acha que eu estou brincando quando digo que em um estalar de dedos eu acabo com você e com toda sua carreira? — ele disse colocando o dedo na garganta e puxando para a direita. E logo depois soltou uma alta gargalhada. — Sabe, você me faz lembrar meu pai: fraco e idiota, assim como os pequenos burgueses desse maldito reino.

— Como você consegue falar assim de seu pai? Ele sim era um bom homem, você é tudo de ruim que sobrou dele. Ele, coitado, deve estar se remoendo dentro do tumulo de tanta pena que sente de você e você sabe disso, não sabe? — ele respondeu, virando-se de costas e pegando um cálice com vinho — Pena que Phil Ruffalo não teve coragem suficiente para chegar a você e simplesmente atirar, seu sangue estaria lindo lá no chão agora, seu verme.

Aquele papo não estava sendo nada com nada e como eu não tinha muito tempo, muito menos força pra ficar ali, em pé e com essa hemorragia. Eu fiz algo que na hora não julguei tanto infantil. Tentei correr, ou pular, o mais rápido que pude até chegar a Baelish, que ainda estava de costas. Quando cheguei perto pulei sobre seu corpo, derrubando-o com a cara no chão. Ele, rapidamente, me jogou para o lado com força, me fazendo esmagar a perna que tinha sido perfurada, fazendo-a sangrar ainda mais rápido.

— Como diabos você veio parar aqui dentro seu desgraçado? Você não estava desmaiado? — Robert gritava, cuspindo na minha cara quase meio litro de saliva — Você é duro feito à casca de barata seu animal!

Eu ainda estava amordaçado, o que eu pude fazer foi gemer. Baelish foi até mim mancando e retirou o pano da minha boca.

— Eu vou te matar seu desgraçado. Na verdade eu vou matar vocês dois: o traidor e o protegido. Vai ser o funeral do século! — eu disse, tentando evitar a dor que a perna estava me causando — Vai ser lindo ver a cabeça de vocês dois penduradas em uma lança no centro de qualquer praça mequetrefe.

— Cala a boca seu monte de lixo! — gritou o protegido, dando-me um chute na cara, me fazendo cair novamente.

Algum tempo depois que eu acordei novamente, o desgraçado me levantou pela gola do casaco de couro e começou a me puxar para fora da maldita casa.

— Parem com essa merda agora! — ele berrou, fazendo todos os que estavam duelando pararem com o ato. O único que não parou na hora foi Jasper, que estava acabando de sufocar um homem da guarda com um pedaço de cipó — Vocês todos venham comigo, e todos eu digo guardas e piratas. Sem nenhuma pergunta, só me sigam.

Todos meus marujos olharam para mim, eu estava acabado, mas mesmo assim consegui balançar a cabeça para eles obedecer aquele desgraçado. Eu não sabia como eu estava, mas eu imaginava: rosto cheio de rasgos e sangue, os dois olhos roxos e pelo menos com dois dentes faltando, incrivelmente horrível.

Estávamos voltando até o navio, agora a volta era mais rápida, só descida. A guarda estava a cavalo e meus homens a pé, mas estávamos seguindo todos no mesmo ritmo. Eu não sabia que droga ia acontecer ali, mas imaginava: minha morte. É incrível como isso parece que foi planejado a eras. Mas não foi.

O navio estava logo ali na frente e os homens que ficaram a bordo logo já apontaram suas armas para todos nós.

— Se não quiserem que seu capitão morra agora mesmo abaixem essas armas! Isso não é um pedido é uma ordem! — um homem de barba aparada e cabelos longos gritou. Ele parecia ser o capitão da guarda, pelo menos, tinha pinta disso — Nós vamos todos subir ai e tentar conversar civilizadamente. Pense bem, somos mais de cem homens e vocês estão em, no máximo, trinta.

Eles subiram e me carregaram até o leme, bem para perto do mar. Fizeram todos os marujos deixar suas armas largadas em terra firme, estavam ali só com os punhos, contra homens armados até os dentes. E eu, bem, eu continuava amarrado.

— Cada homem aqui fará o seu trabalho... — Robert começou um pequeno discurso — Não vou fazer discurso, vou direto à prática e quem tentar impedir, terá o mesmo destino. — ele terminou me dando um chute nas costelas, fazendo um estalo tão alto que até Thor pode ouvir.

Raios e trovões começaram assim que cada um da guarda real foi até mim e fez seu maldito “trabalho”. Bom, dizem que quando morremos vemos um breve trecho de todos os momentos bons da nossa vida. E era isso que eu estava vendo agora. Os meus momentos bons, os alegres, os na companhia de meus amigos, todos. Então era isso, acho que meu destino acabou, que ironia morrer pelo inimigo e como é fácil de esquecer todos os momentos bons para ter lembranças fúteis. Acho que o correto é que todos morram pra ver o quão bom é lembrar coisas de anos atrás.

Lembrei que ainda tive forçar pra abrir os olhos e ver meus companheiros se desesperando por mim. Ver James, Hello, Ali, Joe, Jullius, Spyke, Mernes, Bryan e até mesmo Jasper, Nico e Keith, gritando e esbracejando e até mesmo chorando por mim, foi pior do que todas aquelas pancadas no estomago. E assim que meu corpo se encontrou com o imenso e gelado oceano, meus olhos se fecharam novamente e eu finalmente vi a maldita luz do fim do túnel.

Notas finais
... Não tenho nada a comentar aqui, estou triste comigo mesmo. Espero vocês nos comentários e não é porque isso aconteceu que a fic vai acabar tá? Nun acabou não, oras ♥ Vale ressaltar que dia 01/06 tem surpresa, muito agradável por sinal ♥ PS: Esse final só aconteceu, pois estou lendo muito George R.R Martin, culpem ele e não eu Hadhauwfhuawf ♥