Vizinhos de porta.
6 Capitulo 6 - Camus.
Notas iniciais
( POV Camus )
Já são 7 da manha de um sábado e eu já estou acordado trabalhando, sou escritor e no momento estou lançando o 4 livro de uma serie que se tornou bastante popular, meu unico problema ? o prazo é muito curto. Meu livro conta a historia de 3 jovens que viajam no tempo, cada livro da serie um tempo diferente. Um livro de aventura sem deixar o romance de lado o que por mim acaba sendo uma ironia talvez por o proprio escritor (eu) nunca tenha conseguido estar do lado da pessoa que ama.
Sim, eu sou totalmente apaixonado por uma criatura Cujo nome vocês conhecem muito bem, a criatura mais HETERA que eu conheço, vulgo MILO. Eu não estou falando que sou gay, não gosto de homens em geral, o único que realmente consegue me prender com apenas uma fala, ou faz meu corpo todo queimar com apenas um toque é aquele mulherengo do predio.
muitas vezes cheguei a pensar que era apenas uma paixãozinha de adolescente, mas depois de 12 anos gostando dele fica dificil acreditar nisso. Ainda me lembro quando o conheci, a primeira vez que senti tal sentimento que hoje é incontrolável.
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Flashback on
Era meio do ano e eu já estava mudando novamente de escola, entendo que meus pais tem que viajar muito mas isso já é exagero, é a 3 escola somente essa metade de ano. Meus pais decidiram ir morar na Grécia, como seu de origem francesa posso dizer " la vai outro pais esquisito no qual terei que morar"
– Filho chegamos, essa é sua escola nova, mamãe vem te buscar depois da aula — falou a mulher, mostrando que estava apressada.
Foi o tempo de descer do carro que logo não o via mais.
A escola nem era tão grande, porem tinha aqueles traços dos antigos Gregos, acho que é para preservar a cultura.
– Senhor Camus — falou uma mulher logo ao meu lado.
Pelas roupas e o monte de papeis e bolsas que carregava, aposto que era uma professora. Porem tinha uma voz calma e baixa e um olhar sereno, aquilo parece acalmar qualquer pessoa.
– Sim ?
– Venha estava te esperando, sua primeira aula será comigo.
Segui a mulher entrando na escola. Pelo menos essa escola me causou uma boa primeira impressão, nas outros tinha que me perder varias vezes até achar a bendita sala. Logo a mulher parou em frente a uma sala, que nós, mesmo no corredor, escutávamos as bagunças do local. A mulher entrou fazendo sinal para que eu a seguisse. Foi o tempo dela entrar na sala que o barulho pareceu cessar.
– Bom alunos, hoje receberemos um novo aluno, ele nasceu na frança e até esses dia estava na Sibéria, seu nome é Cumus, o tratem bem.
Como indicado pela professora me sentei em uma cadeira na ultima fileira ao lado da janela. E sim meus pais atingiram o ponto de ir morara na Siberia, e que por sinal foi o local onde mais fiquei, exatos 2 anos e meio, e agora 2 meses atras eu voltei para lá. Minha linha de raciocínio sobre minha vida foi interrompida pela porta da sala de aula sendo aberta.
– Desculpa professora, meu despertador não tocou — falou o garoto... que Mon Dieu, aquilo não era um garoto, sua pele era levemente morena, seus cabelos loiros e a aqueles olhos, nunca vi nada parecido.
– Tudo bem Milo, sente-se no seu lugar — falou a mulher, doce porem ainda mostrava um tom de superioridade.
O garoto se dirigiu até a ultima cartei do outro lado da sala, e por um momento nossos olhos se encontraram, e não sei nem como nem porque senti meu corpo inteiro queimar.
As aulas se seguiram normal, não ousei olhar para o lado. E não demorou ao sinal do intervalo tocar. Todos os alunos se dirigiram ao refeitório, como não estava com fome decidi ir até o jardim que avistará da janela da sala. Saindo de dentro das paredes brancas o lugar tomava cor, havia inúmeras rosas de todas as cores por todos os lados, a grama parecia sair de dentro de um desenho animado de tão verde que era, com toda a certeza a pessoa que cuidava do local tinha um ótimo gosto e uma boa mão para jardinagem.
– Olha, olha veja se não é um novato — falou uma voz grossa atras de mim.
Me virei dando de cara com tres caras, que julgado pela altura e pela voz devem ter uns 17 a 18 anos.
– Veja esse cabelo ruivo, é comprido parece de uma garota — falou um deles pegando algumas mechas do meu cabelo.
– Solta meu cabelo — tentei sair dali mas fui segurado por tras sendo impedido.
– A onde pensa que vai boneca ? sabe não me importo se é homem ou não, você parece delicioso.
Senti meu olhos se encherem de água, é isso ? seria estuprado no meu primeiro dia ?
– Larga dele bando de otário — falou o tal de Milo.
– Veja se não é o loirinho, vai fazer o que ?
– Quer mesmo descobrir ?
Os garotos se olharam entre si e saíram dali depressa, como se tivessem medo do Milo.
– Voce está bem — falou ele, me estendendo a mão.
– sim, obrigado — falei em quanto enxugava os olhos.
– Sou Milo, capitão do clube de luta.
Agora entendi porque eles saíram com o rabo entre as pernas.
– Sou Camus — forcei um meio sorriso.
Não demorou muito para a eu me tocar que acabei de ser salvo por um Deus grego em forma de gente.
– Ei não devia andar sozinho, o que acha de comermos juntos ?
Eu senti minhas bochechas esquentarem, sabia que naquela hora estava vermelho, minha mão tremulhas agora dentro dos bolsos da calça e meu olhos ainda focados no chão.
– E... eu não quero atrapa....
– Não ira, eu ia comer sozinho mesmo — falou me interrompendo.
– Ok — e pela primeira vez levantei o roto para o loiro, que por sinal também estava m pouco vermelho, e pela segunda vez nosso olhos se encontraram e meu corpo se esquentou.
Flash back off
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E foi assim que eu e Milo nos tornamos melhores amigos, a claro quem cuidava do jardim era o Afrodite que era chefe do clube de jardinagem. Naquela época eu tinha apenas 15 anos, não sabia direito o que estava sentindo.
Depois de ter acabado aquele ano nos mudamos de novo, e quando completei 18 voltei para Grecia, e reencontrei Afrodite e Milo, e viemos morara aqui onde conheci todos do prédio, isso á 9 anos. Porem quando voltei o Milo tinha se transformado em um galinha, e algo dentro de mim não deixava eu ir para longe desse loiro mulherengo e é esse mesmo algo que hoje me faz ficar bravo e ao mesmo tempo triste quando o vejo com qualquer garota.
Esse algo tem um nome muito conhecido, se chama AMOR.
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Já eram 18:00 quando a campainha toca.
– Oie — fala o loiro, entrando.
– O que faz aqui ?
– Que mal humor, levo o fora de alguém ?
É claro que to de mal humor, tenho um prazo para entregar o livro e um certo loiro não sai da minha cabeça.
– Mu me mandou trazer esses papeis, falou que tem algo a ver com a editora do livro.
Peguei os papeis de sua mão verificando-os.
– A sim — respondi não mostrando muita animação.
– Já sei do que você precisa, vamos sair hoje ?
– Não, tenho muito trabalho.
– Por favor.
Eu não conseguia dizer não quando ele me olhava daquele jeito.
– Ta, se você me prometer não me aborrecer amanha.
Até que ele estava certo , eu precisava sair. Se bem que todo mês era mesma coisa, ele me convencia a sair, ficava bêbado, e o que mais me intrigava era que quando ele estava comigo não pegava nenhuma mulher. E no final eu acabo cuidando dele.
Quando aquelas garota vinham dar em cima dele o que eu tinha vontade mesmo era de larga-lo bêbado, mas aquela coisa falava mais alto, sabe aquela que falei agora a pouco. O tão falado Amor.
Sim, eu amo aquele loiro, seu sorriso, seu olhar, o jeito como meche o cabelo quando esta nervoso, como tem a capacidade de se concentrar no trabalho e a vida pessoal ao mesmo tempo, e até mesmo quando aparece aqui em casa atrapalhando meu trabalho, atrapalhando a minha vida só para me fazer companhia. Eu realmente AMO essa criatura.
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