Vizinhos
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu sei que demorou, muito, mas eu tive um MONTE de problemas e tempo não faltou para escrever, mas eu não queria escrever por escrever e ferrar com o ÚLTIMO CAPITULO, não chorem,tem o epilogo ainda, mas ele vai ser pequeno, fiquem sabendo e mais um capitulo especial que eu conto depois lá no fim.
Resposta dos comentários lá tb.
Eu quero um monte de REVIEWS e RECOMENDAÇÕES OK?
Antes que eu esqueça, não deixa de ler la em baixo ok?
O inferno iria começar!
Pensou Lílian quando sua mãe lhe soltou uma bomba capaz de fuder com o natal dela ou melhor com todo o fim de ano dela fosse completamente ferrado.
As coisas estavam indo maravilhosamente bem desde que Marlene saíra do hospital há poucos meses atrás, ela havia parado de beber, definitivamente, e tinha aceitado de uma forma que surpreendeu a todo mundo a perseguição e vigilância sem fim de Sirius, que parecia um cão de guarda agora, cuidado e vigiando a garota.
Ele ligava a cada duas horas e passara a dormir sempre com ela, era mais para ter certeza de que ela estava bem do que por desconfiança, todo mundo ainda estava com os nervos à flor da pele, mas todo mundo acreditava que ela seria capaz de parar com a bebida.
As notas de Lene tinham subido com a ajuda da ruiva, e as duas voltaram a ficar mais próximas, os planos para o casamento de Lílian e James estavam em andamento preguiçoso, mas constante, as coisas estavam bem, melhores para todo mundo, o relacionamento de Sirius e Marlene não poderia ficar melhor os dois estavam praticamente morando juntos, ela dormia todas as noites com ele, que finalmente tinha conseguido voltar para a sua casa ao lado da de Lene, e praticamente o tempo todo com ela.
As coisas estavam maravilhosamente bem para todo mundo.
Os planos para o natal estavam maravilhosos, os pais de Lílian e de Lene estavam novamente organizando a festa que sempre faziam na casa da ruiva e os pais delas pediram para que os pais de James e Sirius viessem para o natal, o que deixou as duas noivas muito aflitas, mas que pareceu uma ideia mais do que agradável para todo mundo.
Estava tudo indo muito bem até que Ana recebe uma ligação de Petúnia dizendo que vai sim passar o natal na casa da mãe e como se isso já não fosse ruim o suficiente para Lílian, ter a irmã cinco anos mais velha em casa, que por algum motivo desconhecido a toda a humanidade odiava a irmã mais nova, ela iria levar o marido.
Lílian estava fervendo na casa de James pouco depois da mãe lhe dizer o que iria estragar o seu natal que tinha tudo para ser um dos mais perfeitos de todos os tempos. Andava de um lado para o outro ao lado da cama e James estava sentado na cama olhando para os movimentos frenéticos da noiva que não parecia disposta a parar de andar.
- Você que me contar qual o problema? – Perguntou preocupado.
A garota havia entrado na casa naquela tarde e ele estava saindo do banheiro quando ela irrompeu no quarto o surpreendendo sem nem mesmo dar um 'beijo de olá' nele e começara a caminhada repetitiva pelo chão do quarto.
- Minha irmã vem para o natal. – Ela gritou muito irritada.
- Desculpe querida, mas qual o problema? – Perguntou sabendo que poderia ter a cabeça arrancada por aquilo.
- Lembra que eu falei para você que quando a minha irmã vem para o natal os pais da Lene não vêm? – Falou finalmente parando.
- Lembro de ter mencionado.
- É porque os meus pais acham melhor não estragar o natal dos outros com a minha irmã por perto, ela é insuportável. E por algum motivo me odeia, desde que eu tinha cinco anos, nem eu sei o que eu fiz, acho que nem ela sabe.
- Mas você não me disse que ela tinha dito que não vinha? – Perguntou coçando a cabeça.
- E ela disse, mas ligou hoje de manhã para minha mãe e lhe dizer que vinha passar o natal aqui, que simplesmente mudara de ideia, e não pense que ela é do tipo de gente que muda de ideia como quem troca de roupa, ela planejou fuder com o meu natal, eu sei disso. – Ela estava estressada, mesmo, estava berrando e James achou melhor deixar ela continuar falando, até porque ele entendia como ela se sentia. – E como se isso já não fosse o suficiente ela vai trazer o tarado do marido dela.
- Como assim tarado? – O moreno perguntou agora realmente ficando preocupado.
- Vamos colocar assim, toda vez que eles vêm para cá eu perco o meu quarto, já que minha mãe transformou o antigo quarto dela em uma pequena biblioteca e o estúdio de pintura dela, então eles ficam no meu quarto e eu tenho que dormir na sala, mas esse não é o problema, o problema eu não posso tomar banho na minha suíte então tomo no banheiro social e tenho que tomar banho de maiô, porque eu sei que o filho da puta me olha durante o banho. – Falou com os cabelos caindo sobre o rosto.
- Repita. – Ele disse puto. Quem o filho da puta achava que era para olhar a sua mulher?
- Como se isso fosse o pior, eu não posso usar saias, não posso usar calça jeans, sempre tenho que usar um enorme saco de batata para que não seja vítima dos olhares indiscretos dele, e eu não posso falar nada, porque a minha irmã vai surtar, e eu procuro evitar as tentativas de assassinatos dela e não preocupar papai e mamãe.
- Não vai ficar na casa enquanto eles estiverem aqui, mas não vai mesmo. – Declarou irritado se levantando da cama. – O que essa mulher tem?
- É maluca, um parafuso a menos. – Disse irritada. – Não queria que seus pais passassem pela experiência de conhece-la. Mas não podemos desmarcar, seria errado e indelicado, nem mesmo a tia Martha disse que não vinha, os pais da Lene não gostam de deixar os meus na mão e por isso vêm, mas não quero os seus pais convivendo com ela mais do que o mais do que estritamente necessário.
- Relaxe, meus pais vão ficar aqui em casa e você também, não me olhe com essa cara de que está preocupada com o que meus pais vão pensar, eles são bem liberais e eu não me importo nem um pouco com isso. – Disse enquanto a abraçava. – Não vou deixar aquele pervertido chegar perto de você.
- Obrigada Jay. – Murmurou em resposta.
- Olha se ele tocar em você eu quero que me diga. – Pediu segurando a cabeça dela entre as mãos. – Não me esconda nada, eu vou fazer alguma coisa, ele não pode olhar algo que não é dele.
- Meu herói. – Ela murmurou antes de beijá-lo com carinho.
Lene desceu do ônibus carregando uma enorme caixa que ela não sabia como estava conseguindo carregar ou se quer enxergar por cima da caixa, andou alguns metros do pondo de ônibus até a casa de Sirius, agora que ele finalmente voltara a ser seu vizinho as coisas estavam melhorando, não que eles realmente tivessem tido alguns problemas, mas ela estava melhorando, por ela e por ele, não bebera nem mesmo na semana anterior quando seus pais tiveram mais uma de suas brigas barulhentas e seu pai saíra de casa por quase dois dias, Sirius esteve com ela em todos os momentos, além de tudo aprendera depois de um tempo que os pais estavam sempre brigando, mas sempre voltando também.
As coisas estavam maravilhosas e estava na hora dela retribuir tudo o que Sirius estava fazendo por ela, afinal ele estava trabalhando em casa só para não ficar longe dela, por um momento ela ficou irritada com a desconfiança dele até perceber que não era desconfiança e sim medo de que por qualquer motivo ela bebesse e que acontecesse algo pior do que um acidente de carro que não deixou sequelas.
Ele não estava em casa, depois de dois meses finalmente havia voltado a trabalhar fora de casa e ela lhe faria uma surpresa, pensou sorrindo.
Entrou em sua casa primeiro, Lílian a estava esperando lá dentro como haviam combinado mais cedo, aquilo era algo que também estava mudando, durante algumas semanas antes do acidente e até mesmo depois as duas estavam afastadas um pouco, mas Lílian também estava de olho nela e aquilo fez com que elas se aproximassem novamente, agora as mensagens tinham voltado, os celulares não paravam e muito menos os sorrisos.
- Então o que tem nessa caixa? – Perguntou a ruiva quando ajudou a amiga a carregar a pesada caixa para dentro da casa ao lado.
- Uma surpresa para o Six. – Murmurou depois que entraram na casa.
- Essa parte aí eu já entendi, mas o que é a surpresa? – Perguntou sorrindo a ruiva.
- Você vai ver quando chegarmos lá em cima. – Respondeu enquanto elas subiram.
- Onde vamos colocar?
- Na porta a direita, o escritório.
Depois de um pouco de esforço elas colocaram a caixa no centro do escritório quase vazio, depois que Dorcas havia ido embora tinha levado todas as suas coisas que povoavam o escritório da casa, agora só havia a mesa solitária do computador dele ao lado da porta.
- Que lugar triste. – Murmurou Lílian enquanto ajudava a amiga a abrir a caixa, já havia mais duas caixas lá, todas maiores do que elas haviam carregado. – Que caixas são aquelas?
- Meu Deus como você pergunta. – Riu Marlene enquanto juntava as caixas. – Você vai ver. Aquelas são as que James entregou para mim mais cedo, essas são as que sobraram, seu namorado pode ser bem útil.
- Noivo. – Corrigiu a ruiva sorrindo enquanto sentava no chão ao lado da amiga que fazia o mesmo.
- Ok, como se o meu não fosse. – Respondeu sorrindo enquanto puxava um estilete, de onde Lílian não sabia, e começou a abrir as caixas.
Dentro havia kits de desenhos, réguas, cadernos grandes e pequenos. As duas engatinharam até as outras caixas que já estavam lá e com a ajuda da ruiva elas as abriram. Essas tinham estruturas de madeira envelhecida e ferro.
- James tem uma dessa em seu escritório. – Murmurou Lílian enquanto as duas tiravam as peças das caixas e colocavam delicadamente no chão acarpetado.
- Ele disse que os dois ganharam dos pais quando entraram na faculdade, mas a de Sirius acabou ficando guardada com ele porque Dorcas queria esse lugar para o seu estúdio de sabe-se-lá-o-que. – Murmurou sorrindo. – Vou pegar as ferramentas para montá-la.
Enquanto a amiga descia a ruiva arrumava lado a lado as pernas da mesa.
- Voltei, sentiu minha falta? – Perguntou a morena entrando no quarto com uma caixa de ferramentas vermelhas.
- Mas é claro que sim, foram quase séculos os dois minutos em que você esteve longe. – Murmurou sorrindo a ruiva.
- Tudo bem, não seja má, vamos fazer logo isso. – Ela disse sorrindo e voltou a sentar do lado da amiga.
Trabalhavam juntas durante alguns minutos comentando amenidades, metade da mesa estava montada quando Lílian resolveu jogar a bomba em cima de Lene também.
- Minha irmã vem pro natal. – Disse apreensiva para a amiga.
- Mas que merda. – Falou Marlene um pouco mais alto encarando-a.
- Eu que o diga e o pior, ela tinha dito que não vinha esse ano, por isso convidamos você e seus pais, vocês sabem que eu não gosto de obrigar ninguém a suportar aquela mulher.
- Mas que vaca. – Falou Marlene sentando no chão.
- E como se não bastasse... – A outra sentou ao lado dela enquanto murmurava. – Os pais do James confirmaram a visita para o natal.
- Meu Deus, você não vai expô-los a sua irmã, vai? – Perguntou a morena espantada.
- Que escolha eu tenho? A vadia ainda vai trazer o porco do marido dela.
- O James sabe? – Perguntou preocupada.
- Sim. – Respondeu cabisbaixa.
- Mas ele sabe do modo como ele age com você? – Perguntou novamente.
- Sim, eu não esconderia isso dele, estou proibida de ficar na casa sozinha, e minha irmã não conta como pessoa de companhia, enquanto ele estiver lá, o James disse que eu vou ficar na casa dele, até esse inferno acabar, eles vão embora antes do ano novo.
- Graças a Deus, menos mal.
- Desculpe ter que fazê-la passar por isso de novo, na minha opinião o natal do ano retrasado foi o suficiente, você lembra do escândalo que ela deu por causa daquele menino que veio te entregar um presente de natal?
- Como esquecer, era o meu namorado na época e ela só faltou comer o menino ali, na minha frente, e o escândalo que ela deu quando soube quem era o garoto?
- Todos aqueles pratos e comidas sendo jogados pelo ar, minha mãe ficou tão deprimida naquele ano que eu só não matei a vaca porque eu não queria sujar as mãos. – Murmurou deitando a cabeça no ombro da amiga. – Mas vamos continuar a arrumar as coisas por aqui.
- O que eu faria sem você ruivinha? – Perguntou sorrindo enquanto era levantada pela amiga.
Sirius chegou em casa um pouco mais tarde em casa naquele dia, a ruiva já tinha ido embora há muito tempo depois de arrumar o escritório, o moreno entrou na casa semi-iluminada carregando uma sacola de papel que cheirava maravilhosamente bem, Lene estava deitada no sofá vendo TV.
- Oi. – Disse enquanto colocava a sacola em cima da mesa.
- Oooi. – Respondeu animada pulando por sobre as costas do sofá para abraça-lo apertado.
- Que abraço gostoso. – Ele murmurou contra o cabelo dela. – Senti sua falta durante o dia.
- Também senti a sua falta. – Respondeu antes de beijá-lo lentamente.
O beijo virou dois, que viraram três, que se estenderam até a mesa onde ela foi sentada.
- Parece que sim. – Murmurou sorrindo contra a boca dela.
- O que tem dentro da sacola? – Perguntou curiosa. – Está cheirando muito bem.
- Comida chinesa, tenho uma surpresa para você. – Ele disse enquanto a ajudava a descer da mesa.
- Hum, minha favorita, mas você sabe disso, e além disso também tenho uma surpresa para você.
- Mesmo? – Perguntou enquanto se dirigia para cozinha pegar os pratos.
- Sim, mas você primeiro porque a comida não pode esfriar.
Pouco tempo depois eles estavam sentados no sofá comendo e assistindo TV, quando eles acabaram Sirius se levantou levando os pratos consigo e mandou-a ficar no sofá. Ele voltou pouco tempo depois com dois pequenos copos e uma garrafa de whisky e os colocou na mesinha.
- O que é isso Six. – Ela perguntou quando ele desligou a TV e ligou a luz.
- Algo que acho que precisa fazer. – Disse enquanto sentava no chão. – Senta aqui. – Murmurou enquanto colocava um pouco da bebida em cada copo.
Ela o obedeceu preocupada, e segurou o braço dele.
- Ok, aqui estou. – Deu um sorriso amarelo.
- Quero que beba isso. – Ele disse apontando para um dos copos.
- Você surtou? – Perguntou preocupada.
- Não, e antes que você pergunte eu sei o que estou fazendo.
- Quer que eu beba? – Retrucou incrédula.
- Quero.
- Porque? – Ela estava confusa, o que ele estava pensando?
- Por que quero que saiba que confio em você, que saiba que pode controlar, eu estou aqui com você, então beba. – Disse firme segurando a mão dela e lhe dando um dos copos.
- Os dois? – Perguntou antes de pegar o copo de sua mão.
- Não, não é bom beber sozinha.
Então ela colocou o copo na boca no mesmo momento em que ele fazia o mesmo, então engoliu o liquido quente.
Colocaram os copos em cima da mesinha.
- Como se sente? – Ele perguntou sorrindo quando a morena deitou a cabeça em seu ombro.
- Bem. – Respondeu.
- Consegue se controlar?
- Parece que sim. – Respondeu sorridente.
- Agora vamos para a sua surpresa.
- Eu te amo.
Os dois subiram rapidamente as escadas e Marlene abriu a porta do escritório.
- Pedi ajuda é claro, mas achei que você merecia o seu espaço. – Murmurou enquanto ele entrava no escritório agora mobilhado.
- Oh Lene. – Sussurou enquanto entrava no escritório. – Minha mesa. – Disse enquanto passava a mão pela madeira envelhecida da mesa de desenho montada em frente à janela que dava para o quarto dela.
- Espero que eu e a ruiva tenhamos montado direito. – Disse enquanto se aproximava.
- Isso não importa realmente. – Respondeu enquanto a abraçava.
- Eu tinha que retribuir de alguma forma o que você tem feito por mim, essa mesa foi o mínimo que eu podia fazer. – Disse enquanto o abraçava.
- Tem ideia de quanto essa mesa é importante para mim? – Perguntou contra a testa dela. – Nossas primeiras mesas, achávamos que nossos pais não deixariam, sabe, eu e o James, a faculdade de arquitetura e tudo mais, mas quando contamos, eles compraram duas mesas dessa, James tem a dele em casa, mas eu tive que ficar sem a minha quando casei, Dorcas não a queria aqui. Obrigado.
- Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa que fosse e sexo não é suficiente. – Murmurou sorrindo.
- Ei, você não precisa me agradecer, mas pode usar o sexo sempre que quiser. – Respondeu malicioso.
- Odeio ter que interromper, mas tenho eu que ir para casa, meus pais disseram que eu não poderia dormir aqui hoje, desculpe estragar seus planos, mas você tem a sua mesa e material para se divertir. – Disse antes de dar um selinho nele e andar até a porta. – Beijo e obrigada também.
- Ei... – Mas ela já tinha ido embora.
Sirius sentou-se a sua mesa com um sorriso definitivamente idiota no rosto, passou delicadamente a mão pela madeira da mesa de desenho várias vezes, como que para ter certeza de que ela realmente estava ali, de que aquilo era real, Lene realmente não tinha ideia do que tinha feito para ele, bom talvez ela tivesse, de uma parte pelo menos.
Aquela mesa havia sido o começo de uma vida descente para ele e para James, mais um passo juntos em direção ao futuro, e havia sido a primeira indicação de que nada daria certo com Dorcas, mas ele havia sido muito cego para perceber isso, aquela mulher nunca o aceitara realmente, mas Lene não parecia ter dificuldades com aquilo, ele sabia que compará-las não era correto, Lene ganharia de lavada, no sexo, no carinho, no companheirismo, no sorriso, na beleza, e era melhor ele parar de pensar naquilo e voltar ao pensamento original, mas era impossível não compará-las.
Por um segundo ele tentou entender porque havia se apaixonado por duas mulheres tão diferentes, ele não era uma pessoa diferente agora da que era quando se apaixonara por Dorcas, talvez um pouco mais responsável e compromissado, mas isso ele tinha de ser, e Marlene não era exatamente a maior despertadora dessas suas características adquiridas por necessidade. Talvez a resposta fosse que nunca estivera realmente apaixonado por Dorcas, ela o fazia feliz na época em que se conheceram, mas parando para pensar ela não havia mudado, então porque se casara com ela?
A resposta era que estava tentando provar para si mesmo que era responsável o suficiente para casar e se aquietar, mas no fim acabara fazendo sexo quente com a vizinha adolescente no sofá da sua casa na primeira oportunidade, não que não tivesse tido vontade de transar com outras mulheres enquanto estava casado, mas Lene fora a primeira, e a única, por quem ele arriscara a sua segurança, aquilo queria dizer alguma coisa.
Ele a amava e não tinha dúvida daquilo, era a coisa mais importante na vida dele e achava que tinha que agradece-lo por estar preocupado com o bem estar dela, não poderia existir algo mais doce do que aquilo, o que o fazia se sentir mais grato pela menina que estava tirando as roupas na janela a sua frente...
Os pensamentos dele voaram para longe quando a viu na janela do seu quarto sorrindo para ele enquanto desabotoava a calça jeans, a garota não podia ser mais perfeita certo? Sorrindo e sentido a calça definitivamente mais apertada ele pegou o telefone celular em seu bolso traseiro e imediatamente discou o número dela que o atendeu com um sorriso.
- Oi. – Murmurou a garota enquanto sentava na cama e tirava os sapatos.
- Hey, está tentando me matar do coração? – Ela o ouviu perguntar.
- Só estou tirando a roupa para que eu possa ir tomar banho. – Respondeu inocentemente abaixando as alças da blusa pelos ombros.
- E eu sou o sortudo da noite?
- Definitivamente. – A calça jeans estava no chão antes que ela acabasse de falar.
- Querida você não devia fazer isso, temperar e não cozinhar não mata a fome, sabia?
- Mas deixa tudo mais gostoso na hora em que se pode comer, não concorda? – Perguntou mordendo os lábios.
- Pode ser que você esteja certa, mas vai pagar caro por isso.
- Com certeza, não hoje. – Disse antes de jogar a lingerie na pilha de roupas que estava se formando e deitar na cama. – Boa noite. – Desligou o telefone com um sorriso e apagou todas as luzes, exceto a do abajur e dormiu.
Sirius podia vê-la da sua mesa, a luz tênue do abajur desenhava o corpo dela com perfeição e antes que pudesse perceber ele estava desenhando-a no papel a sua frente, perfeita, ela estava deitada de lado, todo o seu esplendor de frente para ele, as mãos repousadas sob a cabeça, os seios medianos imprensados pelos seus braços, as pernas cruzadas e a expressão completamente relaxada.
Aquele sorriso ainda estava ali, e ele teve um pouco de dificuldade de desenhá-lo aquela distância, mas acreditou ter feito com perfeição quando a boca ficou pronta, passou um bom tempo a desenhando, algumas horas talvez, sempre que ela mudava de posição ele fazia um novo desenho, seus dedos estavam dormentes quando acabou, mas ele só parou porque estava com sono, muito sono.
Delicadamente pegou os desenhos e os levou até o seu quarto os colocando sobre a cama enquanto trocava de roupa e se deitava, passou algum tempo olhando para os desenhos, para o quão perfeita era a mulher da sua vida, alguns dias atrás ele pegara James fazendo esboços da Lílian de memória no meio de uma reunião em sua agenda pessoal e tirara sarro do amigo por ser um idiota apaixonado, bem, parece que ele não ficava muito atrás naquele quesito, certo?
Era aquilo exatamente que James estava fazendo àquela hora, desenhando a ruiva em sua agenda, mas a diferença era que ele estava bem mais satisfeito do que o amigo, pelo menos a sua garota estava na cama com ele, tinha um sorriso no rosto relaxado e estava deitada de bruços ao lado dele com o lençol cobrindo o corpo nu até a cintura, James não tinha sono e por isso ficou desenhando-a enquanto pensava em algum argumento para que ela pudesse ficar em sua casa durante o natal.
Falar para os sogros que ele não a queria na casa dela porque o cunhado era um pervertido não seria nem um pouco educado e colocaria ainda mais lenha na fogueira da irmã dela, e pelo que ele tinha ouvido falar ninguém queria aquela mulher mais irritada do que já era naturalmente.
Ainda havia os seus pais, não exatamente os seus pais, mas o que a Lily achava que os pais dele achariam dela estar dormindo com ele, talvez aquela fosse a hora de contar que ele nascera apenas dois meses depois do casamento deles e nove depois do primeiro encontro deles, mas aquilo não ajudaria, o fato de seus pais não terem moral para reclamar não mudava a timidez da ruiva.
Mas estava decidido a não deixa-la ficar na mesma casa que o cunhado por mais tempo que fosse necessário e sem a sua companhia. E ele que tentasse qualquer coisa com ela, ainda sabia como enfiar muito bem um soco na cara de gente que pedia.
Uma semana antes do natal os pais de James e Sirius chegaram, sorridentes e prontos para conhecer as noras, embora a ruiva estivesse muito mais apreensiva do que Lene, que parecia relaxada, como se fosse encontrar velhos amigos, mas Marlene não estava na casa de James quando o senhor e a senhora Potter chegaram, ela estava apreensiva, havia cozinhado tanto que James precisou fazê-la parar ou teriam que começar a distribuir a comida.
Ela estava nervosa e ele fez de tudo para conseguir acalmá-la, a cobriu de carinhos e tentou de tudo para fazê-la entender que as coisas não seriam tão ruins quanto pareciam, mas além da pressão de ser apresentada aos pais dele, a irmã dela chegaria em dois dias, com o marido pervertido a tira-colo.
- Lily se você continuar alisando tanto essa saia, você abrir um buraco nela. – Murmurou James quando ouviu a buzina do carro dos pais do lado de fora. – Eu te adoro, você é adorável e meus pais vão te adorar.
- Isso é o que você diz. – Respondeu enquanto abria a porta.
- Vamos lá, relaxe. – James deu um beijo na testa dela e saiu para receber os pais.
A mãe de James entrou antes na casa depois de dar um longo abraço apertado no filho, ela era esguia, mas pequena, os cabelos acobreados estavam presos em um coque firme no alto da cabeça, entrou na casa apressada, fugindo da neve e do frio do lado de fora enquanto seu marido e filho tiravam as malas do carro.
- Você deve ser a Lílian. – A cumprimentou sorrindo e apertando fortemente as mãos da garota entre as suas.
- Sim, pode me chamar de Lily, senhora Potter. – Respondeu sentindo-se insegura, mas reconfortante.
- Oh, querida é bom conhecer a pessoa que fez tão bem ao James. – Agora a ruiva se viu apertada contra o corpo da sogra.
- Querida deixe-a respirar. – Falou o marido dela enquanto passava por trás das duas com as malas.
- É mãe, eu pretendo casar com ela. – Respondeu James enquanto indicava o caminho ao pai.
- Está tudo bem Jay. – Mas ela agradeceu quando foi soltada pela sogra.
Os dois desceram as escadas sorridentes, alguma piada contada pelo pai fazia com que o filho tivesse que se apoiar no corrimão para descer as escadas.
- Mas é verdade e eu estou com fome. – Disse o pai ao chegar no fim da escada.
- Definitivamente temos comida pai. – Respondeu apontando para a cozinha enquanto abraçava a ruiva que não ignorou a brincadeira e lhe deu um pequeno tapa no braço de James. – Que?
- Você sabe, comporte-se. – Sussurrou baixinho.
- Mãe, pai. Essa é a Lily. – Apresentou a ruiva. – E eu a amo.
- Você escolheu bem. – Falou o pai enquanto abraça a nora. – Muito linda devo dizer. E ruiva.
- Sim pai, ruiva. – Respondeu enquanto puxava a ruiva para si novamente.
- O que tem isso? – Perguntou curiosa.
- Nós Potters sempre nos casarmos com ruivas, sempre. – Disse sorrindo o pai.
- Agora está explicado. – Murmurou sorrindo Lílian.
Os pais de Lílian chegaram para o jantar na casa de James pouco tempo depois, seguidos por os de Marlene junto com ela e Sirius, o interrogatório para a ruiva e para a morena já tinha acabado há algum tempo e agora era a hora dos pais conversarem, até James e Sirius foram mandados para fora da sala, porque era a hora dos 'adultos' conversarem sobre as 'crianças'.
James e Sirius resmungaram, mas as duas apenas riram da cara deles e murmuram acostumem-se.
Tudo transcorreu na maior tranquilidade, os pais pareciam se conhecerem a anos e toda a tensão presente no ar por um período de tempo se dissipou rapidamente, todos estavam bem, por um segundo o ar ficou tenso quando Sirius comentou sobre o acidente de Lene e sobre o que o causara, mas os pais dele foram compreensíveis, sorriram ao saber da recuperação da garota e quando os pais de Lene os agradeceram pelo Sirius na vida dela.
No dia seguinte Marlene chegou na casa com Sirius e seus pais, que ficaram na casa doa pais da Lily e Lene e Sirius se instalaram no escritório, a casa estava cheia, mas as coisas estavam bem encaminhadas na verdade.
O natal passaria na maior tranquilidade se dois dias depois Petúnia não tivesse chegado com o marido Válter, tão gordo que James teve a impressão de que ele estouraria as roupas que usava, como ele aguentava andar?
Mas ele tinha aquele sorriso pervertido que deixava James enojado, principalmente quando ele viu para onde os olhares dele se direcionavam, para a sua ruiva e para Marlene, claro que Sirius também não gostou nem um pouco e a morena começou a se sentir desconfortável junto com a ruiva.
E os dois passavam as noites penso em maneiras de matar o filho da puta cada vez que o viam olhando para o que não lhe pertencia, o cara era casado, com a irmã de uma delas! Mas por respeito aos pais os dois ficaram quietos, e controlaram a raiva.
E havia também a irmã, Petúnia podia ser descrita em duas palavras, extremamente desagradável, Lílian dizia que não entendia porque a irmã a odiava tanto, mas poucas horas depois de conhece-la ele soube.
Além da óbvia beleza que Lílian tinha que faltava a irmã, Lily era um doce de pessoa e transpirava aquilo, e a irmã claramente não, muito pelo contrário, não era preciso muito tempo de convivência para perceber o quão desagradável era a irmã, sempre alfinetando, torcendo o nariz para as pessoas, principalmente para a irmã e havia além disso os comentários horrorosos que a irmã passou a fazer quando descobriu que ela estava noiva de um homem mais velho.
James estava a ponto não só de bater no marido, mas em Petúnia também.
Eles suportaram como podiam, o natal se aproximando cada vez mais a mulher iria para fora da casa. A festa do natal foi organizada por todos, menos é claro pelo casal recém chegado que ficou o dia todo trancado no quarto da ruiva, nos quintais das duas casas que eram divididos por um portão, fizeram uma pequena obra e tiraram a cerca que dividia os dois quintais e armaram as tendas para ficarem protegidos da neve, em uma parte eles fizeram uma fogueira e levaram a árvore de natal para fora.
O dia funcionou bem, o sorriso estava estampado nos rostos de todos. Mas o dia estava só começando.
- Se vocês demorarem mais um pouco vamos chamar um grupo de resgate. – Riu Sirius do lado de fora do quarto principal da casa de James.
- Não vamos demorar. – Respondeu Marlene de dentro do quarto.
As duas estavam dentro do quarto a quase uma hora se vestindo e os vestidos estavam espalhados pelo quarto mas elas finalmente tinham se decidido e saíram do quarto sorridentes com os vestidos leves, mas usando meias grossas, ainda estava muito frio lá fora, embora mais quente do que a semana toda.
A festa estava andando perfeitamente bem até o momento em que Lílian e Marlene estava conversando em um canto e sentiram a mão pervertida de Válter tocando as bundas delas.
O soco que ele recebeu de James não o preparou para o seguinte de Sirius, e a confusão estava armada, os gritos de Petúnia surgiram do nada ofendendo a irmã de uma forma que pela primeira vez na vida fez a mãe da ruiva bater no rosto da filha mais velha e dizer-lhe que o seu problema com a irmã era inveja sem motivo e que se ninguém gostava de Petúnia porque ela era má a irmã não tinha culpa disso só porque as pessoas gostavam dela.
Válter saiu com o nariz sangrando da tenda e o rosto de Lílian ficou vermelho pelo tapa que recebeu da irmã, antes mesmo que ela pudesse responder o pai delas interviu e expulsou a filha mais velha e o marido da casa dizendo que eles não precisavam voltar enquanto não respeitassem a sua casa e a sua filha.
Pouco tempo depois a ruiva estava com uma compressa de gelo contra a bochecha sentada no sofá da casa de seus pais com um James muito preocupado ao seu lado, estava sangrando porque a aliança de Petúnia tenha lhe cortado, mas não estava muito feio exceto é claro para James e para a mãe dela que pareciam achar que ela precisaria de pontos.
- Está tudo bem mãe. – Embora ainda ardesse um pouco ela não achava que fosse morrer por causa daquilo, mas estava querendo se enfiar dentro do primeiro buraco que aparecesse, queria que o chão se abrisse aos seus pés, James e os pais dele haviam presenciado aquilo e ela estava morrendo de vergonha.
- Eu devo pedir desculpas pela minha filha. – Disse Ana aos outros na sala enquanto sentava ao lado de Lily. – Não por essa é claro, mas pela outra, não esperava que ela fizesse isso.
- Eu sim. – Retrucou a ruiva com a cabeça deitada no ombro de James. – É bem a cara dela mesmo, estragar o natal dos outros.
- Os senhores deveriam deserda-la. – Propôs Lene de onde estava.
- Marlene! – Exclamou a Martha ao lado dela.
- O que? – Perguntou.
- Está tudo bem, eu entendo como se sentem, Linda eu realmente tenho que pedir desculpas por toda essa confusão. – Desculpou-se Ana a mãe de James.
- Não vejo porque, para ter feito algo tçao perfeitinho como a Lílian tinha que errar antes, eu parei no primeiro, não tenho nenhum perfeito como pode ver...
- Mãe! – Exclamou James indignado no seu canto no sofá.
- Não me interrompa, a Lílian é um doce, mas eu devo pedir desculpas pelo meu que agiu como um adolescente espancando os outros, pelos dois. – Disse olhando séria para Sirius também.
- Ele estava colocando a mão no que é meu mãe e sem autorização. – Respondeu Sirius como uma criança enquanto abraçava possessivamente a morena em pé a o seu lado.
O resto da noite serviu para recolher as coisas no quintal mais cedo, não para Lílian que foi colocada na cama por James como se fosse uma invalida o que lhe deixou muito puta da vida. Os pais das 'crianças' ficaram até tarde conversando na sala da casa vizinha enquanto James cuidava da Lily em seu quarto e Sirius e Marlene não dormiam no escritório.
Lílian prometeu a si mesma que nunca mais ficaria no mesmo ambiente que a irmã e foi dormir sem dar a James uma sobremesa de natal agradável, na verdade sobremesa nenhuma, o que o deixou ainda mais indignado com a cunhada que tinha estragado a noite dele em mais de um nível, definitivamente a ruiva estava certa, havia sido um inferno.
Mas todos tinham esperança que o dia seguinte fosse infinitamente melhor.
Dois dias depois os pais de James foram embora sorridentes e convidando as duas para passarem o verão em sua casa de praia, mas os casais já tinham outros planos para o verão, James e Lílian pretendiam casar no começo dele e passariam os três meses seguintes em lua de mel, era todo o tempo que teriam antes de Lílian ir para faculdade, já Sirius e Marlene ainda teriam que esperar o divórcio dele sair oficialmente o que só aconteceria em alguns meses, mas os dois não pretendiam se casar tão rápido, Lene ainda não sabia se queria mesmo ir a faculdade, tudo o que tinha certeza era de que queria ficar com Six e ele não fazia objeção a isso.
A tranquilidade pairava sobre eles no ano novo, tudo em paz, as coisas que tinham começado para os quatro de maneira tão confusa e complicada agora se encaixavam de forma perfeita e harmônica, eles estavam felizes, juntos e nada poderia mudar isso, Lílian e James faziam planos para o bebe que pretendiam ter mais a frente, algo encorajado pelas duas futura avós. Sirius e Lene pensavam em filhos, mas nem tanto, para eles as coisas iam mais devagar, estavam aproveitando o tempo juntos depois de terem que se esconder do mundo por tanto tempo.
Agora eles podiam desfrutar de um passeio ao cinema sem se preocuparem se seriam vistos por conhecidos ou não, era puro e verdadeiro, mas podia ser pervertido e as noites costumavam ser, Lílian estava cada dia mais curiosa e satisfeita com o quer podia fazer na cama com James, ela havia sido moldada nas mãos dele, para ele, mas ainda assim o surpreendia deliciosamente, a vida na cama não era monótona.
A cama de Marlene e Sirius também não parecia que iria esfriar, nem a cama, nem o chuveiro, a mesa do escritório, o balcão da cozinha, o carro, o sofá... Bem, vocês entenderam, Lene podia não ter sido moldada para ele, mas se encaixava perfeitamente.
A bebida havia parado, Sirius havia submetido ela a mais algumas sessões onde ela bebia com ele, mas ela pediu para que ele parasse, porque se sentia culpada depois, ele entendeu, ela gostou disso.
As notas em ascensão das meninas deixaram os pais orgulhosos, Marlene se tornara mais responsável agora que estava com Sirius, e ele passara a entregar os projetos nas datas certas o que deixava James com mais tempo para a sua ruiva. A empresa ia muito bem obrigada, as coisas perfeitas.
No fim dera tudo certo.
Mas aquilo não era realmente o fim, parecia mais um começo, os planos para o casamento de James e Lílian eram discutidos pelos dois na cama antes de dormir, a ruiva praticamente morava na casa vizinha, depois de um tempo a regra das 'sextas e sábados na cama de James' passou a ser dos domingos, segundas, terças, quartas e quintas diga-se o mesmo dos outros dois.
Lene achou os desenhos de Sirius e decidiu que nunca mais o deixaria ir embora, mesmo que já pensasse nisso antes e Lílian aceitou posar nua para James, desde que ela não soubesse quando isso acontecesse.
No fim, o começo pareceu fabuloso para todo mundo e o futuro guardava ainda mais felicidades do que lhes pareciam possíveis.
Notas finais
Luna Kori: Ah, peninha para o Remo, não é a hora dele, demorou eu sei, mesmo, mas eu realmente espero que tenha gostado, de verdade.
TaynaraSama: Acho que agora te matei de vez, né? Espero que tenha gosta, mesmo, e vc tb é linda. kkkkkkkkkkk, adorei o comentário.
AGORA VEM O QUE É BOM:
Gente, adorei todo mundo que acompanhou esse capitulo, deem uma lida no próximo que eu tenho algo lindo guardado para todo mundo nele. Ok?
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