Vizinhos

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ah, lembrando que a Amanda Nishimura é Mandie e a Amanda Souza é Mandy. Besos amores *-*

Marcela estava brincando com o controle o girando com as duas mãos, o silêncio reinava naquela sala. Até a campainha começar a tocar, o que a fez soltar e deixar o controle cair em seu rosto.

— Filho de uma puta! – Disse ela. Massageou o nariz e pegou o controle colocando na mesa, levantou-se do sofá e logo tropeçou no tapete caindo de cara no chão.

Ela se levantou, respirou fundo e voltou a andar. No caminho escorregou no leite que ela havia derrubado mais cedo batendo com a cabeça na porta.

— Ah não, isso já é demais! Se for você Negão eu juro que vou tirar suas tripas para fora! – Marcela gritou abrindo a porta e deu de cara com um desconhecido.

— Você vai fazer o que? – Ele perguntou assustado e começou a dar passos para trás.

— Ah, me desculpe. Pensei que era um amigo meu, foi mal. – Ela coçou sua nuca envergonhada e ele assentiu sorrindo.

— Só vim avisar que sou seu novo vizinho. – Ele apontou para a casa ao lado onde havia um enorme caminhão que não parava de descer várias malas.

— Você tem bastantes coisas ein. – Ela disse fazendo careta e ele gargalhou.

— Na verdade uns amigos meus vão vir morar comigo. – Ele deu de ombros.

Um brilho de malicia surgiu aos orbes castanhos de Marcela, o que não passou despercebido por aquele garoto.

— Então esta explicado. – Ela sorriu sem jeito ao perceber o olhar dele agora queimar em suas coxas grossas.

Ele olhava todas as curvas daquela morena, sua estatura média a deixava meiga, seu cabelo castanho enrolado até a cintura brilhava conforme os raios do sol batia sobre ele, seus olhos eram de um castanho mais escuro do que seus cabelos. Ela era linda, isso ele tinha que admitir.

— Vou indo então, tenho muitas coisas a fazer ainda. – Ele apontou para o caminhão que não parava de descer móveis. Ela riu e assentiu, deu um aceno breve e entrou na sua casa correndo até a janela o observando.

Já se passava uma hora que ela o via descarregar a mudança, ao ver um carro parar em frente a casa se surpreendeu ao ver onze meninos descendo, sua boca abriu lentamente.

— O que é isso meu Deus? É o paraíso? – Disse ela mordendo seu lábio. E reparou que o que a tinha cumprimentado mais cedo estava tirando a camisa, fazendo-a apertar a cortina. Ele tirou-a e colocou sobre seus ombros sorrindo lindamente. Marcela caiu pra trás e ficando de cabeça pra baixo olhando para a parede. Se fosse possível naquele momento ela estaria certamente com escorrimento nasal.

Deu um sorriso malicioso se sentando devidamente no sofá pegando seu celular.Marcela batia suas unhas grandes na mesa da sala enquanto seu celular estava em seu ouvido.

— Ah sua puta, só agora que me atende?

— Fala vadia. — Uma voz rouca falou.

— Tenho uma novidade, põe no vivo voz.

—Já está. — A voz rouca deu uma risada baixa e Marcela sorriu.

— Ouçam bitches, gatinhos hots vizinhos.

–— Oi?

— Porra Sara, é isso o que você ouviu.

— Ei, bitch seu cú Espaguete.

— Vai se fuder Bruno.

— Partiu casa da Marcela pegar os gatinhos!

— Izza, traz bebidas.

— Yeap!

— Besos. — Marcela deu um beijo estralado no celular e o desligou.

Jogou seu celular no sofá novamente e ficou olhando para a janela, ela apertava sua mão levemente e mordia seu lábio.

— Ok, mais uma espiada. – Disse ela já na janela. Seus olhos se arregalaram e sua boca estava escancarada, todos agora estavam sem camisa. – Nunca vou me cansar dessa vista.

Depois de quarenta minutos a sala de Marcela estava cheia, doze meninas e mais Negão. Marcela estava agachada na janela e as outras meninas amontoadas em cima dela tentando também ver os novos vizinhos, Negão bufava impaciente no sofá.

— Também existo. – Ele resmungou e todas ignoraram.

— Me deixem ver, maldição! – Sara pulava atrás do enorme montinho.

— Ninguém manda ser baixinha. – Leticia olhou para trás e sorriu. Sara lhe mostrou o dedo do meio e cruzou seus braços fazendo seus peitos se espremerem mais ainda no decote. Negão olhava maravilhado.

— Ah, que respeito enorme, Sara. – Ele sorriu malicioso e um livro voou em sua cara. Ele massageava seu rosto e olhou para Tatiane que sorria vitoriosa.

— Vou começar a morar com você Marcela, pode? – Disse Mesquita com seus olhos brilhando.

— Não, você traria a devorada de livros e comedora de Nutella também. – Marcela fez careta e Suyane lhe mordeu, fazendo Marcela gritar e se mexer e derrubar todas ao chão.

— Porra Suyane, podia morder ela depois. – Souza choramingou. Nishimura batia em Souza que estava em cima dela.

— Sai Mandy, porra! – Nishimura se debatia debaixo da loira e esta ria divertida pulando em cima da barriga de Mandie.

— Mas ela me chamou de comedora de Nutella! – Suyane resmungou baixinho e Frá a abraçou pela cintura – o único lugar aonde ela alcançava naquele momento – e Suy deu um enorme sorriso.

— Nada que não seja verdade. – Lobão deu de ombros.

— Dramática. – Nishimura resmungou e Suyane se jogou em cima de Souza fazendo Nishimura ser ainda mais esmagada.

— Corre Suy, salve suas mãos! – Clara gritou e logo Suyane já estava saindo da casa de Marcela.

— Que maldade. – Flávia fez biquinho e viu Nishimura agora sentar ao colo de Negão calmamente.

— Vodka! – Izza gritou e Sara voou em cima dela.

— Amém. – Marcela sentou na frente de Izza roubando a vodka.

— Bêbadas. – Gabie falou entre os dentes e sentou-se perto de Lobão brincando com suas orelhas da toca que usava.

— Veem Gabie! – Mesquita a puxava e estendeu a garrafa. Gabrielly fez careta e logo após suspirou pegando a garrafa virando-a sem pestanejar.

— Isso vai dar merda. – Tati suspirou e observou todas na sala.

— Até parece que você liga. – Negão rolou os olhos e puxou ela para seu colo dando beijos em seu pescoço.

— Pelo menos me deixe fingir que ligo. – Ela falava pausadamente tomando uma lufada de ar cada palavra dita.

— Quanta putaria, sou inocente ainda. – Nishimura tampava seus olhos com suas mãos pequenas.

— Olha Amanda, aquele baixinho com cabelo loiro esta tirando a camisa de novo. – Marcela falava na janela. A japa saiu correndo na direção a janela com os olhos brilhando, olhou para fora e não havia ninguém. Fitou Marcela que no chão rolava de rir.

— Sua filha de uma chocadeira! – Nishimura gritou, mas nenhum dali ligava para aquilo.

— Vemos sua inocência Mandie. – Souza sorriu maliciosa. Mandie lhe mostrou a língua e olhou para fora da janela novamente e arregalou seus olhos.

— Que foi Nishi? – Flávia perguntou e ela apontou para a janela.

— O que a puta da Izza está fazendo apertando a campainha do vizinho? – Sara grudou seu rosto na janela.

— O que? – Marcela pulou do chão e foi também na janela.

— Quando foi que ela? – Clara fitava aonde a ruiva estava sem entender nada.

— Merda! – Marcela exclamou e foi correndo até na porta, tropeçou no controle e deu de cara na porta.

Ela se levantou, pegou o controle e abriu a porta, o jogando para fora.

— Quem foi o filho da puta que jogou esse controle em mim? – Suyane gritou e Marcela correu até o Negão, se escondendo atrás dele.

— Tirando seu pequeno ataque, poderia fazer o favor de jogar isso na Izza? – Leticia apontou para Izza que cantarolava na porta dos vizinhos.

— Como é? – Suyane ergueu uma sobrancelha.

— Taca logo, porra! – Flávia gritou no perapeito da porta.

Suyane deu de ombros, pegou o controle do chão e virou-se. Esticou seu braço para trás, o jogou e bem na hora alguém abre a porta ficando de frente para Izza. E adivinhem em quem foi o controle? Se pensaram que foi na Izza, erraram feio. Uns instantes mais cedo a ruiva foi um pouco mais para trás cambaleando.

— Quem foi o corno filho da puta que me jogou isso? – O menino gritou e olhou em volta, até seu olhar cair em Suyane que estava paralisada.

— Corre Suyane! – Mesquita gritou e a morena saiu correndo novamente pela estrada.

— Por que isso sempre acontece comigo? – Ela gritava pela rua.

Depois de desaparecer por completo Nishimura começou a ter um ataque de risos e todos ali na casa também.

— Oh oh... – Lobão sussurrou.

— O que foi? – Tati limpava a lágrima que se formara de tanto rir.

— Acho que a Izza foi sequestrada. – Ela apontou para a porta da casa ao lado.

— Ah não, ela vai ser bullinada. – Sara colocou as mãos em sua cabeça e Leticia deu-lhe um tapa em sua cabeça.

— Vamos ter calma. Agora quem vai ir lá falar com eles? – Marcela perguntou e todos olharam para ela.

Ela arregalou seus olhos e começou a fazer gestos que nem ela deveria entender.

— Por que eu? – Ela apontou para si própria.

— Ah, por que? – Disse Souza colocando a mão no queixo. – Quem é dona dessa casa mesmo?

— Você! – Clara falou sorrindo e Marcela bufou.

— Não vou sozinha, todos vocês vão comigo. – A morena semicerrou os olhos e as outras deram de ombros.

— Mas você vai falar. – Flávia deu uma risada baixa.

— Parece no colégio quando vai falar com algum professor, por Deus. – Lobão disse e todas gargalharam.

— Mas eles vão tarar minha Tate. – Negão resmungou abraçando mais Tatiane contra seu peito musculoso.

— Não confia no teu taco não? – Sara o fitou sorrindo marota.

— Foi você ainda que tirou o ourinho dela, porra! – Gabie disse e Tati corou imensamente.

— Não, não fui eu. Mas tirando isso, tudo bem. Eu confio caralho! – Negão falou e sorriu para Tate que escondeu seu rosto no peitoral do moreno que era três vezes seu tamanho.

— Não foi você? – Sara perguntou surpresa. Nishimura ria baixinho.

— Porra! Não quero falar desse caralho, vamos lá na puta que pariu na casa daqueles viadinhos do cacete. – Negão falava entre seus dentes cerrados.

— Ok, ok! – Gabie levantou suas duas mãos sugerindo que era inocente.

— Se fosse ele também que tivesse tirado, teria pena da Tate. Pensa no... – Sara comentava com Mesquita e essa ficou vermelha.

— Pela mor Sara, cala essa boca. – Mesquita escondia seu rosto entre suas mãos e Sara gargalhava.

— Ta trazendo as outras vodkas Flávia? – Marcela gritou e a morena assentiu. Em cada um de seus braços havia três vodkas.

— Vamos dar as boas vindas! – Souza sorria entusiasmada.

— Se a Izza já não fez isso nesse tempo... – Clara disse e todos concordaram rindo.