Vizinho

4 Capítulo 4 - Onde o terror começa


O dia seguinte a festa foi como se eu tivesse sido pisoteado por milhares de rinocerontes, agora sei o real sentido da palavra ressaca, levanto-me do sofá e procuro no banheiro por um analgésico e por sorte encontro.

Enquanto espero o remédio fazer efeito vou até a cozinha e pego uma lata de refrigerante e uma barra de chocolate, já que não havia nada pronto.

Resolvi ir para o lado de fora da casa pensando que o sol ajudaria a melhorar essa dor de cabeça mas só fez piorar então voltei para dentro e liguei a televisão.

Subi e tomei um banho frio, deitei na cama e em menos de dez minutos já estava dormindo novamente, quando acordei a dor de cabeça havia dado uma trégua e isso era bom, fui até o quarto dos meus pais mas eles já haviam saído.

Como não tinha aula não tinha muito o que fazer então resolvi sair e comer alguma coisa em alguma na Diner 5000 que é uma lanchonete perto de casa, sentei em uma mesa próxima a porta e uma garçonete veio me atender, pedi uma porção de batata fritas e um milkshake.

Pouco tempo demais a Susan entra pela porta, olha para mim e pisca um de seus olhos, nossa, como ela estava linda hoje.

– Olá Josh — ela veio me cumprimentar.

– Oi Susan, senta ai — disse isso e ainda hipnotizado pela beleza dela — nossa, você tá linda — de repente saiu, o que está acontecendo comigo?

– Obrigada, já pediu? — ela perguntou.

– Sim, mas está demorando — assim que falei a garçonete trouxe o meu pedido.

– Pode trazer o mesmo pra mim? — Susan disse.

– Claro querida — a garçonete disse e foi saindo

Enquanto esperávamos o pedido dela ela foi comendo as batatas do meu prato.

– Adoro esse lugar — ela disse

– Você vem sempre aqui? — eu perguntei

– Isso é uma cantada?

– N-não, claro que não, é por que... — corei e ela me interrompeu.

– Relaxa bobinho, só tava te zoando — ela disse quase rindo.

Depois de alguns minutos o pedido dela chegou, esperei ela acabar e depois de pagar nós saímos e fomos até uma praça.

Pouco tempo depois o celular dela tocou, ela não atendeu.

– Que droga — ela disse — foi bom ter passado essas horas com você, agora tenho mesmo que ir.

– Ta certo, também vou ter que ir.

Enquanto caminhava vi uma pichação em um muro perto do shopping que dizia "Finja que aqui tem uma frase legal que te faça refletir" e fiquei um tempo pensando nessa frase.

Quando cheguei em casa meus pais disseram que foram convidados para uma festa.

– Posso ir? — perguntei.

– Querido, não dessa vez — minha mãe disse.

– Mas o que eu vou ficar fazendo aqui sozinho o dia inteiro? — perguntei um pouco irritado.

– Chame aquele seu amigo para dormir aqui — ela disse

– Ele não vai querer dormir aqui — falei

– Você não vai saber se não chamá-lo. — ela disse

Depois que eles saíram peguei um livro da estante do meu quarto, era um dos que ganhei mas raramente os li — não que eu não gostasse mas não tinha tempo — e comecei a ler, parei na metade e liguei para o Luan.

Pouco tempo depois ele chegou falando que havia encontrado um livro na biblioteca que eu iria gostar de ler, o livro falava quem fundou a cidade, o motivo do nome e alguns mistérios.

– Por que você achou que eu iria me interessar por isso? — perguntei

– Sei lá, eu li umas coisas e gostei dai trouxe pra você ler. — ele disse

Depois de uma pausa falei:

– Tá com fome? Vou ver se tem algo pronto.

E mais uma vez não tinha mas como sei me virar peguei uma pipoca de microondas e abri duas latas de refrigerante.

Depois que comemos fomos para aquele bar o da festa que não tinha nome e dessa vez a Susan não estava lá, o que me deixou um pouco triste.

Nós ficamos lá até a noite o que não demorou muito a chegar.

Assim que voltamos para casa percebi algo estranho na casa.

– Ta sentindo esse cheiro? — ele perguntou

– Isso é gás — eu disse e corri para a cozinha, assim que entrei percebi que o forno estava vazando gás, desliguei a válvula e saímos para esperar o cheiro passar.

– Como será que isso aconteceu? — ele perguntou

– Não sei, mas é muito estranho — fiquei pensando

Entramos e todo o cheiro de gás havia cessado

Nós subimos as escadas e ficamos jogando vídeo-game até que ouvimos um barulho.

– Que foi isso?

– O voyeur deve ter voltado. — disse

– Espera, a denuncia de ontem a noite foi sua? — ele disse

– Como você sabe? — perguntei

– Acompanhei meu pai mas nem prestei atenção nas ruas, nem vi que tínhamos passado pela sua casa. — ele disse e em seguida continuo — vou dar uma olhada.

Ele se dirigiu até a janela e ficou olhando

– Ta escuro, não dá pra ver nada direito. — ele disse

Fui até o lado dele e fiquei parado ali olhando para o nada, de repente alguém saiu de trás de uma arvore e apontou uma arma para a janela.

– Abaixa — gritamos os dois ao mesmo tempo e nos jogando no chão, um para cada lado quando ouvimos um tiro.

– Mas que droga é essa? — ele disse.

Corri até o outro lado do quarto e ouvi outro tiro, peguei o telefone e tentei ligar.

– Está mudo — eu disse

Ouço um outro tiro que dessa vez atravessa a janela e ouço sirenes, um som franco mas reconhece, são sirenes.

A policia passa direto pela minha casa e fico um pouco preocupado, mas a noite ainda não termina por ai...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.