Notas iniciais
*-*

POV Sakura

Mais um dia no inferno, quer dizer, na minha escola. Vocês devem estar boiando legal, então vou explicar minha vidinha de merda. Sou Sakura Haruno, 16 anos, uma típica nerd rejeitada, minha única amiga é Hinata Hyuuga, nerd como eu. Sofro bullying por causa de meus cabelos estranhamente róseos e minha testa. Tenho olhos verdes, que tento esconder com um óculos (Nem queira saber o que fiz para ter que usar.), também tenho uma toquinha para esconder o fração rosa que tenho, uso roupas folgada, já que não tenho um corpo perfeito como das líderes de torcida sofro por isso também.

SAKURA: (http://www.polyvore.com/sakura/set?id=100343167)

Voltando. Estava indo a pé para Konoha High School junto com a Hina, já estávamos na porta quando Karin, a líder de torcida mais popular da escola resolve nos atormentar.

–Se não são minhas nerds favoritas? – Disse Karin. – Como alguém tem coragem de sair de casa desse jeito? Já não basta ter uma testa maior que a cara.

Todos que estão em volta param e começam a rir.

– Escuta aqui suas otárias, se eu fosse vocês nem sairia mais de casa, pois pessoas como vocês não tem o direito de ficar perto de mim. – Ela olhou para Hinata e disse – Não vi você aí, mas nem faz diferença mesmo, pois você não é nada.

Vi os olhos de Hina se encherem de lágrimas, zanguei-me e disse:

– V-você é uma idiota.

Arrependi-me na mesma hora, de onde eu tirei tanta coragem? Karin e as amigas me olharam com raiva.

– Escuta aqui sua nerdezinha – Começou – Se você pensa que pode falar uma coisa dessas está muito enganada. – Ela pegou os meus óculos, jogou os no chão e pisou. – Nunca mais fale isso comigo sua tonta.

Para finalizar ela pegou um copo de refrigerante que uma de suas amigas estava tomando e jogou em mim. Não aguentei a humilhação e comecei a chorar enquanto todos riam de mim. Sai correndo com Hina para o banheiro.

Quando chegamos desabafei tudo com minhas lágrimas, depois de uns cinco minutos minha amiga falou:

– Não precisava ter me defendido.

– Aquela vaca não podia ter te feito de boba, já estou de saco cheio dela ficar tratando a gente dessa forma, por que eu não tenho coragem de enfrentá-la?

– A escola é como uma selva Sakura, sempre terá o mais forte. Karin é como se fosse o leão e nós somos as gazelas, sempre estaremos por baixo de a cadeia alimentar.

Respirei fundo, lavei meu rosto e peguei minhas roupas e óculos reserva, quando se é uma vítima frequente de bullying tem que ter essas coisas.

Roupa reserva: (http://www.polyvore.com/sakura_reserva/set?id=100331250)

O resto da aula se resumiu em eu e Hinata sendo alvo de bolinhas de papel na nuca e insultos, no intervalo não foi muito diferente, tivemos que comer nosso lanche escondido para que ninguém derrubasse nada na gente.

Quando ouvi o sinal mostrando que a aula tinha acabado quase gritei “Aleluia”. Hoje Hina teria que ficar na escola até mais tarde, então fui embora sozinha. Estava corredores torcendo para que ninguém tivesse a chance de me humilhar, mas com a minha sorte trombei em alguém. A pessoa caiu bem em cima de mim, me deixando provavelmente com um hematoma.

Estava esperando que o ser risse de mim ou me xingasse, mas pelo contrário, ele levantou e me ajudou a levantar também.

– Desculpa ter trombado em você, está bem?

Fui ver de quem pertencia à voz e quando olhei me assustei, era o namorado de Karin, o garoto mais popular da escola, a pessoa por quem sou perdidamente apaixonada, meu vizinho (Que provavelmente nem deve saber disso) Sasuke Uchiha.

– N-não precisa se preocupar, nem me machuquei.

Ele me olhou com um ar de preocupação e disse:

– Então o que é este corte na sua testa?

Ai meu deus!

– Não é nada, pode ir para onde estava indo, eu consigo me cuidar. – Disse sem olhar nos olhos dele.

– Eu ínsito em pelo menos levar-te até sua casa, afinal, se não fosse por mim você estaria intacta.

Não consegui rejeitar, então assenti com minha cabeça e o segui até seu carro. Era uma Ferrari preta, esqueci de dizer que ele é filho do grande empresário Fugaku Uchiha, dono da maior empresa de carros do Japão? Pois é, além de lindo tem uma vida perfeita.

– Onde você mora Sakura? – Perguntou-me Sasuke.

– Como você sabe meu nome?

– Naruto, meu melhor amigo, gosta da sua amiga.

– Atá, e respondendo a sua pergunta eu moro na Rua Cabo de Flor (N/A: Acabei de inventar esse nome, não me julguem.).

– Sério?! – Perguntou confuso – Eu também, você sabia?

Tomei coragem e resolvi ser franca.

– Sim, desde que você se mudou para aquela casa eu sei. Mas não sei se você sabia que era vizinho da nerd que sua namorada sempre humilhou.

Acho que o deixei sem graça, mas disse do mesmo jeito:

– Desculpe se Karin faz alguma coisa de ruim com você, mas não deve ser tão ruim. E desculpe também por não ter te notado.

Meu sangue ferveu aquele filhinho de papai não tinha idéia do que a putinha da namorada dele fazia comigo.

– Escute aqui Sasuke – Disse olhando-nos finalmente nos lindos olhos ônix dele – você não faz idéia do que eu passo, para início de conversa não sou só eu que sofro na mão de Karin, ela faz bullying com muitos outros nerds. Acho que sou a favorita dela, pois só hoje ela já quebrou meus óculos e estragou outro par de roupas minhas, ela me humilhou na frente de todos e não é só hoje, desde quando entrei na escola sofro isso. Mas não precisa se preocupar, não preciso de caridade, muito menos de um garoto que morou perto de mim durante dez anos e só agora me notou!

Chegamos a minha casa, agradeci e tentei sair o mais rápido possível da Ferrari, mas uma maldita mão me segurou e fez minha toca cair. Merda! Estava esperando que ele zombasse da cor ou puxasse meu cabelo. Ele apenas disse:

– Seu cabelo é lindo, por que o esconde?

– Pois desde minha infância as pessoas riem e zombam da cor, já pedi para minha mãe para pintar de outra cor, mas ela não deixa, fala que eu devia gostar do meu eu natural, pura babaquice. E você? Não vai rir ou zombar?

– Não sou como as outras pessoas, eu sei reconhecer uma beleza quando vejo.

Soltei-me de seu pulso e corri em direção a minha casa, a menor e menos luxuosa da rua. Tranquei a porta e escorei-me nela, com um pensamento vagando em minha mente. Pela primeira vez em minha vida alguém não me julga qual o problema dele? Melhor, qual o meu problema? Provavelmente é um plano da vadia da namorada dele, vou me apaixonar para depois ele destruir meu coração. Infelizmente esse plano está funcionando.

Notas finais
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