Vivendo O Presente
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem!!
BOA LEITURA LEITORES!!
O começo da nossa historia pode até não ter sido bom, mas me disseram uma vez que a vida continua que a cada dia podemos mudar melhorar e que não importa como começamos, pois não vivemos de passado, mas sim do presente e criamos o nosso futuro. Isso marcou minha vida, principalmente por eu ser órfão. É minha vida já começou assim, minha mãe morreu após me dar a luze meu pai três anos depois num incêndio que destruiu nossa casa em Londres.
Foi naquele país que conheci a criança mais sábia, a que mudou minha vida por assim dizer.
~13 anos antes ~
Com cinco anos esse era o terceiro orfanato para onde eu ia. Observando da janela do carro o enorme prédio cinza desgastado um medo cresceu dentro do meu peito. Nos orfanatos anteriores ninguém gostava de mim, as crianças implicavam comigo. Nunca entendi o porquê, por sermos todos órfãos o meu pensamento era que por termos perdido nossos pais poderíamos contar com o apoio uns dos outros. No entanto nenhum deles achava a mesma coisa.
O homem que sempre me visitava para fazer perguntas ou para resolver algum problema que eu tinha arranjado saiu do carro e abriu a porta para mim. Olhei para o banco da frente e depois para o lado de fora, assustado.
— Vamos Naruto. – ele chamou pegando minha pequena mala.
Olhei de novo para o prédio nada bonito e peguei minha mochila, assim que estava fora do carro o homem, eu não me lembrava de seu nome e ele não parecia fazer questão disso, fechou a porta e seguiu para o enorme portão de grades do novo orfanato. Passamos pelo o jardim morto da frente da casa, caminhamos pelo o caminha rachado que seguia para a porta da frente. As janelas estavam todas escuras e tinha várias delas.
Assim que entramos fiquei espantado. Normalmente os orfanatos eram bonitos por fora e terrível por dentro, pelo menos aqueles que eu tinha frequentado esse, porém era ao contrário. A nossa frente tinha uma enorme escada levando para cima, do nosso lado esquerdo tinha uma roda de sofás onde algumas crianças conversavam do lado direito tinha duas portas uma no canto e outra no meio, ambas fechadas. Uma mulher abriu a porta do meio e caminhou em nossa direção, ela tinha cabelos negros e olhos puxados, vestia uma saia preta e um suéter cinza.
— Olá, sou a diretora Marlene. Estava os aguardando. – ela disse, sua voz era bastante calma e mansa.
— Sim. Esse aqui é Naruto Uzumaki. – ele apontou para mim e Marlene me olhou e senti minhas bochechas esquentarem.
— Olá, senhor Uzumaki.
— Olá. – respondi.
Olhei para onde algumas crianças conversavam e elas nos observavam. Olhei para a escada de novo e percebi que tinha uma criança ali, não tinha visto ela antes. Marlene nos conduziu para a escada, para podermos ir ao seu escritório, quando chegou perto da criança ela a olhou. A menina tinha um cachecol vermelho entre as mãozinhas.
— Kiara, pode nos acompanhar? – ela perguntou para a menina que confirmou com um aceno.
A menina andava na nossa frente, tinha colocado o cachecol no pescoço. Perguntei-me se podia ter um, afinal o cachecol era muito bonito. Assim que chegamos ao segundo andar, entramos no escritório da diretora e ela nos pediu para sentarmos no sofá. O homem responsável por mim se sentou na cadeira enfrente a mesa dela.
— Bom, podemos resolver isso logo?Ainda tenho outro compromisso. – disse apressadamente.
— Sim, só precisa assinar uns papeis. – Marlene pegou uma pasta em cima da mesa e passou para ele. – Kiara poderia mostrar o quarto que ele vai ficar? – a garota outra vez não falou só se levantou e eu a segui. –Ele ficara com Paul.
Kiara andou pelo o corredor do segundo andar até mais uma escada, quando chegamos ao terceiro andar, onde tinha varias portas ela me guiou até uma onde tinha um número o qual não dei muita importância. Ela abriu a porta para mim, assim que entrei vi que o quarto era muito bonito. Tinha três camas, uma sendo de beliche então no caso seriam quatro camas. Três já estavam ocupadas com objeto das crianças, Kiara apontou para a cama do lado da janela e entendi que aquela seria a minha.
— Obrigado. – sussurrei e ela apenas deu de ombros. Talvez ela não possa falar, esse pensamento me ocorreu, mas talvez ela fosse tímida.
Coloquei minha mochila em cima da cama e sentei nela, até que era confortável. Um garoto entrou no quarto e disse um “oi” para Kiara que não respondeu ele nem se incomodou com isso, talvez estivesse acostumado.
— Oi, quem é você? – perguntou sorrindo, ele tinha cabelos escuros e olhos verdes e parecia ter a mesma idade que eu.
— Uzumaki Naruto. – respondi.
— Bem-vindo! – falou alegremente. – Você já conhece a Kiara né? – ele olhou para a menina encostada na parede observando o teto com ar sonhador. – Ela não é muda, apenas não gosta de falar!
Vi Kiara revirar os olhos castanhos avermelhados ao comentário. Sorri um pouco. Kiara deu de ombros e deu um “tchau” com a mão.
— Ela sempre é calada mesmo. Então Naruto certo?Vem, vou te apresentar aos nossos outros colegas de quarto! – ele me chamou já caminhando para a porta. – A propósito, meu nome é Paul.
Depois de uns três meses eu já estava me sentindo em casa, todos eram legais, embora tivessem alguns encrenqueiros. Paul sempre me ajudava e descobri que ele era um ano mais velho que eu. Kiara ainda não falava, ela nem mesmo falava com a diretora Marlene que era super gentil, e sempre preferia ficar sozinha. Por vezes via ela pela minha janela sentada na grama do jardim atrás do prédio olhando para o céu. Paul contou que ela veio para o orfanato antes mesmo dele e que nunca disse uma só palavra, isso era muito estranho. Mas, mesmo ela não falando comigo sempre que nos encontrávamos nos corredores ela dava um aceno, descobri que esse era o tipo de ela simpatizar com as pessoas.
Quando chegou a semana de natal, todas as crianças começaram a fazer presentes. Tinha que ser presentes criativos e podia qualquer coisa, era como uma reciclagem. Eu não sabia como eu iria fazer tantos presentes em tão pouco tempo para todas as crianças então fui ao escritório da diretora Marlene.
— Há, Naruto entre!
— Licença, eu queria perguntar... Bem, tirar uma duvida. – ela pediu para eu prosseguir. – Como vou fazer um presente para cada criança,dattebayo? – falei nervoso.
Quando eu ficava nervoso falava de mais e soltava muito esse “dattebayo”. Marlene riu, muitos achavam estranho isso.
— Naruto não precisa ser exatamente para todos, e sim para uma só pessoa. Por exemplo, Paul vai dar um presente para mim, Carlos para o Paul. Escolha uma pessoa e faça um presente para ela como uma forma dela se lembrar de você. – ela explicou. – Pois muitos podem ser adotados e é provável que não se vejam mais.
— Entendi, dattebayo!
Sai correndo da sala dela, tinha já em mente a pessoa que eu iria presentear. Corri para o quarto cheio de ideias, no entanto eu não sabia exatamente o que essa pessoa gostava, pois nunca tinha falado com ela. Deitei na minha cama e olhei para a janela. Lá estava ela de novo, sentada na grama coberta por neve, o cachecol vermelho balançava assim como seus cabelos castanhos pelo vento frio. Tomei uma decisão.
Realmente estava muito frio e alguns flocos de neve caiam, o jardim estava todo coberto pelo um cobertor branco, a neve era muito bonita. Kiara estava sentada olhando para a cerca que dividia o terreno do orfanato da pista. Sentei ao seu lado, ela parecia não ter percebido ou simplesmente estava perdida demais em pensamentos para notar minha presença.
— Oi! – dei um largo sorriso a olhando.
Ela me olhou de canto e sorriu.
— O que tanto olha? – perguntei curioso, uma parte de mim sabia bastante bem que ela não responderia.
— Nada em especial. – olhei para ela surpreso, sua voz era um tanto melodiosa ou talvez o frio estivesse congelando meu cérebro.
— V- você... FALOU,datttebayo! – me levantei num pulo e apontei o dedo para ela.
— Claro. – ela disse simplesmente.
Ainda espantado por ela ter falado me sentei e a observei ela olhou para mim pelo o canto do olho. Suas bochechas estavam coradas por causa do frio e provavelmente as minhas também, mas naquele momento eu estava muito curioso pelo o fato dela ter falado. Acabei cutucando seu ombro repetidas vezes só para garantir que eu não estava sonhando, isso acabou irritando ela.
— Para com isso!É irritante! – falou batendo em minha mão.
— Ei!Não tenho culpa se você ficou muda o tempo todo que estive aqui e de repente, do nada começa a falar! – falei zangado.
— Mas não é pra tanto. Não falo porque não sinto vontade.
— Você é uma criança muito estranha dattebayo!
— Não sou eu que falo palavras estranhas! – ela rebateu e eu fiquei sem como argumentar.
— Mas porque só agora você falou? – curioso como eu sou perguntei.
— Só... – ela deu uma pausa. – Hoje é natal.
Isso para mim fazia sentido, talvez esse fosse o presente dela “falar”. Voltei a olhar a rua onde pais e filhos caminhavam rindo. Uma saudade bateu no meu peito com a lembrança de meu pai. Me perguntei se Kiara também se sentia assim, solitária.Olhei outra vez para ela, seu olhar distante como se não estivesse vendo realmente o que se passava a sua frente.
— Kiara, sente falto dos seus pais? – a minha pergunta repentina fez ela virar o rosto para mim, surpresa.
— Não. – ela disse simplesmente me encarando.
— Mas... – comecei, mas ela me interrompeu.
— Sei que eles estão num lugar melhor, sei que eles não iriam gostar de me ver triste por eles estarem mortos, sei que eles sentem minha falta, mas... – ela fez uma pausa e olhou para o céu sorrindo. – Um dia vamos nos encontrar então não tem o porquê de estar triste. A minha história pode não ter começado feliz, mas vou fazer com que ela seja!Afinal não posso viver de passado ou não terei um futuro!E devo, por eles, aproveitar meu presente!
A resposta dela me deixou ainda mais triste. Eu ali me lamentando pela perda dos meus pais e nem me ocorreu que eles deveriam estar tristes por me ver assim. Lagrimas brotaram em meus olhos.
— Sei que eles desejavam estar comigo e com meu irmão. Mas a vida é a vida. Não posso reclamar ou me lamentar, eles com toda a certeza morreram por mim, para que eu aproveitasse a vida. Sei que terei dificuldades e passarei aflições, no entanto devo sorrir sempre, pois eles me encheram com seu amor!
Um soluço escapou dos meus lábios e as lágrimas corriam pelo meu rosto. Kiara me olhou assustada e eu coloquei o braço na frente dos olhos, não queria que ela me visse chorar. Ouvi ela se levantando, provavelmente me achava um coverde chorão. Senti sua mão bagunçar meus cabelos loiros espetados, abri os olhos e olhei para cima, ela fazia carinho na minha cabeça. Ela sorria para mim.
— Tudo bem em chorar, ttebayo!
Notas finais
Fixarei para serem postados os capítulos nos fins de semana certo?
Kiara é minha personagem!
Ja ne!!
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