Vivendo Com Uma Família Adoidada
2 O nascimento de Marcos
Notas iniciais
O nascimento de Marcos
Em um belo início de manhã, Teresa Cristina e sua barriga enorme de 40 semanas de gestação ou nove meses, é a primeira a acordar da família. Sete horas da manhã. Prepara café, troca de roupa, arruma a mesa, etc. Depois, aparece Júlia. A filha do meio. A mãe, logo fala, quando a filha se senta à mesa:
- Júlia, hoje tem médico para mim. Cinco horas. Você vai me ajudar, né?
- Vou. Depois da escola.
- Eu sei.
Chega o pai na cozinha. Seu Alberto. Seguido de Luna e Pedro Lucas. Pedro Lucas, Luna e Júlia passam a manhã na escola, Seu Alberto trabalhando e Teresa em casa. Chega o fim de tarde, e Alberto leva sua dileta esposa e sua filha do meio para o centro da cidade para ela realizar sua última ultrassonografia.
Enquanto o médico fazia seu trabalho, ele falava:
- Não dá para ter certeza absoluta do tamanho que seu bebê terá ao nascer, mas a média dos recém-nascidos vem ao mundo com cerca de 3 quilos e medindo por volta de 50 centímetros. Os ossos da cabeça do nenê ainda não estão totalmente unidos, o que permitirá que eles se sobreponham um tantinho se a passagem do canal do parto estiver bem apertada. Essa flexibilidade óssea é o motivo por que muitas crianças nascem com uma cabeça que lembra um cone. Se for o caso do seu filho, não se preocupe, já que isso é perfeitamente normal e temporário. Os cabelos e as unhas dele crescem diariamente.
Elas voltam e contam que ocorreu tudo bem. Passa-se mais uma semana. 41 semanas de gestação. Teresa acorda mal humorada. Senta-se numa cadeira e fala:
- Ô, Marcos, quero você FORA! Você já está aqui há 41 semanas! Está muito atrasado!
- Calma mãe! Não precisa gritar! E 41 semanas, não está tão atrasado assim!- fala Pedro Lucas
- Cala a boca, Pedro Lucas!
Seu Alberto entra na cozinha, olha para a Teresa e cumprimenta:
- Bom dia, amor!
- Tomara que seja bom! Daqui a três dias é meu aniversário! Já pensou se o Marcos nasce no mesmo dia que eu?
- Meu Deus!- sussurrou Júlia.
- Alguém pediu sua opinião, garota?- falou a mãe.
- Calma, Teresa Cristina, não precisa falar assim com a garota!- defendeu Seu Alberto.
- Arg!
- Ô, mãe, você vai gritar muito na hora do parto?- pergunta Luna.
- Filha, eu já pari três vezes, a quarta não vai fazer diferença, mas... Gritar? Seria uma boa ideia.
No dia seguinte, a mesma rotina, já á tarde, Teresa Cristina liga para o marido:
- Alberto, está na hora.
- O quê? Você marcou médico e não me falou? De novo?
- Não! O bebê vai nascer! Bem, na hora do almoço! Eu ia comer arroz, feijão, bife, batata frita e farofa!
- Calma, amor, respira! Você está sozinha?
- Estou! Está todo mundo na escola! Anda logo! Eu tenho que ir para a maternidade!
Alberto chegou em casa, ás 12h:15min. E chegaram ao hospital: 12h45min. Como ela queria parto normal, demorou apenas cinco minutos para ficar bem dilatada. Alberto pediu para que um amigo dele, pegasse seus filhos na escola e os levasse para a maternidade.
Marcos nasceu ás 13h16min. Com cara de joelho, cabeludo e... Feinho.
Alberto sai da sala e chama os outros filhos para ver o novo integrante da família.
- Vem, filhos, vem ver seu novo irmãozinho!
Júlia entra toda afobada!
- Marcos!- ela grita
- Shhh! Silêncio!- pedia a enfermeira
- Oi, Marcos.- cumprimentava Pedro Lucas
- Então... Novo caçula.- falava Luna
- Luna... Fala direito com o Marcos.- pediu a mãe.
- Bem, amanhã, a mãe de vocês vai ter alta e o Marcos já vai estar em casa.- comunicou Alberto.
- Ah! Que bom, mãe! Eu posso segurar ele?- pediu Júlia.
- Claro. — respondeu Teresa.
Assim que Júlia o pegou, ele começou a chorar. Tiraram fotos, vídeos...
- Foi lindo, mas... Agora, eu tenho que amamentá-lo.
- Teresa, você vai amamentá-lo aqui? Na frente das crianças?
- E daí? O meu leite é o alimento do Marcos! Dá licença!
Todos riram.
No dia seguinte, Júlia, Luna e Pedro Lucas fizeram uma surpresa para a chegada do Marcos ao lar. Colocaram uma faixa escrito “ Bem vindo ao lar, Marcos!” com bexigas coloridas e uma mesa com um bolo. Quando eles chegaram, eles gritaram:
- Seja bem vindo, Marcos!
- Ô, Júlia, quando eu nasci, você e o Pedro Lucas fizeram uma comemoração assim também?
- Bem, é... É... Pedro Lucas?
- Eu... Não! Luna, nós não fizemos!
- Por quê?
- Eu tinha quatro anos, Luna e o Pedro Lucas, sete. Não sabíamos nem ler direito!- respondeu Júlia.
- Isso não é desculpa!- argumentou Luna
- Ah! Fala sério, Luna!- gritou Júlia e Pedro Lucas juntos.
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