Era um domingo bem quente, muito ensolarado, nenhuma nuvem no céu. Logo, de manhã cedo; Júlia e Luna imploraram aos pais para irem á praia. Pedro Lucas discordou dizendo que preferiria ir á um parque aquático.

Teresa Cristina e Alberto optaram pelo parque aquático. Eles saíram de casa ás dez da manhã, todos felizes.

Chegando lá, sem nem pensar duas vezes, Júlia deu um salto mortal na piscina.

– Júlia! Toma cuidado!- avisa Teresa Cristina que se senta em uma mesinha de madeira perto da piscina.

Pedro Lucas, Luna e Alberto vão para o vestiário enquanto Teresa está com Marcos. Logo, os quatro saem do dormitório. Pedro Lucas e Luna entram na piscina e Alberto se senta perto de Teresa.

– Agora, segura o Marcos que eu vou para a sauna.

– Agora, Teresa Cristina? Ah, não! Você vai demorar muito! Calma aí! Eu vou comprar alguma coisa para a gente comer.

– Arg!

Luna sai da piscina e diz:

– Mãe, olha aquilo ali!

– O quê?... Um tobogã e...

– Eu quero ir lá!

– De jeito nenhum! Aquilo deve ter uns 30 metros de altura! Imagina que você cai de lá de cima, arrebenta o braço, rala o joelho, quebra a cabeça... Olha o prejuízo que você ia dar para mim e para seu pai! De jeito nenhum!

– Mas, eu quero!

– Luna... Eu já disse que não!

Seu Alberto volta e reclama:

– Caramba! Advinha quanto foi cinco salgados e cinco guaravitas?

– Quanto?- pergunta Teresa.

– Vinte e cinco.

– O quê isso? E você pagou por isso?

– Eu tive que pagar né?

– Ai, meu Deus! Você não sabe economizar dinheiro, não, né, Alberto?

– Júlia! Pedro Lucas! Vem aqui!- grita Alberto.

Os dois logo obedecem e saem da piscina.

– Pai, eu posso ir ao tobogã?- pergunta Luna.

– Claro, se um de seus irmãos for junto com você.

– Eu não!- disse Pedro Lucas.

– Muito menos eu! Eu estou quase pegando aquele gatinho ali, ó. Não posso!

– Ah, por favor, Pedro Lucas... — insistia Luna.

– Eu tenho medo de altura!- ele argumentou.

– Júlia! Isso não é desculpa! Poxa, você nunca fez nada de bom para mim!

– Claro que fiz! Eu que não lembro...

– Vocês são muito chatos!

Depois que comeram, Luna foi sorrateiramente até a fila do tobogã e pediu para um salva-vidas ajuda-la.

– Cadê seus pais, garotinha?

– Eles estão ali... Eles disseram que está tudo bem.

– Ok. Então, vamos.

Quando ela chegou lá em cima:

– Mãããe! Pai! Pedro Lucas! Júlia! Olha eu aqui em cima!

Teresa Cristina deu um treco e disse:

– Luna! O quê você fez? Desce daí AGORA!

– Não dá! Tem um menino lerdo na minha frente!

– Pedro Lucas! Fica aqui com o Marcos, que eu e seu pai vamos resolver aquilo!

– Mãe! Olha! Tem uma mulher cheia de celulite na piscina e está de biquíni fio dental e você aí que nem parece ter tido quatro filhos vestida de maiô!

– Cala a boca, garota!

Teresa e Alberto correm até o tobogã.

– Até que em fim! Tchau, mãe!- Luna grita, antes de descer pelo tobogã. No meio do caminho, Luna virou de costas e começou a gritar de desespero, depois caiu na piscina de bunda no chão.

– LUNA!- Teresa grita antes de escalar a cerca de arame que rodea o tobogã. Ela pula na piscina e consegue sair com a filha no colo.

– Você queria me matar!- Luna grita.

– Eu? Era você que queria se matar! Eu não deixei você ir!

– Você queria me matar!- ela repetia.

– Cala a boca, garota! Está tudo mundo escutando!

– E daí? Você queria me matar!

Teresa deu um beliscão no braço dela e ela voltou para a mesa onde Pedro Lucas e Marcos estavam, chorando até suas lágrimas formarem uma piscina.

– Você vai ficar de castigo por dez dias!- Teresa disse.

–Dez?!

– Deixa, filha, eu diminuo para cinco. — disse Alberto.

– Você é muito piedoso com nossos filhos, Alberto!

– E você é muito severa... E é isso que eu gosto em você!- diz Alberto antes de tascar um beijo na esposa.