Notas iniciais
E depois de 1 ano cá estamos nós postando outro capitulo. Desculpem pela demora, mas toda a inspiração se foi e incrivelmente ela voltou hoje, depois de mais de um ano. Enfim, espero que gostem. E nós gostamos de comentários, caso queiram saber. Ass: Miss A (a amiga da Karol)

Math estava em cima do ônibus, montando guarda, enquanto Belle e Luiza colocavam o resto da gasolina do posto no Oaz. Era desse jeito a um bom tempo, indo de posto em posto tentando manter o ônibus, que eles aprenderam a chamar de casa, funcionando.

–Belle, você acha que o Acre pode estar cheio de zumbis?- Pergunta Luiza baixinho para que o irmão não escute, a ultima coisa que ela precisa é perder a única família que tem.

–Não faço nem ideia de como pode estar lá- confessa Belle- É muito difícil acreditar que algum lugar está livre dessas coisas.

–Entendo, mas precisamos acreditar em algo.

De repente Belle para muito quieta olhando para a rua, e sai correndo por aquele caminho. Luiza se corre para segurar a mangueira de gasolina, que ela tinha soltado quando correu.

–Math- ela gritou- vai atrás dela.

Ele desceu do ônibus, bateu três vezes na porta, era o sinal para alguém assumir o lugar dele e correu pelo mesmo caminho que Belle.

Ele corria pela rua e fazia as mesmas curvas que Belle, mas tinha uma diferença, ela parecia saber onde ia, ele não, estava completamente perdido, só seguia os passos dela.

Dois zumbis apareceram e começaram a segui-lo, não tinha tempo de mata-los, se parasse ia se perder.

–Isabelle- gritou ele.

Ele a encontrou perto de um beco, ajoelhada ao lado de um zumbi com roupas de oficial, como um policial muito mais importante. Os zumbis continuavam atrás dele, agora ele podia mata-los. Se virou pegando as facas do cinto, arremessou uma bem na cabeça de um e avançou sobre o segundo, o empurrou contra a parede e terminou o serviço, depois voltou a guardar as facas no cinto.

–Que merda aconteceu com você?- perguntou um tanto exaltado para Belle.

–Eu o conhecia- ela falou olhando para o zumbi- não podia deixa-lo desse jeito.

Ele entendia, era alguém importante pra ela, era doloroso ver alguém importante como um zumbi.

–Só não faça mais isso- ele disse e recebeu um olhar bravo dela. Ela era mais velha e de certa forma mandava em tudo.

Ela se levantou e voltou a andar pelo caminho, que, claro, era totalmente desconhecido para math. Ao virar uma esquina eles se surpreendem com o numero de zumbis que encontrar, eram bem um vinte, ou mais, todos com olhos vermelhos onde deveria ser branco, bocas cheias de sangue, que escorria pelas roupas sujas e rasgadas, alguns não tinham partes do corpo, mas nada disso era tão ruim como todos ele correndo ao mesmo tempo atrás de uma vitima.

Começam a correr o mais rápido que suas pernas permitiam, mas os zumbis não eram não devagar como o esperado. Belle o guiava por diferentes ruas.

–Onde está o ônibus?- perguntou ele.

–Logo a frente- falou ela um pouco sem ar- vamos ter que ir na hora que chegarmos.

O som dos passos e grunhidos dos zumbis estava cada vez mais próximos. Eles avistaram Oaz, bem a tempo, pois os pulmões de math estavam queimando.

–Luiza- gritou ele chamando a atenção dela, que estava parada frente ao Oaz e de costas para ele- entra.

Ela e Juliano, que tinha assumido o posto dele correram para dentro, e ele e Belle tentavam fazer o mesmo. O ônibus foi ligado e começou a andar na direção deles em uma velocidade baixa o suficiente para entrarem. Belle foi a primeira, já que estava bem a frente e foi por pouco que Math não perdeu o sapato quando se jogou para dentro e um zumbi o agarrou pelo pé, ele achou que foi muita sorte Luiza ser tão boa de mira quando ela atirou no zumbi e Beto fechou a porta, estavam seguros.

Belle foi direto para a cama e fechou a cortina, sem falar com ninguém.

–Você está bem?- perguntou Luiza o abraçando tão forte que ele quase perdeu o folego que tinha começado a recuperar.

–Estou ótimo- respondeu se afastando dela e indo para a cama, Luiza sabia que as vezes era muito super protetora com o irmão- Só preciso respirar um pouco.

Todos respeitaram o silencio de Bella pelo resto do dia e ela não se pronunciou até todos dormirem, quando falou com Math.

–Desculpa ter feito você arriscar sua vida- sussurrou, Belle sabia que Matheus estava acordado, ele sempre ficava acordado até tarde- não devia ter ido lá.

–Quem era aquele cara?- perguntou ele no mesmo tom de voz.

–Era alguém do meu passado- falou ela um tanto melancólica- Era meu pai.

–Ele era um oficial do governo?- falou Math- Notei pela roupa que usava.

–Era sim, ele era um dos melhores no que fazia.

–E o que ele fazia?- Math não conseguiu controlar a curiosidade.

–Boa noite Math- falou ela depois de um tempo em silencio.

Todos sabiam que ela guardava um segredo, mas era mais que isso, era algo que ela escondia até de si mesma.

E foi, para Belle, uma noite atormentada por esse segredo, que a atormentava desde que esse apocalipse começou, talvez ela tenho dormido em algum momento, mas só percebeu quando foi acordada por Juliano no outro dia. Eles tinham que sobreviver por mais um tempo, até chegarem no Acre, e foi movida por esse pensamento que ela jogou tudo que a atormentava para o fundo de sua mente e começou mais um dia.

Notas finais
Gente essa aqui é a nossa Belle. https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/v/t34.0-12/10808337_611894168940157_625541271_n.jpg?oh=c9df95d938dbdee8fab7e76dcea970a2&oe=5465074E&__gda__=1415917331_8db235c7e421bf9742b87c24c78fc63f
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.