Viveme Sin Miedo
7 Capítulo 07- Sob as mesmas estrelas!
Notas iniciais
"Fazenda Plantanal"
Já havia anoitecido, Victoriano e Rosa estavam conversando na cozinha. Rosa não estava entendendo como Débora havia concordado tão facilmente com o término do relacionamento.
Rosa: Não sei... essa história está muito estranha.
Victoriano: Estranha? Não foi você mesma quem disse que era melhor não levar a diante esse casamento? Não vejo o motivo do espanto, sendo que apenas estou seguindo seu conselho.
Rosa: Mas é muito estranho ela ter aberto mão do seu dinheiro tão facilmente.
Victoriano: Rosa, você tem que parar de pensar tão mal de Débora.
Rosa: Ela nunca me deu motivos para pensar de outra forma.
Victoriano: Ai ai... Rosa, acaso você viu Inês?
Rosa: Deixei ela lá em casa deitada para descansar um pouco.
Victoriano: Rosa, sei que sua casa não possui mais quartos além do seu e de Vicente, e estive pensando que talvez... talvez ela poderia ficar em um dos quartos desta casa.
Rosa: Sabe, eu pensei a mesma coisa mas achei que você não iria concordar. Minha casa é bem pequena e Inês aqui teria mais conforto.
Victoriano: Eu repensei sobre algumas atitudes com Inês e acho que ela deveria ficar aqui por um tempo, até resolver as coisas com Loreto.
Rosa pega nas duas mãos de Victoriano e o observa ternamente.
Rosa: Esse é o meu garoto! Você tem um grande coração meu filho e creio que ajudar Inês é a escolha mais correta. Além do mais, creio que existe um sentimento tanto de sua parte, como também da parte de Inês.
Victoriano se sente um pouco incomodado mas pensa em seu plano e tenta disfarçar.
Victoriano: Será mesmo?
Rosa: Por que você mesmo não comprova?
Victoriano: Como?
Rosa: Se dando uma chance de ser feliz novamente e quem sabe ao lado de Inês.
Victoriano estava muito desconfortável com o rumo da conversa e resolve agir focado em seu plano.
Victoriano: Vou conversar sobre isso com Inês agora mesmo. Posso ir ver ela na sua casa?
Rosa: Claro meu bem! Mas cuidado pois parece que vem tempestade por aí.
Rosa da um beijo na testa de Victoriano, que teve que se abaixar para que ela o fizesse.
Victoriano: Volto logo!
Victoriano segue para a casa de Rosa, decidido a iniciar seu plano. No meio do caminho ele para e pensa sobre o que está fazendo.
Victoriano: No que será que isso irá resultar... mas não importa as consequências!
Victoriano continua a caminhar e ao chegar, bate na porta. Não demora muito para que Inês atenda a porta.
Inês: Victoriano? O que faz aqui?
Victoriano: Desculpe se estou te atrapalhando a repousar mas é porque tenho que conversar com você. Posso entrar?
Inês: Claro! De certa forma a casa também é sua.
Victoriano entra e assim que ele passa Inês fecha a porta. Só havia um sofá pequeno e os dois se sentam lado a lado.
Inês: Sobre o que veio falar comigo?
Victoriano: Sobre você, sobre mim, sobre Débora... sobre nós.
Ao ouvir Victoriano se referindo aos dois, Inês fica um pouco tensa.
Inês: Se é sobre seu casamento, você pode ficar despreocupado, Victoriano. Não tenho intenção nenhuma de me meter na sua vida para atrapalhar seu futuro matrimonio.
Victoriano: Não vai ter matrimonio nenhum.
Inês: Como?
Victoriano: Eu e Débora rompemos, depois de conversar muito, nós achamos que foi a melhor decisão a ser tomada.
Inês: Mas... por quê? Você parecia estar tão decidido a se casar. O que te fez mudar de ideia?
Victoriano: O fato de que eu não amo Débora. Pensei que eu poderia enganar meus sentimentos, mas a verdade é que eu só amei uma mulher em toda a minha vida, e essa mulher é a mesma a qual sigo amando hoje e sempre. Eu estava, e confesso que ainda estou muito confuso sobre meus sentimentos. Não vou mentir pra você, e admito que sua volta à fazenda mexeu muito comigo e você diz coisas que me deixa ainda mais confuso. Eu não estou entendendo sobre você e Loreto e não sei o que você pretende fazer comigo. Não vejo explicação e então desconfio que queira me ver sofrer novamente.
Inês: Victoriano, eu te juro que nunca quis que você sofresse. Nunca quis me separar de você.
Victoriano: Então por que o fez? Por que me abandonou quando dizia me amar?
Inês o olhava aflita sem saber se dizia a verdade de uma vez.
Victoriano: Diga-me! Inês, nem que seja a pior das verdades. Diga-me.
Inês o olhava sem saber o que fazer. Lhe partia o coração ver Victoriano aparentando estar tão frágil como naquele momento.
Victoriano: Diga-me.
Inês: Victoriano, eu...
Victoriano: Fale, Inês!
Inês: Não posso!
Victoriano ia questionar mas pensa em seu plano.
Victoriano: Pois bem, não irei de pressionar mais. Aliás, nem foi sobre isso que eu vim falar.
Inês: E é sobre o quê?
Victoriano: Sobre você se mudar para minha casa?
Inês: Está louco?! Não quero incomodar, e além do mais Rosa permitiu que eu ficasse uns dias aqui.
Victoriano: Dormindo no sofá?
Inês olha para baixo.
Inês: Eu não quero incomodar.
Victoriano: Não será incômodo nenhum. Minha casa é demasiada grande só para mim e eu insisto que você vá. Pedirei a Rosa para preparar um quarto.
Inês estava relutante, mas depois de grande insistência de Victoriano, ela resolveu aceitar.
Inês: Com uma condição.
Victoriano: Qual?
Inês: Que eu trabalhe para você.
Victoriano: Trabalhar para mim? Está ficando louca? É claro que não. Não estou vendendo sua moradia, estou oferecendo de coração.
Inês: Eu sei! E sou muito grata por sua ajuda mas mesmo assim eu insisto. É pegar ou largar.
Victoriano a olha por um momento.
Victoriano: Tudo bem então! Será como quiser dona Inês Huerta.
Inês: Agradeço a compreensão, Victoriano Santos.
Os dois sorriem.
Victoriano: Bom, é melhor irmos agora porque pelo jeito irá cair uma tempestade, e pelo o que me lembro tem uma pessoa que morre de medo de chuva.
Inês: Eu tenho que concordar.
Victoriano: Ta vendo como tenho ótima memória?
Victoriano: E também é um ótimo convencido -ela brinca-.
Victoriano: Então, pode ir pegar suas coisas que eu te espero aqui.
Inês sorri.
Victoriano:: O que foi?
Inês: Victoriano, se esqueceu que eu não trouxe nada? Essa roupa foi Rosa que arrumou emprestada com uma de suas funcionárias.
Victoriano: Foi mesmo -ele sorri-
Inês: Quem era mesmo que estava se gabando por ter ótima memória?
Victoriano: Foi apenas um descuido. Já que é assim, vamos!
Os dois saem juntos em direção a casa da fazenda. Chegando lá, são recebidos por Rosa que ficou surpresa e tratou de arrumar logo um quarto para Inês...
Já havia ficado tarde e Rosa ido para sua casa dormir. Inês estava dormindo também, mas Victoriano estava na sala pois havia perdido o sono e estava observando o céu pela janela distraidamente.
Pensamento Victoriano:
"Será que meu plano irá dar certo? Sei que posso me arrepender amargamente, mas nem sempre podemos nos deixar ser guiados pelos sentimentos... Você ainda irá me pagar,
Inês. Irá pagar por cada lágrima que eu derramei por você, irá pagar cada momento de solidão e desprezo. Irá sofrer como eu sofri por você."
"O que faz acordado a essa hora?"
Victoriano se vira e depara-se com Inês bem atrás dele.
Victoriano: Eu perdi o sono e acabei perdendo a noção do tempo observando o céu. Estava aparentando que ia chover mas pelo, jeito nos enganamos... Como são lindas as estrelas, a lua...
Inês se junta a ele na janela para observar também.
Inês: São lindas mesmo! Sabe... As vezes quando eu estava triste e estava sendo consumida pela saudade, eu também ficava à observar céu, mas quando me deitava para dormir
eu me confortava mais por pensar que por mais longe que eu poderia estar, nós sempre estaríamos nos deitando sob as mesmas estrelas... — Inês estava com lágrimas nos olhos-
E isso de alguma forma me dava forças pra continuar...
Victoriano e Inês continuavam olhando fixamente para o céu...
Inês: Ei, Victoriano! Aquilo foi uma estrela cadente?
Victoriano: Eu acho que sim!
Os dois se viram um para o outro.
Inês: Você acredita na história de que elas realizam sonhos?
Os dois se olham e por um impulso misturado com desejo, os dois se beijam, por um desejo mútuo que gritava no coração de cada um... O beijo é interrompido por Victoriano.
Victoriano: Sim, Inês!
Inês, Oi? Sim o que, Victoriano?
Victoriano: Eu acredito que as estrelas cadentes realizam sonhos... Aliás, acabaram de realizar o meu.
Os dois se beijam novamente... apaixonadamente.
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