Eu estava no quarto do hospital sendo atendido por um robô que apalpava minhas pernas com uma habilidade incrível. Ele iniciou a sessão de fisioterapia movimentando meus braços e pernas de maneira circular e lenta.

Eu não sentia dor, mas sabia que não era mérito algum, pois estava completamente sedado, e talvez até sonhando com cores de realidade.

O robô que me prestava assistência derramou um produto pastoso em suas mãos e massageou a gororoba sobre minhas pernas. O contato gelado resultou em um arrepio — uma leve sensação, já que nem sentia meu corpo por inteiro.

Da sua boca — na verdade uma fenda emitindo uma luz verde, saiu uma voz metálica que ecoou pelo quarto e que parabenizava o meu empenho nas sessões de fisioterapia.

Disse que se continuasse assim, em breve eu sairia do hospital.

“Sua mãe ficará orgulhosa”, completou a coisa.

Notas finais
Cap curto, está no fim