O helicóptero caiu na copa das arvores, sendo amortecido, antes de cair com forte impacto no chão. A calda da aeronave estava em chamas, que se espalhavam rápido pela vegetação seca. O motor ainda estava ligado, e as hélices, quebradas continuavam a girar em baixa rotação.

Priscila estava desacordada, enquanto Iago tentava se livrar do cinto.

–Hey, acorda. — Iago sacudiu a mulher que acordou um pouco desorientada. Um rastro de sangue escorria na lateral de seu rosto.

–Nós... Estamos vivos?

–Não... Estamos mortos... No céu... Não esta vendo os anjinhos?

Priscila o encarou irritada, mas logo se colocou a ajudá-lo.

–Não encosta!- Iago tentou puxar a perna, mas isso o causou intensa dor.

–Como vou te ajudar sem te tocar?- Priscila pegou um caco de vidro e cortou o cinto.

–Obrigado. — Iago tentou se levantar, mas a dor voltou a incomodá-lo.

–Cadê o piloto?- Priscila limpou o sangue das mãos na roupa e cortou seu próprio cinto.

–Deve ter caído durante a queda. — Iago pegou as duas pistolas que estavam caídas próximas a ele, guardou uma e jogou a outra para Priscila, que estava distraída com outra coisa:

–Que cheiro é esse?

–Querosene. É melhor darmos o fora daqui.

–Você consegue andar?

–Claro se sim- Iago saiu, mas se apoiou- Talvez não.-Nesse exato momento, a calda do helicóptero explodiu, Iago foi lançado ao chão com a onda de choque.

–Iago!-Priscila correu ate ele- Se apóia em mim.

Os dois saíram dali o mais rápido possível, um pouco mais a frente pode se ouvir a explosão do helicóptero, e ver algumas peças voando.

–Essa foi por pouco. – Priscila deu um sorriso, que não foi compartilhado por Iago.

–Pode deixar eu consigo ir sozinho.

Iago ia na frente mesmo em passos lentos.

–Tem idéia de onde possamos estar?

–Não. Tente usar seus conhecimentos dos treinamentos nazistas e nos tire daqui.

Priscila permaneceu calada durante o restante do trajeto.

A noite começava a cair e o frio aumentava conforme o crepúsculo avermelhado do céu se tornava mais escuro.

O cansaço e a fome apertavam a ambos, que não faziam questão de reclamar. Ate certo ponto.

–Chega. Eu desisto. –Priscila deixou-se cair debaixo de uma arvore.

–Vou ter que concordar com você. — Iago também se sentou, de frente para Priscila. A dor continuava, mas ele tentava não ligar- Devemos estar próximo a alguma rodovia, ou algo do tipo.

–E você não acha que eles já devem ter colocado policiais em cada canto?

–Com a queda do helicóptero, logo, logo eles vão nos dar como mortos.

–Além de fugitiva, estou morta- Priscila ria tentando disfarçar a raiva.

–É melhor você para de reclamar, ou então vou te mandar pra junto do seu namoradinho de verdade.

–Tudo isso é culpa sua...

–Ai, vai começar a ladainha de novo.- Iago se levantou com muito custo, deu alguns passos sendo seguido por Priscila, que desabafava:

–Você não tinha nada que se meter no assunto da escola, não deveria nem ter aparecido nas nossas vidas- Mesmo parecendo durona, algumas lagrimas escorriam dos olhos da loira -Se não fosse por você nós dois ainda estaria junto.

–SE NÃO FOSSE POR MIM... O Enzo teria te entregado... E em relação ao Paulão eu te fiz um favor, você e ele não estavam lá essas coisas mesmo.

Priscila partiu para cima de Iago, que estava de costas, tentando acertá-lo, mais os reflexos e habilidade do vilão foram mais rápido. Iago segurou os braços de Priscila, á empurrando no chão.

–Da próxima eu não perdôo... Ou melhor, não vai ter próxima. Se vira Priscila — Iago se virou e seguiu até sua imagem desaparecer por entre a mata espessa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.