Capítulo XIX

Desci as escadas até o deck principal, sempre tentando contatar Karmedis, mas sempre sem resposta. Procurei por algum lugar que ele pudesse ter ido, já que tinha uma certeza absoluta que ele não estava nos saguões, salas e corredores subterrâneos do navio, então só havia um local para ele estar: na cabine do comandante do navio.

Corri em direção as escadas que ficavam em frente das escadas dos quartos e comecei a subi-las com cautela, pois lá eu não tinha entrado e não queria levar algum tiro, já que estava sem o colete e a roupa da marinha já estava completamente rasgada.

Subi o primeiro andar e com a arma levantada, apontei para as costas de um segurança, mas ele não se movia. Eu não fiz barulho, mas ele parecia diferente, parecia que estava imobilizado, achei que era uma espécie de isca. Com o tempo que tinhámos, não tinha como eu descer e dar a volta e escalar pelo parapeito. Então resolvi fazer uma loucura, corri até o segurança e o puxei para as escadas, foi questão de segundos até começarem a atirar em nós dois. Ficamos vivos e ilesos e quando olhei para ele percebi que ele era um dos seguranças, mas estava com uma mordaça na boca e as mãos amarradas na arma. E olhando pra mim com os olhos esbugalhados como se pedisse ajuda.

Claud- Me ajuda a matar esses caras que eu te solto. Entendeu?

Ele fez um barulho de "aham" e mexeu a cabeça um sinal positivo. Tirei a mordaça e a fita adesiva nas mãos. Ele levantou pegou sua metralhadora e apontou para o próprio peito e fez um sinal que iria pela esquerda, depois apontou pra mim e apontou pela direita, e os dois mirando em cima.

E assim fomos. Fui pela direita atirando nos soldados que atiravam contra nós da parte de cima. Não tinha colunas para se esconder e proteger, então corri atravessando o saguão e indo para as escadas que iriam para o andar de cima. Cheguei de frente para as escadas e vi o cara que eu tinha ajudado trocando tiros, mas sem ter saído de frentes das escadas, ele dava uns tiros e voltava para se proteger. Então mudei meu lado e atirei no segurança que atacava meu novo parceiro, e o matei. Meu novo parceiro saiu e consegui matar os outros dois que atiravam em sua direção. Subi as escadas e fomos para o segundo andar, mas antes de subir todos os degraus apareceu um segurança que recebeu um tiro do meu novo amigo.

Olhei impressionado com o reflexo de meu companheiro e resolvi falar.

Claud- Como te chamo?

Junt- Junterasi.

Claud- Junterasi? O Major Junterasi?

Junt- Da onde você me conheci?

Claud- Você me deu um discurso quando eu estava começando na carreira militar, mas como você foi capturado?

Junt- Eu estava infiltrado, mas me descobriram e me colocaram como armadilha para os dois militares que estavam embarcados no navio.

Claud- Eu sou um deles. Ficou sabendo do outro?

Junt- Não, mas vamos logo com isso.

Subimos ao segundo andar e começamos a atirar nos três seguranças que disparavam contra nós. Os matamos e Junterasi apontou para uma porta a esquerda. Lá estava escrito "Capitão", e era aonde eu pretendia chegar, mas quando abri a porta era um quarto e não o convés. Junterasi deu toque nas minhas costas e apontou para fora do quarto, nos escondemos contra as paredes do quarto e aguardamos os guardas passarem. Eles foram em direção às escadas, Junterasi abriu a porta e apontou para os guardas, mas eu abaixei sua arma e peguei uma granada incendiária e joguei nas costas de um dos guardas, depois eu e Junterasi começamos a atirar nos seguranças, mas nem dei dois tiros e a granada explodiu e queimou os quatro seguranças.

Subimos as escadas de onde os guardas tinham vindo e nos deparamos com Karmedis caído no final das escadas desacordado. Corri até ele e vi que estava respirando. Olhei em volta e procurei quem conseguiria desacordá-lo com um soco no olho tão potente (o olho dele estava completamente arroxeado em volta). Vi um homem sentado em uma cadeira e olhando para mim, pois Junterasi tinha ficado escondido nas escadas para qualquer coisa. O cara que me observava tinha a roupa com os detalhes verdes, então logo presumi que ele era o verde. Levantei a arma em direção ao seu rosto, mas antes disso alguém jogou algo em cima de mim, quando levantei, percebi que era o corpo de Junterasi. Levantei e percebi que atrás de mim tinha alguém apontando uma arma pra mim, mas não era um simples segurança e sim um cara que tinha as roupas brancas, e o cara que jogou Junterasi em cima de mim era o laranja.

Verde- Não se fazem mais militares como antigamente.

Claud- É. Hoje o pessoal é melhor. O que dois atacaram de seus comparsas. sem falar que um estavam infiltrado.

Verde- E no final todos foram capturados. Mas onde quero chegar é: por que vocês estão contra nós?

Claud- Quer mesmo saber? Pelo simples fato de que se não estão com nós, estão contra nós.

Verde- Mas você guerreia sobre motivo nenhum?

Claud- Ah! Não tenho motivo algum? Eu estou de férias com minha namorada e sequestram o navio onde faço o cruzeiro. Eu devo fazer o que? Combater ou ficar parado?

Verde- Tem esse lado. Mas o "por que" de vocês militares nos atacam?

Claud- "Vocês"? Eu nunca tinha atacado nenhum de vocês até hoje. Esse não é meu departamento. Cada um que cuide do que lhe pertence. É assim que penso.

Verde- Muito bom o seu jeito de pensar, mas sequestramos o seu navio, por causa de você e de seu amigo. Vocês são Karmedis e Clauder, certo? E além de vocês trabalharem com o "Projeto Vitaliis" em Júpiter, estou certo? Com um grupo de jovens, além de vocês, mais uma vez certo?

Claud- Como você sabe tanto sobre mim e do meu amigo?

Verde- Como e não saberia a equipo que comando? Ou você acha que trata de um gás tóxico e os GTs não foram culpa disso? GTs significa...

Claud- Gases Tóxicos...

Verde- Nós somos um grupo terrorista que atacam grande parte da população que queremos destruir a civilização, porque elas estão alterando muito a genética dos seres vivos e blá, blá, blá. Tudo ladainha. Nós somos uma parte do poderio militar que faz experimentos e reforçam grande parte dos projetos militares. Nós somos uma organização que foi autorizada pelo governo a fazer coisas que ninguém pode fazer. Agora lhe faço uma pergunta: Está contra nós ou conosco?

Claud- Vou ficar do lado de quem manda três homens de sua guarnição especial, além de ter desmaiado dois de meus companheiros. E claro de que ficaria do lado de alguém que está apontando uma arma para minha cabeça.

Verde- Karmedis e Junterasi duvidaram de tudo o que eu falei. Então eu pedi para eles tirarem uma soneca. Vou mostrar à eles que eu estou certo e que preciso de vocês para completar meu plano. Branco abaixe a arma e Laranja pegue a roupa de vermelho para nosso novo membro. Eu sabia que um ávido admirador de Sherlock entenderia e pensaria que seria melhor se juntar ao invés de bater o pé no chão e duvidar do obvio.

Claud- É claro que eu entenderia.

Nesse momento virei e dei um chute na cara de branco, seguido de um soco e um chute em laranja. Mas ele reagiu segurando em minha cintura e me rodopiou no ar até eu travei minhas pernas em volta de seu peito e uma grande cotovelada no seu nariz. Laranja me largou, mas dei um "surdão" na orelha de laranja e assim me largou, que ocasionou em seu desmaio, pois dei um bom soco na suas regiões inferiores e um chute em seu peito. Ouvi uma arma sendo engatilhada nas minhas costas, mas antes que ele atirasse rolei no chão e peguei a pistola que Karmedis me tinha emprestado e atirei no peito de branco, mas ele ficou vivo (sorte de ele usar o colete). Ele coolocou a mão em cima de onde tinha levado o tiro e olhou pra mim e foi nesse momento que ele levou um tiro rosto. Virei para verde, mas ele não estava mais lá. Fiquei espantado, mas antes de ter qualquer iniciativa recebi um grande golpe em minha nuca (acredito eu, que foi uma coronhada), que fez me cair duro no chão, mas antes de desmaiar vi verde se aproximando de um canto que ele estava escondido. Então quem havia me dado uma coronhada na nuca?