Capítulo XXV

Karmedis saiu da sala e após alguns segundos entrou um médico com uma espécie de maca (damos o nome de maca, mas ela foi aprimorada com o passar do tempo), desceu um dos braços da maca e perguntou se conseguiria passar para a maca sozinho, fiz um sinal de positivo com a cabeça. Enquanto me arrumava na cama ele abaixava a parta das pernas e do tronco da maca, para que pudesse ficar mais cômodo para eu sentar nela, passei da cama que estava à maca sem problemas, só tendo cuidado com a perna. O médico me ensinou como ajustar a maca do meu gosto, e assim fiz, apertei o botão de controle, mas tive dificuldades para fazer a maca se locomover ao meu modo, então o médico se ofereceu para pilotar a maca para mim, aceitei de bom grado e assim passamos pela porta.

Após passar pela porta vi uma fileira com várias pessoas, umas atrás das outras, e logo na primeira estava Karmedis com um sorriso estampado no rosto, agradeceu o doutor pela gentilieza, mas falou que ele poderia dirigi a maca daquele momento em diante. A primeira pessoa a se apresentar para mim foi um homem que tinha aproximadamente um metro e oitenta, magro, cabelos pretos e aproximadamente vinte e seis anos, usava um sobretudo preto, que escondia o braço bem definido por conta do boxe (isso eu descobri mais tarde) e um chapéu um tanto quanto diferente, calças de couro (que não eram normais) e uma bota militar (uma figura um tanto estranho para mim, mas ele me falou algo extrordinário).

Hide- Meu nome é Walter Sunley Hide. É um enorme prazer conhecê-lo.

Claud- Meu nome é Julio Kaunter Clauder. Bonita roupa a propósito.

Hide- Muito engraçado da minha parte. E não me julgue até ter todos os fatos sobre mim.

Claud- Com a entonação em sua frase não descubrirei as coisas tão fácil, correto?

Hide- Se conseguir descobrir algo.

Claud- Gostei de você. Karmedis para o próximo.

Karm- Sim, senhor. Aqui estamos, este é...

Atóris- Arthur Arsen Atóris.

Claud- Nome bonito- Esse era um homem estremamente grande (tinha no mínimo um metro e noventa e cinco, como eu estava sentadoparecia muito mais), de pele escura, com calças militares pretas, botas militares iguais as de Hide, mas o que me impressionou é que ele usava o maior tamanho de camisa para miliatares e, mesmo sendo a maior, seus bíceps que deixavam a manga da camisa estufada, assim ocorria tembém com os ombros, costas, e tórax; esse era um homem com quem não brigaria. Ele estendeu a mão e apertou forte a minha mão, olhou com certo rancor para Karmedis.

Atóris- Não preciso que me apresentem, sei falar. Obrigado pela sua cordialidade, Karmedis.

Claud- Você daria um ótimo homem em combate.

Hide- Mas um homem mais desafiador em uma disputa de tiros, estou certo?

Atóris- Acho que sim. Meu tamanho é para evitarem uma luta corpo-a-corpo, mas não quer dizer que eu não saiba lutar. Mas eu sempre tive uma paixão por atirar, sempre participei em estandes de tiros.

Hide- Percebe-se que a sua mão tem uma espécie de marca, localizada perto do dedão, na palma. Essa marca é comulmente deixada após usar por muitas vezes uma arma em especial, que em estandes de tiros são comuns. Ela força e acaba machucando a pele com o impacto do disparo, por conta dela ficar roçando uma parte de metal na mão, o que mostra que você usou até cortar sua mão algumas vezes.

Atóris- Parece que você conhece muito bem estandes de tiros. Frequentava bastante?

Claud- Essa não é a pergunta para o falador, a pergunta é: Quanto você tirou na prova para a definição da profissão?

Hide- Essa é uma das coisas que você terá que descobrir.

Claud- Ok, Karmedis para o próximo.

Karm- Quer dizer próxima?

Narco- Antônia P. Narcovich – Essa era uma mulher extremamente bela, loira, magra, um metro e setenta e cinco, usando o uniforme militar completo, sem maquiagem, e com uma cara rude, algo que tirava um pouco de sua bleza.

Claud- P? Poderia saber desse sobrenome que você tenta esconder?

Narco- Não por enquanto soldado.

Claud- Claro! Sargento.

Narco- Engraçadinho você.

Karm- Ele muda durante as missões.

Claud- Karmedis, próximo.

Young- Midas Tibérios Young – Um soldado comum, cabelos pretos, sem barba, pele clara, um metro e setenta e três, uniforme completo, e nada de olhos puxados, apesar do nome.

Claud- Pai de origem asiática, mas acabou puxando a mãe. Mas a questão principal é: Qual a sua habilidade?

Young- Como assim?

Claud- Para as missões que iremos enfrentar, temos que ter “super-poderes”. Pode ver que o Sherlock tem um ótimo senço de dedução, o armário é bom com armas e em uma luta, a loira tem uma ótima habilidade em planejar estratégias em uma luta, Karmedis tem uma ótima reputação, e eu tenho experiência em combate, além de Thor ser um ótimo inventor, Linter ser a melhor pesquisadora em campo, Box ter uma habilidade fantástica no corpo-a-corpo (principalmente com as mãos), Volu tem uma ótima persuão, Kali e Yntu...

Karm- Eles morreram no acidente, esqueci de avisar, os corpos foram achados carbonizados logo que nos resgataram.

Claud- Ok, etc...Agora eu quero saber: Qual é o seu “super-poder”?

Young- Não tenho nenhum.

Claud- Humildade não é algo que se possa utiizar em uma batalha. Corpo-a-corpo, armas, coragem? O que você tem de especial?

Hide- Lâminas.

Claud- Cala a boca, Hide! Você já está me deixando nos nervos. Lâminas, me fale, Young, sobre essas suas lâminas.

Young- Lâminas? Eu gosto de usá-las em combate, mas nada surpreendente, eu mato tanto com lâminas como com armas, o que me dá eu me viro.

Claud- Entendi. Assassino a sangue firo, um ótimo mercenário. Antes que você tire minha conclusão, Karmedis próximo.

Karm- Essa não precisa de apresentações. Velha amiga que voltou de viagem.

Claud- Quem? Ah! Tina.

Tina- Oi, Clauder.

Claud- Como vai o bebê?

Tina- Nasceu firme e forte. Cinco quilos e duzentos e oitenta e três gramas.

Claud- Como é bom te ver. Vai trabalhar na minha equipe?

Karm- Sua?

Tina- Sim, vou trabalhar na equipe do Ruivan.

Claud- Qual o nome do garoto?

Tina- Emanuel Tinâtuo Undrief.

Claud- Tinâtuo, agora eu sei porque te chamam de Tina.

Karm- Clauder, Ruivan está chamando todo o pessoal para uma reunião. Mas você terá que ficar de repouso, perguntei a ele se você deveria comparecer e ele falou que não.

Médico- Clauder o senhor terá que ficar em sua cama de repouso, os primeiros dias são cruciais para o recuperamento.

Claud- Tudo bem. Tenho algo a fazer mesmo.

Voltei para o quarto onde estava hospedado e coloquei o Oculivro em um modo de que quando eu falasse algo ele fosse armazenando em forma de texto. Comecei a dizer coisas que tinham se passado até sentir sono e dormir.

Notas finais
Muitas coisas se passaram até chegar onde quero chegar. Esse é a primeira parte de algo muito maior, digamos que até nesse ponto não sabia o que estava por vir. Digamos que muitos desses soldados irão morrer. Ruivan morre em uma missão que temos e eu sou escolhido para assumir o comando da equipe, nessa mesma missão levei uma ponta de lança no olho e acabei perdendo a visão do olho esquerdo (preferi colocar um tapa-olho a fazer uma reestruturação no olho, achei que o tapa-olho me daria mais cara de mal, mas na verdade era que tinha medo da cirurgia), mas fiquei com o título de Capitão, Major Junterasi fica no comando da nave. Dezesseis anos após o enredo que acabei de acordar (eu estava com trinta e nove anos) até mudarem radicalmente as coisas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!