Vitaliis - Introdução
22 Capítulo XXII
Capítulo XXII
A criatura virou em nossa direção e veio em investida, tentando acertar os dois com a parte de cima da cabeça, mas como reflexo, eu e Karmedis rolamos para o lado e deixamos a criatura se machucar sozinha, enquanto eu rolava para tomar distância Karmedis disparava uma sequência de balas do outro lado da criatura, o que eu não podia ver, mas que ouvia as batidas de metal batendono casco e voltando ao chão. A criatura rugiu de raiva e se preparava para partir para cima de Karmedis quando levantei e dei dois disaros na direção do olho, ou o que parecia ser o olho, mas não acertei onde mirava, mas isso não deixou de funcionar. A criatura se virou na minha direção e olhou com uma raiva extrema rugiu enqaunto estava de costas, se virou lentamente e veio para cima de mim. Nessa hora travei, não tinha para onde correr, não poderia bater (se nem o metal rachava o casco dela, não seria minhas mãos que rachariam) e muito menos, me esconder em um amplo salão que estava completamente vazio. Mas pensei comigo mesmo ”não vou desistir, mesmo sabendo que posso morrer, morro, mas dando trabalho para o inimigo”. A criatura era lenta, deu tempo de mirar e dar três disparos antes de ela ficar perto o bastante para eu me esquivar para o lado, a criatura se voltou rapidamente e tentou me morder com seus dente enormes, mas me rastegei e por muito pouco não levei uma mordida nas pernas. Foi no momento em que vi a cara da criatura muito perto a da minha, rosnando e pronta para me comer, quando ouvi um único disparo, que pegou certeiro no olho da criatura, ela nem se moveu, simplesmente deixou o corpo ser puxado pela gravidade, que caiu em cima de minhas pernas. Senti uma grande pressão e depois uma incrível dormência, mas ainda sentindo uma pressão sufocante, a criatura deveria ter mais de trezento quilos e a gravidade artificial de dez metros por segundo não ajudava muito. Olhei feio para Karmedis e ele correu em minha direção, fiz uma força extrema, mas só sentia a pele sendo apertada entre meus braços, mesmo sendo um casco firme acarne que continha dentro era flácida. Karmedis apoiou as cstas na parede ao meu lado esquerdo e empurrou a cabeça da criatura com os dois pés, enquanto eu agarrava o pescoço e tentava jogá-lo para o lado. Empurrando de pouco em pouco a cabeça da criatura cedeu para o lado e livrou minha perna esquerda, que ajudou a empurrar, mas não tivemos sucesso em tirar minha outra perna, foi quando pedi para Karmedis me puxar de vez tirar ele de cima de mim. Ele agarrou meu tórax e puxou enquanto que eu com a outra perna empurrava a cara da criatura, que depois de muito esforço conseguimos. Deitei no chão e comecei a respirar ofegantemente, enquanto Karmedis ria em pé, olhei feio para ele e ele só respondeu uma coisa.
Karm- Foi mais difícil te tirar de baixo dele do que colocar caído.
Claud- O mais difícil é agüentar seu senso de humor – Neste momento Thor abriu a porta com dois guardas e olhou para nós.
Thor- Vocês conseguiram domar a fera?
Claud- Não era esse nosso trabalho?
Thor- Não. Era para vocês “segurar as pontas” até eu chegar com reforço.
Karm- Nós fazemos além do pedido.
Claud- Fale por si só.
Thor- Ótimo, agora chamem alguém para levar esses bixos enquanto converso com meus velhos amigos.
Karm- Posso lhe perguntar algo antes de tudo? – Karmedis paerguntou depois que os guardas foram embora.
Thor- Claro. O que?
Karm- Você ainda não falou com a Linter?
Thor começou a falar entre ele e ela depois que nós saímos de férias e com o passar do relato dele, ele mudou de assunto e desviamos do rumo principal. Percebemos que ele não queria falar disso e nós não insistimos. Ele perguntou de como tinha sido a viagem, nós falamos tudo, exceto a parte dos GTs terem relação com o governo, mas também exageramos na hora de contar, aumentamos muitos fatos, mas nunca desmentindo o outro, se fossemos contar quantos guardas “matamos”, de acordo com a história, dava mais que o triplo que matamos em toda nossa carreira profissional. Thor ficou impressionada, não sei se ele acreditou em tudo, mas que pareceu impressionado pareceu. Depois ele contou sobre as novidades que ele desenvolveu junto com uma equipe e contou como os nativos estavam mais fortes e resistentes. Contou algo que não tínhamos idéia, como ele se desenvolviam muito rápido, isso quer dizer que tinha que ser de geração para geração, cada humanóide vivia em média dez dias, no dia presente, e que era estimado que cada criatura viva dois dias no dia em que “apareceram”. Falou também que antes de nós viajarmos o peso médio dos humanóides era de cinqüenta quilos, agora já passava dos sessenta, além da epiderme ter saído do cinza e ter mudado para esverdeado (cor natural do gás, o que ajudava na camuflagem). Olhei para Thor e sem o consentimento de Karmedis, falei o motivo dos GTs existiem, Thor não ficou impressionado, apenas falou que desde que a base foi instalada, os humanóides estavam evoluindo mais rápido do que seus antecessores, ou seja, o governo poderia estar deixando o gás mais denso ou dando uma “dose de vitaminas” para os humanóides. Thor também contou que não tinha nenhum humanóide na base, nem para pesquisas ou para estudos, todas as armas que ele fazia era desenvolvida apenas observando vídeos ou por pura intuição e tinham que ser testadas na hora das missões. Ele e Linter não sabiam o “porque” que não capturavam humanóides, tinham discutido isso diversas vezes com o Comandante, mas ele sempre alegara que quando derrubava um dos humanóides os outros tentavam defender e que na “hora H” era difícil carregar um corpo nos ombros. Karmedis e eu demos nossa palavra que capturaríamos um humanóide na primeira missão que um deles aparecesse. Depois desse assunto Karmedis saiu para usar o banheiro, foi o que ele disse no momento, enquanto Thor me explicava mais alguns detalhes sobre os novos equipamentos.
Depois de alguns minutos conversando Karmedis voltou e falou que o Comandante queria falal comigo e ele a sós. Mas quando saí da sala ele me puxou para outro canto e falou que tinha ido falar com Linter e que ela já viria falar com Thor, achei uma idiotice suprema, mas com uma boa intuição.
Resolvi ir treinar na sala de musculação, peguei minhas luvas de boxe e fui para cima do saco de pancadas, claro que tinham inventado vários tipos de máquinas para treinamento de boxe, mas eu gostava de treinar a moda antiga. Box chegou na sala e falou que tinha descobrido um novo método de treino, muito interessante e eficaz na hora de desacordar um oponente, duvidei. Ele abriu um holograma a frente do saco de pancadas e acionou o identificador de voz e falou “sequência stick control”, abriu uma pasta com várias pastas e ele falou “papa-mama” e apareceu uma sequência estranha de “D-D-E-E--E-E-D-D”.
Box- Já ouviu falar em música?
Claud- É claro!
Box- Então, isso pertence a umcontrole de ritmo de um instrumento chamado bateria, conhece?
Claud- Tá achando o que?
Box- Acho que você sabe. Eu tocava quando pequeno e revirei uma mala de apostilas e achei a do stick control que serve para o baterista aprender a tocar com as duas mãos. A direita, é o “D”, e a esquerda, que é o “E”. Tem vários tipos, esse é um deles.
Claud- Boa idéia. Aliás é bom te ver. Quer tirar o atraso dos treinos?
Box- Claro!
Ficamos treinando boxe até eu não agüentar mais ficar de pé, mesmo em uma luta geral sendo mais habilidoso que Box, em uma luta de boxe não tinha resistência e o espírito de lutador igual ao dele. Eu adimitia que perdia para ele, no boxe.
Fui tomar um banho e após isso dormir. Acordei pela manhã, na Terra, pois em Júpiter ainda estava escuro, mas me levantei completamente dolorido, não treinava daquele jeito a semanas. Terminei de colocar os assuntos em dia com o pessoal efui avriguar com o Comandante qual seria a próxima missão.
Claud- Comandante!
Ruiv- Sim, soldado. À vontade.
Claud- Qual será a próxima missão?
Ruiv- Será a implatação da CG.
Claud- Senhor.
Ruiv- Sim.
Claud- Ninguém me informou qual a função desse novo equipamento.
Ruiv- Dei a ordem a Thorliptus que fizesse esse projeto sem ninguém ficar sabendo, inclusive os outros inventores.
Claud- E quando será a próxima nossa descida ao terreno de Jupiter?
Ruiv- Quando essa máquina ficar pronta. E quando será isso? Você deve perguntar a quem está realizando o projeto, mas ele me falou que em cerca de três dias a máquina ficará pronta. Além da ordem de não falar com isso a ninguém, ele não pode falar nada a ninguém que venha a perguntar sobre a máquina, terá que se dirigir a palavra a mim antes de falar com ele. Agora se retire estou preenchendo uns formulários e não posso ficar me distraindo.
Claud- Até mais Comandante.
Ruiv- Até, soldado.
Saí da sala do Comandante e comecei a andar pelos corredores, sem saber para onde ir fiquei procurando algo para fazer, até que resolvi ir para a sala da Linter e pedir algo para ler, já que lembrava que ela sempre trazia livros e deveria ter algum muito bom, ou pelo menos algum que tirasse meu tédio.
No caminho ouvi um tumulto de soldados correndo para a direção da sala do Comandante e achei estranho e fui averiguar o que teria ocorrido. Senti um tremor enquanto caminha à sala do Comandante, um tremor que me fez perder o controle e me apoiar na parede para não cair. E em uma das janelas da nossa nave entrou uma luz forte avermelhada, não me cegou, mas me deu um belo susto, olhei pela janela e vi algo que pensei que nunca mais veria. Quatro porta-aviões aéreo dos GTs. Olhei impressionado e muito assustado, corri para a sala de equipamentos e vesti meu antigo uniforme que descia nas missões (tinha guardado lá para recordações, já que os uniformes foram alterados). Peguei minhas armas e corri para o deck, onde vi vários soldados descendo por tubos de plásticos até chegarem ao chão, enquanto seguravam em um cabo. As roupas deles também eram equipado para uma gravidade de mais de vinte e cinco metros por segundo. Mirei no primeiro guarda que estranhava o local.
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