Capítulo XVI


Antes de sair para alertar as garotas do que acontecia naquele exato momento no navio quis me precaver e fui ao meu armário e procurei uma mala minha que tinha guardado dois caletes a prova de balas e dois uniformes da marinha contra armas radioativas e térmicas (para não haver congelamento do corpo em águas congeladas).


Karm- O que você está fazendo? Temos que por o seu plano em prática o mais rápido possível, antes que os caras descubram que peguei o vermelho e que você está vivo.


Claud- Acho que isso aqui eu peguei quando o meu Eu estava atuando — Mostrei os equipamentos.


Karm- É. O seguro morreu de velho.


Claud- Um homem prevenido vale por dois. Tem coisa pra você também.


Nos trocamos o mais rápido possível e bolamos um plano provisório. Eu iria pegar as garotas e trazer para um lugar combinado com Karmedis, através do Oculivro, assim que ele arranjasse as armas para nós. Bom, na prática estava tudo perfeito, mas como nada da certo como em filmes.

Abri a porta para seguirmos o plano quando demos de cara com quatro seguranças apontando metralhadoras para nós. Quase que no automático pulei para o lado enquanto Karmedis encostou na parede e disparou dois tiros em um dos seguranças. Karmedis pulou para trás da cama e abaixou para não sofrer tiros. Eu me recolhi de encontro a parede da porta e esperei alguém avançar. Quando vi o cano de uma arma, o segurei e o puxei para a parede, fazendo a mão do atirador bater na parede e largá-la. Arrumei a arma em minha mão e disparei um tiro na testa do homem que tinha sido desarmado por mim. Antes de os outros dois atiradores entrarem, coloquei a arma pra fora e disparei várias vezes. Quando retirei a arma Karmedis entrou na frente da porta disparando com sua pistola. Quando ele foi trocar seu cartucho pulei para fora do quarto e procurei os atiradores. Contei e só tinha dois no chão, com mais um lá dentro do quarto. Estava faltando um, ouvi barulhos da escada. Corri em direção ao barulho e ouvi uma voz falando "Desligando.".

Após ouvir essa voz, corri com mais velocidade e não desci os degraus, fui pulando o máximo de degraus que consegui até que quando tinha descido quatro andares vi o único sobrevivente correndo entre os corredores. Amirei a arma na cabeça, senti o gosto de várias missões minhas enquanto estava no estágio. Com a arma que estava usando a cabeça não iria explodir, mas deixaria um bom rastro de sangue nas paredes, tanto a esquerda quando a direita. Dei um ligeiro sorriso e apertei o gatilho.

O sobrevivente sobreviveu ao disparo, já que a arma estava sem balas.


Claud- Filho da. Karmedis, chamando.


Karm- Fala, lindo.


Claud- O cara fugiu, a arma esta descaregada na hora em que fui atirar.


Karm- Sei como é.


Claud- Vou para o quarto.


Karm- Não. Já chame as garotas enquanto escondo os corpos e levo as armas para o quarto delas.

Claud- Ok. Desligando.

Karm- Nossa! Está imitando os GTs? Gostei. Desligando.

Subi dois andares em uma velocidade de cooper, não queria correr igual a um desesperdao, mas não significava que tinha que ir como quem está com vontade de ir trabalhar. Achei o quarto das garotas e bati na porta e ouvi uma voz feminina gritando "já vai.". Passaram poucos segundos até Lun abrir a porta.

Lun- A Nah já esta terminando de se arrumar. Mas que droga é essa? O que aconteceu com seu rosto.


Claud- Isso é pomada para previnir infecções e para não inflamar os machucados.


Lun- Outra briga com Karmedis?


Claud- Não, na verdade ele que me salvou da briga. Ele estava certo. O navio esta tomado por agentes da GT. Eu ouvi de uma espécie de aparelho emissor de mensagens de voz.


Lun- Estilo um Oculivro?


Claud- Do mesmo jeito. Ele estão pensando em sequestrar todo mundo. Já mandaram quatro agentes atrás de mim e do Karmedis.


Nah- Oi. Que roupa é essa? Vamos para alguma festa a fantasia.


Claud- Aí, Deus! Esperem. Karmedis, chamando.


Karm- Oi querida.


Nah- Nossa! é assim que vocês conversam na intimidade?


Karm- É claro. Por que você acha que dividimos o mesmo quarto?


Claud- Para de brincadeira. Aonde você está?


Karm- Cheguei.


Claud- Ótimo. Assim explico melhor tudo o que está acontecendo.


Lun- Nem lembrava disso.


Karm- Disso o que?


Lun- Que quando estamos em missões o Karmedis fica brincalhão e o Clauder fica sério. Eles invertem as personalidades.


Nah- O Clauder fica tão...


Karm- sexy quando está sério.


Claud- Para de idiotices! Karmedis explica tudo. Vou vendo o que nesse quarto tem para usar como armas.


Enquanto Karmedis explicava os acontecimentos até a noite decorrente eu revirava gavetas e não econtrava nada que pudesse ser útil. Desisti de achar alguma coisa e conferi os pentes de armas e engatilhei as armas e deixando com cada uma do quarto. Karmedis terminou a história e as garotas iriam começar a falar algo, mas cortei logo o que elas iriam dizer.


Claud- Não temos tempo para responder perguntas. Vou falar o plano e ele terá que ser usado a risca.


Karm- Seguido a risca.


Claud- Não me interrompa. Eu andei pensando enquanto você falava e sei aonde fica guardado o arsenal de armas. Em uma porta lacrada no deck principal. Lá deve ter uma entrada para alguma parte subterrânea para a sala de controles.


Lun- Como ninguém ouviu os disparos?


Karm- A festa está rolando solta no deck. Nem uma granada o pessoal ouviria.


Claud- Agora voltando. Eu vou ficar com a pistola do Karmedis. Karmedis você ficará com duas metralhadoras. E as garotas ficaram com duas, uma pra cada. Não quero ouvir reclamações. Karmedis me dará cobertura e vocês duas aguardaram ordens. Alguma dúvida?


Nah- Eu. Na verdade quem zuava era o Clauder. Karmedis ficava nervoso e sério nas missões. Por que vocês trocaram de posição?


Claud- O Karmedis sempre quis enfrentar esses caras, então ele está muito feliz. É um sonho dele virando realidade, então alguém tem que tomar as rédeas. Agora plano sendo executado. Fiquem e aguardem ordens. Karmedis, dê-me cobertura.