Descalça sobre cacos de vidro, nenhuma dor mais se era sentida, nenhum sangue mais escorria, se estaria morta ou viva? Não sabia, pois toda vida com aquilo convivia.

A estrada repleta de sombras aos seus olhos era deserta, sussurros lhe diziam que estava cega pela dor, mas a verdade era que ela era a única que conseguia manter os olhos abertos para a realidade sem enlouquecer, talvez.

Cores distintas do preto, vermelho e cinza são difíceis de se distinguir pela córnea viva no novo Sol que iluminava a vida, podendo ser opaco ou inexistente.

Suicídio ou assassinato, não sabemos, só se pode afirmar que a morte da menina foi feita com um buraco seco no peito e outro na cabeça.

Sem noção da verdadeira realidade, não há esperança de que ela seja mudada, conflitante com o caso de que a noção leva à loucura.

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