Vislumbre
6 Encontro
Notas iniciais
E desculpe pela demora :)
“Temos muito que conversar amor.” Aquelas palavras não saiam da minha cabeça. Amor? Quem ele achava que era para me chamar de amor?
Fui até a porcaria da clareira e não havia ninguém lá.
– Ah, ótimo. Me chama aqui para que eu fique esperando. – e então percebi o que eu estava fazendo. – E agora estou falando sozinha.
Fiquei andando de um lado para o outro até ouvir algum sinal dele. Saber, eu precisava saber por que ele havia me transformado. Essa pergunta havia me torturado e me assombrado por meses, me tirado o sono.
Não era porque eu gostava de ser humana. Ou porque sentiria falta de “opções’’, a única coisa notável que eu perdera era o fato de não poder mais ser mãe. Mas eu jamais tivera apelo por crianças. Ao contrario, sempre as odiei. Ele me livrar da possibilidade de ter uma um dia havia sido um favor.
10 MINUTOS DEPOIS
Droga! Eu odiava esperar. Para um vampiro ele era extremamente lerdo. Que ódio! Eu estava com raiva... Não sabia por que, mas estava. Antes com raiva do que pensar no que eu havia feito horas atrás.
20 MINUTOS DEPOIS
Eu não iria ficar ali feito uma palhaça. Virei às costas e andei por entre as arvores até a estrada. Não era um caminho muito longo, talvez uns 200 metros, então não precisava de pressa. Senti algo ali, se mexendo por entre as arvores. Que droga, porque eu estava assustada? Só porque era de noite... E eu estava sozinha entre arvores e... Ah meu Deus, eu estou louca. Só pode. Fiquei absolutamente imóvel e tentei ouvir mais.
Passos. Eram apenas passos. Ou melhor; o tal do Ian.
– Devo dizer que para um vampiro você é extremamente... – virei-me para encontrar o rosto do misterioso homem e me calei de susto. Oh meu Deus. Eu não sei como esperava que ele fosse, mas com certeza eu não esperava que fosse... Tudo isso. Perdi o folego. Ele me olhou com uma expressão divertida e um sorriso de canto, enquanto levantava as mãos em defesa e falava.
– Pode falar a verdade gatinha, eu aguento. – sua voz era uma sensual caricia. ( Ian -https://twitter.com/OficialCarolynF/status/267672880991571970/photo/1 )
– Lerdo. – encontrei minha voz para falar.
– Pensei que falaria outra coisa.
– Eu também. – murmurei para mim mesma. Abaixei o rosto ao perceber que estava ficando corada.
– Você demorou. – disse ele sério.
– Pra que?
– Para se comunicar, eu queria que você me procurasse. Por isso não tentei nada nesses meses. Mas mesmo assim eu que tive que lhe achar.
– Nossa realmente lamento. Mas acho que você que deveria desculpar-se por me deixar sozinha para aprender a ser uma vampira.
– Vamos lá amorzinho não seja dramática. Você sabia tudo sobre vampiros.
– Eu sabia tudo sobre series e filmes de vampiros.
– Ah. Isso explica muita coisa. – disse pensativo.
– É. Explica. Agora vai, me fala por que me transformou. – exigi.
– Bem direita você não é? – ele cruzou os braços, sorrindo. – Bom, eu me perdi dos meus “amigos” – ele fez aspas no ar. – E pensei que eles não sentiriam minha falta, então achei que seria divertido fazer uma amiga para mim.
– E essa amiga tinha que ser vampira?
– Não necessariamente. Mas eu decidi que iria transformar alguém para ser meu novo passa tempo. Então eu te conheci e conversamos...
– Espera. Como disse?
– Eu... Humm... – ele pareceu pensar no que responder.
– Conversamos? Nunca lhe vi antes!
– Na verdade viu. E gostou bastante. De forma que agora não foi muito diferente. – ele me olhou malicioso. Senti-me intimidada.
– Não me lembro de nada disso. – cruzei os braços e me aproximei, na tentativa de ver pelo seu olhar ou sua expressão se estava mentindo.
– Às vezes a memória de pouco antes da transformação falha. É bem normal.
– Então me conte.
– Faremos isso outro dia.
– Não!....
– Outro dia. Como você me atrasou. Bastante. –apontou o dedo para mim. – Menina levada. – disse sorrindo. – Temos que partir o mais rápido possível para fazer o que eu já devia ter feito a uns bons meses atrás. Vamos viajar para duas cidades buscar vampiros presos na noite e vamos leva-los para a V.H.S.
– Quais cidades? E o que é V.H.S.?
– Montreal, buscar uma tal de Annelise. E depois para Boston buscar um casal, Nikolas e Luiza.
– Não posso viajar com você.
– Por quê?
– Eu não te conheço.
– Pode confiar em mim. Acredite.
Notas finais
XOXO, Car s2
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