Notas iniciais
Está uma droga, e você vai ser perseguido se copiar isso. Não sou eu não, vai ser seus leitores de tão ruim que tá -q
Boa leitura.

A garota ajeitava as prateleiras com um sorriso no rosto. Era a sua alegria arrumar as prateleiras por ordem de cor, tamanho, autor, titulo, ano de lançamento, edição e etc. Ela amava livros. Por isso sentia que não precisava de mais nada. A felicidade sempre esteve com ela. Seus livros eram sua vida.

Sentou-se em sua escrivaninha e começou a ler um dos livros que tanto gostava. Era um típico romance, mas não era tedioso. Começou a se sentir tonta. Já estava acostumada, afinal sua saúde era deveras frágil.

Deitou de leve a cabeça na escrivaninha, a respiração já estava sendo afetada. Começou a respirar rapidamente e de repente, a escuridão.

Quando abrio os olhos novamente, estava em sua cama, rodeada por travesseiros e no criado mudo uma pequena bandeja com uma xicara de chá, ainda quente. Sentou-se lentamente e pegou a xicara, levando a á boca e bebendo pequenos goles. Um de cada vez.

Deixou a xicara aonde estava e deitou-se novamente. Sabia que era melhor descansar. Descansar, descansar e descansar.

- Patchouli! — Marisa abria violentamente a porta. — Posso pegar esses livros emprestados? — e ainda por cima falava alto.

- Faça como quiser. — Suspirou. — Apenas me deixe em paz. — Cobria-se com um dos vários cobertores espalhados pela cama.

Depois disso, Patchouli só ouviu a voz da Marisa falar alguma coisa, mas não conseguiu ouvir direito então não soube direito o que a mesma disse e logo depois, o barulho da porta se fechando.

Desde o incidente que Remilia causou, Marisa incistia em vir visita-la frequentemente. Várias vezes havia pedido para que ela se retirasse, mas a mesma não escutava. Ela era barulhenta, escandalosa e irritante. Por que ela teimava em continuar a vir visita-la?

Em meio a seus pensamentos confusos, acabou adormecendo.

No dia seguinte, já estava se sentindo melhor. Levantou-se da cama, colocou um casaco, escovou os dentes, penteou os cabelos e foi direto para a sua amada biblioteca. Sentou-se em uma poltrona e continuou com a sua leitura.

As horas foram passando, e como imaginava, Marisa chegava arrebentando a porta e entrando.

- P-a-t-c-h-o-u-l-i! — Dizia enquanto \"estacionava\" sua vassoura. — O que temos hoje?

- Nada...

- Hmm, esse e esse. — Marisa abria um largo sorriso. — Haha! esse também! hmmm... — Ia escolhendo a dedos os livros.

Patchouli olhava nervosa para aquilo e jogava o livro com violência sobre a mesa, fazendo aquele barulho ecoar na biblioteca inteira. Levantou-se e batia forte na mesa com as duas mãos.

- Você vem aqui só para desorganizar meus livros? — Ela começava. — Ou para rir de mim? ou para roubar os meus livros? ou simplesmente para me irritar? — Ela abaixava lentamente a cabeça e começava a respirar rapidamente. — Você é irritante! desde o que a Remilia fez você vem me irritar? Por que? você me odeia é? — Ela levantava o rosto com os olhos cheios de lágrimas. — Por favor...não apareça mais aqui... — Após terminar, caminhava para a saída.

- Patchouli, eu... — Marisa tentava falar.

- Saia daqui... não apareça mais por aqui... por favor... — Patchouli virava, o rosto parecia implorar. — Suma da minha frente. — e se retirava da biblioteca.

Patchouli caminhava pelos corredores da Mansão, indo para seu quarto. Sentia seu coração bater cada vez mais rápido. Era estranho. Finalmente havia liberado toda a raiva que sentia, mas havia outra coisa ali no meio. Simplesmente ignorou.

Chegando em seu quarto, deitou, se enrolando nos cobertores e tentando esquecer o que havia acontecido. Não demorou para adormecer.

Já havia se passado um bom tempo desde a última visita de Marisa para a biblioteca Voile. Patchouli tinha seus dias de calma e tranquilidade de volta, e estava feliz. No fundo, ela tentava acreditar nisso. Sentia saudades da maga, a mesma já havia percebido.

Mas não queria abrir mão da calmaria que tinha, para poder conseguir apenas alguns minutos de felicidade. Voltou a ler seu romance, e quando percebeu, estava chorando.

- Por que você está chorando? — Limpava as próprias lágrimas. — Foi você que disse aquilo para ela sua idiota...

Não conseguia mais conter as lágrimas. Queria reve-la, pelo menos uma última vez.

Começou a se sentir tonta novamente. Já sabia o que estava para acontecer.

- Koa...kuma... — Estava ofegante.

A última coisa que havia visto era Koakuma correndo para ajuda-la.

Quando acordou, estava na cama. Não estava surpresa, sempre era assim. Suspirou, aliviada.

- Acordou?

Olhou assustada para o lado, Marisa estava sentada do seu lado. Patchouli olhou atentamente. Era ela mesmo, era a Marisa!

- Marisa...o que está fazendo aqui? — Foi a única coisa que conseguia dizer. — Eu não tinha te mandado ir embora? — A raiva parecia aparecer de novo.

- Eu nunca iria te deixar sozinha. — Marisa sentava na cama de Patchouli. — Patchouli, eu queria me desculpar... — Ela abaixava a cabeça.

Patchouli ficava surpresa. Marisa queria se desculpar? isso era uma coisa que nunca passaria por sua mente.

- Eu queria demonstrar o quanto eu estou...ahn...arrependida, e tentei escrever algo para você mas... — Ela tirava uma folha de papel do bolso. — Não sou muito boa com palavras.

Marisa pegava na mão de Patchouli e pousava a folha de papel sobre ela. Patchouli pegava a folha de papel, e lia atentamente a única frase que estava escrito ali. Começava a chorar.

- Marisa...eu... — Patchouli começava a tremer.

- Eu nunca iria te deixar sozinha... — Marisa abraçava Patchouli. — porque eu te amo, sua idiota. — Terminava rindo.

\"Você sempre vivia me rodeando, roubando meus livros, sorrindo de um jeito idiota, aparecendo do nada, fazendo barulho e me incomodando. Isso sempre me irritava, mas mal sabia eu que aqueles eram os únicos momentos de felicidade dos meus dias...realmente, eu sou uma boba.\"

Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!