Visões

23 XXIII. Vida ou morte?


Notas iniciais
Hello everybody! ^-^ Sem notícias hoje... Boa leitura!!! ;3

– Alexia... – A jovem garota escutou alguém chamar.

– Lion? – Chamou abrindo os olhos e deparando com o rosto de Jason.

O rapaz fechou a cara ao ouvir o nome citado, levantou-se rapidamente e se afastou da menina. Lexie também se levantou, ficando em pé e esticando o corpo, escutando alguns ossos de suas costas estalarem.

– Sabe... Eu vi esse corte imenso no seu braço e não quis parecer indelicado, mas... O que foi isso? – Ele perguntou cauteloso.

– Não... Não foi nada. – Murmurou. – Eu me machuquei enquanto fugi de um dos undeads. – Mentiu.

– Fez isso fugindo de um vampiro? Como não morreu? – Ele perguntou aproximando dela novamente. – Quero dizer, com esse corte, todos os vampiros que estivessem na floresta sentiriam seu cheiro e disputariam seu sangue enquanto você tentasse fugir. – Falou com o rosto sombrio. – E isso tudo seria apenas uma brincadeira para eles.

Ela engoliu em seco sentindo uma grande tensão sob seus ombros. Mordeu o lábio inferior desejando que Jason simplesmente esquecesse o que ela dissera.

– Não quer me contar como aconteceu? – Ele perguntou, fazendo-a balançar a cabeça negativamente. – Quando vi o corpo de Lion... Ele estava magro e fraco. Ele bebeu seu sangue?

Alexia o encarou de modo culposo. A culpa não fora dele, ela que quis ajuda-lo, não sabia que ele não a soltaria. Seu olhar foi para o chão imediatamente.

– Eu sabia... Por ser um undead, nunca deixaria de ser um assassino. – Rosnou encarando o ferimento dela.

– Ele não é um assassino! – Protestou.

– O que?

– A culpa não fora dele.... – Ela engoliu um nó na garganta e continuou. – Eu... Eu quis ajuda-lo. Ele estava fraco e com fome. Cortei meu braço para que Lion não morresse. – Explicou com a voz tensa.

– Você se ofereceu como alimento? – Perguntou Jason surpreso.

– Eu...

Jason deu um riso sarcástico. Lexie não entendera o sentido da risada. Ela acabara de dizer que alimentara Lion com seu sangue! Isso não era motivo de riso... Não para ela. Seus olhos estreitaram-se, observando Jason.

– Vamos logo, antes que o demônio venha atrás de nós. – Disse começando a andar.

~

Sua vista estava completamente desfocada. Sentia-se fraco e tudo ao redor girava. Levantou-se devagar e apoiou-se num tronco de árvore. Esfregou as mãos nos olhos e piscou algumas vezes. Sua visão voltara. Então estreitou os olhos ao ver uma boa quantidade de esquilo pendurados num tronco de árvore mais afrente, com pregos fincados no coração. Cambaleou até eles. Atrás dos animais mortos havia um papel branco. Ele olhou ao redor. Não havia ninguém por perto. Tirou o prego de um dos esquilos e sugou o sangue do bicho com tanta vontade que logo, o líquido amargo avermelhado acabara. Fez o mesmo com os outros até o papel cair no chão.

“Pelo jeito você gostou do meu pequeno presente. Sei que não é muito, mas logo você entenderá meu objetivo. Quero que prometa-me que da próxima vez que nos encontrarmos você esteja forte o suficiente para podermos conversar. Enquanto Alexia... Não se preocupe. Ela está sobre a guarda do corpo de Jason, não sofrerá muito quando chegarmos ao nosso destino.

Ah! Lion... Queria dizer que eu os observava o tempo todo. Eu os seguia para todos os lados que fossem, só esperava a hora certa para atacar. Caso não se lembre... A garota... Ela lhe deu seu sangue. Ela salvou a sua vida, quando você deveria estar fazendo isso por ela. E agora ela está em perigo.

Até qualquer dia... O demônio.”

– Merda! – Rugiu Lion.

Ele amassou o papel numa única mão e baixou a cabeça. Por mais que quisesse correr atrás de Alexia, estava fraco demais para fazê-lo. Mal conseguia ficar em pé. Ela teria que aguentar por algum tempo. Até ele conseguir forças para prosseguir.

Agora Jason estava morto e Darc estava escondido em algum lugar dessa floresta imensa. Não sabia por onde começar. Resolveu andar, cada vez mais dentro da floresta. Ele tentaria achar algo para comer, mas seria quase impossível com a energia que estava no momento.

~

– Darc, você precisa de algo? – Cate perguntou adentrando a cabana do velho.

– Tem algo de errado. – Ele afirmou.

– O que tem de errado? – Ela perguntou, cansada de ouvir o mesmo argumento do velho ancião.

– Jason ainda não chegou. – Murmurou. – A essa altura, ele já estaria aqui, junto com Lion e Alexia. – Disse pensativo.

– Darc, não aconteceu nada. Cansei de lhe falar isso. – Ela murmurou.

– Não duvide de minhas palavras Cate! – Aumentou seu tom de voz. – Eu vou com você.

– O que? Mas você não pode! Tem que cuidar do acampamento! – Ela rosnou.

– É importante para você tanto quanto para mim. – Ele murmurou e suspirou profundamente. – Então fique e cuide você mesma do acampamento.

– Mas...

– Você ficará. – Falou levantando e caminhando até a saída da cabana. – Eu confio em você agora. – Saiu.

Cate engoliu em seco e observou Darc ocupar sua posição no grupo de busca de suprimentos. O olhar de todos foram de Darc para Cate. Trincou os dentes e cruzou os braços assistindo seu grupo sair sem ela. Ela encarou todos que estavam ali e disse:

– Voltem ao trabalho! – Rosnou a ordem e adentrou a cabana de Darc.

~

Darc corria junto aos seus seguidores, liderando-os na busca. Quando longe da caverna levantou o braço fazendo-os pararem subitamente.

– Eu quero que separem-se em dois grupos. Quero cinco homens comigo e os outros quinze vão atrás dos suprimentos. – Falou as ordens.

– Por que iremos nos dividir? – Perguntou um dos vinte homens.

– Assuntos em particular. – Falou. – Quero os mais ágeis com armas junto a mim.

Logo cinco homens deram um passo à frente. Darc fez um movimento com a cabeça para que os outros continuassem seu caminho. Seus olhos foram dos homens afastando-se para os que estavam em sua frente.

– Vamos atrás de Lion e Jason. – Falou as palavras sentindo um ar frio passar por eles.

– Mas eles não nos acharia sozinhos? – Perguntou um dos rapazes.

– Sim, mas não vejo nenhum dos dois presente. – Falou encarando o sujeito.

O velho foi correndo a frente, indo diretamente para as árvores, de onde teria uma visão mais ampla do ambiente. Os cinco homens o seguiam tão hábeis quanto ele. Darc não tinha certeza do que poderia encontrar, mas desejava que ainda estivessem vivos. Ao contrário, o oráculo estaria em grande risco. Engoliu em seco pensando na possibilidade de encontra-los mortos. Talvez fosse só uma possibilidade, mas quem é que sabe o que acontecera com eles durante todo esse tempo fora?

De repente, Darc parou num galho de árvore. Mais abaixo um homem magro e fraco, estava cambaleando. Da altura em que estava, não sabia se era um deles, um dos undeads ou um mero humano perdido e bêbado na floresta. Estreitou os olhos e deu a ordem:

– Matem-no.

Os cinco rapazes pegaram uma adaga e apontaram para o homem desconhecido. Eles eram bons no que faziam, conseguiriam acertá-lo daquele ângulo e naquela posição. Mais uma ordem de Darc e o indivíduo estaria morto em questão de segundos.

Notas finais
O que acharam?