Visões

9 IX. O demônio


Notas iniciais
HeyHeyHey! Aqui mais um capítulo para vocês! ^^Boa Leitura.

– Alguma novidade de Lion, chefe? – Perguntou um dos seguidores de Demian.

– Eu descobri coisas muito mais além que um simples membro do clã. – Murmurou com satisfação. – Eu descobri que os Darkangels estão com o oráculo. – Sorriu ao ouvir o som da palavra oráculo ecoar pelo saguão da mansão abandonada.

– Chefe! Sua cintura! – Falou o seguidor quando notou um rastro pelo chão.

Demian olhou seu ferimento. Pensou com ele mesmo que foi uma grande ideia adentrar a cabana que habitava Jason e Alexia, a oráculo. Foi um risco necessário.

– Não se preocupe, meu caro. Eu cuidarei de mim mesmo. – Falou dando uma pausa. – Tenho que colocar meus planos em dia. – Murmurou.

Demian começou a subir as escadas até chegar no terceiro andar da enorme mansão. Última porta do corredor direito. Pegou umas faixas em cima de sua cômoda e a enrolou na cintura, protegendo o ferimento.

Demian pensara em vários planos para invadir o clã inimigo, mas só seria feito com sucesso, quando seu ferimento diminuísse.

Demian lembrou-se da primeira vez que possuíra uma vítima, aliás é o que os demônios fazem, certo? Havia descoberto muitas coisas sobre ele, que nem o mesmo conhecia e, uma dessas coisas era possuir pessoas.

Sua primeira vítima fora Judith, sua primeira namorada. Ele tinha dezessete anos enquanto ela, dezenove. Demian viu Judith com Raphael, seu irmão de vinte anos, dentro de um carro num clima quente e assistira à tudo de camarote, não gostara do que vira e quando eles terminaram, Judith saiu do carro de Raphael. A menina, totalmente descabelada e suada virou para trás e deu de cara com Demian a observando com desgosto.

– De-Demian? – Falou surpresa. – Demian eu... Não foi minha culpa, eu...

– O que? – Perguntou fingindo-se de desentendido. – Você parece estranha Jude.

Ela soltou uma risada meio forçada enquanto Demian fingia que não vira nada.

– Venha quero lhe mostrar uma coisa. – Disse Demian segurando na mão fria de Judith.

Demian levou a garota para dentro da floresta e pediu para que ela ficasse sentada esperando ele voltar. Quando voltou, estava com duas pedras grandes, uma em cada mão e lançou um olhar assassino para sua namorada.

– Demian? O que está fazendo? – Judith perguntou com a voz quase falha.

– Você acha que eu sou idiota, Judith?! – Gritou.

Judith levantou-se rapidamente mas, Demian foi mais rápido e jogou uma das pedras na perna da menina, fazendo-a cair no chão. Demian posicionou seu corpo em cima dela.

– Demian, por favor, não. – Choramingava a menina. – Me desculpe! Eu faço qualquer coisa, mas não faça isso. – Implorou.

– Você. Me. Pagará. Com. Sua. Vida! – Falou entre os dentes.

Demian segurou com uma mão, os dois pulsos de Judith contra o chão e com a outra segurava a pedra. Demian acertou o rosto da menina três vezes antes de falar:

– Adivinha quem será o próximo? – Perguntou ironicamente.

– Demian, não o machuque. – Dizia a garota com o rosto inchado, sangue nos lábios e no nariz. – A culpa foi minha!

– Não interessa! Minha namorada e meu irmão me traíram pelas costas! Você sabe o que estou sentindo? Acho que não. – Indagou irritado.

Judith se debatia para se livrar dos braços fortes do namorado, mas não conseguira, pois ele apertara seus pulsos ainda mais. Demian observou o pânico no rosto da garota, ele gostava daquilo, não sentia nada mais que prazer em matá-la.

Mais uma vez jogou a pedra no rosto da menina e, logo depois, segurara o cabelo dela, fazendo-a levantar. A menina chorava descontroladamente de pavor e dor ao mesmo tempo. Demian arrastou o rosto dela num tronco de árvore, fazendo-a gritar com a dor. Jogou-a novamente no chão e socou um de seus olhos, arranhou seus braços e, quando percebera que ela já não respirava mais, abriu um sorriso, satisfeito.

– É agora. – Sussurrou para si mesmo.

Demian, colocou o corpo da menina numa linha reta, contornou seu corpo com pedras e envolveu o corpo da garota inteiro num triângulo. Pegou uma pedra pontuda e cortou a ponta do polegar, vendo seu sangue negro sair dali. Quando feito, posicionou o polegar na testa da menina e, assim a possuiu.

Ele saíra da floresta dentro do corpo morto de Judith e encaminhara para a casa minúscula do irmão.

– Raphael. – Demian percebeu que sua voz estava idêntica à de Judith.

Mais a frente Raphael aparece e se aproxima de sua amante.

– Jude? Mas, o que aconteceu com você? – Perguntou preocupado.

– Quando saí do seu carro, uns ladrões passaram e começaram a me bater porque não tinha dinheiro. – Mentiu.

– Oh! Deus. Vamos, entre, eu vou cuidar disso para você.

Raphael levou Judith para dentro de sua casa, deixou a garota na sala e foi buscar uns curativos para ela. Enquanto Raphael remexia nos armários do banheiro, Demian levara o corpo de Judith até a cozinha, fazendo-a pegar uma faca pontuda em uma das gavetas de talheres.

– Jude, aonde você está? – Perguntou.

– Na cozinha. – Murmurou “Judith”.

Ao Raphael adentrar a cozinha, percebe que está tudo escuro, ele acende as luzes e encontra Judith parada em frente à pia. Raphael a abraça por trás e quando menos esperou, Demian fincou a faca no braço dele, fazendo-o gritar de dor.

– Shh... – Murmurou com um olhar assassino. – Você vai acordar os vizinhos.

– O que deu em você? Sua louca! – Falou num tom alto sentindo o líquido quente sair de seu antebraço.

Demian não respondeu mais nada, apenas andou em direção ao irmão.

– Não chegue perto de mim! – Gritou Raphael.

Demian riu e se aproximou do irmão ainda mais. Num gesto rápido, trancou a porta da cozinha.

– Somos apenas eu... E você. – Sussurrou Demian no corpo de Judith.

Demian, num ato rápido, pulou no tórax do irmão e fincou a faca na jugular dele. Fazendo-o cair imediatamente.

Demian destrancou a porta e a abriu, depois deitou-se no chão ao lado de Raphael, ainda com a faca na mão e pronunciou umas palavras, fazendo com que saísse do corpo da ex-namorada.

Observou a cena. Estava tudo perfeito. Todas as digitais da cena do crime eram de Judith e de Raphael, ele nunca seria descoberto. Saiu da casa pela janela que estava aberta, fez o máximo para não deixar digital nenhuma dele e foi o que aconteceu.

Uma semana depois, saíra nos jornais: “Garota mata seu namorado”, “Judith foi agredida pelo namorado antes de mata-lo”, “Mais um casal morto”.

Demian nunca sentiu-se tão orgulhoso de si mesmo, ao saber que ninguém descobrira que fora obra dele toda aquela cena de terror.

(Continua...)

Notas finais
Obrigada pelos reviews (praticamente forçados) no capítulo anterior.Espero que continuem comentando na fic ;3Para quem não sabe, essa fic já existia e eu era a autora dela, já havia até acabado e tals, mas teve um dia que eu li toda a fic e percebi que ela não tinha sentido algum... tipo, informações péssimas etc, etc, etc... em fim, resolvi reescreve-la. ^^