Virus-A
1 Virus-A (One Shot)
—Era uma manhã fria como todas as outras , eu sou somente um homem comum , talvez já tenha sido algo a mais , agora sou apenas um pedaço de merda igual a todos que residem esse planeta , minha alma foi perdida à milhares de anos , se tiver uma , fiz isso por poder ... Fiz para me tornar ... Deus ... —O homem estava sentado sobre sua cadeira , enquanto ao fundo uma música leve dos acordes de uma guitarra melódica saindo de seu rádio antigo .
O homem se levantava e caminhava até a janela , onde a neblina encobria o sol , fazendo com que a cidade ficasse pega pela escuridão.
—Só em pensar , que já tive todos e tudo em minha mão , agora estão condenados , ser Deus não é difícil ... Apenas precisei ditar algumas regras ... E mostrei meu poder à aqueles que me desafiaram ...—ele começa a rir—Mas sabe , como qualquer homem , o poder ... Me deixou louco ... Um tirano ... Tirei vidas porque simplesmente... Eu quis
Seu sorriso ia de canto a canto , aquela música ao fundo da guitarra começa a ficar ácida , dolorosa , com fúria , a música era mais alta a cada segundo .
—Eu sou apenas alguém que quer morrer ... alguém que quer a paz e ela só irá chegar quando eu se for ... quando o dia morrer , a noite irá vencer , a luz irá sumir e as trevas irá sair do controle —O homem volta a se sentar — Vocês causaram isso , agora ... Vocês iram resolver , eu tentei dar amor ... Gratidão... Fui correspondido por traição , fúria e idiotice , tentei dar o fim aos seres de merda que residem esse local .
O homem olha fixamente para algo a sua frente como uma câmera .
—A vocês que restaram no mundo , só direi três coisas , vocês estão sozinhos . —Um brilho imenso e tudo começa a ser destruído em volta ...
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A TV explode em uma loja toda quebrada e um homem assistia ela assustado , enquanto algumas partes da fita onde isso foi gravado estavam espalhados ..
—... —ele se afastava lentamente da loja , que estava dominada pela vegetação .
O homem olha seu ultimo gerador de energia que guardava fazia dias ...
—Por que não pude morrer com os outros ? Por que precisei ficar vivo? —ao sair da loja o local estava completamente dominado pelas plantas , abandonado e destruído .
O homem puxa um gravador antigo
—Já são 363 dias em busca de uma outra pessoa ... A doença se espalhou rápida , o que era uma simples tosse , virou uma grande epidemia ... Sou Gabriel Andrew...O sobrevivente contra essa epidemia ... Deixarei aqui minha gravação , se por acaso escutar ... Me encontre em Miami , talvez eu esteja vivo até voltar até lá . —O homem deixava o gravador no meio da rua e começava a caminhar com uma mochila nas costas .
Ao caminhar havia uma placa destruída e com a vegetação cobrindo certa parte , porém dava-se para ver escrito "Bem-Vindo à New York" .
—Por que me deixou viver? —O homem havia muitos daqueles gravadores e deixava um sempre em cidades nas quais visitava em busca de outro humano .
Havia um grande penhasco a frente e o homem atenciosamente olhava-o .
—Eu quero morrer ... Mas se tiver outro que precise de mim ... —ele caminha lentamente até próximo e se senta pegando um de seus gravadores .
Ao apertar o gravador era algo como um diário pessoal .
"—Eu sou Gabriel Andrew Neal , tenho 26 anos , pelo menos hoje , acho que minha família irá fazer uma festa , mas fingirei que não sei —risos eram escutados e o gravador para por um momento , logo assim voltando com palmas e pessoas cantando, porém uma voz feminina era mais próxima dele— amor ...hoje é seu aniversário ... Espero que esteja bem feliz pela festa que eu e sua filha tentamos fazer para você ... "
A fita para o homem estava aos prantos olhando o céu enquanto escutava a gravação como fez em todos seus dias enquanto vagava ...ele aperta para a gravação ter uma continuidade .
"—Olha , amor quem sabe mais tarde eu te dê seu presente —risos eram escutados enquanto ela sussurrava— mas por enquanto vamos nos divertir aqui ...
—papai...papai ... —uma criança chamava bem perto—Feliz aniversário e eu amo você"
A gravação encerra e o homem andava até o penhasco de braços abertos chorando segurando o gravador.
—Eu não aguento mais ... Eu estou indo ... Caroline e Rose ... —o homem queria se jogar , mas parecia que o algo o prendia...
Uma voz gritava ao longe
—Não faça isso... —Era uma jovem , de quase sua altura , estava com vestimentas encardidas e rasgadas igual o homem .
O homem abria os olhos e virava-se a ela .
—Como posso saber se é real ou se é mais uma peça da minha mente ? —ele a encarava —Já estou cansado dessa merda , não aguento mais ser enganado ...
—eu sou real , se acalme ... Por favor —ela ia andando até ele—Faz muito tempo que não vejo outra pessoa , por favor não se mate...
Ela estava com olhos brilhando , cheio de lágrimas, enquanto andava e o homem ainda não estava certo disso tudo , continuava quase se jogando, poderia ser uma loucura de sua mente , adoecida com tempo , sua sanidade poderia ter saido do normal .
—Por favor ...acredite em mim —a garota abraça ele chorando .
O homem sem reação apenas coloca a mão no cabelo da jovem e olha para a cidade que já havia sido coberta pela neblina ou saído do seu campo de visão.
—Você é o Gabriel Andrew , certo ? —ela estava soluçando pouco de tanto chorar— eu vim acompanhando-o a muito tempo ... Mas não conseguia te alcançar .
O homem ainda estava calado perplexo , sentindo algo familiar naquele abraço , mesmo sendo uma garota estranha , uma criança aos seus olhos , ele sentia algo familiar em seu abraço ...seu cheiro ... Seu toque ...
—e qual seu nome garota ? me chame apenas de Andrew . —Ele se prendia seu choro para manter sua sanidade mental .
—Meu nome é Mandy . —ela olha para cima e olhando o rosto do homem.
Algo como um rugido estranha era escutado ao longe , era assustador ...
—...o que foi isso ? —ela olha para Andrew .
O homem por instinto corria segurando a mão da Mandy para longe do local do barulho e ela apenas o seguia .
—de novo não , de novo não ... —ele se esconde atrás de um troco caído e levanta um pouco a cabeça para olhar o que era ..
Uma criatura imensa , com rosto deformado , podia andar como um cão ou um humano ... Ela parecia grande demais para se enfrentar , ele olhava a garota sem demonstrar emoção como se o medo tivesse tirado sua voz para que pudesse gritar então ele se senta novamente atrás do troco , ela se abraça a ele com medo e os passos da criatura ia se escutando afastasse cada vez mais. .
—... —ele levanta e ia saindo de trás do tronco puxando lentamente a Mandy .
Ele ia andando com com ela para o seu caminho que desejava .
—O que você fazia antes disso tudo? —Mandy com um olhar atencioso —ele olha para frente sentando-se no chão pois a noite estava caindo.
—eu era um soldado ... —Andrew olhava as arvores com os frutos apodrecidos e olha para garota—Qual sua idade ?
—Eu tenho 17 —ela se sentava ao lado dele .—Agora acho que somos as únicas pessoas desse mundo.
—Provável ... Vai fazer um ano que minha família morreu com essa doença ... —Andrew fixava seus olhos nos olhos de Mandy
—... Bem agora temos um ao outro ... E Deus pode nos ajudar —Mandy tentava anima-lo .
—Deus nos abandonou... —Ele abaixa a cabeça
—Não diga isso... —Mandy se aproxima abaixando a cabeça
—se não fosse por isso ...por que mais ele criaria essa doença ? —Andrew respira fundo
—...eu realmente não sei , mas não foi só você que perdeu pessoas importantes .—Mandy ergue a cabeça olhando para o céu .
—Durma um pouco Mandy ...você parece muito cansada... —Andrew olha para ela que já havia apagado .
Logo os olhos de Andrew iam se fechando e ao abrir parecia que o Sol estava no céu.
—como isso pode acontecer? —Andrew vira o rosto enquanto a luz do sol batia no rosto dele .
Andrew olhava para Mandy que ainda estava dormindo.
—364 dias desda a extinção humana ... Parabéns para mim ... —Andrew olha sua mochila e ia checando algumas coisas
Algo se aproximava rapidamente , tão veloz que não adiantava mais se esconder .
—merda ...merda...—Andrew pensa em correr , mas olha para Mandy—Droga...
Ele puxa uma pistola que guardava na mochila e aponta na direção do barulho , quando se aproxima a mesma criatura de ontem , ao se aproxima fazia um som horrível como um grito .
—arrrrg —Andrew se curva com a mão na cabeça e Mandy ia acordando assustada e acaba soltando um grito.
A criatura medonha ia andando na direção da Mandy e Andrew colocava a mão na boca de Mandy .
—calma ... —ele sussurra parado olhando a criatura se aproximar .
A grande criatura olhava para os dois , embora parecia que não podia os ver ...Andrew percebe que a criatura parecia ter uma dificuldade , lentamente pega sua arma e soltando a trava dela ...ao fazer o som , a criatura fica olhando para Andrew fixamente e mais próxima tentando usar o olfato e Mandy tremia demais e a criatura percebe isso , mas ao olhar para Mandy , Andrew começa descarregar a arma em cima daquela coisa Bizarra...
—MORRA ! MORRA ! —As balas acabam e a criatura imensa cai perto deles.
Mandy corria um pouco para longe e eu deitava olhando para o céu...
—As vezes queria desejar estar morto . —olhando paraq cima...—é difícil ficar vivo ...
—Com quem está falando? —Mandy olha Andrew enquanto se aproxima .
—Sozinho ... Melhor sairmos daqui, pode ser que tenha outras coisas tipo isso —aponta para a criatura morta .
—Si...—Mandy ia falando mas escuta gritos parecidos com a aquele que a fera soltava e se assusta .
Em poucos segundos se viam cercados pelas aquelas coisas ...
—Agora acabou... —Andrew olhava a arma e sente a Mandy segurar sua mão .
—Fique calmo não vai doer nada...
Ao piscar rápido , Andrew se vê em um consultório com alguns fios ligado a sua cabeça e alguns homens segurando ele.
—...onde estou ? AHHHH! ME SOLTA ! —Andrew começa a se debater e logo os fios eram ligados ...
Com a carga sobre sua cabeça o levou para o sono.
—Horas depois—
—... Bom Dia Andrew , como está ? —uma mulher parecida com a Mandy falava comigo .
—Mandy? Você ta viva , me ajude , onde estou , Você tava lá , me ajuda ! —Andrew estava ficando nervoso sem saber o que tava acontecendo .
—calma , eu vou te ajudar ... Mas precisa se acalmar antes .—Mandy olhava séria.
—Existem outros vivos ? Tem outras pessoas aqui , minha família deve esta bem , fale ...elas estão bem ... — Andrew sorria de forma estranha .
—Sim , estão ... Andrew o que está fazendo? —Ela olha fixamente
Ele vai correndo até uma janela pequena com muitas grades olhando a rua
—Tem pessoas ! —Ele tenta tocar a janela , mas percebe a camisa de força .—Por que me prenderam ?
Andrew começa a fazer esforço para se soltar e Mandy vai se afastando .
—Andrew fique cal...—Ela se afasta mais com um medo de um surto psicótico após ser interrompida
—Calada , me solta agora ! —Andrew se debatia igual um louco e Mandy sai do quarto fechando a porta .
A porta era um metal solido e muito difícil de quebrar ... Havia uma portinha para conversar com o outro .
—Mandy...me diz ...onde estou? —ele começa a lacrimejar olhando a porta .
—Em um Sanatório , Andrew .—Ela responde meio angustiada — Faz quase um ano que sua esposa o internou aqui , você começou a achar que elas estavam mortas ... saiu pela rua falando da mortes dela e agrediu algumas pessoas...imediatamente foi internado aqui..
—....Mas eu vi as pessoas mortas , todas elas .... Aquelas gravações deixei por todo o país. —Andrew recuava e sentava em uma cama .
—Não , você apenas as espalhou por todo lugar e...—Ela começa a tossir—Um segundo ...
—Não...não... —Ele olha desesperado a porta tentando se soltar da blusa para ajudar Mandy .
Um barulho de um corpo saindo e algumas pessoa gritando .
—... — Andrew caminhava lentamente até a janela e via as pessoas correndo desesperadas ... —Agora é de verdade ? ...
Notas finais
Até mais o/
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