Notas iniciais
MissLany: Boa Tarde leitoras queridas!!!
Minha vida ultimamente anda de cabeça para baixo. Estou trabalhando tanto que vcs nem imaginam e esses próximos dias serão um Deus nos Acuda, por isso estou preferindo adiantar a postagem, que originalmente seria na segunda, para o nosso domingão bom de guerra, hehehehe!!!!
Como não poderia deixar de ser, quero agradecer a Souso por abrilhantar essa estória com uma recomendaçao tão linda. Valeu, bjus! :)))
Agora sim...Preparadas para encararem a reação e Elize???
Boa leitura! Nos falamos ao final! :)

"Covarde, realmente covarde, é apenas quem teme as próprias lembranças." (Elias Canetti)

A veia azulada e saliente da testa de Melfin Collin pulsava forte. O velho tentou respirar, assim que colocou os pés fora da Fábrica de Tecidos Black. Puxou com angústia o nó da gravata, permitindo que o tecido cedesse espaço, abrindo, em seguida, o botão da gola de sua indumentária. Respirou com força, sentindo o ar da manhã adentrar em seus pulmões, então constatou, em detrimento de todos os contratempos anteriores, que se sentia verdadeiramente aliviado! Enxugou as gotículas de suor em sua testa, entrou em seu automóvel onde o motorista o aguardava e partiu para casa.

Já havia vivido dias de glória para entender exatamente as implicações do que acabara de fazer. Vendera a única filha. Na noite anterior chegou a cogitar que poderia sentir remorso se concretizasse a negociação, mas não. O orgulho era um sentimento tão inerente à sua personalidade, que nada o faria se arrepender.

Claro que ainda considerava a situação humilhante, principalmente levando-se em consideração as cláusulas degradantes do contrato que acabara de assinar, que por sinal parecia queimar na parte interna do seu terno fino, mas, por fim, considerava que fizera um bom negócio.

Aliado ao seu orgulho estava o preconceito, que nutria por todas as classes consideradas inferiores. Sua filha se casaria com um índio, é verdade, mas em pouco tempo estaria livre de sua presença nefanda entre a família Collin. Mas, caso Melfin perdesse tudo o que tinha – o que provavelmente ocorreria se não tivesse conseguido o empréstimo – seria ele e sua família que cairiam para o escalão inferior, hipótese que lhe causava verdadeiro pavor.

Melfin Collin sempre fora rico. Herdara os bens de sua família e da família de sua esposa, e fora por muito tempo o dono de um dos maiores patrimônios de Forks. Entretanto, sua ambição desmedida levou-o a fechar negócios desastrosos, e a ânsia por novas aventuras esvaiu a riqueza da família no patrocínio de suas vicissitudes. Mas ainda assim era respeitado perante a sociedade, e apesar dos boatos sobre sua iminente falência, não perdera sua posição influente entre os mais abastados.

Contudo, bem sabia que, caso lhe sobreviesse à bancarrota, seria excluído do rol dos mais importantes. Não se via acordando-se cedo para trabalhar, como as pessoas menos favorecidas, muito menos privando a si e a sua família dos privilégios trazidos pelo dinheiro. Definitivamente tal situação era insuportável!

Collin engolira seu orgulho e preconceito, e casaria sua filha com Jacob Black, motivado justamente pelo orgulho que a riqueza lhe trazia, e pelo preconceito de tornar-se pobre. Concluiu, portanto, que tal troca havia sido por demais vantajosa. Agora só lhe restava convencer sua filha do mesmo.

A Sra. Collin observou o marido, cujas expressões estavam mais estanhadas do que de costume, ralhar com os empregados na porta de casa, gritar com o pobre cachorro, um Husky Siberiano chamado Max, e ultrapassar o hall da sala, trancando-se no escritório de forma impaciente.

Susan Collin era uma mulher relativamente jovem, nem feia nem bonita, mas o tom de seus olhos claros, os cabelos sedosos e a tez aveludada, faziam com que o conjunto da obra se tornasse admirável. Era uma excepcional dona casa e esposa devotada, pecara, entretanto, como mulher e mãe.

Há muito não tinha relações sexuais com o marido. Dado à educação puritana que recebera, o sexo ocorria entre um casal apenas para procriação, e na altura de seus 45 anos não achava possível gerar filhos, principalmente depois de sucessivos abortos. Já como mãe era extremamente passiva, incapaz de contrariar as vontades de Elize, como também de apoiar a filha em algo que fosse contrário às ordens do marido. Por isso, embora bondosa, estava longe de ser amiga da filha.

Observou o marido bater forte a porta do escritório, sem ao menos lhe cumprimentar como deveria. Percebera há alguns dias que Melfin não era mais o mesmo. Não que ele fosse um homem delicadíssimo, mas a sua criação refinada agora dava lugar a atitudes bruscas e deselegantes, fato que piorava a cada dia. Pensava a esposa que talvez não fosse algo a se preocupar, já que não era costume de seu marido, como líder da família, compartilhar os problemas consigo. Ela fora instruída que uma boa esposa só deveria intrometer-se nos assuntos de seu marido se inquirida, o que não era o caso.

Contudo, não sabia dizer ao certo, se sexto sentido ou coisa parecida, mas sentia que algo de muito grave acontecia no seio de sua família. Pior, sabia que a situação se desenrolava diante de seus olhos covardemente vendados. Concluiu que seria melhor continuar às sombras dos acontecimentos, e correu à cozinha para dar as ordens aos empregados sobre o almoço.

Collin esparramou-se na cadeira, bebeu três doses de vodka pura e acendeu um charuto cubano. Puxou e soltou a fumaça pesada pela boca, sentindo a nicotina misturar-se aos seus fluidos internos, e relaxou. Guardou o contrato em seu cofre, e manteve os esponsais sobre a mesa de madeira maciça com pés de prata pura. Por alguns minutos passou os dedos pelo papel datilografado. Estava na hora de Elize saber que seu namoro com o médico medíocre estava com as horas contadas, e que dentro de duas semanas se casaria com outro.

Na parte superior da residência, mais precisamente no quarto de Elize, a jovem e a amiga Alice travavam uma conversa nada confortável para a Srta. Collin.

— Se fosse a Rosalie a lhe questionar, eu até entenderia sua relutância em desabafar. Mas não eu! – Alice ralhou, fazendo um bico de birra. – Pensei que fosse sua melhor amiga! Talvez eu esteja enganada... — Elize rolou os olhos e voltou a fitar a jovem, que mantinha uma expressão levemente chateada estampada nas feições perfeitas.

- O que você quer que eu diga Alice?- a moça perguntou resoluta, sabendo que a melhor amiga não pararia de lhe incomodar até que soubesse tudo o que acontecera na noite anterior ente ela e o prepotente Jacob Black.

- Ora... Tudo!- a baixinha respondeu como se lesse seus pensamentos, em seguida cruzou as pernas sobre a cama e sentou-se de frente para Elize.

- Não há nada a contar... — Elize respondeu meia verdade. — Estou tão confusa quanto você... Eu sinceramente não esperava encontrar o Sr. Black ontem, muito menos entendo a forma como me abordou. — a moça retraiu um pouco o lábio, deixando escapar um suspiro desconfortável.

- Sr. Black?- Alice interpelou com uma ruga no rosto, numa evidente expressão de surpresa. – Desde quando o trata com tanta impessoalidade? Desde quando age como se não o conhecesse?- a pequena inquiriu, não se fazendo de rogada, pois era a única que conhecia todos – ou quase todos — os anseios e segredos de Elize.

- Mas é exatamente o que somos Alice: dois desconhecidos! – a moça concluiu, demonstrando certa tristeza na voz.

- Se pensa que camuflando o que sente estará se protegendo, fique sabendo que está totalmente equivocada! – a amiga rebateu. – Não finja que não sente nada, senhorita Elize Collin. Não finja que não está abalada. Aposto que nem dormiu direito esta noite, ou estou errada?- Alice estreitou os doces olhos, escrutinando Elize cuidadosamente, que torceu o nariz sob o olhar avaliativo da baixinha. Odiava quando Alice analisava seus sentimentos como se fosse uma pequena discípula de Freud, principalmente por ela geralmente ser detentora da razão.

Elize não pôde desmenti-la, pois as olheiras que ostentava em sua face demonstravam a noite de insônia que passara. Por toda a noite rolou na cama de um lado para o outro, repassando cada palavra proferida por Jacob, cada gesto, cada expressão... E ao mesmo tempo recriminando-se por se deixar abalar dessa maneira. Quando foi que ficara tão fraca diante do sexo masculino?

- Definitivamente não sei o que o motivou a se aproximar de mim ontem à noite. Há tanto tempo se quer nos falávamos... — Elize mencionou, trazendo à memória dias que havia esquecido, ou pelo menos achava que sim, já que Jacob Black, até a noite passada, era assunto morto e enterrado.

- Que eu saiba foi você quem impôs tal afastamento, e não ele. Ou não se lembra?- Alice rebateu, demonstrando seu vasto conhecimento sobre os assuntos da amiga.

Claro que Elize se lembrava. Como poderia esquecer-se de um dos dias mais difíceis de sua vida? Do dia em que quis sumir? Do dia em que sentiu o ar lhe faltar, como nunca mais havia lhe acontecido?

Flash Back on

Um ano atrás...

P.O.V. Elize

- Que tal esse rosa? Essa tonalidade combina comigo? – inquiri, segurando o pedaço de tecido próximo ao meu rosto, enquanto o comparava ao meu tom de pele, aguardando a resposta do rapaz indeciso que me acompanhava.

- Não sei se existe uma cor se quer no arco-íris que não combine com a sua beleza, Elize... – Riley respondeu com tom galanteador, de modo que suas palavras lisonjeiras e seus olhos brilhantes me deixaram sem reação. Um sorriso tímido escapou de meus lábios, seguido, tenho certeza, por certo rubor em minhas bochechas.

Ainda sem jeito pelos elogios, virei-me para depositar o tecido sobre o balcão, então senti que estava sendo observada. A sensação presa à minha nuca não cessava, então me virei para descobrir se tal sensação tinha fundamentos. Fitei um rapaz caminhando em minha direção, de pele morena, corpo atlético e incrivelmente bem vestido. Apenas um segundo foi o tempo suficiente para reconhecê-lo. Era ele. Jacob Black.

O segundo que se seguiu pareceu ser interminável. O que eu faria? Obriguei meu cérebro a funcionar mais rápido do que o normal, e constatei que só havia uma saída: ignorá-lo. Vesti uma máscara de indiferença em meu rosto, e voltei minha atenção à Riley, que ainda me olhava como se me venerasse. Embora de costas, sentia os olhos de Jacob queimando em minha pele. Temi que ele percebesse o quanto meu corpo inteiro tremia, e que Riley observasse meu estado. Embora continuasse ao meu lado, não conseguia me concentrar em sua conversa fácil. Parecia que meu espírito havia abandonado o meu corpo.

Depois de alguns minutos, voltei-me para onde Jacob estava, e constatei que ele havia ido embora. Suspirei – de alívio e de tristeza -, deixando minha respiração se controlar. Aquela era a primeira vez que nos víamos desde que havíamos rompido, há três anos, e, no entanto não trocamos uma única palavra. Ele estava tão mudado... Alto, forte, mais lindo do que de costume. Seus cabelos, antes longos e sempre soltos, haviam sido cortados. Jacob orgulhava-se demais desse traço de sua origem, então o que o levara a uma atitude tão drástica? Ansiei mais do que nuca por saber o que havia acontecido a ele durante esse tempo em que estivemos afastados... No entanto me resignei.

Nada era mais como antes. Minha covardia havia nos afastado mais uma vez. Mas o que eu diria? Será que palavras seriam suficientes para pedir perdão pelo sofrimento que havia lhe causado? Além disso, a vergonha por minhas atitudes egoístas me impedia de me aproximar dele.

- Você está bem?- a voz de Riley ecoou próximo ao meu ouvido, me despertando de um estado gritante de letargia. Obriguei-me a olhá-lo nos olhos e menti.

- Desculpe, mais preciso ir. — sussurrei, curvando os lábios num sorriso de lamento. Pela sua expressão, ele não entendia minha súbita mudança de comportamento, mas isto pouco me importava, pois eu precisava desesperadamente sair deste lugar.

Despedi-me de Riley com uma desculpa qualquer, sendo enfática quanto à minha mentira, dada à sua relutância em me deixar partir. Flertei com seu olhar apaixonado, e por fim ele concordou. Caminhei pelas ruas sentindo-me desolada.

- Elize! – recusei-me a virar, embora ouvisse uma voz, ao longe, me chamando, seguida do som de um carro parando ao meu lado. – Amiga o que houve? – reconheci a voz de veludo de Alice, enquanto abria a porta do automóvel para mim. – Vamos, entre. – ela exigiu. Fitei minha amiga, que trazia uma expressão vincada e preocupada enquanto me analisava.

Entrei no banco traseiro, sentando-me ao seu lado, e não me importei com a presença do motorista dentro do veículo. Tudo o que eu precisava era desabafar.

- Eu o vi! – foi tudo o que pude dizer, enquanto as lágrimas finalmente rolavam grossas dos meus olhos. Alice deitou-me em seu colo, e afagou os meus cabelos. Deu ordem ao motorista para que continuasse, e não fomos para casa até que eu não tivesse mais lágrimas para chorar.

Flash Back off

- Você nunca me disse o que houve naquele dia, amiga... – Alice comentou, encarando Elize nos olhos. Permitira o seu silêncio até agora, por achar que a amiga desabafaria no momento oportuno, mas percebera que talvez ela precisasse de algum incentivo.

- Eu o vi... – Elize começou, e Alice rolou os olhos, demonstrando que dessa parte já estava ciente. – Eu o vi e o ignorei completamente. – confessou, cobrindo o rosto com as mãos. – Mas o que eu deveria fazer? Ele provavelmente me odiava, de qualquer forma... — a jovem conjecturou.

Calmamente Alice retirou as mãos que cobriam o rosto da amiga e as segurou em seu colo, por fim fitou Elize com compaixão desmedida.

- Claro que ele não te odiava. Como poderia? Você o odeia, por acaso? – Elize abanou a cabeça, negativamente. – Então...

- Mas fui eu a feri-lo, e não o contrário... — a jovem disse com pesar. Saber que fora a causadora de transtornos para Jacob a entristecia, mesmo sabendo que não tivera escolha.

- Então peça desculpas!- Alice propôs, como se tudo no mudo se resolvesse com um simples pedido de perdão. Elize teve vontade de rir da simplicidade com que a amiga tratava a vida.

- Ora, Alice, como?

- Peça desculpas!

- Por que eu faria isso? Ainda mais depois de tanto tempo?

Elize era totalmente consciente de que Jacob a ignoraria, ou provavelmente zombaria de seu pedido de desculpas. Ela tinha o ferido de maneira suficiente para que ele a odiasse. A fúria que vira em seus olhos no restaurante enquanto ele debochadamente a provocava comprovavam sua constatação.

Alice deixou o ar escapar de sua boca, e pôs a mão na cintura, com a expressão clara no rosto de que a amiga estava deixando escapar o óbvio.

- Não percebe que esses assuntos inacabados só prendem vocês dois um ao outro, cada vez mais? Por que não põe um fim nessa situação de uma vez por todas?

- Já estou pondo. – respondeu enfaticamente Elize.

- Ignorando-o?- a jovem Alice arqueou uma sobrancelha, enquanto insistia. — Não acredito que continuará fazendo isso. – exasperou-se, cruzando os braços em torno dos seios como uma criança teimosa.

- Alice, desde quando levantou a bandeira em favor deste homem?- foi a vez de Elize questionar, dada a forma como a amiga se empunha em defesa da paz entre ela e o jovem índio, o qual se propusera a esquecer de uma vez por todas.

- Não é por ele. – Alice contra argumentou, sussurrando docemente para a amiga. — É por você, Lizzie. – a moça era uma das poucas que a chamava pelo apelido carinhoso.

- Talvez você esteja dando importância demais à situação. — desconversou Elize. – Nos vimos ontem à noite, trocamos algumas palavras, apenas. Ponto final. Nada que sugerisse um pedido acalorado de desculpas da minha parte. – a amiga continuava encarando-a aborrecida, então continuou. — Não irei fazer isso, Alice. O Sr. Black mudou o suficiente para me fazer entender que tal atitude não me adiantaria de nada. Ademais, essa é uma das poucas coisas que nos afasta. Posso enumerar uma série delas... — concluiu, não deixando margem para discussão.

Alice rolou os olhos e bufou rendida. Percebendo que a amiga estava, na verdade, dando final à conversa embaraçosa, decidiu deixá-la livre, ao menos por enquanto, e passou a falar sobre assuntos mais agradáveis, como por exemplo, a última moda em Paris.

Finalmente as amigas haviam ultrapassado o mal estar, quando alguém bateu à porta do quarto da jovem. A criada franzina e de pele oliva fora incumbida de avisar Elize de que o Sr. Collin a aguardava no escritório. O velho havia contactado a empregada pelo telefone interno de sua residência, e mesmo sabendo que a filha estava com visita socialmente importante, exigiu a presença de Elize o mais rápido possível.

- Por que não avisou que a Srta. Alice estava me fazendo companhia, Mema? – Elize interrogou a jovenzinha altamente envergonhada, de olhar baixo e confuso.

- Mas eu falei Srta. Elize, e mesmo assim o senhor seu pai exigiu sua presença. – a empregada disse, enquanto segurava as saias nervosamente. Todos os empregados tinham medo do velho Collin, que os tratava como escoria, e não poupava medidas drásticas de punições, às vezes físicas, para aqueles que o contrariassem. Então um comando seu era obedecido cegamente.

- Não há problemas, Elize, nos encontramos depois... Tenho mesmo que voltar, Jasper ficou de aparecer para almoçar comigo. — Alice jogou-lhe um sorriso contemplativo e despediu-se da amiga.

Elize caminhava para o escritório sem saber que seu futuro já estava traçado. O velho, enquanto esperava a filha, maquinava sobre os argumentos que usaria para convencê-la a casar-se com um supostamente estranho. Habilidades não lhe faltavam para isso. Tomou o último gole de vodka, deixando o álcool correr-lhe as veias como fogo, depositou sobre a mesa o copo vazio, espalhou os papéis, fez algumas ligações que retomariam seu prestígio, e esperou a filha.

Elize bateu na porta do escritório, e sem esperar resposta, abriu-a, embora não ousasse entrar. O pai estava sentado, curvado sobre a papelada, falando ao telefone. Quando viu o rosto encantador de sua filha, despediu-se de seu interlocutor e pendurou o aparelho ao gancho.

- Entre. – soprou.

- Gostaria de saber por que minha presença foi solicitada pelo senhor com tanta urgência... — inquiriu a jovem, com seu tom petulante de costume.

O velho meneou a cabeça, já acostumado com os rompantes de soberba da filha, e com a mão gesticulou para que se aproximasse. Normalmente a daria uma resposta a altura, apesar de ser ciente de que a moça herdara o gênio forte dele mesmo. Contudo, precisou utilizar de domínio próprio para não deixar seus planos em maus lençóis.

Elize fechou a porta atrás de si e sentou-se em frente ao pai. Sentiu o cheiro de bebida e de charutos que exalava do homem à sua frente, o que em demasia, e em um ambiente pequeno e fechado como o escritório, tornava-se um odor nada agradável para a jovem. Collin retrocedeu a cadeira e ficou de pé, inclinando-se com ambas as mãos sobre a mesa. Olhou para a filha com uma expressão que ela não pôde identificar.

- Preciso que assine isto. – disse de modo indiferente, entregando os esponsais nas mãos de Elize.

- Deixe-me ao menos saber do que se trata... — a jovem fixou os olhos no papel.

- Não pedi para você ler. Mandei assinar. – ele retrucou, interrompendo-a.

Apesar da interrupção, os olhos astutos de Elize não deixaram de correr pelo documento. A moça mal pôde acreditar quando identificou o conteúdo do papel.

- Um contrato de futuro casamento?- indagou com a voz falha. Espantada, voltou os olhos levemente dilatados para o pai. — Eu não estou entendendo... Riley e eu ainda não marcamos sequer a data do noivado, não pretendemos nos casar ainda...

- Este documento não se refere ao seu namoradinho sem personalidade. — resmungou friamente, numa clara aversão ao rapaz.- Você irá se casar com outro homem, o homem que eu escolhi para você.- o pai mencionou sem rodeios. A jovem levantou-se quase que num pulo da cadeira.

- O senhor não deve estar falando sério... – Elize forçou um sorriso, que morreu no rosto assim que percebeu a expressão dura do pai.

- Eu não brincaria com tal situação. Vamos lá... Assine! – exigiu o velho com impaciência.

- Meu pai, o senhor... Não pode fazer isso... Eu...

- Claro que posso Elize. Ainda sou o Pater Familie. Eu mando nesta casa, e você fará o que eu quiser. – as palavras saíram com rispidez, e embora mais elevadas, não intimidaram Elize. Com certeza o pai estava sofrendo problemas em suas faculdades mentais. O Melfin Collin que conhecia não seria capaz de fazer tal atrocidade com a própria filha, seria? Indagou-se mentalmente a moça. — Oras, o que está esperando, garota, assine. – ordenou o pai mais uma vez.

Embora lhe custasse a acreditar o que o próprio pai lhe incumbia, Elize levantou o olhar de maneira firme, muito demonstrando sua personalidade forte e segura.

- Não vejo cabimento em o senhor me oferecer em casamento a outro homem, se disponho de um relacionamento sério com o Sr. Riley. — mencionou a jovem, sem relutância, o que desagradou e muito ao pai.

- Acha mesmo que a deixaria se casar com alguém tão insípido quanto Riley?- Collin amarrou uma expressão carrancuda no rosto envelhecido. — Não me parece que aquele rapaz saiba conduzir uma família com a estirpe da nossa, muito menos proporcionar a você status financeiro adequado. Embora ostente um bom nome, tem essa mania irritante de não cobrar por suas habilidades profissionais. — Collin entreolhou a filha com escárnio.

- Não foi isso que o senhor achou quando Riley veio pedir permissão para me namorar. — retrucou a moça de maneira enervada, lembrando-se de como o pai se congratulava pelo relacionamento dos jovens, e como achara o rapaz um bom partido na época.

- És uma tola mesmo... – cuspiu entre dentes o pai. — Não enxergas que a curto prazo estará pedindo esmolas? Diga-me, de que vale um homem desses?

- Riley é decente, meu pai... E além do mais, o que ele ganha servirá perfeitamente para sustentar a nós dois. — Elize encarou Melfin, e notou que o velho estava prestes a perder a pouca paciência que lhe restava, mas nem isso a impediu de contradizê-lo.

- Decência? – Collin gargalhou terrivelmente, e a moça pensou que o pai nunca lhe parecera tão macabro quanto agora. – A decência que você apenas tolera Elize, deixe para os fracos e pobres, adjetivos que sei perfeitamente o quanto não combinam com você. Portanto, assine esta papelada, antes que eu a obrigue. — ameaçou ferozmente o pai.

- Não irei corroborar algo tão insano, meu pai. — disse decidida.

- Ah! Mas irá sim. – o velho enfureceu-se, e contornando a mesa, agarrou o braço de Elize com força e estupidez. – Agora irá assinar, por bem ou por mal.- um grito de dor escapou dos lábios de Elize, quando o pai torceu sua mão tentando fincar entre os seus dedos uma caneta.

- O senhor não pode me obrigar. – a voz saiu entrecortada, por causa da dor lancinante que torcia o seu pulso direto. A mão, antes branca, estava roxa, por causa da força que Collin denotava ao frágil membro da filha, impedindo que o sangue circulasse livremente por entre suas veias delicadas.

- Não me provoque sua fedelhazinha de uma figa!- gritou Collin de maneira enfurecida, deixando o rosto vermelho. Elize sentia que o pai podia torcer o seu pulso a qualquer momento, tamanha era a pressão ao redor de seus ossos.

- O que é isso, Melfin? Pelo amor de Deus, solte Elize. – o velho virou-se, e praguejou alto a interferência da mulher.

Susan correra para o escritório assim que ouvira o grito da filha e a voz alterada do esposo. A jovem senhora estava estarrecida ante tamanha brutalidade, e apenas sua intromissão fora capaz de fazer com que o velho soltasse a mão de Elize, que se afastou cambaleando para o lado oposto ao do pai. A mão recém salva ardia e doía. Elize chegou a cogitar que a tinha quebrado, face à insensibilidade do local. Tentou mexer os dedos, mas não conseguiu se quer estirá-los.

- O que o senhor pensa que está fazendo? – a Sra. Collin interveio, agora mantendo Elize ao redor de seus braços.

- Diga para essa petulante que assine a porcaria deste papel agora! – gritou ele com fúria, permitindo que suas narinas inflassem e suas veias dilatassem, ante a pressão do tom raivoso que lhe saía pela garganta.

- Eu não irei assinar! – desafiou Elize, que tinha os olhos marejados de lágrimas. Estava com raiva do pai, e tal sentimento a fizera encará-lo com desprezo. Seu queixo tremia, pela força que fazia para não chorar na frente de Collin. Não lhe daria esse prazer, do contrário, mantinha um olhar firme contra o pai, enquanto segurava a mão atacada.

- Sua insolente, atrevida... – Collin voltou a se dirigir a Elize. – Assine esse maldito contrato, ou eu...

- Por Deus, Melfin, pare! – gritou Susan, alterando mais seu timbre de voz suave, enquanto se colocava na frente da filha.

- Deixe que ele complete a frase, mãe. O senhor pretende fazer o quê? Bater-me? É só assim que meu pai sabe reagir quando contrariado, não é mesmo? Com força e brutalidade... – provocou Elize, mesmo sabendo que provavelmente pagaria caro por sua audácia.

- Respeite o seu pai Elize. — ordenou a mãe, em tom severo. Apesar de sua intromissão na discussão de ambos, e de se por, pela primeira vez, ao lado de Elize, não deixaria que a filha ultrapassasse a hierarquia familiar. Embora a atitude de Melfin lhe parecesse errada, ele ainda era o chefe do lar.

Elize se conteve, não por temor ao seu pai, já que continuaria o enfrentando de bom grado, mas por se preocupar com os frágeis nervos de sua mãe. Além disso, embora não transparecesse, estava levemente chocada com a oposição da Sra. Collin frente ao marido.

- Melfin, qual o motivo de uma atitude tão absurda da sua parte? – os olhos entristecidos da Sra. Collin voaram para o marido, que mantinha uma respiração alterada.

- Não se trata de nenhum absurdo, mulher! Só preciso que Elize assine estes documentos.

- E por que você se opõe filha? – inquiriu Susan, sem ter a mínima noção da gravidade dos fatos.

- Ele quer me obrigar a se casar com um homem que sequer tenho conhecimento de quem é mãe... – Elize falou em tom de desespero, agarrando-se ao corpo da mãe com força. A Sra. Collin nunca fora um símbolo de segurança para a filha, mas no momento, parecia ser sua única tábua de salvação.

A angústia de Elize tocou o coração de Susan, que encarou o marido com espanto e indignação. Acima de esposa, ela era mãe, embora às vezes se esquecesse disso.

- Por que o senhor meu marido cometeria tamanho absurdo? – exigiu, fitando Melfin Collin corajosamente.

- Por quê? A senhora quer mesmo saber o porquê? – ele provocou com sarcasmo. – Porque estamos falidos, Sra. Collin! – a mulher abriu a boca e a cobriu, temendo gritar com o susto. — Não há um dólar se quer nos bancos que me favoreça. E não me olhe com essa cara de espanto. Sei que apenas se faz de cega, mas deve ter percebido que diminuímos o número da criadagem...

- Mas é o novo costume na Europa, para manter a privacidade dos donos da casa... – a senhora contrapôs, negando-se a acreditar na verdade que estava estampada diante de si todo esse tempo.

- Não seja estúpida! Sabe perfeitamente que isso não passa de uma desculpa! Ou por acaso não ouviu os comentários entre as víboras das suas amigas da alta sociedade? – provocou Collin.

- O senhor mesmo disse... São apenas boatos... Tudo maldade.

Susan olhava o marido com os olhos arregalados, mas parecia não enxergá-lo. Assim como Collin, fora criada em berço de ouro, e temia a pobreza mais do que tudo no mundo. Talvez por isso tenha se recusado a notar nas ausências de banquetes em sua casa, na negativa de seu marido em realizar viagens ao exterior, ou na escassez de presentes para si e para a filha sinais do fracasso financeiro da família. Elize contemplava a cena apenas resoluta. Ao contrário da mãe, notara desde que voltara para casa que as regalias tornavam-se cada vez mais raras, e dava certa credibilidade aos comentários sobre a situação financeira de seu pai.

- Perderemos tudo! – Melfin voltou a falar, aproximando-se da esposa e a segurando pelos braços. Susan tentou desviar o rosto, mas ele segurou seu queixo com uma mão. — As propriedades, os animais, até esta casa... — ele continuava, exasperado. – A prataria, suas jóias... Suas roupas caras... – interrompeu sua fala, virando-se para Elize. — A menos, é lógico, que sua filha assine este maldito contrato de casamento! Só deste modo teremos todas as nossas dívidas pagas. — os olhos de Collin sobre Elize a fulminavam.

Elize nada respondeu, simplesmente recusava-se a acreditar que o pai chegara tão baixo, ao ponto de envolvê-la num negócio tão mesquinho.

- Viu o tamanho da desgraça que irá assolar esta casa, caso essa impertinente não aceite se casar? – o velho voltou-se para a esposa, tentando dissuadi-la a apoiá-lo. A mulher tremia visivelmente, e não esboçava nenhuma palavra, com receio de ser tomada pela torrente de desolação que lhe abatia.

- Deve haver uma solução! – a moça começou em sua defesa. – O senhor pode vender alguma das nossas propriedades... Contrair um empréstimo... Ou contar com a ajuda de um amigo de posses mais íntimo...

Mais uma vez a gargalhada maquiavélica de Melfin Collin interrompeu a fala de Elize. – Você por acaso acha que eu já não recorri a essas vias? – falou, em tom de deboche. – Você é tão tola quanto a sua mãe! Não se iluda, achando que o mundo está cheio de bondades para com você! Recorri a todos que imaginava poder contar, mas essa folha de papel em minhas mãos significa que me viraram as costas, é claro! Até mesmo os pais dos seus amiguinhos... – os olhos de Elize arregalaram-se em surpresa. – Sim, minha cara... Os pais da moça com quem você estava a conversar, ou daqueles com quem se reuniu ontem à noite... Todos me viraram as costas! E seus futuros sogros, sabe o que me disseram? Que seu dinheiro estava aplicado em melhores investimentos! – o velho deixou que a filha digerisse suas palavras por alguns segundos, depois recomeçou. – Como vê querida, nem mesmo você tem o prestígio que imaginava! Aliás, por que o mereceria? – perguntou, de forma debochada. – E quanto às nossas propriedades... Já foram reduzidas a esta casa e à criação de cavalos. Apenas o cavalheiro que me entregou este contrato me ofereceu uma alternativa, e esta é a única que podemos tomar.

A falta de palavras por parte de Elize era algo incomum. Mas diante de tal situação, não sabia o que dizer. Mais do que nunca se sentiu desamparada. Até mesmo sua mãe, que antes a defendia, já se apoiava no ombro do marido, mostrando claramente em que lado estava. Mas era injusto demais impor à jovem tamanho fardo, ela concluiu.

- Posso saber ao menos quem será o nosso bem feitor? Talvez possamos negociar outras condições... – inquiriu, de forma cínica. O sorriso de resposta de seu pai, entretanto, fora mais cínico ainda.

- Ele é tão irredutível quanto você, minha cara. E garanto que saber ou não sua identidade não fará a menor diferença. De qualquer forma o negócio será realizado, quer você queira ou não.

A resposta de Melfin Collin inflamou ainda mais os brios da moça. Odiava ter sua vida comandada pelas vontades do seu pai, principalmente quando não era a primeira vez que tal fato ocorria.

- Eu não posso ser forçada a me casar com alguém que nem conheço para saldar nossas dívidas... Eu não tenho culpa, papai! Não tenho culpa se perdeu tudo financiando seus vícios promíscuos!

A fúria tomou conta de Collin, que se aproximou de Elize num rompante. A senhora Collin nunca fora dada a momentos embaraçosos, mas as palavras de sua filha foram à gota d’água. Caiu num pranto compulsivo, sobre uma cadeira. Suas lágrimas eram de vergonha e de tristeza.

Collin agarrou os cabelos de Elize num movimento brusco e esbofeteou a face direita da filha. O rosto da jovem ardeu em brasa com a brutalidade do golpe. A moça mal teve tempo de afagar a bochecha, que sentia estar marcada pelos cinco dedos do seu pai, quando seu braço foi puxado de forma feroz pelo seu algoz.

- Diga para a sua mãe que ela terá que trabalhar fora de casa! – o homem sacolejava o frágil corpo da filha em direção à senhora, ainda em prantos. — Diga que suas mãos delicadas terão de lavar e passar roupas para as mulheres que até então eram suas amigas... – Elize não pôde deixar de encarar a mãe, que a olhava de volta com a expressão temerosa e suplicante. – Diga que terá de vender os seus pertences, as suas memórias, seus objetos de estima... É isso, Elize Kristina Collin, que você quer? — a voz alterada do pai parecia lhe estourar os tímpanos. Elize fechou os olhos, balançando a cabeça negativamente. Não. Ela não gostaria que nada daquilo sucedesse à sua família. Mas estaria disposta a se sacrificar em prol dela?

Não, não, meu Deus, não era possível, isso não estava acontecendo, pensou a moça. O braço do pai a soltou, deixando cair seu corpo aos pés da mãe.

- Quanto a você, minha querida, caso teime em me desobedecer, terá todos os seus privilégios cortados. Nada de vestidos, jóias, jantares ou viagens. Além disso, também terá de trabalhar para prover o sustento da casa. Garanto que em um estalar de dedos perderá a estima do seu namoradinho e dos que dizem serem seus amigos. Está disposta a arcar com essas conseqüências?

Elize manteve os olhos baixos, e nada respondeu. Como sua última cartada, Melfin Collin dobrou o contrato ao meio, e o depositou no colo de Susan. Encarou a filha de cima, com a expressão de desprezo, e se retirou do recinto.

O choro compulsivo da Sra. Collin aos poucos foi se abrandando, e depois de alguns minutos conseguiu mirar a filha encolhida no chão aos seus pés. A jovem abraçava os joelhos e deixava que as lágrimas, antes controladas, corressem livremente. Susan sentiu-se culpada por tamanho sofrimento imposto à filha, mas temia a pobreza ainda mais do que a infelicidade dela. Sentou-se no chão, ao lado de Elize, e a envolveu em seus braços. O que faria agora seria a coisa mais difícil de sua vida.

- Quando eu e seu pai nos casamos... – começou, e sentiu-se constrangida quando a filha a encarou de volta. Engoliu em seco e continuou. – Quando eu e seu pai nos casamos não nos amávamos. Conhecemos-nos quinze dias antes da cerimônia, e trocamos as primeiras palavras apenas depois de casados.

- Eu não quero isso para mim... – a filha rebateu, balançando a cabeça negativamente.

- Às vezes achamos que o que queremos é o melhor para nós, mas muitas vezes estamos enganados. Meus pais queriam o melhor para mim quando me entregaram a Melfin, e seu pai também quer o melhor para você. – Elize tentou interrompê-la, mas ela continuou. – Sei que ele agiu de forma violenta, mas peço que entenda filha. Ele está passando por uma situação difícil... Seu pai teme não nos proporcionar o luxo a que estamos acostumadas. E você pode se fazer de rogada, mas sei perfeitamente que não será feliz vivendo com menos do que o de costume. Garanto que a apoiarei em qualquer decisão que tomar, mas será que viverá bem consigo mesma sabendo que poderia ter salvado sua família da falência e não o fez?

Elize encarou a mãe, percebendo que não conhecia muitas das facetas daquela mulher. Ela conhecia a filha muito mais do que demonstrava, e podia ser tão persuasiva quanto Melfin Collin, ou mais. A Sra. Collin levantou-se, e auxiliou sua filha para que fizesse o mesmo. Abraçou-a gentilmente e pôs o contrato em suas mãos.

- Não quero que tome nenhuma atitude precipitada. Apenas pondere sobre tudo o que ouviu e se decida. – despediu-se com um beijo na testa da filha, e saiu do escritório.

Elize olhou ao seu redor, desejando que os acontecimentos daquela tarde não passassem de um pesadelo. Fitou o papel em suas mãos e teve vontade de rasgá-lo imediatamente. Contudo lembrou-se das palavras aparentemente sábias de sua mãe e dirigiu-se para o seu quarto.

Naquela tarde não houve o banquete de costume durante o almoço na residência dos Collin. Apenas o silêncio imperava em todo o lugar. A Sra. Collin foi a única a sentar-se à mesa e fazer a refeição, preservando as tradições familiares em detrimento de todos os acontecimentos. Seu marido, após alguns instantes, voltou a se recolher no escritório, tramando o próximo passo que daria para concretização de seus planos. E a jovem Elize, ainda em lágrimas, trancou-se em seu quarto tentando decidir o seu futuro. Lendo e relendo os esponsais em suas mãos, e encarando o espaço vazio destinado à assinatura do homem que propusera o casamento, teve saudades da noite anterior, quando tudo o que lhe atormentara fora apenas a presença de um velho conhecido, que retornava sem explicações à sua vida.

Notas finais
MissLany: Acredito que neste capítulo temos a exata noção da familia de Elize, do pai odioso,da mãe passiva...Eles são o tipo de pessoas que nos ensinam a não ser como eles. de qualquer forma eu adoro quando Elize enfrenta o pai, embora sua determinação não seja o bastante para o velho Collin.
Sei que muitas de vcs ficam meio impressionadas com a posição de Jake. Acharam-no maldoso, cruel até. Eu até concordo com vocês, embora entenda os sentimentos que permeam as atitudes de Jake. O que esperar de alguem que tem sede de vingança??? Eu particulamente espero tudo, e aconselho vcs ao mesmo, até pq ele não tem intenção de ser romantico, pelo menos não quando se trata de Elize.
Bom meninas é isso, agora me digam vcs, o que acharam de toda essa situação? Comentem, indiquem e recomendem, vcs não imaginam quanto é legal saber o que vcs pensam. Portanto, esperando reviews, heheh!!!
Bjus meninas e até a proxima!!! :)