Virtual Love.

7 Capítulo 6 – O carinho de uma verdadeira amiga.


Notas iniciais
Oi oi :3 Como vão vocês, meus pequenos cupcakes? *u* Que apelido lindo -q Mas enfim, é isso

Virtual Love

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Capítulo VI – O carinho de uma verdadeira amiga.

“Não pude ver mais nada, minha visão ficou preta, a única coisa que eu vi no final foi seu sorriso e, em sua mão, uma faca. Depois disso, tudo ficou preto.”

Acordei sonsa, tonta. Eu não sabia, ao certo, onde eu estava, levantei-me um pouco e percebi... Eu estava num hospital.

– O que eu estou fazendo aqui? – perguntei á mim mesma.

– Ah, senhorita Natalie! Já acordou? – uma moça, de mais ou menos 25 anos, adentrou a sala. Ela estava vestida de enfermeira.

– Sim... Poderia me dizer o que aconteceu? – perguntei, coçando a cabeça, envergonhada.

– S-sim... Não apresentarei detalhes, isso é com a polícia...

– Polícia? – a interrompi.

– Sim... Você não lembra Natalie?

Fiz um esforço. De repente, tudo apareceu como um flash back.

Eu me lembrei da face do homem. Lembrei que ele dizia ser Sofi. Lembrei-me de seu sorriso maléfico e perverso. Lembrei, também, que ele me bateu. Apenas isso... Não lembro mais nada.

– Ei, enfermeira, eu lembro... Mais ou menos... Mas, aquele homem me bateu, não foi?

– S-sim... Bem... Aqui – ela colocou a mão sobre a parte traseira de minha cabeça.

Doía, doía muito. Percebi que minha cabeça estava com um curativo, e então eu me preocupei.

– Ei, eu estou bem, não estou? – pedi desesperada.

– Oh, sim, você está, particularmente, ótima.

– Ah que bom... Mas... E minha mãe? A polícia ligou para lá? – lembrei-me de mamãe e Victor.

– Ei, enfermeira, saia da sala, quero conversar com Natalie – disse um homem, adentrando a sala. Era um policial. Alto, grande, forte e mal humorado, pelo visto.

– Ok, desculpe senhor. Até mais, Natalie! – sorriu despedindo-se.

– Então... Tudo bem, mocinha? – o homem virou-se para mim, sentando-se numa cadeira perto da minha maca.

– Minha cabeça está doendo um pouco, fora isso, estou beleza – sorri.

– Ok... E então, Natalie, do que você se lembra?

Contei a ele tudo o que me lembrava. Aproveitei no final para perguntar sobre minha mãe.

– Sim, ligamos para sua mãe, pedimos o numero para uma vizinha sua, nós ligamos para ela. Ela está aqui do lado de fora.

– E... Tinha mais alguém com ela? Um homem, talvez? – perguntei preocupada.

– Sim.

Ah não acredito! Pronto, estou ferrada! Eu não queria que mamãe e Victor se preocupassem comigo... Eu não queria que isso tivesse acontecido! Ah! Victor é tudo sua culpa, seu filho da mãe!

– E então, policial, vocês prenderam o cara? – mudei de assunto.

– Bem, sim. O safado fugiu da sua casa, mas no fim, o perseguimos e conseguimos prendê-lo – sorriu vitorioso.

– Ah que bom... – sorri aliviada.

– Bem, então era isso. Até mais, Natalie! Recupere-se bem! – ele se levantou. – Vou chamar sua mãe aqui, até mais e se cuide, hein, mocinha! – despediu-se.

Logo depois que ele saiu, mamãe entrou correndo no quarto, chorando, parecia uma louca.

– Natalie! – ela gritou. Correu até mim e me abraçou.

– Mãe, qual é! Não grita! Estamos num hospital... – eu disse, corada e a abraçando.

– Ei, Nat, não fale assim com a mamãe! – disse Victor, surgindo das cinzas, ao meu lado.

– Desculpe senhor certinho – debochei.

Abraçamo-nos e logo depois, mamãe veio com o seu sermão.

– Natalie, que historia é essa de conversar com pessoas que você não conhece? – ela sentou-se na mesma cadeira que o policial havia sentado.

– Mãe, eu não quero falar disso agora... – desviei o olhar.

– Não, Natalie, ande, me fale! – ela insistiu.

– Mãe, deixe isso para falarmos em casa, com calma – sugeriu Victor.

– Ah, tudo bem. Agora estamos todos... Chocados... – ela baixou o olhar.

– Ei mãe – eu disse, pousando minha mão levemente em sua cabeça, sorrindo – Não fique triste, eu estou bem, não estou? Agora... A única coisa que eu quero é ir para casa...

– Vou conversar um pouco com o policial, já volto – Victor saiu da sala.

– Então, filha... – começou mamãe. – Você está mesmo conversando com esse tipo de pessoa?

– Não, mãe, você entendeu errado. Eu não converso com esse tipo de pessoa, eu converso com pessoas amigáveis, pessoas que eu sei que posso confiar... – sorri de canto.

– Natalie, pare de conversar com essas pessoas... Você sabe que eu- não conseguiu continuar, Victor abriu a porta.

– Então, moças, vamos para casa?! – anunciou, sorrindo orgulhoso.

– Vamos... – eu e mamãe dissemos juntas, ainda cabisbaixas.

Despedi-me de todos lá, entramos no carro e fomos para casa. Eu não pensava em nada, não estava normal, eu estava... Estranha...

– Chegamos! Nat, você vai querer comer algo? – perguntou Victor.

– Não obrigada.

– Tudo bem... Quer nos contar, então, o que aconteceu? – mamãe estava abrindo a casa.

– Argh, como vocês são chatos! – eu gritei. Sentei-me no sofá bruscamente, eu já irritada. – Olha aqui, eu estou conversando com pessoas on-line, e de repente apareceu essa Sofi aí, ou esse homem maluco, ele morava aqui, disse para nos encontrarmos e, não sei como, achou minha casa. Pronto.

Claro, eu não ia contar sobre Mia ou sobre eu ter passado nosso endereço para ele.

– Mas filha... Porque você conversa lá? – perguntou mamãe, sentando-se ao meu lado.

– Ué, eu não sou depressiva? – dei ênfase no “depressiva”. – Então, estou apenas agindo como tal.

– Natalie, pare de debochar da mãe! – gritou Victor.

– Eu não aguento mais vocês! – gritei também.

– Natalie, nós só queremos seu bem... – começou mamãe.

– Mãe, você sabe que eu te amo, mas você também sabe que eu não sou... Não sou de me abrir facilmente para você. Mãe, eu só quero ir lá pro meu quarto e dormir.

– Tudo bem... – disse ela, cabisbaixa.

Subi correndo, entrei em meu quarto, liguei o Wi-Fi no meu celular e chamei Mia no chat. Nem vi se ela estava on-line ou não, eu tinha que falar com ela.

Nat: Mia, oi, não vai adivinhar! Sabe a Sofi, aquela lá? Então, ela era mesmo um homem... Achou minha casa, me bateu, eu fui ao hospital e agora o safado tá preso.

Fui tomar banho. Quando voltei, Mia havia me respondido.

Miah: Como assim, Nat? Sério? Serio mesmo? Sem ofensa, mas... Da próxima vez, escute sua amiga, Nat.

Nat: Sério... Mas agora tá tudo bem... E sim, Mia, depois dessa, vou te ouvir sempre.

Miah: Acho bom, sua danada!

Nat: Mia, vc não tem noção do quanto eu estava desesperada para te contar isso!

Miah: Como assim?

Nat: Não sei... Bem, vai ser super meloso o que eu vou dizer agora, mas vai... Mia, vc é minha melhor amiga, serio, sendo virtual ou realmente, vc é minha melhor amiga. Eu nunca me senti assim com ninguém, nem mesmo com Victor. Vc é até... Até melhor que Victor... Eu sinto que posso contar com vc pra tudo, sério, Mia, eu acho que se vc não tivesse aqui comigo nesses... Dois meses, certo? Acho que se vc não tivesse comigo, eu estaria realmente depressiva...

Miah: Meu Deus, Nat, como vc é fofa! Sabe, eu também... Também gosto muito de vc, sério! Nunca conversei com alguém como vc... Vc me entende, ouve meus problemas, me ajuda, eu te ajudo...

Nat: Se não existisse um vidro entre nós, eu estaria te abraçando agora.

Miah: Nat, nós moramos perto, né? É só esperar! Esse mês eu vou ganhar mais no meu salário, vou ver se consigo viajar até aí! ... Ahn, mudando de assunto totalmente...

Nat: Que foi? Haha

Miah: Lembra-se do Matthias, aquele moço lá que eu disse que ia te apresentar?

Nat: Hm... Lembro, sim. O que tem ele?

Miah: Quer conhece-lo?

Nat: Pode ser!

Miah: Tá, o nome dele é Masterby17902, o adiciona lá!

Nat: Ok, mas será depois... Agora estou pensando em dormir, sabe, depois da situação que eu tive, preciso dormir.

Miah: Tudo bem, fofa, dorme aí! Até depois, beijos.

Nat: Beijos!

Desliguei, virei para o lado e comecei a pensar na vida. Será que eu deveria mesmo estar conversando assim? Preferi não pensar mais nisso, afinal, Mia sim, era a minha verdadeira amiga. Ela sim me dava o conforto que eu sempre quis. Ela, sim, seria a única, pelo resto da vida. Acabei pegando no sono, pensando em Mia.

Notas finais
Gostaram? Acho que esse capítulo foi curto ;-; Beem :33 Quero agradecer á todos pelos acompanhamentos, favoritos e, principalmente, pelos comentários! Amo muito vocês *----* É, seria isso, então, beijus :33 Beijus doces u3u