Virtual Love.

3 Capítulo 2 – Sorrisos infelizes, pesadelos á parte.


Notas iniciais
Oie pessoas! Capítulo novo, Yeeeey~ Então, aproveitem!! Eu demorei um pouquinho né? É... ;-; Mas tá aí! :3

Virtual Love.

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Capítulo II – Sorrisos infelizes, pesadelos á parte.

Narradora – On.

30/08 – Sábado, 08h46min.

Natalie e sua mãe ainda dormiam, mas Natalie havia colocado seu despertador para tocar ás 08h50min, então, certamente, seus sonhos não durariam muito mais tempo. Ou seriam... Pesadelos?

Narradora – Off. Natalie – On.

“Eu estava num lugar escuro. Num subconsciente, não havia nada, nenhuma luz, nenhum chão, nenhum céu, nenhum rastro de vida. Não havia nada ali. Apenas eu. Apenas meu corpo, apenas minhas memórias, apenas minha voz. Eu estava com medo, não sabia o que podia acontecer, não queria ficar sozinha, mas queria me sentir sozinha. Não quero ficar aqui, quero sair daqui, não quero mais ver esse subconsciente com essa aura negra, não quero ter que ouvir as pessoas zombarem de mim. Eu quero sair daqui, não aguento mais, me tirem daqui! Tirem-me desse lugar! Tirem-me dessa atmosfera! Eu não aguento mais... Por favor! Eu não quero ficar aqui, me ajudem! Eu preciso de ajuda!

Eu comecei a implorar por ajuda, por socorro.

Victor, você está aí? Victor me salve dessa profundeza! Victor, não me deixe só... Annie? Annie, o que você faz aqui? Annie, porque você está rindo? Annie me ajude, eu não quero ficar aqui! Annie, por favor, pelo menos você, me tire daqui! Annie, não vá embora! Annie, Annie!

Mãe, pai? Mamãe me ajude! Papai, me salva! Pelo amor de Deus, eu preciso de alguma ajuda! Eu não quero ficar aqui sozinha, por favor, pare de rir, eu quero ajuda!

Quero sair daqui, quero ver o mundo lá fora, quero respirar o ar outra vez! Quero conversar com vocês outra vez, quero conhecer pessoas novas, quero... Quero ser feliz outra vez!“

E então, eu acordei.

Não sabia, exatamente, o que eu tinha sonhado. Ou melhor, que tipo de pesadelo era. Eu só sabia que foi tenebroso. Assustador. Eu não queria, nunca mais, sonhar aquilo outra vez. Nunca mais quero me sentir sozinha de novo. Nunca mais quero ficar sem Victor. Nunca mais quero ouvir as risadas de Annie, nem de papai nem de mamãe. Eu apenas queria ficar ali, num cantinho, recebendo amor, carinho, conforto, de todos que me querem bem. Eu apenas queria isso. Será que é pedir muito?

Eu apenas queria viver...

... Em paz.

Mas isso era, realmente, algo impossível de acontecer? Eu teria sempre que vivem em guerra, com as pessoas ao meu redor? Eu teria sempre que viver isolada, na escola, em casa, na rua, só porque eu não sou que nem as outras garotas de minha idade? Eu teria sempre que viver desabafando com meu irmão, enchendo-o de casos banais que acontecem comigo? Eu teria sempre que viver afastada de meu pai, só porque ele está divorciado de minha mãe e está, cada dia, com uma puta diferente? Eu teria sempre que viver em guerra com minha mãe, não conversando mais com ela e nem olhando em sua cara? Eu teria que viver sempre conversando virtualmente? Eu teria sempre que viver essa vida? Essa porcaria de vida?

Alguma vez, você já se perguntou o que veio fazer nesse mundo? Alguma vez, você já pensou porque você existe? Alguma vez, você já pensou em matar-se, só para ver as pessoas felizes novamente? Alguma vez, você já se sentiu culpado, por algo que não fez, mas sabe que foi sua culpa? Alguma vez, você já fingiu ficar feliz, só para fazer as pessoas ficarem felizes também? Alguma vez, você já mentiu, dizendo que estava tudo bem, mas que na verdade, não estava? Alguma vez, você já se isolou, pensando que poderia mudar alguma coisa? Alguma vez, você esqueceu-se do mundo lá fora, só para sentir-se bem novamente?

Pois é.

Fico me fazendo essas perguntas. Fico sonhando em meu mundo perfeito, onde tudo é só paz, onde eu tenho amigas, amigos, onde Victor e Marie são felizes, junto ao meu lado.

Mas isso é impossível. Isso nunca acontecerá. Eu sei disso. Já me acostumei com isso. Mas será que nenhuma vez na vida, eu vou poder ter uma amiga de verdade? Um amigo de verdade? Um namorado de verdade? Uma mãe e um pai de verdade? Nada? Nada mesmo?

Será que tudo sempre será esse submundo escuro? Sem vida, sem luz, sem energia?

Tudo em minha volta será sempre isso?

O que realmente significa viver? O que realmente é fazer amizades? O que realmente é sentir amor? O que realmente é cuidar? O que realmente é a morte? O que realmente é a paz? O que realmente é a guerra? O que realmente é a felicidade? O que realmente é a tristeza? O que realmente é a solidão? O que realmente é ódio? O que realmente é tudo isso que estamos vivendo? Um sonho? Uma ilusão? Um pesadelo?

É. Parece que hoje eu acordei um pouco depressiva...

Natalie – Off. Narradora – On.

O dia estava chuvoso. Não tinha nenhuma nuvem no céu, tudo estava escuro. Parecia que o resto do dia iria ser ruim para Natalie, já que a mesma acordou com o pé esquerdo hoje.

Levantou-se com muita preguiça da cama e foi fazer sua higiene pessoal.

Depois que acabou, foi ao quarto de sua mãe, ainda de pijama. Abriu a porta lentamente, queria saber como ela estava porque mesmo sem se preocupar tanto com a mãe, ela era filha dela, afinal.

– Mãe...? – sussurrou.

Por um momento espantou-se. Mas não durou muito, ela já estava acostumada com isso. Sua mãe havia trazido um homem para dormir com ela.

Como já sabia que ele, provavelmente, ficaria ali o dia inteiro, resolveu comer qualquer coisinha e sair por aí.

Deixou um bilhete em cima de seu notebook.

“Mãe eu fui passear. Divirta-se com seu homem novo. – Natalie.”

Começou a escolher uma roupa confortável, não muito chamativa, porém também não muito simples. Durante sua escolha, não tirou os olhos do notebook nenhuma vez. Ainda lembrava-se de Miah.

Queria á todo custo, falar com ela, pois a achava fofa, mas estava com medo.

Afinal, depois do que aconteceu com Bruno, porque confiar nas outras pessoas? Mas lembrou-se de Victor... Havia feito uma maldita promessa á ele, e não queria ofendê-lo.

Vestiu-se rapidamente, colocando uma regata simples e uma calça jeans. Foi até seu notebook, tirou o bilhete de cima e ligou-o. Foi ao site e viu no canto inferior direito o chat de Miah.

Abriu-o e respondeu-a.

“Oin, Nah2703! Sou Miah (esse não é meu nome, mas eu gosto desse nickname ;3), muito prazer em te conhecer! – Miah *-*

Olá, Miah... Muito prazer em conhecer-te também! Eu acho seu nickname muito fofo, sabia? Haha – Nat. “

E desligou o notebook. Natalie, realmente, não queria mais ver o site. Estava com nojo do mesmo, estava com nojo de quem fez o mesmo.

Ela apenas... Queria sair dali.

Narradora – Off. Natalie – On.

Desci as escadas, cheguei na porta de minha casa e saí de casa. Coloquei meus fones e uma música qualquer.

Comecei a andar por um caminho qualquer aí. Eu não estava com vontade de fazer nada, mas também não queria voltar para casa, não queria conhecer o homem que minha mãe havia trazido para casa, não queria falar com minha mãe, não queria falar com Miah, eu apenas queria ficar ali, andando, sentindo o vento bater em meus cabelos, e apreciar as lindas árvores e flores que havia naquela rua.

Distraída, tropecei numa pedra e cambaleei para frente. Esbarrei em alguém. Rapidamente tirei os fones e olhei para cima para ver quem era a pessoa que eu havia esbarrado. Espantei-me ao ver quem era. Annie.

– Desculpa Annie... – desculpei-me com pressa, eu não queria ficar ali.

– Quem você pensa que é para esbarrar em mim, sua vadia? – ela disse com raiva.

Fiz uma cara de espanto, Annie não era assim, nunca havia ficado com raiva, nem menos chamado alguém de vadia, nunca, nunca mesmo.

– Annie eu já pedi desculpa.

– Cala a boca, sua puta, eu te odeio, odeio-te muito, nunca mais olha na minha cara! – ela gritava e, do nada, começou a chorar.

Eu estava assustada, nunca vi Annie assim, será que ela... Eu não sabia mais o que fazer, estava com medo de falar alguma coisa e ela gritar novamente, então, eu apenas coloquei meus fones novamente e sai dali. Ainda assim, ouvi-a gritar:

– Sua ingrata! Eu te ajudei tanto! Fui sua amiga! E agora você me abandona aqui? Sua pau no cú!- quando ela havia terminado, olhei para trás com raiva, e consequentemente as palavras saiam da minha boca de modo que eu não podia controlá-las.

– A única pau no cú aqui é você, Annie, pois você fingiu ser minha amiga, você nunca gostou de mim, nunca me ajudou em nada, NADA! E agora você quer que eu te ajude? Acha mesmo que eu sou babaca? Eu não vou ajudar você nunca mais, estão não venha chorando para mim novamente – dei ênfase no “fingiu”. Virei às costas, recoloquei os fones e saí dali. Percebi que as pessoas olhavam para mim com uma cara espantada.

Sentei-me em um banco que ficava de frente para um parquinho. Vi as crianças brincando alegremente.

Logo me lembrei da minha infância, quando eu ia nesses parquinhos e brincava com meu pai, minha mãe e Victor. Queria que os tempos voltassem como antes. Eu queria ser como antes. Queria poder não me importar com nada, não me importar em estudar. Será que os tempos não podiam voltar? Não. Lógico que não.

Deixei escapar uma leve risada. Veja só o que eu estou pensando! Que coisa mais... Sem noção...

Perdida em meus pensamentos, deixei as horas voarem. Quando fui ver, já era 13h34min. Corri de volta para casa, afinal, não queria deixar minha mãe preocupada.

Cheguei, abri a porta e fui até meu quarto.

– Ei, Natalie, venha aqui, quero mostrar-te o Paulo! – ouvi minha mãe gritar. Então era Paulo o nome do homem?

– Não mãe, valeu – gritei também.

Como eu não tinha nada para fazer eu resolvi entrar de novo no site, afinal, queria saber se Miah havia me respondido.

Fiquei feliz, ela havia me respondido sim!

Espera... Eu fiquei feliz? Oh não, não, não! Eu não posso fraquejar que nem fraquejei com o Bruno!

“ [...] Sério? Ah, obrigada! Então, Nat, tudo bem com vc? – Miah *-*

To ótima, e vc Miah? – Nat.

Kyah! To muito bem~ Ei, posso te pedir uma coisa um pouco pessoal...? – Miah *-*”

Hesitei. Não queria que ela fosse igual o Bruno... Mas só respondendo-a para saber, não é?

“ Pode sim, Miah – Nat.

Eu posso... Posso confiar em vc? É que sabe, tem uns caras que são estupradores, e eu não quero conversar com eles, então eu queria saber se posso confiar em vc... – Miah *-*

Não acredito! Aconteceu com vc também? Pois é, um carinha lá falou comigo e perguntou onde eu morava, ele também era um estuprador! E sim, vc pode confiar em mim, Miah! – Nat.

Eh? Ah, que bom, que bom! Kyaah! Estou louca para ser sua amiga! Tomara que nós possamos ser amigas sempre, viu?! Erm... Nat desculpa, mas agora eu tenho que ir, minha mãe tá chamando... ¬¬

Até depois, sua fofa! – Miah *-*

Ah, tudo bem! Até mais, Miah! :3 – Nat. “

Não acredito. Realmente, não acredito. Ela... Ela também sofreu disso? Meu Deus! Estou tão feliz por ter encontrado ela!

Peguei meu telefone e liguei para Victor, ele tinha que saber dessa maravilhosa novidade!

Tocou e tocou, mas ninguém atendeu.

Resolvi deixar isso pra depois.

Fiquei lendo e relendo minha conversa com Miah, foram poucas mensagens, mas foram as melhores até agora...

“Volta logo, Miah!” – eu pensei.

Então era assim que as pessoas se sentiam quando tem um verdadeiro amigo?

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Notas finais
E então, gostaram?? Mandem reviews, por favor ;u; E desculpa a demora, hehe~ Então, gente, eu tentei muito colocar o meu desenho da Natalie aqui, mas não consegui então a imagem mais parecida que eu achei foi essa... ;-; Espero que entendam ;w; Então, mandem reviews dizendo o que gostaram, o que não gostaram, se acharam a Miah fofa, se não acharam a Miah fofa –qq E seria só isso... Até o próximo!!