Virtual Love.
11 Capítulo 10 – Como dizem, “A felicidade dura pouco”.
Notas iniciais
Virtual Love
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Capítulo X – Como dizem, “A felicidade dura pouco”.
Natalie – On.
Depois que Mia conheceu a tal de Elena, minha amizade com ela está ficando fraca.
Não sei mais o que fazer. Ciúmes? Claro que sim. Afinal, conheci a Mia por primeiro! Elena está, praticamente, roubando a Mia de mim! Quando tenho tempo para conversar com Mia, ela só fala dessa tal de Elena. “Elie pra cá, Elie pra lá”. Qual é! Ah, Mia, você é tão bobinha às vezes...
28/10 – Terça-feira, 19h33min.
Eu estava jantando junto á minha mãe, meu pai e Victor. Eu estranhei lógico, o porquê do meu pai estar lá, mas fiquei na minha. Estava um silêncio horrível naquela mesa de jantar, mas minha mãe cortou o mesmo.
– Estão gostando da comida? – perguntou.
Eu, Victor e meu pai, murmuramos um mero “sim”.
– Pai, porque você tá aqui? – perguntei.
– Não sei, responda-me, Daniela – Daniela é o nome de minha mãe.
– Carlos, eu só te chamei porque a Natalie está com problemas – Carlos é o nome de meu pai.
– O que há com você, filha? – olhou para mim, colocando uma garfada na boca.
– Não venha se preocupar agora, você nunca se preocupou comigo mesmo. E eu não estou com problemas, esses paranoicos que estão loucos.
– Nat, não fale assim – começou Victor. – Apesar de tudo que ele fez, ele é nosso pai.
– Foda-se.
– Natalie, sem essas palavras de baixo calão na mesa! – gritou Daniela.
– Desculpe – revirei os olhos.
– Então é sério o problema, pelo visto... – suspirou Carlos.
– Percebeu? Agora, vamos conversar feitos pais civilizados e tomar alguma providência – disse Daniela.
– Depois do jantar, sim? – respondeu meu pai, comendo mais um pouco da comida.
– Porco – murmurou Victor para si mesmo.
(...)
Acabamos o jantar. Nossa mesa estava limpa. Nós quatro estávamos quietos, olhando para o nada.
– Conte-me tudo, Daniela – meu pai quebrou o silencio.
– Claro – começou. – Bem, é o seguinte...
Ela contou tudo, tudo mesmo, super-detalhado, contando todos os causos, sobre Mia, Matt, o incidente do “Sofi”, sobre a policia, sobre o site, sobre eu estar me comportando diferente, etc. Tudo, tudo mesmo!
Meu pai ficou boquiaberto. Aposto que ele nunca esperou que sua “queridinha filhinha do papai” fosse fazer uma coisa dessas. Claro, eu tô normal, eles que não me aceitam do jeito que sou. A sociedade não me aceita assim.
– Natalie, é verdade isso? – perguntou Carlos, olhando para mim assustado.
– Sim.
– Bem... E qual é o problema nisso tudo? – perguntou olhando a mãe e o Victor. Os dois se entreolharam e eu fiquei mais surpresa ainda; meu pai estaria me defendendo?
– Como é que é? – perguntou Daniela, indignada.
– Pai, você não se tocou de como a Nat tá? – disse Victor.
– Sim, mas o que há de errado? Ela só está sendo... Livre. Independente. Não há nada de erado nisso! – explicou.
– Pai, você me apoia? – pedi. Eu não estava acreditando!
– Bem, em algumas coisas não, mas por mim, pode continuar conversando com essa tal de Mia, com o Matt, e com os outros aí. Você tem minha total aprovação, mas, por uma condição...
– E qual seria? – perguntei animadíssima.
– Quero vê-los.
– Mas pai, nem ao menos eu, os vi! – desanimei um pouco.
– Bem... Temos a primeira vez pra tudo, não é?! – meu Deus! Meu pai é um anjo que caiu do céu?
– Pai, tá falando sério? – indagou Victor, indignado.
– Carlos, eu achei que você fosse mais homem...
Ah, esqueci que eles estavam aqui.
– Vocês dois, esperem. Ainda estou falando com a Natalie – interrompeu-os. – Então, fale cm teus amigos, pra eles fazerem uma chamada de Skype com você. Mas, eu quero estar junto.
– Claro! – sorridente, levantei-me da mesa e corri até meu quarto.
Mas, antes de chegar até o cômodo, escondi-me atrás de uma parede, para ouvir a “conversa” de minha mãe, Victor e o pai.
– Carlos, você é louco? Não vê as consequências que nossa filha levará? Você acha que eles são reais mesmo? – gritava minha mãe.
– Daniela, por favor, a Natalie já é bem grandinha, não acha? Eu sei, eles podem não sei reais, mas e se forem?! Ela ganhará amigos. Terá amigos. Quem sabe, até se encontrarão, pois não estão longe, estão? Qualquer coisa, até eu mesmo levo ela na cidade dos amigos dela.
– Pai, tá maluco?! A Natalie não pode ser livre desse jeito! Ela é uma criança ainda! – gritava Victor.
– Agora chega os dois! – gritou papai. – Vocês são dois alucinados que não tem nenhuma noção! Qual é, deixem a menina! Se vocês não derem liberdade, e ficarem sempre pressionando ela, claro que a pobre coitada não terá amigos! Se toquem um pouco, parecem dois bichos protetores! Deixe ela livre!
– Carlos, vá embora! – gritou mais ainda minha mãe.
– Está me expulsando?! – indagou. Pelo tom de voz, ele parecia indignado.
– Sim, vá, agora!
Ouvi batidas de porta. Depois disso, silêncio. Depois, choro. Minha mãe estava chorando.
Subi até meu quarto, liguei o computador e por sorte, Mia estava online.
Criei um grupo, como participantes: Mia, Matt e eu.
*Novidades*
Nat: Gente, gente!
Mia: Que foi Nat?
Matt: Porque do grupo?
Nat: NOVIDADES!
Mia: Conta logo, garota!
Matt: Não faça a gente passar curiosidade! Curiosidade mata, sabia?
Nat: Tá... Meu pai quer conhece vcs!
Mia: Como assim?
Matt: Teu pai não tinha meio que abandonado vc e o Victor?
Nat: Mais ou menos, ele veio aqui em casa hoje, minha mãe tinha pedido, pra falar pra eu parar de falar com vcs, mas adivinhem! Ele me defendeu! Então, ele disse que tudo bem eu falar com vcs, mas ele quer conhecer vcs!
Mia: E como pretende fazer isso?
Matt: Vai vir na nossa cidade?
Nat: Não! A gente podia fazer uma chamada no Skype, o que acham? Ele deu essa ideia!
Mia: Meu Deus, claro!
Matt: Vc tem Skype, Nat? Passa ele!
Nat: Sim, sim é esse... *****
Mia: Cara, a gente vai se conhecer?! Serio mesmo?! Seeeeeerio?! Tô pirando aqui!
Matt: Tá, quando então?
Nat: Não sei, mas nesse fim de semana, tenho que ir com ele na casa dele, porque é obrigatório, então a gente pode se falar esse sábado?
Mia: Por mim tudo bem, aí o Matt vem aqui em casa, e a gente se fala, beleza?
Matt: Tudo beleza pra mim.
Nat: Então, sábado vai ser o grande dia!
Eu estava dando pulinhos de alegria. Estava com uma felicidade enorme, eu nunca imaginaria que meu pai fosse alguém assim! Tudo bem, tudo bem, ele tem defeitos, muitos defeitos, mas... Mas, porra! É eu tô muito feliz, muito mesmo!
Mia: Ei, ei, Nat?
Mia havia me chamado no chat privado.
Nat: Oi, Mia!
Mia: Então, tudo bem?
Nat: Tudo sim... E com vc?
Mia: Tô ótima!
Nat: E vc e a Elena, como estão?
Mia: É... Estávamos saindo, mas ela tem aulas e simulados pra fazer, então tá meio difícil ver ela... Mas, fora isso, tá tudo ótimo estre nós.
Nat: Poxa, que pena...
Mia: Elie disse que quer conhecer vc!
Nat: Eu? Por quê? Vc falou de mim pra ela?
Mia: Sim, falei. Mas não se preocupe, eu falei coisas boas haha xD bem... Ela tem uma conta nesse site, que tal vc a chamar no chat? Ela te achou interessante...
Nat: Tá passa aí...
Mia: Ell-66, adiciona ela!
Nat: Tá valeu...
Adicionei-a. De repente, ela me chama no chat.
Elena: Ei, e aí, vc é a Nat?
Nat: Sim, eu mesma. Você, então, é a dita Elena?
Elena: Claro! Mia falou de mim para vc?
Nat: Sim. Pelo visto, tu és uma boa pessoa, não?
Elena: Acho que sou, sabe... Haha.
Nat: Legal. :)
Elena: Natalie eu posso pedir-te uma coisa?
Nat: Pode.
Elena: Não fale mais com Mia.
Nat: Porque não?
Elena: Ela não gosta de vc.
Nat: Que? Claro que gosta, garota!
Elena: Na verdade, ela só tá fingindo. É mentira dela.
Nat: Oras, pare de falar bobagens! Mia nunca faria algo assim!
Elena: Não é bobagem, não é mentira. Mia me contou. Ela só fala com vc, porque tem pena de vc.
Nat: Mentirosa, pare!
Elena: Bem, quem avisa amigo é não acha? Se não acredita em mim, continue falando com ela, mas já vou avisando, é mera ilusão.
Nat: Ok eu tenho que ir.
Elena: Tchau, e pense, pense bem no que eu te falei, viu?!
Nat: Hum.
Desliguei. Caramba, não pode ser verdade, né?
Não pode, né?
Poxa, digam que não!
“Mia não pode ser má!”
“Elena não é do bem, não, ela não é!”
“É uma mera mentira, né?!”
“Mia nunca me trairia, não é? Ela já disse á mim que me ama! Ela não faria isso comigo!”
“E Matt? Ele também é falso? Mia manipulou todos?”
Eu me perdia nesses pensamentos insanos. Eu não queria acreditar, mas eu também não podia deixar essas coisas de lado. Eu estava tão confusa, tão sentimental, que acabei aconchegando-me na cama de meu quarto, agarrada á meu ursinho de pelúcia favorito, Chokitto, pensando nas palavras de Elena.
***
Conhecendo os personagens!
Natalie:
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