Virtual Love

28 Mais Uma Segunda-Feira


Nessa semana que fiquei em casa não fiz nada demais. Fiquei com minha mãe todos os dias, demos alguns passeios, compramos algumas coisas, visitamos alguns restaurantes. Uma semana normal sozinha com minha mãe. Ontem ela foi embora e uma parte de mim foi com ela, eu realmente gostaria que ela ficasse aqui comigo, grudada em mim até eu morrer. Hoje era mais uma segunda-feira, mas uma segunda de William na minha vida. Eu não estava preparada para ver ele, não queria de maneira alguma ir a faculdade. E se ele resolvesse vir e falar comigo? Não sei o que faria. Será que ele está namorando com aquela mulher? Esse pensamento faz meu coração doer. Uma coisa que eu não entendo é, PORQUE ELE ESTAVA TRABALHANDO DE GARÇOM NAQUELA LANCHONETE? Ele é professor e um ótimo arquiteto, e é rico. Se eu tivesse metade do dinheiro que ele tem, ou pelo menos da competência dele como professor e arquiteto eu não trabalharia servindo pessoas em uma lanchonete de maneira alguma. Tomei meu banho e me arrumei para a faculdade.

- Bom dia Bettina — disse ao me sentar do lado dela.

- Bom dia amiga — seu sorriso era radiante.

- Feliz?

- Acordei de bom humor hoje — ela sorriu de novo.

- Bom dia alunos — William entrou na sala e como todas as aulas dele, eu me perdi em seus olhos.

- Bom dia — respondi baixo, mas ele ouviu.

William apenas sorriu para mim me fazendo estremecer. Suas duas aulas foram normais, pela primeira vez consegui prestar atenção nas coisas que ele falava, pra falar a verdade por muitas vezes me perdi em sua boca, mas consegui prestar atenção em pelo menos 30 minutos de uma hora e quarenta de aula, o que é um ótimo progresso pra quem não conseguia nem 10 segundos. As aulas seguintes a dele passou rápido. Estava descendo as escadas, mas fui empedida por uma mão que segurava meu braço.

- Preciso falar com você — a voz de William ecoou pela minha cabeça, me fazendo arrepiar. Sua mão apertando meu braço me dava choques.

- Eu não tenho nada pra falar com você — tentei me soltar de sua mão.

- Precisamos conversar — sua voz era calma — E você sabe que precisamos.

- Ok — me rendi, me virando para ele — Pode falar.

- Aqui não né — ele riu e segurou minha mão, me fazendo arrepiar, me puxando escada abaixo — Entra — William ordenou, abrindo a porta do carro dele para mim.

- Você não vai me levar na lanchonete da sua namorada né?

- Ela não é minha namorada — eu sorri com isso — E eu não vou te levar lá — ele riu — Agora entre.

Entrei no carro e seguimos por todo caminho em silêncio. Ele me levou até o Green Park.

Notas finais
Posto a conversa num próximo capítulo.