Virtual Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Ah, e a fic voltou a ser com a Tsumi sendo a narradora, ok? Ok.
"SÁBADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!" foi o que eu gritei em pensamento, mas só o que eu fiz foi me levantar, escovar os dentes e descer para a sala de estar.
— Bom dia, filha — disse minha mãe.
— Hm, oi — respondi.
— Ui, está de mal humor, é?
— Tipo isso.
— Nem falo mais nada, também. Mas enfim, quer almoçar?
— Já é meio-dia?
— Não, já é três horas da tarde — ela disse enquanto me lançava um sorriso irônico.
— Hm. Não, valeu.
— Vai sair hoje?
— Talvez eu saia para tomar um sorvete.
— Com quem?
— Não sei, talvez com algum amigo meu.
— Ah, ok então, mas coma algo pelo menos.
— Não, valeu — falei enquanto subia de volta para os meus adoráveis aposentos.
Peguei meu celular e liguei para Koisumi. Ocupado. Tentei ligar de novo e, ocupado. Enfim, liguei para Haru, já que Mikase estava no seu treino hoje.
— Alô? — Haru atendeu.
— Oi.
— Tsumi?
— Isso.
— O que foi?
— Curte sorvete?
— Ah, sim, por quê? — ele perguntou. Dava pra notar que ele estava sorrindo, mesmo que estejamos apenas nos falando pelo celular.
— Quer ir comigo?
— Tomar sorvete?
— Não, ir na put* que pariu, por isso que quis saber se você gostava de sorvete.
— Uou, parece que alguém está nervosa hoje.
— É, é, whatever. Você quer ou não.
— Mas é claro.
— Tá, se troca e vem me buscar.
— Ok, madame — ele disse segundos antes de eu desligar.
Me troquei, assim, colocando um vestido florido e um lenço/laço no meu cabelo.
30 minutos depois Haru chegou. Me despedi da minha mãe e entrei em seu carro.
— Oi — ele disse.
— Olá — respondi.
— Bela roupa.
— Valeu.
— Então, em que sorveteria nós iremos?
— Não, sei, tanto faz, na verdade você pode me levar onde quiser, só dei uma desculpa para poder sair.
— Ah, o então, vou te levar ao cinema, pode?
— Ok — respondi enquanto observava a paisagem que estava passando pela janela — Sabe de uma coisa?
— O que?
— Eu acho o seu nome ridículo.
— Ah, nossa, desculpa ai se minha mãe não esperou 2 anos para você nascer e depois te perguntar que nome você queria que eu recebesse.
— Você é um tolo, não é bom nem dando tiradas.
Ele não respondeu nada.
— Desculpe — eu disse.
— Ah, relaxa. Mas então, qual nome você gostaria que eu tivesse?
— Alexander.
— Por?
— Laranja Mecânica.
Ele parou o carro e ficou me encarando.
— Você gosta?
— Claro — respondi.
— Cara, eu amo esse filme.
— Ama a história ou a pornografia presente nele?
— Um pouco de cada — nós dois rimos — Mas enfim, meu nome agora vai ser Alexander?
— Certamente, meu caro, Alex.
— Ok, senhorita Lolita.
— Lolita? Sério? Eu tenho cara de uma garotinha que sofre pedofilia?
— Não — ele riu — Tem cara de uma garotinha irônica que curte o sofrimento alheio.
— Que maravilha, então — disse pegando meus óculos de sol em formato de coração e os colocando — Agora virei Lolita.
Após rirmos bastante, Haru, quer dizer, Alex seguiu caminho até o cinema.
— Chegamos, Lô — ele disse.
— Cinema cult, Alex, sério? Como você é pseudo-cult.
— Disse a garota que gosta de Lolita e Laranja Mecânica. Mas enfim, vou levar como um elogio, ok?
— Ok.
— Ok então.
— Vish, virou A Culpa É Das Estrelas agora.
— Não digo é nada para nós dois.
— Ótimo — ri — Vamos logo, Alex.
— Ok, ok.
Saímos do carro e entramos no cinema. Para a minha não surpresa, era um cinema mudo. Really? Eu gostava de coisas antigas, mas detestava cinema mudo. Fala sério. Mas no fim, nem assistimos o filme direito, só ficamos conversando sobre livros e filmes que gostávamos. Até que, felizmente ou infelizmente, o filme acabou e tivemos que ir embora.
— Foi uma tarde bem divertida — ele disse.
— Certamente — respondi.
— Ui, mas que vocabulário afinado.
— Obrigada, obrigada — disse me reverenciando a ele.
— Aplausos para a Lô, senhoras e senhores — ele disse rindo e batendo palmas.
— Ah, Alex, você é um menino adorável. Acho que estou começando a gostar mais de você do que de seu irmão.
— Só acho que fez uma sábia escolha — ele riu — Fico feliz que diga isso.
— Ok, ok, mas convenhamos, seu idiota, eu não sou tolinha.
— Do que está falando?
— Koisumi me contou tudinho.
— Sobre?
— Sobre o meu suposto Yuki.
— Ah, ele disse colocando as mãos sobre o rosto.
— Tudo bem, eu não me importo, pra mim o Yuki é o Yuki. Nem você e nem o seu irmão serão ele pra mim, ok? E eu nem quero que sejam também, pra mim vocês são Haru e Mikase, Yuki é apenas um garoto virtual que eu gostei. Apenas. Vai continuar sendo virtual pra sempre. Estamos entendidos?
— Ahn... Acho que sim.
— Ótimo. Mas agora você é o Alex, ok?
— Sou um assassino estuprador então?
— Se você for, então sou uma mini-prostituta.
— Ótimo, formamos um belo par — ele riu.
— Claro — ri também.
— Ok então, Lô-Tsumi, vou levar a madame para sua residencia.
— Ok.
— Ok.
— Para de ser babaca e vamos logo.
— Não se deve cortar o clima alheio.
— Blá-blá-blá.
Após Haru ter me deixado em casa, eu recebi um telefonema de Mikase, ele estava perguntando se eu queria sair com ele amanhã. Bem, eu aceitei, mas sei lá. Preferiria se fosse com o Haru. Nada pessoal, só que, sei lá.
(O que está acontecendo comigo?)
Notas finais
Me mandem suas críticas, dicas e comentários. Façam com que eu tenha motivos para continuar com a fic ♥
Obrigada por ler.
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