Virtual Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Muito obrigada por lerem.
—O-oque?
—Foi isto mesmo que você ouviu.
—Mas não era o seu irmão? Você até disse que ele joga com a Tsumi quele jogo online.
—E joga mesmo. Mas nós fizemos um acordo. Ele iria fingir ser eu para a Tsumi e fazê-la feliz, já que eu não poderia fazer isto mesmo.
—M-mas, por quê você fez isso? Por que você mesmo não faz isso? Por que finge não ser a pessoa por quem a Tsumi se apaixonou verdadeiramente?
—Bem, convenhamos, eu não sou o cara certo para uma garota se apaixonar. Eu não estudo, eu não trabalho, sou um completo vagabundo que vive trancado dentro do quarto jogando jogos onlines e lamentando-se por ter uma vida tão desprezível.
—Bem, você é igualzinho a Tsumi. Ela também vive trancada no quarto jogando jogos e sente-se da mesma forma que você.
—Eu sei, ela me conta tudo sobre sua vida pelo jogo, sei que agora neste momento ela está sendo falsa com todos, fingindo ser uma adolescente normal e feliz, mas eu sei que não é bem assim e eu também finalmente cheguei na conclusão de que o fato de ela apenas jogar o dia todo este maldito RPG é por minha causa. Não quero que ela seja que nem eu, entende?
—Oh... — ela olha para o chão, bastante triste.
—Desculpe — ele ri cabisbaixo — Acho que acabei de quebrar outro coração — Me desculpe mesmo, mas não daria certo mesmo, nós dois. Eu estou apaixonado pela Tsumi.
—Bem, isso não importa mais. Mas, meu caro, você quer uma ajudinha?
—Hum?
—Digo, quer que eu faça papel de sua namorada para a Tsumi não desconfiar de nada?
—Pode até ser, mas... Não sei.
—Vamos, por favor? Não vai ser nada real.
—Veremos. Por enquanto vamos deixar como as coisas estavam, ok? Finja que não escutou nada do que eu te disse.
Haru foi até onde eu e Mikase estávamos. Ele ficou encarando os posters dos jogos.
—Gostou de algum? — perguntei.
—Já joguei a maioria destes jogos. Mas realmente nenhum me agrada.
—Nem os posters?
—Não, nem os posters — ele ficou encarando os posters com uma expressão triste.
Ele parecia bem triste, eu ia perguntar o que havia de errado com ele, mas fui interrompida por Mikase.
—Ei, Tsumi, olhe essas pelúcia aqui! — gritou Mikase.
—Oh, mas que fofas — disse me aproximando dele e das pelúcias.
—Ei, seu idiota — Koisumi disse olhando Haru— É melhor melhorar este seu maldito humor se quer continuar com esta encenação, ok?
—Hum...
—Eu só te dou uma pequena dica, colega.
—Diga.
—Olhe bem, a vida não é um jogo. Está vendo aqueles dois? Se eles ficarem juntos a culpa será sua e você ficará com um eterno peso na consciência por saber que você não fez nada enquanto podia. Você vai mesmo deixar a Tsumi ser tomada por outro assim?
—Você diz isso como se fosse uma questão de escolha.
—E não é? Bem, na verdade isto depende da sua "maturidade" de que Tsumi me disse. Mas na verdade parece que você não tem nenhuma, pois não consegue tomar nenhuma maldita atitude e fica ai, todo depressível, se rebaixando. Cara, na boa, cresce e para de ser frouxo, você já tem 18 anos, como você disse, não é?
—Não dá, simplesmente. Eu sou apenas um garoto ridículo de quem a Tsumi gosta, não é? Esse cara não é capaz de tomar nenhuma maldita atitude, consegue entender?
—Se não estivéssemos dentro do shopping, eu te daria um tapa — ela disse cruzando os braços.
Enquanto estava apreciando as pelúcias com Mikase, percebo que Koisumi e Haru estavam discutindo. Eu não dou tanta importância assim, porque né, é a Koisumi. Eu e Mikase nos levantamos e fomos ao encontro deles.
—Ei, pessoal, acho que já está meio tarde. Acho que vou ligar para a minha mãe vir me buscar — disse.
—Não, pode deixar que eu te levo — disse Haru — Koisumi, você vem também?
—Vou sim — ela respondeu sem nem olhar em seus olhos.
O caminho inteiro foi bem silencioso e ficou naquele clima bem tenso. Mas até que passou rápido.
—Chegamos na sua casa, Tsumi.
—Pois é — digo enquanto saio do carro — Poderíamos sair juntos qualquer dia de novo.
—Seria ótimo — Mikase respondeu.
Sorrio e me despeço deles. Entro na minha casa, e me deparo com a minha mãe sentada no sofá.
—Hana, você almoçou? — perguntou minha mãe.
—Sim.
—Ótimo.
—Tenho sua permissão para subir para meu quarto ou virá mais questões?
—Não, pode subir.
—Obrigada.
Subo para o meu quarto, tiro meus sapatos e meu casado e me taco em minha cama de bruços.
—Eu não sou aquela garota — pensei — Nem nunca vou ser. As pessoas se enganam muito facilmente com meus sorrisos falsos, não é, mesmo? Isto já virou até rotina para mim. Eu só quero ficar sozinha. Tirar esta maldita dor do meu peito. Por que eu tenho que estar apaixonada? Isto machuca tanto. Esta dor está me corroendo mais do que nunca.
Eu me virei, e agarrei meu travesseiro com bastante força.
—Mas, talvez eu não seja boa o suficiente para as pessoas. Quer dizer, eu nem sei se o Yuki gosta de mim. Na verdade, acho que ninguém gosta de mim. Que dia é hoje? — pego meu calendário — Hum, entendi o porquê de eu estar assim tão sensível a estes pensamentos. Eu preciso de um abraço. Não, eu preciso de chocolate. Ou talvez um namorado — me sentei na cama — AAAAAAAAAAH, mas que raiva — gritei jogando meu travesseiro contra a parede — Por que a vida tem que ser assim? O que eu fiz pra merecer isso — e então comecei a chorar.
Oh, a TPM...
Fale com o autor