Notas iniciais
IMPORTANTE A fic é uma continuação da oneshot Virtual Love, mas mesmo assim é possível ler "Lost in you" sem ter lido a one. Porém fica mais interessante se ler Virtual Love primeiro, enfim vai de cada um. Virtual Love link: https://fanfiction.com.br/historia/648819/Virtual_love/ Esse capítulo é mais focado em RinHaru e no próximo será SouMako, assim tentarei intercalar os casais dependendo dos acontecimentos e enfim. Desculpe se houver qualquer erro, capítulo é grande então pode ter escapado alguma coisa. Qualquer coisa me avisem, ok? A fic é dedicada a bae Jessie Matsuoka ♥ Boa leitura!!!

O que para alguns seria um dia normal, para Rin Matsuoka e Haruka Nanase seria o melhor dia de suas vidas. Isso porque era a primeira vez que iriam se ver pessoalmente, tendo apenas o simples contato virtual por quatro longos anos. E a espera se fez mais tortuosa no último ano quando o mais velho se declarou por telefone e teve o sentimento recíproco, se tornando então amantes.

Eles ansiavam por esse encontro todos os dias e quando surgiu uma oportunidade para Matsuoka concretiza-lo não pensou duas vezes em arriscar tudo para ver o amado. Porém essa oportunidade veio com obstáculos, que incluía conseguir um time para uma competição de revezamento regional que dependendo do resultado o levaria para competir em Iwatobi, cidade que vivia Haruka no Japão, possibilitando seu encontro. Mas isso não fez Rin desanimar, muito pelo contrário isso apenas o incentivou e sendo capitão da Samezuka não foi muito difícil persuadir os melhores nadadores para participar da competição, preferindo os intercambistas japoneses, tal como o próprio Matsuoka, a fim de poupar problemas futuros no Japão. Seu time incluía Momotarou Mikoshiba no nado costas que aceitará logo que prometera um encontro com sua irmã Gou, mesmo que tenha sido um pouco contra a vontade do ruivo, mas por Haru valia a pena. Sousuke Yamazaki no nado borboleta, melhor amigo de Matsuoka que estranhando a animação e insistência do rapaz para a competição insistiu até o ruivo lhe contar a verdade e aceitou sabendo o quanto significava essa viagem para Rin, porém não deixou de zoar o amigo por isso. Seu time finalizava com Aiichiro Nitori no nado peito que aceitou sua proposta logo que disse agradecendo-o repetidas vezes enquanto se curvava.

Eles treinaram por um semestre inteiro sem parar, Matsuoka estava mais exigente e determinado que nunca, buscando a performance perfeita. Quando enfim chegou o dia da competição, ansiosos e nervosos porem nunca se esquecendo de manter o foco, nadaram dando o seu melhor e com uma boa diferença de milésimos conseguiram ficar em primeiro lugar. Rin chorou sabendo que enfim poderia encontrar seu amor. E chorou de novo ao dar a notícia pra Haruka por telefone que comemorou junto com ele, planejando toda a viagem juntos. Tiveram que esperar mais um mês para viagem, porém enfim chegara o dia.

Rin e Haruka não dormiram aquela noite e se mantinha animados e ansiosos pelo encontro. Matsuoka sentia suas mãos suarem e o presente friozinho na barriga ao entrar no avião na Austrália rumo ao Japão junto com os demais companheiros de time. Sentado ao lado de Sousuke, Rin batucava suas mãos e pés sem parar e mantinha o olhar entre a janela e o celular, Yamazaki não aguentando aquela euforia toda esbravejou.

— Rin para logo com isso. -Sousuke bate na mão do ruivo fazendo-o arregalar os olhos assustado — Está me irritado, relaxa a gente logo chega.

— Maas ta demorando muuuuiito. — Rin enfatiza fazendo bico.

— Aaarg claro que demora a gente está atravessando um oceano inteiro. Sossega um pouco. — Yamazaki tenta convencê-lo.

— Falar é fácil. – Rin sussurra e bufa alto.

— Fica tranquilo que o Nanase estará te esperando de braços abertos pra te receber. — Sousuke provoca, fazendo o ruivo corar.

A intenção era fazê-lo calar a boca, mas teve o resultado inverso.

— Eu sei Sousuke, mas eu tenho medo que ele não goste de mim. Quer dizer a gente se fala todo dia por mensagens, mas a gente nunca se viu pessoalmente. E se ele não me achar interessante quanto acha pela internet, se ele me achar feio e quiser terminar comigo? Se ele me achar entediante, irritante ou odiar alguma coisa sobre mim? -Rin fala rapidamente gesticulando com as mãos.

— Aaarg cala a boca Matsuoka. -Yamazaki fala alto interrompendo o rapaz e conseguindo a atenção de outros passageiros, desconcertado ele pele desculpas e ainda irritado Sousuke volta a encarar Rin e fala mais baixo. — Ele vai gostar de você. Até porque ele te aturou por quatro anos apenas por mensagens, eu acho o suficiente pra poder conhecê-lo. E se ele te deixar eu quebro a cara dele, porque foi por causa desse Nanase que eu fui obrigado a participar dessa competição idiota. Então espero que você faça bem proveito dessa viagem. — Sousuke termina com um sorriso malicioso.

— Paaaara de me olhar assim que saco. — Rin dá um soco no ombro de Sousuke sentindo suas bochechas arderem.

— Você fala essas bobagens, mas se põe na situação dele. Você acha que o deixaria por não o achar interessante ou feio pessoalmente? — Sousuke o encara sério.

— Claro que não. — Rin responde de imediato e depois completa. — A gente se fala todo dia, eu sinto como se o conhecesse a vida inteira e nós já se falamos por web can e ele é muito lindo. — Matsuoka sorri lembrando-se das feições de Haru e cora pelas palavras que dissera.

— Então, não sei por que a preocupação. Ele com certeza deve achar o mesmo, até porque vocês namoram. — Sousuke fala sério e depois de um tempo completa agora com um sorriso malicioso. — Alias como é um namoro virtual? Vocês chegaram a fazer sexo pelo telefone?

— SOUSUKE NAAO CALA A BOCA. -Rin grita sentindo todo seu rosto esquentar de vergonha, recebendo reclamações dos demais passageiros por seu barulho, ainda envergonhado Matsuoka pede desculpas e continua a xingar baixinho o amigo.

~Enquanto isso no Japão~

— Haru? — Makoto franze a sobrancelha ao atender a porta e ver o moreno na frente da sua casa. — Não era pra eu ir até a sua casa e a gente ir de lá para o aeroporto?

— Era, mas você estava demorando. — Haruka fala inexpressivo.

Nanase havia pedido para Makoto o acompanhar até o aeroporto para esperar Rin, dando a desculpa que ele não conhecia muito bem o local, mas o que ele queria mesmo era ter um ombro amigo naquela hora tão importante e ninguém melhor que seu melhor amigo.

— Falta meia hora ainda. — Makoto fala depois de olhar o relógio.

Nanase apenas desvia o olhar para o lado, ele sabia que estava cedo demais, mas não conseguiu ficar simplesmente esperando em casa sem fazer nada enquanto aquela ansiedade não passava.

— Eu vou avisar meus pais que estou saindo e a gente já vai, me espere aqui. -Tachibana avisa o moreno, em seguida entrando na casa.

Haruka acena e fica encarando seus pés mexendo o direito de um lado pro outro em sinal de nervosismo.

— Vamos? — Makoto reaparece sorrindo.

Ambos saem em direção ao metrô que os levaria até o aeroporto, todo o trajeto era curto e rápido finalizando no máximo quinze minutos. Durante o trajeto Makoto percebeu que Haru mexia seus pés impaciente e mordia seus lábios em claro sinal de ansiedade. Quando estavam sentados no vagão do metrô, ao ver Nanase beliscando a unha, algo totalmente inédito aos olhos de Tachibana, ele o chama.

— Haru. — Makoto encosta sua mão no ombro de Nanase, fazendo-o lhe direcionar o olhar. — Não precisa ficar nervoso. Fica calmo, ele vai chegar e vai dar tudo certo.

— Eu sei, mas...- Haru suspira.

— Você está ansioso? — Makoto sorri gentil.

— Também. — Haruka encara suas mãos e depois confessa. — Eu estou com medo.

— Não precisa ter medo vai dar tudo certo. — Makoto tenta tranquiliza-lo.

— Mas se ele não gostar de mim? — Haru o olha envergonhado e aflito. — Quer dizer, a gente só se conhece virtualmente e ele fez esse esforço todo pra conseguir vir me visitar. E se ele achar que tudo isso foi em vão e me odiar? — Nanase abaixa o olhar cabisbaixo.

— Haaru, ele nunca te odiaria. Ele gosta de você, ele já provou isso te pedindo em namoro e agora se arriscando em uma competição pra conseguir essa viagem. Se isso não é prova de amor eu não sei o que é. — Makoto fala sincero, tentando encoraja-lo.

— É, eu acho que você tem razão. Obrigado. — Haruka sorri levemente.

O metro para indicando que chegaram ao seu destino. Os garotos andam em direção à saída e seguem andando até ao aeroporto que fica logo em frente ao metrô. Ao chegarem ao local conseguem achar um lugar perto do desembarque e sentam olhando para o relógio percebendo que ainda faltam dez minutos. Nanase então passa a revezar o olhar entre o relógio e as pessoas que de vez em quanto entravam na sala, enquanto seus pés se mantinham inquietos.

Mal ele sabia que o ruivo se encontrava no mesmo estado no avião. Matsuoka sentiu o friozinho na barriga aumentar quando ouviu o piloto do avião avisar que eles haviam chegado ao Japão e iriam aterrissar. Obedecendo todos os comandos do piloto, Rin se mantinha sorridente enquanto encarava Sousuke que apenas revirava os olhos com a empolgação típica de uma criança. Logo a aeromoça informa que os passageiros poderiam descer e Matsuoka levanta eufórico sendo seguido por Sousuke, Momotarou e Aiichiro. A cada passo que Rin dava ele sentia suas pernas tremerem mais e o friozinho na barriga aumentar. Ao chegar à sala de desembarque rodeado por vários outros passageiros e demais pessoas, Matsuoka ergue a cabeça procurando Nanase.

Haruka ao escutar o anúncio que o voo que Rin viria já tinha repousado ele ergue da cadeira ficando em pé e mais perto do desembarque, enquanto sentia um friozinha na barriga. Minutos depois aparecem um grupo grande de pessoas entrando na sala, Nanase procura com o olhar um certo ruivo sentindo-se cada vez mais ansioso e nervoso.

Matsuoka e Nanase conseguem ter seu primeiro contato visual depois da multidão de passageiros já se dispersarem e eles enfim conseguirem enxergar o outro nitidamente. Ambos arregalam os olhos e sentem seus batimentos cardíacos aumentarem, enquanto andam rapidamente em direção ao outro. Pra eles parecia que acontecia tudo em câmera lenta. Eles param a um metro do outro se olhando diretamente nos olhos e então Rin é quem toma a iniciativa e envolve seus braços no pescoço de Haruka, que retribui envolvendo a cintura do ruivo. Eles fecham os olhos querendo sentir e gravar todos os detalhes daquele momento. Apertam mais o abraço querendo sentir mais do corpo do outro e afundam seus narizes no ombro querendo aspirar o perfume característico dos corpos. Ficam perdidos naquele abraço por um tempo que eles não sabem, mas que para eles pareceu pouco e que deveria se tornar infinito. Ainda conectados, Haru sussurra próximo ao ouvido de Rin:

— Estou muito feliz que esteja aqui.

Logo depois ele sente o corpo de Rin tremer entre seus braços e consegue o ouvir fungar denunciando seu choro.

— Riiiiin não chora. — Nanase ri já imaginando que isso iria acontecer ao conhecer bem o ruivo.

— Na-naao estou chorando baaka. — Rin fala abafado escondendo seu rosto na curva do pescoço de Nanase.

— Heey ta tudo bem, eu estou com você agora. — Nanase sussurra gentilmente, acariciando as costas de Rin.

— Aaarg eu não queria que a primeira vez que você me visse fosse chorando. — Rin funga já mais calmo.

— Eu não me importo, eu quero ver seu rosto. — Haru fala calmo afastando um pouco para poder ver melhor o rosto de Rin, sem deixar do abraço.

Matsuoka se afasta do pescoço de Nanase e mesmo envergonhado torna a encarar o rosto do moreno.

Ambos começam então a olhar detalhadamente para o outro, logo percebendo a diferença de altura entre eles, sendo Rin um pouco mais alto tendo que abaixar um pouco o olhar ao encarar os olhos azulados do moreno. Rin possuía uma pele mais clara que Haru imaginava e também seus dentes eram mais pontiagudos que nas fotos. Já Rin percebe que Haru tem os olhos mais azuis que na web can dando um contraste lindo com os cabelos pretos fascinando ainda mais o ruivo.

Nanase passa seus dedos sobre a bochecha de Rin limpando os vestígios das lágrimas e termina acariciando-o.

— Você é muito lindo. — Haru pensa alto, fazendo ambos corarem.

— Você é muito mais. — Rin fala envergonhado.

— Coff coff — Sousuke chama a atenção dos dois rapazes que se separam do abraço corando. — Desculpa interromper o momento lovey dovey de vocês, mas a responsável pela nossa hospedagem e competição quer falar com todos do time.

Só depois da intromissão de Sousuke que eles notam sua presença, observando que carregava as malas com Makoto logo atrás. Não tinham noção do tempo que poderiam estar ali e coram com o pensamento.

Rin volta seu olhar para Haru e murmura:

— Já volto. — Porém logo que ele dá as costas, sente sua mão ser puxada, fazendo volta-lo a encara-lo. — O que foi?

— Você não vai ficar na minha casa? — Haruka pergunta segurando a mão do ruivo.

— Claro que vou, vou acertar isso e demais coisas sobre a competição e passaporte. Eu não vou demorar, prometo. — Rin sorri e aperta suas mãos.

Haru acena e solta sua mão depois de murmurar:

— Eu estarei te esperando.

Por causa da Samezuka ter ganho a competição e serem classificados pra final no Japão, o time tinha direito a hospedagem durante uma semana antes da competição em um hotel com acesso a piscinas olímpicas para os treinos. Porém com o convite de Haruka em ficar em sua casa, Matsuoka não pode recusar a ótima oportunidade de ter mais tempo para passar com o amado, então apenas Rin não se hospedaria no hotel.

Haru observa Rin se afastar junto com Sousuke até sair de sua vista e então ele olha pra Makoto que o encarava curioso.

— O que foi? — Nanase pergunta com o olhar de Tachibana sobre si.

— Eu nunca te vi tão bobo. — Makoto sorri.

— Heey, eu não sou bobo. — Haruka franze a sobrancelha irritado.

— Eu to falando no bom sentido Haru. Dá de perceber que você gosta muito dele. — O rapaz fala sincero e então o pergunta. — Como foi o primeiro contato?

— Hmm o Rin tem um abraço muito bom, ele é cheiroso e muuito bonito. — Nanase confessa escondendo o rosto entre as mãos envergonhado, fazendo Makoto rir.

Rin e Sousuke voltam logo depois caminhando de volta até Tachibana e Nanase, encontrando-os cuidando de suas malas.

— Você deve ser Rin, prazer Makoto Tachibana. — O rapaz fala logo que chegam sorrindo gentil estendendo a mão para cumprimentá-lo.

— Desculpe nem tinha me apresentado né. Prazer Rin Matsuoka. – O ruivo aperta a mão retribuindo o sorriso. Rin olha para Yamazaki esperando que ele também se apresente e vendo que continuava calado o cutuca.

— O que foi agora? — Sousuke sussurra confuso, Matsuoka apenas acena e sussurra de volta:

— Se apresente idiota.

— Já conheci o Yamazaki-kun. – Makoto os interrompe.

Então um silêncio constrangedor se estala quando Sousuke encara sério Haruka que ao perceber o olhar perfurando-o torna a olha-lo da mesma forma.

— Nanase hm?Yamazaki, Sousuke Yamazaki. – Sousuke fala sério.

— Haruka Nanase. – Haru fala no mesmo tom.

— Eeer, Sousuke você não ia pegar suas malas e ir para o hotel com os outros? — Rin fala vendo a tensão que se estalara.

— É eles falaram que iriam ficar me esperando na saída do aeroporto. – Yamazaki fala desviando o olhar.

— Então vamos pra lá? Querem ajuda com as malas? – Makoto sugere amigável.

— Não, obrigado. – Rin recusa, pegando sua mala enquanto Sousuke apenas ignora e carrega a sua sozinho.

Rin e Haruka deixam Makoto e Sousuke andarem na sua frente e então Rin sussurra próximo de Nanase apenas pra ele ouvi-lo.

— Ele é sempre assim gentil? — Rin aponta discretamente pra Makoto.

— Sempre. — Haru acena. — E ele é sempre assim...? — Nanase faz carreta.

— Babaca? Sim sempre. — Rin ri.

Haru sorri ao ouvir a risada de Rin olhando-o fascinado com o som, fazendo Matsuoka parar de Rin e retribuir o sorriso acanhado.

Eles chegam à saída do aeroporto e Sousuke olha para todos os lados não encontrando nem sinal dos outros rapazes do time.

— Onde eles estão? — Rin pergunta percebendo a ausência dos outros garotos da Samezuka.

— Não sei. Aarrg só que falta eles terem me esquecido. – Sousuke reclama.

— Liga pra eles, vai que estão em outro lugar do aeroporto? – Makoto sugere.

— Boa ideia. – Rin concorda.

Sousuke se afasta um pouco para telefonar, enquanto ficam os três esperando. Até que ouvem gritos e o moreno volta com uma carranca.

— Deixo adivinhar, eles te esqueceram? – Matsuoka arrisca falar.

— Parabéns Rin, você acertou. Olha aqui sua recompensa. — Yamazaki mostra o dedo do meio nervoso.

— Oe Sousuke a culpa não é minha. Você agora tem que arranjar um jeito de achar esse hotel sozinho. – Rin fala tentando conforma-lo.

— Você acha que eu faço ideia de onde é esse hotel Ha-na-ma-chi? — Sousuke soletra lendo o panfleto do hotel que tinham lhe entregado.

— Hotel Hanamachi? Eu sei onde fica, se quiser eu posso te acompanhar até lá. — Makoto oferece.

— Tem certeza? Se for muito incomodo não precisa. – Sousuke pergunta não querendo abusar da boa vontade do rapaz.

— Capaz, incomodo algum. — Sorri gentilmente Makoto.

— Pronto resolvido viu. — Rin fala aliviado.

— Vou chamar um táxi então. — Makoto fala antes de ir em direção ao posto de táxi em frente ao aeroporto.

— Haru nós também não precisamos chamar um? — Rin pergunta.

— Não, eu já tinha chamado um pra gente. Alias olha nosso táxi chegando ali. — Nanase fala apontando para o carro que acabara de estacionar na frente do local.

— Oe vamos então. Tchau Sousuke, vê se não se perde no hotel. — Rin estende o punho como forma de comprimento.

— Idiota, a gente se vê. — Sousuke bate com o punho na mão de Rin se despedindo.

— Ah e avisa o Tachibana que a gente já foi e tente ser legal com ele. — Matsuoka fala já se distanciando.

— Heey o que você quer dizer com tente ser legal? — Sousuke pergunta, mas é ignorado, por fim gritando. — Matsuoka.

Rin anda até se postar ao lado de Haru que no momento falava com o taxista. Eles colocam a mala de Matsuoka no porta-malas e entram no carro. Sentam-se cada um no lado de uma janela, tendo apenas um banco que os separassem.

— É muito longe a sua casa? — Rin pergunta olhando para Haru.

— Não, vai demorar no máximo dez minutos dependendo do trânsito. — Nanase explica.

Eles então ficam em silêncio, não era um silêncio desconfortável, muito pelo contrário já que era para aproveitar o momento. Matsuoka então torna a olhar para a paisagem na janela, enquanto Nanase fica observando mais detalhes de Rin. Ao olhar para as mãos branquinhas do ruivo, Haruka não resistiu em toca-la e envolver seus dedos. Matsuoka se assusta com o toque repentino e arregala os olhos para só então olhar para sua mão e corar ao perceber que era Haru que o acariciava. Estando muito envergonhado para encarar Nanase, Rin volta seu olhar para janela, porém entrelaça seus dedos a Haruka fazendo com que ambos sorrissem timidamente pelo simples gesto.

Tal como Haru dissera o trajeto era curto e eles logo chegaram, afastando as mãos e saindo do taxi pegando a mala. Enquanto Haru acertava a conta com o taxista Rin observava a entrada da rua onde levaria a casa de Haruka. Ele já tinha visto em algumas fotos que Nanase lhe mostrará, mas pessoalmente era muito mais bonita e convidativa. Na entrada tinha uma longa escadaria que levava até a casa de Nanase e demais do local, incluindo a de Makoto segundo Haru já lhe contará. Com certa dificuldade e ajuda Rin conseguiu carregar sua mala até chegarem à entrada da casa de Haru. Rin andava olhando para todos os lados achando todo o lugar muito bonito e adorável. Haruka entra em casa e convida Rin a entrar.

— Fique a vontade.

— Com licença. — Rin adentra o hall da casa antes tirando seus sapatos.

— Pode colocar essas pantufas que estão no lado do tapete. — Haruka aponta onde se encontrava uma pantufa vermelha.

— Você mora aqui sozinho? — Rin pergunta por achar a casa grande pra apenas uma pessoa.

— Sim, meus pais viajam a trabalho então a casa é praticamente minha. No caso agora a casa é só nossa. — Haruka fala inocente, porém Rin não deixa de corar com o pensamento de que ele ficará o tempo todo com Nanase sozinhos.

— Sua casa é bem bonita e aconchegante. — Rin comenta tentando quebrar o silêncio e esquecer o que pensara.

— Obrigado. Vamos deixar sua mala no meu quarto, me siga. — Nanase o chama subindo as escadas.

Rin o segue devagar já que tinha que levar sua mala junto e então entra no quarto de Haruka.

— Pode deixar sua mala no lado do guarda-roupa. — Nanase recomenda e senta na cama.

Rin segue suas instruções e observa o quarto, era bem espaçoso com o guarda-roupa no lado da porta, a cama do lado oposto, no lado esquerdo tinha uma cômoda recheada de livros e uma escrivaninha, mas o que chamou atenção do ruivo foram as medalhas e troféus que tinham em cima da escrivaninha em uma prateleira.

— São todos da natação? — Rin pergunta ainda observando as medalhas.

— Sim. — Haruka fala ao lado de Matsuoka, que agora torna a olha-lo vendo observar as medalhas.

— Todos do nado livre? — Rin sorri.

— Claaro. — Haruka fala como se fosse óbvio e torna a olha-lo.

Seus olhares se cruzam e se fixam sérios, inconsciente eles se aproximam e Rin estica a mão acariciando o rosto de Nanase que fecha os olhos com a carícia. Matsuoka continua a traçar cada contorno do rosto do moreno e então inclina o rosto próximo ao pescoço de Haru aspirando seu cheiro. Nanase suspira segurando no casaco de Rin, Matsuoka então com a ponta do nariz traça o ombro até a bochecha de Nanase. O ruivo então passa a encarar os lábios entreabertos e tão convidativos naquele momento, enquanto contornava-os com a mão e sentia a respiração de Haru aumentar e ele apertar seu casaco puxando-o.

Porém eles são acordados do transe quando escutam um toque ecoar pelo quarto. Com o susto eles se separam e Rin bufa percebendo que é seu telefone que está tocando. Nervoso com a interrupção que tivera ele atende sem nem olhar pra tela.

— Alo? Quem é? – Rin fala curto e grosso.

— Rin-senpaai? É o Aii e o Momo. – Ele escuta a voz dos dois rapazes.

— O que vocês querem? – Rin resmunga.

— Rin-senpai a gente perdeu o Sousuke-senpai fomos seguir a Kiyoko-san a mulher responsável pelo time no aeroporto e ele sumiu. Ai a gente resolveu ir para o hotel, mas até agora ele não chegou. O que a gente faz? Se ele estiver perdido nessa cidade? – Aiichiro fala desesperado.

— Cala a boca seus idiotas, eu já sei disso o Sousuke ia pegar as malas e vocês eram para tê-lo esperado. Mas enfim, ele logo chega ai, ele teve ajuda de um amigo do Haru. – Rin explica tentando acalmar a situação.

— Amigo do Haru? – Os garotos perguntam.

— É, agora me deixem em paz e não aprontem. – Matsuoka fala querendo encerrar a ligação.

— Sim Rin-senpai. Tchau Rin-senpai. – Os garotos falam.

— Tchau tchau. – Rin termina a ligação.

Rin suspira longamente massageando as têmporas e então lembra o que tinha acontecido antes da ligação e cora. Ele não sabia o que tinha lhe dado na cabeça pra se aproximar e tocar Haruka daquele jeito, ele só fez por instinto. E agora não sabia como iria encarar Nanase.

Haruka enquanto o ruivo atendia o celular, tocara seu lábio sentindo-o formigar com os recém toques do ruivo. Depois se dá conta do que fazia e os afasta corando, suspirando aliviado ao ver que Rin ainda conversava no telefone. Então passa a encara-lo ainda com um friozinho na barriga e depois que o vê terminar o telefonema fica pensando em uma forma de sair daquela situação constrangedora que se instalara com o silêncio.

— Eer já está na hora do almoço então eu vou estar na cozinha preparando nossa comida. — Haruka fala sem olhar para o ruivo e sai do quarto.

Nanase anda apressadamente até a cozinha e liga a torneira jogando água no seu rosto pra se acalmar. O que era aquela sensação no seu peito? Por que ele sentia um formigamento no local que Rin tocará? E porque ele ficou tão desapontado com a intromissão? Porém nem sua preciosa água conseguia afastar essa sensação e Nanase só conseguia pensar como iria aguentar uma semana com o ruivo sobre o mesmo teto.

Notas finais
E ai o que acharam? Eu pretendo postar todo sábado, mas não garanto que conseguirei já que pode acontecer imprevistos. Anyway, até o prox cap. Vejo vocês nos comentários ;b Beijos RinHaru