Virtual Love 2 - Lost in you
3 Constrangidos
Notas iniciais
— Eer já está na hora do almoço então eu vou estar na cozinha preparando nossa comida.
Matsuoka escuta Haru falar e ainda sem conseguir encara-lo de vergonha, consegue ouvir passos se distanciar. Depois dos passos cessarem ele suspira fundo, não percebendo que tinha segurado a respiração durante esse tempo. Rin mexe nos cabelos jogando-os pra trás, sua mente ainda lhe jogando imagens de momentos atrás onde Haru estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe na sua concepção. O ruivo não conseguia entender como o moreno conseguia desconcerta-lo com apenas simples caricias e ele nem conseguia imaginar como seria toca-lo mais. Matsuoka cora fortemente apenas com o rumo dos seus pensamentos e balança a cabeça querendo espanta-los. Sua situação já estava trágica demais, com os batimentos acelerados, a mão suando e formigando por mais.
Rin se amaldiçoa com seus pensamentos e reações, Haru estava agora no mesmo teto que ele, podendo conversar ouvindo sua voz suave enquanto admira cada traço de seu lindo rosto. Afinal ele vinha de tão longe exatamente para poder compartilhar esses momentos e aproveita-los com o moreno.
Estando então mais confiante Rin resolve sair do quarto e desce as escadas seguindo o barulho de talheres, que certamente vinha da cozinha onde Haru estava. Ao chegar no local ele tem a visão de Nanase com um avental azul escuro de costas pra si, Matsuoka se apoia na bancada e para puxar assunto pergunta:
— O que você está preparando?
— Cavala grelhada com arroz. — Nanase responde enquanto preparava os ingredientes.
— Então vou enfim provar a famosa cavalinha? — Rin sorri divertido.
— Você vai amar, você vai ver. – Haru vira o rosto e pisca.
— É o que veremos. – Rin sorri presunçoso.
— Hey quem era no telefone? – Nanase pergunta depois de ficarem um tempo em silêncio.
— Aah era o Ai e o Momo. Eles queriam saber onde o Sousuke estava. Acredita que eles só perceberam a falta dele quando chegaram no hotel? Aqueles dois são inacreditáveis. – Matsuoka ri.
— E você já teve notícias do Yamazaki?
— Ainda não.
— Não acha melhor ligar pra saber onde ele está e se acharam o hotel?
— Boa ideia, vou mandar uma mensagem.
~sms~
Rin:Hey onde você está?
Sousuke:No momento no café do hotel. Por quê?
Rin: O Ai e o Momo acabaram de me ligar desesperados pra saber onde você estava.
Café?
Sousuke: Aqueles desgraçados. Desesperados eles vão ficar quando eu pegar eles.
É, foi ideia do Tachibana.
Rin: Hmm então o Tachibana está junto com você?
Sousuke: Eu não poderia deixar o cara vir até o hotel e ir embora né. Não sou tão babaca assim.
Rin: Nossa como você é amigável Yamazaki, estou orgulhoso.
— Então ele respondeu? – Nanase pergunta fazendo Rin desviar o olhar do celular para o moreno.
— Sim, parece que ele está no café do hotel com o Tachibana. – Matsuoka explica.
— Hmm. – Haru murmura
Sousuke: Cala boca idiota. Mas hey como está com o Nanase? Já visitaram o quarto dele? ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Rin: SOUSUKE
VOCÊ É UM IDIOTA NÃO SEI POR QUE AINDA FALO CONTIGO.
Sousuke: Heey não respondeu minha pergunta.
Rin: Ele não é como você taaah. E sim eu conheci a CASA dele.
Sousuke: Ok deixarei você se divertir com seu Nanase haha
— Aconteceu alguma coisa? Seu rosto está vermelho. – Haru se aproxima tocando a testa do ruivo.
— Na-não está tudo ótimo não se preocupe. – Rin sorri nervoso com a aproximação fazendo seu rosto esquentar ainda mais, Haru se afasta encarando-o ainda intrigado.
Quando o moreno vira de costas para Matsuoka voltando ao preparo do almoço, Rin suspira e amaldiçoa Yamazaki pelo seu desconcerto.
Rin: SOU-SU-KE EU TE MATO SEU IDIOTA!!!
Haruka termina de cozinhar o almoço e Rin o ajuda a arrumar a mesa. O cheiro e visual estavam bem convidativos fazendo com que o ruivo salivasse com os pratos já servidos.
— Obrigado pela comida. — Eles dizem juntos e então Haru torna a observar receosamente o ruivo querendo ver sua reação.
Rin calmamente pega uma quantidade significativa de comida e coloca na boca mastigando-a lentamente procurando absorver bem o sabor. Matsuoka arregala levemente o olho surpreso com o sabor, ele já sabia que o moreno sabia cozinhar por morar sozinho, mas não imaginava que era tão bom.
— Está bom? — Nanase pergunta curioso.
— Se está bom? Está muuuito gostoso. — Rin fala depois de engolir, enchendo sua boca logo em seguida.
— Serio? — Nanase arregala os olhos.
— Ahamm...Noooss não sabia que cozinhava tão bem. — Rin confessa enquanto mastigava.
— Obrigado. — Haru sorri de lado feliz com o elogio.
— É sério, eu sou um desastre na cozinha. Se eu precisar morar um dia sozinho vou te levar junto. — Matsuoka fala enquanto comia nem se dando conta do que havia proposto.
— Você já quer me levar junto contigo? — Haruka provoca em tom brincalhão, fazendo Rin corar.
— Sempre quis. — Matsuoka fala sério, fazendo agora Haru corar e voltar seu olhar para o prato.
— Hmm mas não sei se você iria gostar, porque eu não sei fazer muita coisa fora cavalinha. — Nanase fala depois de um tempo, quebrando aquela seriedade.
— Se a cavala já saiu assim tão boa, você consegue fazer outras coisas também. É só querer. — Rin pisca, fazendo Haru desviar o olhar constrangido.
Eles terminam de comer em silêncio. Rin ajuda Haru a recolher a sobra do almoço e limpar a louça. Depois de escovado os dentes e feito demais higiene, os rapazes sentam no sofá pra descansar.
— Você está cansado da viagem? Se quiser ir dormir um pouco fique a vontade? — Haruka sugere educadamente.
— Não, eu estou bem. — Rin sorri sincero.
— Você tem treino hoje? — O moreno pergunta ao lembrar que Matsuoka não estava ali só de passeio, como também vinha pra competir e sendo assim não podia poupar os treinos.
— Não, a gente decidiu que hoje iríamos descansar devido à viagem. Os treinos começam só amanhã no caso. — Rin esclarece.
— Hmm, então o que você quer fazer? – Haru pergunta o encarando.
— O que você quiser. – Matsuoka responde e completa em pensamento: “O que importa é estar com você.”.
— Estava pensando, se você quiser também, assistirmos um filme. Porque querendo ou não você deve estar cansado da viagem e temos a semana toda pra sair. – Haruka sugere.
— Ótima ideia. – Rin concorda.
— Decidido então, escolhe um filme na prateleira. – Haru aponta para o cômodo.
Rin observa a fileira de filmes e então escolhe o que mais lhe chama a atenção, descobrindo logo depois ser um filme de terror. Haru coloca o dvd pra começar o filme e em seguida eles se acomodam um do lado do outro envoltos em edredons.
No começo quando o filme apresentava um clima mais leve eles comentavam uma ou outra coisa e riam juntos. Porém logo quando começou o suspense a sala ficou em silêncio e Rin que não era muito fã desse tipo de filme se encolhia aos poucos, porém tentava se manter forte ao lado de Nanase para não passar vergonha. Porém em uma das cenas fortes Rin leva um susto fazendo com que ele pulasse e fosse com o corpo de encontro a Haru envolvendo seu braço forte e escondendo seu rosto. Logo que a cena passa Rin percebe o que fez e se afasta corando.
— De-desculpa, eu acabei me assustando e...- Matsuoka gagueja amedrontado.
— Tudo bem Rin, se quiser pode me abraçar não tem problema. – Nanase fala calmo.
— Mesmo? – Rin o encara apreensivo.
— Mesmo. – Haru sorri levemente.
Rin então chega mais perto e eles deitam de lado para que o ruivo envolva o braço direito de Haruka em um abraço.
Com a tensão do filme eles conseguem continuar concentrados, porém Nanase de vez em quando sente o ruivo tremer e se esconder sobre seu braço. O ápice foi quando o garoto apertou forte seu braço e começou a soluçar, Haruka então pausa o filme e vira na direção do ruivo. Rin escondia seu rosto no braço do moreno não querendo que o mesmo o visse.
— Riiin não chora, eu estou aqui. — Nanase acaricia o cabelo do garoto sem saber muito o que fazer.
— E-eu nãao estou chorando. — Rin murmura abafado fungando.
— É só um filme, se quiser podemos ver outro. — Haru fala suavemente tentando acalma-lo.
— Ma-mas e você? — Rin afasta o rosto apenas deixando seus olhos expostos.
— Eu já vi e também não sou muito fã desse tipo de filme. — Haru o tranquiliza e sorri achando fofo o jeito que Rin o olhava.
— Porque tem então? — Matsuoka pergunta já calmo.
— Não são meus, são do Nagisa. Como eles costumam se reunir aqui ele acabou deixando os dvds. — Haru explica.
— Hmm...eles vem muito aqui? — Rin faz bico.
— Como aqui é espaçoso e eu moro sozinho eles preferem vir aqui. E também porque eu não gosto muito de sair.
— Tachibana também vem? — Rin franze as sobrancelhas.
— Ele é meu melhor amigo e mora aqui do lado, então sim. — Haruka percebe que Rin está com ciúmes e completa a fim de provoca-lo. — Na verdade ele é o que mais vem aqui.
— Não gosto dessa proximidade sua com esse Makoto. — Rin confessa com o semblante fechado.
— Ciúmes Matsuoka? — Nanase arqueia a sobrancelha.
— Puuff eu não estou com ciúmes. — Rin desvia o olhar bufando.
— Hey, não precisa ficar com ciúmes. — Nanase pega a mão de Rin e coloca sobre seu peito. — Porque apenas você está aqui dentro.
Matsuoka olha para sua mão junta a de Nanase e consegue sentir os batimentos acelerados do moreno. Rin cora ao entender o que Haru dizia e sorri bobamente.
— Haaaaru você não está ajudando minha situação. — Rin murmura manhoso.
— O que estou fazendo? — Haru ri.
— Está me fazendo desejar beija-lo. — Rin fala sério encarando-o fixamente os olhos extremamente azuis.
Haru retribui o olhar com o rosto quente.
— E o que está lhe impedindo? — Nanase fala no mesmo tom sério.
Matsuoka cora com as palavras, porém depois da fala de Haru, Rin ergue o corpo ficando com o rosto rente ao moreno, com a outra mão acaricia o rosto de Nanase que fecha os olhos com a caricia. Rin observa calmamente o rosto delicado de Haru, seu semblante calmo, o cabelo preto meio bagunçado, os olhos fechados e a boca levemente carnuda entreaberta chamando-lhe. Enquanto isso ele ainda sentia os batimentos de Nanase sobre sua mão. Matsuoka queria gravar cada detalhe, havia esperado tanto por esse momento, imaginando como seria e agora que enfim iria realiza-lo não gostaria de perder nenhum precioso detalhe de seu moreno.
Rin acaba com aquela distância e junta seus lábios, de início sendo apenas um selar para então repeti-lo, podendo sentir a textura macia entre seus lábios para então pedir passagem com a língua que rapidamente é aceita. Seus lábios se moviam lentamente, as línguas tornando-se uma, provando o sabor característico do outro. Conforme precisavam de ar Matsuoka separava os lábios apenas para voltar a suga-los e morde-los entre os seus, Nanase também imerso aos lábios do ruivo envolve suas mãos no pescoço de Rin acariciando o cabelo do rapaz.
Tanto o moreno como o ruivo estavam hipnotizados pela junção dos lábios e de como pareciam se encaixar perfeitamente, envolvidos no ritmo que ambos ditavam juntos, devotos a conexão dos lábios. Ambos haviam almejado esse momento, ansiando por poder sentir os lábios do amado que agora que chegara a hora eles queriam poder transformar aquele momento eterno. Porém com a falta de oxigênio em seus pulmões eles foram obrigados a se separarem, apenas os lábios já que as testas continuaram juntas tal como seus corações.
Rin distribui vários selinhos fazendo Haru sorrir bobamente entre o beijo e abrir os olhos. Com sorrisos bobos, faces coradas e agora lábios vermelhos seus olhares se encontram e se fixam. Ambos transmitiam tranquilidade e transparência ao outro, sentindo uma paz e felicidade apenas por compartilharem aquele momento.
Rin deposita um último selinho, antes de Haru se pronunciar.
— Satisfeito? — Nanase se refere ao beijo.
— Por enquanto sim. — Rin lambe os lábios e depois sorri sacana.
— Matsuo-baka. — Haru revira os olhos e dá um leve soco no ombro de Rin.
O ruivo ri, fazendo Nanase arregalar levemente seus olhos e sentir seu coração falhar. Ele já havia escutado Rin rir outras vezes em conversas no telefone, web can ou áudios por mensagens, mas nunca tão perto como estavam com apenas um palmo de distância. E Haruka não pode deixar de observar cada detalhe querendo gravar aquela cena em sua memória. Como o jeito que os olhos de Rin fecham enquanto seu sorriso se alarga e deixam seus dentes pontiagudos a mostra, tal como seus ombros tremem levemente enquanto sua risada doce ecoa sobre o cômodo e como depois seus olhos ficam brilhantes e coloridos. Nanase adicionaria como sua nova visão favorita.
Rin depois de rir observa que Haru o observava tempo demais e então cora, perguntando logo depois:
— O que tanto olha?
— Você. — Haru responde de imediato.
— Isso eu sei. Mas por quê?
— Você é lindo, precisa mais motivo que isso? – Nanase fala sincero.
— Idiota, assim você me deixa sem graça.- Rin cora e dá um leve tapa no peito do moreno que ri com a reação do rapaz.
— Então estamos quites. – Haru fala se referindo a proposta do beijo.
— Você gostou? – Matsuoka pergunta depois de um tempo em silencio.
— Do que? – Nanase questiona confuso com a pergunta.
— Do nosso primeiro beijo. – Rin desvia o olhar com vergonha enquanto sorri de lado.
— Mas é claro, foi perfeito.E você? – Haru fala sincero.
— Não tinha motivos para eu não gostar já que fora com a pessoa que eu amo. – Matsuoka fala sério voltando a encara-lo nos olhos.
— Depois eu que faço você ficar sem graça. – Nanase sorri corando levemente.
— Talvez seja contagioso. – Matsuoka brinca mostrando a língua.
Com aquele clima leve eles trocam sorrisos cúmplices e resolvem assistir um desenho animado que estava passando na televisão, trocando caricias entre os intervalos.
Ao escurecer Matsuoka vai tomar banho seguido de Nanase que depois de banhado prepara o jantar para ambos. Depois de alimentados e de ter limpados os utensílios usados, eles resolvem se deitar após ambos se pegarem bocejando ao mesmo tempo causando boas risadas aos dois rapazes. Rin não sabia até o momento onde iria dormir, Haru não tinha falado nada do assunto e ele sabia que tinha mais quartos pela casa fora do moreno, porém o ruivo torcia por poder dormir no mesmo quarto que Nanase. Não que Matsuoka estivesse planejando fazer algo com o moreno, até porque ele não queria apressar as coisas, ele só queria poder vê-lo adormecido e as expressões que fazia enquanto estivesse inerte ao sono.
Não sabendo onde dormiria Rin apenas segue os passos de Haruka até o quarto do moreno e então teve sua dúvida respondida ao que o garoto retira um colchão debaixo da cama e o posta ao lado.
— Eu vou dormir no seu quarto? — Rin pensa alto no momento que Haru termina de arrumar o colchão colocando um travesseiro e edredom.
Haruka o torna a encarar durante algum tempo depois da pergunta, fazendo o ruivo desviar os olhos para o colchão constrangido. E quando ele achava que o moreno não iria mais o responder, Nanase fala:
— Sim. Eu achei que você ficaria mais confortável se eu estivesse por perto caso precisasse de algo, do que ficar sozinho em outro quarto. Por quê? Algum problema?
— Problema algum, está ótimo. — Rin sente seu rosto esquentar com as recentes palavras de Nanase. O ruivo estava surpreso e um tanto constrangido de como o moreno conseguia ser sincero e direto sem demonstrar constrangimento.
Haru deita na sua cama e Rin no colchão ao lado, apagam-se as luzes e apenas sobra o silêncio. Que são quebrados a menos de cinco minutos pelo ruivo.
— Haru, você está acordado? — Matsuoka sussurra encarando o escuro que ele imaginava estar Nanase.
— Estou. — Haru devolve ainda com os olhos fechados.
— Eu não consigo dormir. — Rin murmura.
— Fecha os olhos e você logo pega no sono. – Nanase recomenda.
— Eu já fiz isso e não deu certo. — Rin insiste.
— Conta carneirinhos ou pensa em algo que o faça dormir. – Haru sugere e completa cansado. — Sei lá não posso fazer nada.
— Ta bom, vou tentar.
O ruivo se mexe na cama e então se segue um silêncio novamente, até Haru escutar um sussurrar "Três...quatro...cinco...seis..."
— Hey Rin! O que você está fazendo? – Nanase o chama.
— Eu estou contando carneirinho como você falou. – Rin explica o que pra ele era o obvio.
— Eu percebi, mas é pra contar eles na mente e não falar em voz alta. – Haru o repreende.
— Desculpe, mas continuo sem conseguir dormir. – Matsuoka faz bico mesmo que o moreno não consiga enxerga-lo.
— Já tentou pensar em algo que o faça dormir? – Haruka pergunta.
— Já e também não deu certo. – Rin resmunga.
— Você deve ter pensado em algo errado. – Nanase retruca.
— Não, eu sempre conseguia dormir quando pensava sobre isso. Mas agora não consigo. – Rin murmura manhoso.
— E no que você estava pensando? – Haru pergunta curioso.
— Em você. – Rin fala sincero.
Segue um silêncio novamente, no qual Rin gostaria de ver qual seria a expressão de Haru ao ouvi-lo. Já Nanase estava com os olhos agora abertos e levemente arregalados enquanto corava encarando o escuro onde provavelmente estaria o ruivo, agradecendo por não poder enxerga-lo por estar com vergonha, mas ao mesmo tempo querendo vê-lo ao dizer aquelas palavras.
— Haru? — Depois de um tanto em silêncio Rin volta a chama-lo receoso.
— O que foi? — Haru resmunga.
— Eu acho que sei por que não consigo dormir. – Matsuoka fala depois de pensar sobre.
— Por quê? – Haruka pergunta.
— Por que eu sempre durmo com um travesseiro abraçado. – O ruivo confessa.
— Por que não abraça esse que você está deitado então? – Haru sugere.
— Por que eu só consigo dormir quando estou abraçado com outro travesseiro. – Rin retruca.
— Eu não tenho outro travesseiro aqui e não vou buscar no outro quarto há essa hora, até porque os demais devem estar mofados. – Nanase resmunga.
— Oh, tudo bem. Eu vou tentar dormir mesmo assim. – Matsuoka murmura cabisbaixo.
Haru escuta Rin se movimentar no colchão e então volta o silêncio, porém inquieto o ruivo volta a se mexer seguidas vezes sem nenhum sucesso de sono. Até Haru ligar o abajur ao seu lado da cama, fazendo Rin encara-lo surpreso com a pequena luminosidade e vê-lo com o semblante fechado o encarando diretamente.
— De-desculpa. – Matsuoka desvia o olhar para o colchão achando que havia irritado o moreno.
— Rin, vem aqui. — Haru fala dando espaço na cama.
— O que? — Rin volta a encara-lo agora confuso.
— Vem logo deitar do meu lado. — Haru fala em um tom impaciente.
— Oh! Tem certeza? — Rin arregala os olhos e cora ao entender o que o moreno queria dizer.
— Sim, vem antes que eu mude de ideia. – Nanase o chama batendo com a mão no colchão.
— Ok. – Matsuoka concorda de imediato.
Rin rapidamente se desloca do colchão pra cama de Haruka e consegue encarar brevemente as orbes azuis, até Nanase apagar a luz do abajur e virar de costas pra si. Rin confuso não estava entendo o porquê de o moreno o convidar pra se deitar na mesma cama e o que aquilo se referia a sua insônia. Até ele sentir uma mão o tocar e agarrar seu braço fazendo-o circular a cintura de Haru. Matsuoka arregala os olhos e sente seus batimentos acelerarem ao enfim entender o que aquelas atitudes significavam. E então sorrindo bobo em meio ao escuro Rin aperta de leve os braços em volta de Nanase, enquanto descansava seu rosto na curva do ombro do moreno aspirando seu cheiro.
— Boa noite Haru. — Rin sussurra fazendo Nanase se arrepiar com a voz e a respiração tão próximas.
— Boa noite Rin. — Haru devolve no mesmo sussurrar e sorriso bobo no rosto.
E assim ambos os rapazes conseguem dormir tranquilos a noite toda sem demais interrupções.
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